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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PERFIL BIOGRÁFICO DE CHICO XAVIER II

Foi só em 1931, quando atingiu a maioridade física, que o espírito de Emmanuel passou a dirigir e orientar a imensa obra da qual ele tem sido o intermediário. O próprio Chico reconhece três períodos distintos em sua vida mediúnica. A primeira, dos 4 aos 17 anos, época em que via sua mãe e estava sob a influência de entidades felizes e infelizes; a segunda, dos 17 aos 21 anos, quando conheceu o Espiritismo e psicografou mensagens dos espíritos amigos e que foram inutilizadas, a pedido deles, por se tratarem de esboços e exercícios de adestramento e, finalmente, o terceiro período, de 1931 até os dias de hoje, que se iniciou com a presença do espírito guia Emmanuel, quando este assumiu o encargo de orientar suas atividades mediúnicas.
A partir de 1932, com a publicação de Parnaso de Além Túmulo, coletânea de poesias de escritores brasileiros e portugueses desencarnados, os livros psicografados por seu intermédio começaram a ser editados pela Federação Espírita Brasileira (FEB). Foi assim com as 85 primeiras obras. As demais foram publicadas por várias outras editoras. Os direitos autorais, desde o primeiro volume, foram doados a obras de benemerência, com a transferência dessa responsabilidade às editoras.
Às vezes, faltava o necessário em sua casa, mas jamais recebeu um único centavo da obra dos espíritos.
Chico Xavier tem diferentes tipos de mediunidade: psicofonia com transfiguração; efeitos físicos e materialização; xenoglossia ou mediunidade poliglota, desdobramento; cura etc., mas a principal delas é a psicografia. Em 1958, o médium foi acometido de labirintite. Nesse mesmo período, através da imprensa, sofreu ataques de um sobrinho, que contestava suas faculdades mediúnicas e dizia inverdades sobre a conduta do tio. Foi um triste episódio para a família Xavier.
Em janeiro de 1959, aconselhado por seu médico, mudou-se para Uberaba, a convite de Waldo Vieira, àquela época ainda estudante de medicina, e que fundou a Comunhão Espírita Cristã com a finalidade de dar suporte às tarefas do médium e as suas próprias, uma vez que ele também era psicógrafo, tendo lançado 17 obras em parceria com Chico.
Em 1965 e 1966, ambos fizeram viagens ao Exterior, visitando irmãos espíritas nos Estados Unidos e na Europa, com a finalidade de difundir o Espiritismo. O livro lhe World ofthe Spirit, publicado pela Philosophical Library, de Nova Iorque, em 1966, e a fundação de núcleos espíritas em Washington e Ellon Collegue, foram frutos de suas atividades no Exterior.
Depois da última viagem, em 1966, o dr. Waldo Vieira desligou-se totalmente de suas tarefas espíritas e mudou-se para o Rio de Janeiro.
Até 19 de maio de 1975, Chico permaneceu na Comunhão Espírita Cristã, desligando-se depois dessa data, quando essa instituição foi beneficiada, em testamento, com um grande patrimônio de terras em Goiás. Reiniciou suas atividades no Grupo Espírita da Prece, em casa muito simples e humilde localizada no bairro João 23, em Uberaba, onde permaneceu em atividades mediúnicas até o declínio de suas forças físicas, depois dos 80 anos. Ainda hoje, às vésperas de completar 87 anos, recebe para os cumprimentos, em sua própria casa, as pessoas que vão em busca de consolo e instrução.
Além de presidir o Grupo Espírita da Prece, seu filho adotivo, dr. Eurípedes Higino dos Reis, o tem auxiliado nas tarefas que ainda pode realizar, porque está paralítico das pernas e tem o corpo físico naturalmente debilitado.
Após o enfarte que sofreu, em novembro de 1976, o perseverante seareiro vem se submetendo a tratamento constante para o problema cardíaco, obedecendo fielmente às prescrições médicas.
Antes, já fazia, de forma regular, tratamento no olho esquerdo, uma vez que o perdeu totalmente por doença irreversível.
Sofreu várias intervenções cirúrgicas, inclusive para correção de hérnias abdominais resultantes das sevícias da infância. Pode-se constatar, neste livro, em A Dor e o Bálsamo, que o médium não interrompeu quase nada as suas tarefas, após o enfarte. Consolando os outros, encontrou o bálsamo e a melhora para seus próprios males. Essa é uma característica de sua maneira de ser.


