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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

MÚSCULOS PARA A ALMA

A jovem reclamava sofrer a perseguição de um Espírito que não a deixava em paz. Ideias infelizes, sentimentos negativos, angústia, tristeza, denunciavam a presença da entidade malfazeja.
E apelava, aflita, dirigindo-se a Chico Xavier:
– Não suporto mais essa pressão! Minha vida está se transformando num inferno. O que devo fazer para libertar-me desse obsessor que me deixa agoniada?
O médium, com a delicadeza que o caracterizava, respondeu, bem-humorado:
– Trabalhe, minha filha. Trabalhe muito, até desfalecer. Quando a gente desmaia de cansaço o obsessor não consegue nos envolver…
O comentário do médium lembra o velho ditado:
Mente vazia é forja do demônio.
Quando não temos o que fazer, afloram as tendências inferiores, favorecendo a sintonia com Espíritos que nos perturbam.
Nossa defesa, portanto, é o trabalho, que disciplina a mente, mantendo-a ocupada, sem aberturas para as sombras.
Na questão 683, de O Livro dos Espíritos, interroga Allan Kardec:
Qual o limite do trabalho?
A resposta é surpreendente:
“O das forças. Em suma, a esse respeito Deus deixa inteiramente livre o homem.”
Dirá você, leitor amigo, que o mentor mais parece diligente representante dos patrões!
Trabalhar até a exaustão lembra os primórdios da Revolução Industrial, no século XVIII, quando havia jornadas de trabalho de dezesseis horas, mal sobrando tempo para o repouso.
Sossegue! Não é esse o sentido da sua observação.
Trabalho é toda iniciativa que representa atividade disciplinada.
Ao escrever estas linhas estou exercitando um trabalho de produção literária.
Meus filhos, na escola, exercitam o trabalho de aprendizado.
A serviçal doméstica, nos afazeres do dia, exercita um trabalho braçal.
O profitente religioso, em oração, exercita um trabalho espiritual.
O voluntário da obra assistencial, atendendo a família carente, exercita um trabalho de filantropia.
O importante, em favor de nossa estabilidade, é estar sempre ativo, considerando que todo processo obsessivo tende a instalar-se na hora vazia.
Não é por outra razão que há nos hospitais psiquiátricos núcleos de praxiterapia, literalmente a terapia do trabalho, oferecendo ocupação aos pacientes, a qual, associada à medicação, favorecerá sua recuperação.
Quando falamos em influências espirituais, imperioso considerar que se há Espíritos interessados em nos envolver e prejudicar, há também os que procuram nos ajudar.
                E se os maus são atraídos pela ociosidade, os bons aproximam-se na medida em que nos vejam ativos, principalmente quando cultivamos iniciativas no campo do Bem, o mais nobre de todos os serviços.
Quanto maior o nosso empenho em servir o próximo, mais ampla a atenção de Benfeitores espirituais, interessados em nos utilizar como instrumentos para abençoadas tarefas em favor dos sofredores de todos os matizes.
Por isso, a par do tratamento espiritual, com passes magnéticos, reuniões de desobsessão, vibrações, orientação de leitura, cursos, é fundamental que o Centro Espírita crie uma estrutura de serviços em favor da multidão carente e sofredora, que constitui boa parcela da população, em qualquer cidade.
E que se vinculem a esses serviços as pessoas que se queixam da falta de motivação, apáticas, depressivas, comprometidas com a inércia.
Abençoada seja a exaustão física que venhamos a experimentar nesse empenho, a situar-se como vigoroso exercício que fortalece os músculos da alma, habilitando-nos a resistir às incursões das sombras.