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PERFIL BIOGRÁFICO DE CHICO XAVIER I

Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, cidadezinha próxima de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, em 2 de abril de 1910.
João Cândido, seu pai, tinha temperamento de artista, gostava de serenatas ao som do violão, foi cambista de bilhetes de loteria, homem pobre de prole numerosa. Sua mãe, Maria João de Deus, filha de lavadeira humilde de Santa Luzia do Rio das Velhas era neta de índia, a avó Senhorinha, e reconhecida por sua bondade natural. A matriz genética mais característica do povo brasileiro — a do ameríndio, do português e do negro — está presente na base corpórea de Chico Xavier, esse homem simples das Minas Gerais.
Desde a primeira infância, fatos insólitos aconteciam em sua vida: aos quatro anos repetiu aos pais os ensinamentos que lhe eram ditados pelos espíritos a respeito de problemas de saúde de uma vizinha e depois do falecimento de sua mãe, ocorrido a 29 de setembro de 1915, passou a vê-la e a conversar com ela.
Os fenômenos, que ocorriam de forma tão natural e constante em sua
vida, eram rechaçados invariavelmente por aqueles que o cercavam, uma vez
que a pequena Pedro Leopoldo, como toda cidade mineira, estava impregnada
do catolicismo do início do século. Isso, como é natural, criou conflitos psicológicos muito grandes para o menino ingênuo.
Se contava que havia visto a mãe e conversado com ela, apanhava ainda mais da madrinha — a mulher perturbada sob cuja guarda ficou, durante mais de dois anos, após a morte de sua mãe — e que o surrava normalmente três vezes ao dia, sem perdão de um único dia da semana, além de outras sevícias.
Suas visões e conversas com os seres de outro mundo pontilharam sua
vida escolar — ele conseguiu fazer somente o curso primário —, suas visitas à
igreja católica, hábito no qual foi educado por sua mãe, e também seu trabalho.
Sebastião Scarzelli, seu padre confessor, passava-lhe penitências a fim de
livrá-lo dos demônios, mas as aparições continuavam.
Antes de completar nove anos, trabalhou na fábrica de tecidos para auxiliar no sustento da casa. Cidália, a segunda esposa de seu pai, anjo de bondade em suas vidas, tivera mais seis filhos; ao todo, seu João Cândido foi pai de 15.
Desde cedo, Chico esqueceu-se de si próprio para auxiliar no sustento e
educação dos irmãos. Caiu doente dos pulmões com o trabalho da tecelagem,
passou, então, a auxiliar de cozinha no Bar do Dove, depois, por alguns anos,
foi caixeiro de um pequeno armazém de propriedade do sr. José Felizardo
Sobrinho e, finalmente, aos 23 anos, entrou para o Ministério de Agricultura,
prestando serviço à Fazenda Modelo de sua cidade, aposentando-se, após 35
anos de trabalho, já em Uberaba, sem nunca ter tirado férias ou faltado ao
serviço, no cargo de escriturário.
Em maio de 1927, Maria Xavier, irmã de Chico, apresentou distúrbios
psíquicos que não foram solucionados pela Medicina. A família pediu, então, o
auxílio do sr. José Hermínio Perácio e sua esposa Carmem, espíritas convictos, que trataram da jovem, acometida de obsessão, em seu próprio lar,
reintegrando-a, depois, à vida familiar, devidamente equilibrada e com a
orientação espírita.
Com esse fato, Chico Xavier convenceu-se da realidade do Espiritismo e
reuniu um grupo de crentes para o estudo e difusão da Doutrina. Foi nessas
reuniões iniciais que ele se desenvolveu como médium escrevente, semi16
mecânico. No dia 8 de julho de 1927, recebeu as primeiras páginas
psicografadas de autoria de um espírito amigo, em uma reunião do Centro
Espírita Luiz Gonzaga, que funcionava na residência de seu irmão, José
Xavier. Desde então, até os dias de hoje, cerca de 70 anos depois, ele tem sido
a extraordinária antena psíquica do século 20, recebendo páginas literárias,
científicas, evangélicas e consoladoras de mais de 600 autores, com 402 livros
publicados até o momento (dezembro de 1996).


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

terça-feira, 29 de agosto de 2017

MÁGOA

Espírito: ANDRÉ LUIZ.
Se a mágoa lhe bate à porta, entorpecendo-lhe a cabeça ou paralisando-lhe os braços, fuja dessa intoxicação mental enquanto pode.
Se você está doente, atenda ao corpo enfermiço, na convicção de que não é com lágrimas que você recupera um relógio defeituoso.
Se você errou, busque reconsiderar a própria falta, reajustando o caminho sem vaidade, reconhecendo que você não é o primeiro e nem será o último a encontrar-se numa conta desajustada que roga corrigenda.
Se você caiu em tentação, levante-se e prossiga adiante, na tarefa que a vida lhe assinalou, na certeza de que ninguém resgata uma dívida ao preço de queixa inútil.
Se amigos desertaram, pense na árvore que, por vezes, necessita de poda, a fim de renovar a própria existência.
Se você possui na família um ninho de aflições, é forçoso anotar que o benefício da educação pede a base da escola.
Se sofrer prejuízos materiais, recorde que, em muitas ocasiões, a perda do anel é a defesa do braço.
Se alguém lhe ofendeu a dignidade, olvide ressentimentos, ponderando que a criatura de bom senso, jamais enfeitaria a própria apresentação com uma lata de lixo.
Se a impaciência lhe marca os gestos habituais, acalme-se, observando que os pequeninos desequilíbrios integram, por fim, as grandes perturbações.
Seja qual for o seu problema, lembre-se de que toda mágoa é sombra destrutiva e de que sombra alguma consegue permanecer no coração que se acolhe ao trabalho, procurando servir.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

PROFILAXIA

Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.
Se a cólera explode ao seu lado, use a prece, a fim de que o incêndio não se comunique às regiões menos abrigadas de sua alma.
Se a incompreensão lhe atira pedradas, use o silêncio, em seu próprio favor, imobilizando os monstros mentais que a crueldade desencadeia nas almas frágeis e enfermiças.
Se a antipatia gratuita surpreende as suas manifestações de amor, use a prece, facilitando a obra da fraternidade, que o Mestre nos legou.
O silêncio e a prece são os antídotos do mal, amparando o Reino do Senhor, ainda nascente no mundo.
Se você pretende a paz no setor de trabalho que Jesus lhe confiou, não se esqueça dessa profilaxia da alma, imprescindível à vitória sobre a treva e sobre nós mesmos.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

sábado, 26 de agosto de 2017

BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS II

                Grande parte das nossas dificuldades atuais são causadas por nós mesmos, na busca incessante por facilidades e confortos materiais. Para ganhar dinheiro, fama e poder, muitas vezes ofendemos, fazemos escolhas equivocadas, somos egoístas, impiedosos e orgulhosos. É justo que, no curso de uma nova existência, resgatemos nossos débitos com as criaturas e até conosco mesmo, entendendo que somos responsáveis por tudo que sentimos, pensamos e fazemos. Isso explica também as nossas provações e passamos a enxergar a Terra como um imenso território adequado para abrigar espíritos em evolução para a perfeição possível. Neste mundo de expiações e de provas, ainda há a necessidade de experiências dolorosas e desagradáveis, para que os espíritos descubram o prazer de fazer o bem e de viver como irmãos. Enquanto permanecer na rebeldia e não agradecer o benefício da aflição momentânea, a criatura irá de ações e reações, sofrendo o que fez sofrer, colhendo do que plantou, até compreender que somente dela depende libertar-se das aflições desta vida. Em suma, todas as atribulações de nossa vida terrena são consequências de nossas faltas. Quando volvemos nosso olhar para os missionários do mundo moderno, que tanto sofreram dores físicas com enfermidades terríveis, mister se faz lembrar da afirmação de Kardec de que muitas dessas aflições são provas escolhidas pelos próprios espíritos, que as pediram para apressar seu adiantamento ou para concluir processos purificatórios.
                Por último, muito embora o capítulo 5, do Evangelho Segundo o Espiritismo jamais nos permitirá ser tão conclusivos, é fundamental entender a diferença entre prova e expiação. Expiação é sofrer as consequências de nossas faltas, passar pelos mesmos sofrimentos causados a nós ou aos outros, para que desperte em nós a consciência do sofrimento que provocamos, aproveitando as oportunidades para reparar os males causados, corrigindo-nos e prosseguindo em nossa evolução em melhores condições. Já as provações são testes de avaliação do aprendizado, passando pelas mesmas dificuldades que deram origem às ações negativas para resolvê-las, sem ferir a ninguém, usando-as para o desenvolvimento das nossas qualificações intelectuais e morais. Kardec ensina que “a expiação serve sempre de provas, mas a prova nem sempre é uma expiação. Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa ser provado”. Por tudo isso, entender que “bem-aventurados os aflitos” é entender  Deus e reconhecer a necessidade de resignar-se; submeter-se, voluntariamente, às Suas leis, compreendendo que sendo Ele, o Absoluto na perfeição e causa de tudo que existe, por certo não comete erros ou enganos e Suas leis sábias e amorosas se obedecidas, hão de nos levar à felicidade. Esta é a resignação preconizada pelo espiritismo, uma submissão ativa, fruto do entendimento dos objetivos da vida e dos seres, assimilando a promessa de Jesus quando oferta as bem-aventuranças aos que sofrem, aos aflitos. O Mestre não espera que não choremos pela dor, mas nos pede para que tentemos sorrir pela benção da oportunidade de ressarcimento das dívidas do passado, entregando-nos à vontade do Pai. A resignação é a coragem da virtude. (Caibar Schutel)