Richard Simonetti

Fonte: Reformador – março/2006
imagem: google

terça-feira, 3 de outubro de 2017

CONSCIÊNCIA E ALIENAÇÕES MENTAIS

                Na psicogênese profunda das alienações mentais encontra-se a consciência de culpa, geradora dos tormentos que se apresentam como processos de reedificação, recompondo os painéis do dever mediante os dolorosos mecanismos da desordem mental.
                O desarranjo dos equipamentos psíquicos proporciona ao espírito sofrimentos insuspeitáveis, como forma rigorosa de apaziguamento da consciência.
                Sendo o homem o autor da sua realidade moral através da conduta que se permite no curso das existências corporais, em cada etapa elabora o método de crescimento interior pelo que realiza.
                Quando delinque, insculpe a fogo no seu arcabouço profundo os meios reparadores, particularmente na área mental.
                Ignoradas as ações infelizes que a justiça humana não alcança, a consciência, que sabe, desarticula os complexos mecanismos da razão em desequilíbrio, que somente a dor expungitiva recomporá.
                No quadro das alienações mentais, seja nas psicopatologias conhecidas e academicamente estudadas ou nas graves obsessões, é a consciência culpada que faculta a instalação do mal que se exterioriza de maneira rigorosa em processo de reajustamento e reequilíbrio.
                A consciência equânime se mantém com os recursos dos bons pensamentos e das reflexões, que são os meios valiosos ao alcance do ser para a sua plena edificação.
                A consciência lúcida e tranquila é a terapeuta segura para as alienações mentais, razão pela qual todo paciente que requeira a saúde, não se deve escusar ao trabalho hercúleo de pacificar-se, usando a oração, a meditação, o autoconhecimento e as ações enobrecedoras, equipamentos esses propiciatórios para uma consciência de paz, responsável pela conquista do progresso.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis       
imagem: google 

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

TOMADAS DE FORÇA

Partindo da certeza de que toda atitude é
Suscetível de ser imitada, compreendamos
Que o contágio da violência, em muitos casos,
Pode ser evitado se não lhe oferecermos
Determinados pontos de ligação.
Os pontos a que nos referimos são de
caracteres diversos, tais sejam:
      ·         Gritos inúteis
      ·         Brincadeiras de mau gosto
      ·         Reclamações agressivas
      ·         Ideias de ódio
·         Intolerância em casa
·         Descortesias na rua
·          Comentários infelizes
·         Respostas deprimentes
·         Perguntas sem necessidade
·         Críticas
·         Gestos de vingança
·         Palavrões
·         Ironias
·         Azedume
·         Cólera
·         Impaciência
Observemos que a energia elétrica,
Quase sempre, se aplica através de tomadas
E convençam-se de que a força mental,
Funciona, também, assim.


Emmanuel

imagem: google 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

FENÔMENOS RENOVADORES I

                A vida é um incessante mecanismo de transformações. Nada permanece inalterável. A mudança é fenômeno natural do processo renovador. Tudo quanto não se renova, morre, impondo um normal efeito de desenvolvimento. O repouso é interpretação equivocada em torno de ocorrências não detectadas.
                Desse modo, emoções, organização fisiológica, comportamentos humanos encontram-se sujeitos aos imperativos de alterações necessárias, variando de acordo com ocorrências, circunstâncias, ocasiões.
                Essas alterações na criatura humana procedem de estados diferenciados de consciência, de padrões mentais diversos, de filosofias existenciais variadas.
                Conforme se pensa, assim se procede.
                A mente, exteriorizando os níveis psicológicos, é responsável pelas atitudes, por expressar a realidade espiritual de cada um.
                O processo que precede à ação é de natureza mental. Portanto, tudo quanto se afirma, ou se nega mentalmente, passa a exercer preponderância que se materializa no campo da realidade objetiva.
                O cultivo das ideias pessimistas, geradoras de enfermidades e dissabores, angústias e tragédias, deve ser substituído pelos pensamentos saudáveis, produtivos, responsáveis pelos bens da vida.
                Ninguém há que se encontre fadado à desdita. Renovando-se, altera-se-lhe a paisagem para o futuro, mediante o que elabore na área dos desejos mentais.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google       