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
imagem: google

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS I

                Poucos realmente entendem o sentido que a expressão bem-aventurado tem no discurso do Mestre Jesus, até porque é muito difícil esta compreensão para quem, com os pés fincados numa única existência e num mundo materialista como este nosso, acredita que ser bem-aventurado é sinônimo de ser feliz. Dentro do axioma “ler Kardec, para entender Jesus”, o estudo da doutrina espírita, que alarga nosso campo de visão para além desta vida e nos faz compreender e aceitar as múltiplas encarnações, nos oferece a releitura das bem-aventuranças, percebendo que Jesus deixa expresso na sua alocução a ideia clara da imortalidade da alma, ensinando, todavia, que o universo é regido pela lei de causa e efeito. Ambos os pilares doutrinários, casualidade e imortalidade da alma, ampliam o nosso entendimento e, neste contexto, obtemos a chave para abrirmos o baú dos mistérios da fé. Portanto, entendendo que as aflições não são castigos divinos e muito menos pragas lançadas aleatoriamente pelo Criador para provocar o arrependimento de suas criaturas, compreendemos perfeitamente que a justiça divina é incorruptível e se alicerça na expressão “à cada um, segundo suas obras”.
                Por intermédio do estudo do pentateuco de Kardec, fica fácil entender porque uns vivem na opulência e outros na miséria. Nada de privilégios, apenas mecanismos disponibilizados pela bondade divina, para nos reconduzir ao caminho da redenção e da reforma íntima. Quem se locupletou na avareza e amealhou fortunas escravizando seu irmão, nada mais justo que agora experimente a provação e a dor de não enriquecer. Da mesma forma, porém, o consolo de saber que o espírito que já aprendeu a usar o dinheiro em prol do progresso da sua comunidade, não mais precisará passar pela prova da pobreza, a não ser que desejar para cumprir determinada missão. Portanto, se sofro agora e me mantenho resignado e confiante de que esta prova é para meu bem, bem-aventurada esta dor, porque me proporcionará mais venturosa minha próxima reencarnação.
                De posse deste conhecimento, a imensa injustiça que vige entre os homens na Terra adquire para nós um outro contorno. Deixamos de acreditar que tudo que nos rodeia, inclusive nossos sentimentos, emoções, inteligência, criatividade, etc, provêm da própria matéria ou do cérebro ao aceitar a existência de Deus e n’Ele depositarmos nossa fé e total confiança, vamos finalmente compreender a maravilhosa resposta dada pela espiritualidade maior à Kardec, na pergunta primeira de O Livro dos Espíritos, revelando o que é Deus, reconhecendo-o como a causa primária de todas as coisas. Sendo Deus soberanamente justo, toda aflição humana é efeito de uma causa humana e, por isso, não há como atribuir a Ele a injustiça dos homens, como bem esclarece Kardec, no capítulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando revela que “as vicissitudes da vida têm pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa”. Concluindo, no mundo não existem vítimas e nem sofredores inocentes.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
imagem: google

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

COM VOCÊ MESMO

Cap. V – Item 13
Meu amigo, você clama contra as dificuldades do mundo, mas será que você já pensou nas facilidades em suas mãos?
Observemos:
Você concorre, em tempo determinado, para exonerar-se da multa legal, com expressiva taxa de consumo de luz e força elétricas; todavia, a usina solar que lhe fornece claridade, calor e vida, nem é assinalada comumente pela sua memória...
Você salda, periodicamente, largas contas relativas ao gasto de água encanada; no entanto, nem se lembra da gratuidade da água das chuvas e das fontes a enriquecer-lhe os dias...
Você estipendia na feira, com apreciáveis somas, todo gênero alimentício que lhe atenda ao paladar; contudo, o oxigênio – elemento mais importante a sustentar-lhe o organismo – é utilizado em seu sangue sem pesar-lhe no orçamento com qualquer preocupação...
Você resgata com a loja novos débitos, cada vez que renova o guarda-roupa, e, apesar disso, nunca inventariou os bens que deve ao corpo de carne a resguardar-lhe o Espírito...
Você remunera o profissional especializado pela adaptação de um só dente artificial: entretanto, nada despendeu para obter a dentadura natural completa...
Você compra a drágea medicamentosa para leve dor de cabeça; todavia, recebe de graça a faculdade de articular, instante a instante, os mais complicados pensamentos...
Você gasta quantias inestimáveis para assistir a esse ou aquele espetáculo esportivo ou à exibição de um filme; contudo, guarda sem sacrifício algum a possibilidade de contemplar o solo cheio de flores e o Céu faiscante de estrelas...
Você paga para ouvir simples melodia de um conjunto orquestral; no entanto, ouve diariamente a divina musica da natureza, sem consumir vintém...
Você desembolsa importâncias enormes para adquirir passagens e indenizar hospedarias, sempre que se desloca de casa; não obstante, passa-lhe despercebido o prêmio vultoso que recebeu com o próprio ingresso na romagem terrestre...
Não desespere e nem se lastime...
Atendamos à realidade, compreendendo que a alegria e a esperança, expressando créditos infinitos de Deus, são os motivos básicos da vida a erguer-se, a cada momento, por sinfonia maravilhosa.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

MADEIROS SECOS

“Porque, se ao madeiro verde fazem isto, que se fará ao seco?” — Jesus. (LUCAS 23:31)

Jesus é a videira eterna, cheia de seiva divina, espalhando ramos fartos, perfumes consoladores e frutos substanciosos entre os homens, e o mundo não lhe ofereceu senão a cruz da flagelação e da morte infamante.
Desde milênios remotos é o Salvador, o puro por excelência.
Que não devemos esperar, por nossa vez, criaturas endividadas que somos, representando galhos ainda secos na árvore da vida?
Em cada experiência, necessitamos de processos novos no serviço de reparação e corrigenda.
Somos madeiros sem vida própria, que as paixões humanas inutilizaram,
em sua fúria destruidora.
Os homens do campo metem a vara punitiva nos pessegueiros, quando suas frondes raquíticas não produzem. O efeito é benéfico e compensador.
O martírio do Cristo ultrapassou os limites de nossa imaginação. Como tronco sublime da vida, sofreu por desejar transmitir-nos sua seiva fecundante.
Como lenhos ressequidos, ao calor do mal, sofremos por necessidade, em favor de nós mesmos.
O mundo organizou a tragédia da cruz para o Mestre, por espírito de maldade e ingratidão; mas, nós outros, se temos cruzes na senda redentora, não é porque Deus seja rigoroso na execução de suas leis, mas por ser Amoroso Pai de nossas almas, cheio de sabedoria e compaixão nos processos educativos.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