sexta-feira, 25 de setembro de 2015

TERAPIA DESOBSESSIVA I

                A obsessão tem as suas raízes fixadas nos antecedentes morais de ambos os litigantes, que se deixaram vencer pela inferioridade que os dominava, à época da pugna.
                Egoístas e irrefletidos, não mediram as consequências dos seus atos venais, passando a vincular-se um ao outro através das algemas do ódio, do desforço que os tornam cada vez mais infelizes.
                Arrastam-se, desse modo, por séculos de sofrimentos excruciantes, passando de vítimas a algozes, e reciprocamente, até que o amor lhes acenda a luz da esperança nas sombras onde se detêm e o perdão os torne verdadeiros irmãos na senda evolutiva.
                O amor é, assim, o primeiro medicamento para a terapia anti-obsessiva.
                Abre as portas à esperança e esclarece quanto às sagradas finalidades da vida, proporcionando o perdão que suaviza as dores produzidas pelas ulcerações do ódio. Enquanto persistam o ressentimento e a malquerença, a desconfiança e o rancor, a obsessão permanece como ácido queimando as delicadas engrenagens da casa mental e produzindo as alienações tormentosas.
                A obsessão é doença grave, mesmo quando se apresenta em quadro simples, em forma de inspiração depressiva ou de morbo que afeta a saúde física. Isso porque impõe a transformação moral do paciente e a mudança de atitude emocional do agente que a desencadeia, consciente ou não.
                Só há obsessão porque há débito de quem a sofre.
                As leis da vida dispõem de recursos elevados para a reeducação dos incursos nos seus códigos de justiça. No entanto, a intemperança e precipitação dos indivíduos, perturbados em si mesmos, levam-nos aos desforços e vinganças, produzindo esses desnecessários processos de sofrimentos.
                A mente infeliz, através da monoideia de revide, descarrega ondas de ódio no seu desafeto que, desequipado de recursos morais, tais a vigilância, a caridade, o amor, capta-as através do campo do perispírito, com o qual aquela sintoniza por afinidade vibratória até transformar-se em ideia perturbadora no seu próprio psiquismo.
                De outras vezes, irradia as mesmas deletérias energias e condensa, pela ação da vontade, as suas vibrações, apresentando-se com aspectos terrificadores durante a vigília e o parcial desdobramento pelo sono, e provocando vinculação pelo pavor, que se transforma em patologia alucinante.
                Na sucessão das interferências consegue dominar a mente culpada, que se lhe faz submissa, dando curso aos mais graves fenômenos de subjugação, que a ignorância, por muitos séculos, considerou como possessão demoníaca e os cientistas rotularam de esquizofrenia.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 25 de março de 2015

GÊNESES DE SUICÍDIOS II

                Esta melancolia que te busca os painéis da mente, tecendo as malhas da depressão, é sinal de alarme que não podes desconsiderar.
                Essa aflição que se agiganta, dominando-te o equipamento nervoso, convida-te a uma mudança de atitude, que não deves postergar.
                Isto que te consome, desaparecendo e ressurgindo em roupagens de configuração nova, é desafio que deves enfrentar com estoicismo, para saires da desarmonia.
                Mil pequenas injunções contra a tua saúde emocional e mental, que deves rechaçar antes que sejas colhido pelo infortúnio da desencarnação injustificável e precipitada.
                Sejam quais forem os fatores afligentes ou depressivos que te cheguem, invitando-te ao cultivo do pessimismo ou da irritabilidade, não devem encontrar guarida nos teus painéis mentais.
                Dor e saudade aferem a força do valor moral de cada um de nós.
                Enfermidade e desencarnação constituem fenômeno natural no processo biológico em que te encontras situado.
                Problemas e dificuldades representam prova com que crescemos na direção da vida.
                Desse modo, realiza a assepsia mental pela preservação do otimismo e da irrestrita confiança em Deus.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 10 de março de 2015

DESEJOS

Desejo é realização antecipada.

Querendo, mentalizamos; mentalizando, agimos; agindo, atraímos; e atraindo, realizamos.

Como você pensa, você crê, e como você crê, será.

Cada um tem hoje o que desejou ontem e terá amanhã o que deseja hoje.

Campo de desejo, no terreno do espírito, é semelhante ao campo de cultura na gleba do mundo, na qual cada lavrador é livre na sementeira e responsável na colheita.

O tempo que o malfeitor gastou para agir em oposição à Lei, é igual ao tempo que o santo despendeu para trabalhar sublimando a vida.

Todo desejo, na essência, é uma entidade tomando a forma correspondente.

A vida é sempre o resultado de nossa própria escolha.

O pensamento é vivo e depois de agir sobre o objetivo a que se endereça, reage sobre a criatura que o emitiu, tanto em relação ao bem quanto ao mal.

A sentença de Jesus: "procura e achará" equivale a dizer: "encontrarás o que desejas".