terça-feira, 22 de agosto de 2017

CONSCIÊNCIA E RESPONSABILIDADE

                A responsabilidade é manifestação evidente da aquisição de consciência.
                O ato de pensar nem sempre faculta a visão correta, necessária  à responsabilidade. Esta se alicerça no discernimento dos objetivos da existência terrestre, propelindo o ser às ações enobrecedoras em clima de dignificação.
                A responsabilidade faculta o direcionamento dos deveres, elegendo aqueles que são essenciais, em detrimento dos que aparentam benefícios e não passam de suporte para mascarar a ilusão e o gozo.
                A criatura responsável discerne o que realizar e como executá-lo.
                A tendência para o bem é inata no ser humano, em face da sua procedência divina. O entorpecimento carnal, às vezes,  bloqueia a faculdade de direcionamento que a consciência proporciona.
                A pessoa lúcida, como consequência, age com prudência, confiando nos resultados que advirão, sem preocupar-se com o imediatismo, sabendo que a semente de luz sempre se converte em claridade.
                A inconsciência em que estagiam muitas criaturas responde pela agressividade e ignorância que nelas predominam.
                A responsabilidade, advinda da consciência, promove o ser ao estágio de lucidez, que o leva a aspirar às cumeadas da evolução que passa a buscar com acendrado devotamento.
                A consciência da responsabilidade te conduzirá;
                A nunca maldizeres o charco; e sim, a drená-lo;
                A não cultivares problemas; antes, a solucioná-los;
                A não ergueres barreiras que dificultem o progresso; porém, a te tornares ponte que facilite o trânsito;
                A não aguardares o êxito antes do trabalho; pois que, o primeiro somente precede ao último na ordem alfabética dos dicionários;
                A não olhares para baixo, emocionalmente, onde repousam o pó e a lama; entretanto, a fitares o alto onde fulguram os astros;
                A não desistires da luta, perdendo a batalha não travada; todavia, perseverando até o fim, pois que a esperança é a luz que brilha à frente, apontando a trilha da vitória;
                A não falares mal do próximo, considerando as tuas próprias deficiências; ao invés disso, brindar-lhe palavras de estímulo;
                A não te perturbares ante as incompreensões; porém a te sentires vivo, e, portanto, vulnerável aos fenômenos do trânsito humano;
                A nunca pretenderes a paz sem os requisitos para cultuá-la no íntimo; não obstante, a irradiares a alegria do bem, que fomenta a harmonia.
                A responsabilidade não favorece a autopiedade, nem a presunção, a debilidade moral, nem a violência, a volúpia dos desejos vis, nem os gozos entorpecedores...
                É criativa e enriquecedora, porque sabe encontrar-se em processo de elevação e de crescimento.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

RENOVAÇÃO ÍNTIMA II

                Sem a decisão firme da renovação íntima, o homem faz-se joguete de forças em choque, contra as quais se vê obrigado a lutar.
                É uma batalha árdua e demorada, porque objetiva anular o efeito dos hábitos infelizes, milenarmente fixados na tessitura do próprio ser.
                Essa disposição se deve apoiar na humildade, que é a célula-máter para cometimentos de tal porte.
                A humildade desencoraja qualquer força de violência e de crime.
                Consegue anestesiar os efeitos do mal e provar a excelência do bem.
                O seu exercício produz resultados opimos, favorecendo a sementeira dos objetivos elevados, bem como a fecundação deles nas terras do sentimento.
                Talvez não seja notório para a observação descuidada de terceiros, o programa da renovação íntima.
                Aquele, porém, que se dedica ao compromisso liberativo, descobre a felicidade e a paz que lhe passam a lenir a vida, emulando-o ao prosseguimento do esforço, mediante o qual se eleva.
                Quantos, porém, se preocupam na demonstração exterior dos vínculos com Jesus, prosseguem, não obstante, irritados, insatisfeitos e queixosos, em razão da ausência do Espírito do Cristo, que deveria neles, refletir em forma de amor e harmonia íntima.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 19 de agosto de 2017

RENOVAÇÃO ÍNTIMA I

                A identificação do homem com a mensagem evangélica, não raro se revela mediante o desapego aos objetos e valores materiais.
                Constitui um sinal de compreensão dos deveres humanos em relação ao próximo a generosidade fraternal, em forma de dádivas. No entanto, muitos daqueles que distendem os seus recursos amoedados, mesmo que forrados de propósitos salutares, impõe condições, formulam exigências, conseguindo, assim, minimizar o significado dos auxílios, quando não humilhando os beneficiários.
                O conhecimento cristão, quando penetra o âmago da criatura, torna-se uma claridade que vence as resistências das sombras egoístas que teimam por perdurar.
                Como consequência, impõe a necessidade da renovação interior, vencendo as paixões que ferreteiam o caráter e atormentam os sentimentos.
                Superar as más inclinações e submeter as tendências dissolventes, eis o campo de trabalho silencioso e difícil que não pode ser marginalizado.
                Para que se logrem os resultados positivos, o empreendimento exige disciplina e resolução firme, cujas resistências se haurem no estudo da doutrina do Mestre, na prece e na meditação, com a atitude constante da caridade que faz desabrochem os tesouros que jazem no espírito.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

TOMADAS DE FORÇA

Partindo da certeza de que toda atitude é
Suscetível de ser imitada, compreendamos
Que o contágio da violência, em muitos casos,
Pode ser evitado se não lhe oferecermos
Determinados pontos de ligação.
Os pontos a que nos referimos são de
caracteres diversos, tais sejam:
      ·         Gritos inúteis
      ·         Brincadeiras de mau gosto
      ·         Reclamações agressivas
      ·         Ideias de ódio
·         Intolerância em casa
·         Descortesias na rua
·          Comentários infelizes
·         Respostas deprimentes
·         Perguntas sem necessidade
·         Críticas
·         Gestos de vingança
·         Palavrões
·         Ironias
·         Azedume
·         Cólera
·         Impaciência
Observemos que a energia elétrica,
Quase sempre, se aplica através de tomadas
E convençam-se de que a força mental,
Funciona, também, assim.


Emmanuel

imagem: google 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O SANTO, O ANJO E O PECADOR


O pecador escutava a orientação de um santo, que vivia, genuflexo, à porta de templo antigo, quando, junto aos dois, um anjo surgiu na forma de homem, travando-se breve conversação entre eles.
O ANJO – Amigos, Deus seja louvado!
O SANTO – Louvado seja Deus!
O PECADOR – Louvado seja!
O ANJO (Dirigindo-se ao santo) – Vejo que permaneceis em oração e animo-me a solicitar-vos apoio fraternal.
O SANTO – Espero o Altíssimo em adoração, dia e noite.
O ANJO – Em nome dele, rogo o socorro de alguém para uma criança que agoniza num lupanar.
O SANTO – Não posso abeirar-me de lugares impuros...
O PECADOR – Sou um pobre penitente e posso ajudar-vos, senhor.
O ANJO – Igualmente, agora, desencarnou infortunado homicida, entre as paredes do cárcere... Quem me emprestará mãos amigas para dar-lhe sepulcro?
O SANTO – Tenho horror aos criminosos...
O PECADOR – Senhor, disponde de mim.
O ANJO – Infeliz mulher embriagou-se num bar próximo. Precisamos removê-la, antes que a morte prematura lhe arrebate o tesouro da existência.
O SANTO – Altos princípios não me permitem respirar no clima das prostitutas...
O PECADOR – Dai vossas ordens, senhor!
O ANJO – Não longe daqui, triste menina, abandonada pelo companheiro a quem se confiou, pretende afogar-se... É imperioso lhe estenda alguém braços fortes para que se recupere, salvando-se-lhe também o pequenino em vias de nascer.
O SANTO – Não me compete buscar os delinquuentes senão para corrigi-los.
O PECADOR – Determinai, senhor, como devo fazer.
O ANJO – Um irmão nosso, viciado no furto, planeja assaltar, na presente semana, o lar de viúva indefesa... Necessitamos do concurso de quem o dissuada de semelhante propósito, aconselhando-o com amor.
O SANTO – Como descer ao nível de um ladrão?
O PECADOR – Ensinai-me como devo falar com ele.
Sem vacilar, o anjo tomou o braço do pecador prestativo e ambos se afastaram, deixando o santo em meditação, chumbado ao solo.
Enovelaram-se anos e anos na roca do tempo, que tudo alterara. O átrio mostrava-se diferente. O santuário perdera o aspecto primitivo e a morte despojara o santo de seu corpo macerado por cilício e jejum, mas o crente imaculado aí se mantinha em Espírito, na postura de reverência.
Certo dia, sensibilizando mais intensamente as antenas da prece, viu que alguém descia da Altura, a estender-lhe o coração em brando sorriso.
O santo reconheceu-o. Era o pecador, nimbado de luz.
– Que fizeste para adquirir tanta glória? – perguntou-lhe, assombrado.
O ressurgido, afagando-lhe a cabeça, afirmou simplesmente:
– Caminhei.

Fonte: Contos Desta e Doutra Vida - Francisco Cândido Xavier/Irmão X 
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quarta-feira, 16 de agosto de 2017