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

segunda-feira, 9 de março de 2015

FORÇA MENTAL

“Se queres vencer os pensamentos sombrios que te povoam a mente, ocupa o teu cérebro com ideias nobres.” (Irmão José, psicografia de Carlos A. Baccelli)

                Não conseguiremos ser alegres guardando a tristeza no coração e não lograremos encontrar a paz que almejamos cultivando a guerra no âmago. 
                A vida sempre refletirá em nossa direção aquilo que a ela ofertarmos. Ninguém se iluda acreditando que conquistará virtudes permanecendo com os braços cruzados, deitado na rede cômoda da inércia. Nosso patrimônio se erguerá em decorrência dos esforços que empreendermos para edificá-lo.
                Somos individualidades a caminho da perfeição. Como filhos de Deus, fomos criados simples e ignorantes, tendo à nossa frente um longo caminho a percorrer. Contamos sim com o carinho e atenção de muitos que se prestam a nos ajudar, mas nossas pernas precisam se movimentar com rapidez e determinação para que cheguemos ao objetivo traçado; a felicidade.
                Sabemos disso não esperemos pelas benesses alheias, façamos a nossa parte e aguardemos as surpresas do tempo. Todo apoio que chegar será sempre bem vindo, mas não contemos com ele, sigamos em frente com muita coragem.
                Aprendamos a cultivar pensamentos de alegria, otimismo, determinação e força de vontade. Evitemos a todo custo manter em nossas mentes ideias sombrias e infelizes.
                As grandes realizações humanas como as terríveis tragédias sociais nasceram de ideias pequenas que foram crescendo. As primeiras foram impulsionadas pelos nobres ideais e as segundas empurrados pelo pessimismo deletério. Todas elas são filhas das mentes dos homens e os resultados todos conhecem.
                É certo que diante da nossa apagada evolução espiritual temos muito mais propensão ao que é negativo, infeliz e nocivo do que ao que eleva, dignifica e enaltece, mas já é tempo de exercitarmos o desejo de mudar a direção dos nossos pensamentos, mesmo a custo de enormes sacrifícios para que possamos diminuir a avalanche de resultados infelizes e comprometedores que a humanidade vem registrando nos últimos tempos.
                A usina produz energia que acende uma lâmpada, que movimenta motores fabris e que mata também, dependendo, obviamente, da dosagem empregada, assim é a nossa mente, eterna produtora de pensamentos e ideias, que ajudam, constroem e realizam, mas que ferem, maltratam e agridem, isso naturalmente, de acordo com as nossas vocações e interesses.
                Façamos, então, uma censura mental, controlando o teor dos nossos pensamentos. Na base dos nossos desejos e aspirações coloquemos a nobreza de ideal, a fraternidade, o amor ao próximo, a esperança, a coragem, a determinação, a alegria, o otimismo e todas as demais virtudes que nos aproximam da angelitude e evitemos o ódio, a mágoa, o rancor, a intolerância, a violência, a vingança e tanto mais, distanciando da animalidade. Agindo assim nos sentiremos melhores e ajudaremos a sublimar o ambiente em que vivemos.
                Se a maior enchente do mundo teve inicio com pequenas gotas d’água e se um incêndio devastador começa com minúsculas chamas, cultivemos pensamentos equilibrados, mesmo que modestos, e mais adiante veremos a grandiosidade do resultado.
                Doença ou saúde, tristeza ou alegria, guerra ou paz, tudo vai depender do que desejamos produzir mentalmente, a escolha, evidentemente, será somente nossa. Reflitamos.

Waldenir Cuin

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2014
imagem - google

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

TÉCNICAS DA VIDA I

                A vida são dádivas de amor onde e como quer que se expresse.
                Hálito divino, constitui bênção da forma como se manifeste.
                Alegrias e tristezas, felicidade e desdita, saúde e doença, poder e pobreza são experiências por onde transita o espírito no seu processo evolutivo.
                Legatário dos próprios atos, renasce para crescer, recapitulando labores mal sucedidos, aprendendo lições novas, superando-se.
                Erro e acerto, insucesso e triunfo constituem técnicas para a fixação da aprendizagem que o liberta das paixões, acrisolando os valores reais do bem.
                A vida atua em forma circular.                                          
                Tudo quanto se transforma em pensamento e ação se dilata e volve ao ponto de partida.
                Qualquer emissão vibratória segue a linha por onde se projeta e retorna ao fulcro gerador da força que a impulsiona.
                Se pensas bem, isto faz-te bem.
                Se pensas mal, eis que estás mal.
                Imperioso corrigires a tua posição mental, a fim de educares os teus impulsos.
                Mente e ação constituem causa e efeito que se interrelacionam.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 16 de maio de 2011