INDIVIDUALIDADE DA ALMA ANIMAL

A alma-grupo
            Muito se tem falado que os animais são seres que não possuem alma ou que, se possuem, faz parte de um todo coletivo, negando suas individualidades como seres espirituais.
            Aceitar que os animais são seres que não possuam alma ou que possuem uma alma sem individualidade é o mesmo que negar os preceitos espíritas e a justiça de Deus, pois:
            “Os animais conservam depois da morte a sua individualidade”. (Allan Kardec)
           Essa tese de alma-grupo teria se iniciado na antiguidade e depois foi absorvida pelos hindus. Em seguida foi introduzida em uma filosofia chamada teosofia, que surgiu em época próxima à Codificação Espírita.
            Em relação a alma-grupo, segundo o hinduísmo e a teosofia temos:
            “Um animal durante sua vida no plano físico e durante algum tempo depois no plano astral tem uma alma tão individual e separada como a do homem. Mas quando o animal termina sua vida astral, não se reencarna em outro corpo, e sim retorna a uma espécie de reservatório de matéria anímica que chamamos de alma-grupo”. (C. W. Leadbeater – escritor teosofista – Os mestres e a senda)
            Esse conceito de alma-grupo, que muitos espíritas conhecem como o que foi exposto por Leadbeater, não condiz com a Doutrina Espírita, pois o espiritismo assinala que os espíritos estagiários no reino animal são espíritos em evolução.
            “Todos nós já nos debatemos no seu círculo evolutivo (dos animais)”. (Emmanuel)
            “Por ter passado pela fieira da animalidade, com isso o homem não seria menos homem e nem mais animal”. (Allan Kardec)
            “O princípio inteligente se individualiza e se elabora passando pelos diversos graus da animalidade”; (Espírito de Verdade)
            ... que mantém sua individualidade na dimensão espiritual...
            “Os animais conservam depois da morte a sua individualidade”. (Allan Kardec)
            ... e que finalmente reencarnam.
            “Somos espíritos que animaram animais de antes”. (Emmanuel)
            Não se tornam como se fosse uma gora de água no oceano e reencarnam seguidas vezes a fim de atingir o objetivo da evolução.
            Livro dos espíritos, questão 598:
            “A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?”
            - “Sua individualidade, sim.”
            “Se ela (a alma) não conservasse a individualidade, quer dizer, se ela fosse se perder no reservatório comum chamado grande todo, como as gotas de água no oceano, isso... seria como se não tivesse alma”. (Obras Póstumas)


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ATEÍSMO

Pergunta – Diga-nos algo àqueles que se dizem conscientemente ateus?
Resposta – Emmanuel comumente nos diz que o ateísmo é uma condição transitória para o espírito, considerando-se que todos nós somos criaturas imortais. O ateísmo assim pode ser considerado por faixa de sombra, em nossa estrada evolutiva. Uma espécie de túnel que atravessamos na direção da claridade.


Fonte: Encontros no Tempo – Chico Xavier/Diversos

sábado, 12 de agosto de 2017

DONATIVOS MENOSPREZADOS

Espírito: MILITÃO PACHECO.
Cumprir os próprios deveres sem esperar que os amigos teçam láureas de gratidão.
Calar toda queixa.
Abster-se do gracejo nas conversas de fundo edificante para não desencorajar a responsabilidade nascente.
Grafar páginas consoladoras e construtivas sem a pretensão de sermos compreendidos ou elogiados.
Prestar favores oportunos ao próximo sem a ideia de que o próximo venha, por isso, a dever-nos qualquer coisa, ainda mesmo o agradecimento mais simples.
Reconhecer que as faltas dos outros podiam ser nossas, a fim de que saibamos desculpa-los sem condições.
Não supor que o ouvinte ou os ouvintes seja obrigado a pensar pela nossa cabeça.
Executar os erros de quem se exprime numa assembléia, sem sorrisos de mofa, para que o iniciante no cultivo do verbo superior não se sinta frustrado em seus intentos de bem fazer.
Não atribuir a outrem essa ou aquela falha havida em serviço.
Auxiliar aos irmãos menos felizes sem exprobrar-lhes a conduta passada.
Não acusar e nem criticar pessoas sob o pretexto de estarem ausentes.
Silenciar diante dos grandes ou pequenos escândalos, sem considerações deprimentes, orando em favor daqueles que os provocaram.
Não reclamar homenagens afetivas nessa ou naquela circunstância.
Ouvir com respeito à palavra ou a dissertação supostamente fastidiosa, sem ofender a quem fala.
Evitar a maledicência em derredor de gestos, atitudes e frases sob nossa observação.
Substituir espontaneamente e sem qualquer apontamento desfavorável, nas boas obras, o seareiro em falta nas atividades previstas.
Executar com sinceridade as obrigações que a vida nos preceitua sem a preocupação de invadir as tarefas alheias.
Não opor contraditas às opiniões do interlocutor e sim ajuda-lo, sem presunção, a entender a verdade em torno disso ou daquilo, no momento adequado.
Amar sem pedir que os entes amados se convertam em bibelôs dos nossos caprichos.
Não exigir das criaturas humanas a perfeição moral que todos estamos muito longe de possuir.
Deixar os companheiros tão livres para encontrarem a própria felicidade quanto aspiramos a ser livres por nossa vez.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
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