HÁBITOS MENTAIS

            A vida biológica, em si mesma, é resultado de automatismos, funcionando com harmonia desde que os equipamentos orgânicos se encontrem em ordem. Obedecendo ao ritmo cardíaco e às reações cerebrais, todos os fenômenos apresentam-se repetitivos, previsíveis, dentro dos atavismos ancestrais. Sujeita aos fatores mesológicos, alimentares nutrientes, no primeiro período da existência física transcorre sem alterações, marchando inexoravelmente para a fatalidade do seu desenvolvimento.
            A vida mental se inicia por vislumbres e percepções à medida que o espírito se assenhoreia dos equipamentos do cérebro, que lhe decodificam as ondas do pensamento. Dos impulsos iniciais, instintivos, até à compreensão cósmica e toda uma larga experiência, abre as comportas da comunicação, para tornar-se lógico, antes de alcançar a etapa superior, que é a identificação com a Consciência Divina.
            O ser humano, vitorioso nas etapas anteriores pelas quais passou, ao atingir o momento da razão traz, ínsitos nos refolhos das fixações da aprendizagem intelectual, os hábitos mentais. São eles que passam a dirigir a sua conduta, porque toda a programação existencial começa no pensamento.
            É de alta relevância considerar essa questão, porquanto no pensamento estão as ordens do que se deve realizar e como proceder à sua execução. Deixando-se conduzir pelas manifestações primitivas, habituais, repetem-se, sem resultados positivos, os labores que mantêm o ser no estágio em que se encontra. Sem o valor moral para alcançar novos patamares do processo da evolução.
            Desde que no pensamento está a diretriz da conduta, pensar corretamente deve constituir o grande desafio de quem almeja o triunfo.
            Em decorrência das vivências anteriores, ficaram mais profundamente marcados os pensamentos de dor, de angústia, de pessimismo, em razão da sua força desequilibradora. São essas evocações inconscientes que primeiro assaltam a casa mental do indivíduo no seu cotidiano.
            Vinculado aos mecanismos repetitivos da conduta sofredora, ele mantém as tendências para o masoquismo, cultivando, sem dar-se conta, os hábitos mentais geradores de conflitos e de padecimentos.
            Constrói a idéia, e sofre-a, de que tudo sempre lhe há de sair mal, não se esforçando para que as suas tentativas de mudança se coroem de resultados positivos. Preserva conceitos destrutivos a respeito das pessoas, coisas e acontecimentos, alimentando a fonte das irradiações mentais de cargas pesadas quão degenerativas, que lhe impossibilitam o direcionamento correto, franco e saudável, que recarrega de energias realizadores os centros da vontade então viciada.
            Tornando-se vítima espontânea desse pessimismo, que sustenta no campo das idéias, estabelece padrões negativos a respeito de situações e pessoas, não alterando a forma de pensar nem de agir, assim vivendo sob o estigma do mau humor, das insinuações malsãs, da falta de sorte, em que se refugia a fim de evitar a luta necessária para o êxito. Os seus clichês mentais sobrepõem-se a todas as visões de limpidez psíquica a respeito da vida e das demais criaturas, tornando-se a sua existência um caos psicológico, por falta e exclusiva do desejo de alterar a forma de pensar e de ser.
            Desde que todas as expressões do evoluir dependem do pensamento, porque dele provêm, é fácil pensar de forma variável, substituindo aquele que seja incorreto por outro que pareça favorável. Como a pessoa poderá dizer que não sabe discernir qual o ideal daqueloutro que é pernicioso, basta que faça uma avaliação do que lhe constitui bengala para sustentar o já experimentado e perturbador, passando a novo tentame de construção diferente.
            A princípio, a acomodação levará o indivíduo a repetir-se e a não acreditar no êxito da experiência em formação. Cabe-lhe, nesse caso, insistir e perseverar, abrindo novo espaço no campo mental viciado, plantando as sementes novas do otimismo e da esperança, a fim de sair do estado doentio. Logo depois, é imprescindível começar a valorizar tudo quanto se encontra à sua volta, estabelecendo novos padrões de compreensão, assim libertando-se das construções negativas-pessimistas.
            O novo hábito se irá implantando lentamente no sub-consciente até tornar-se parte integrante do comportamento.
            Pensas bem ou mal é uma questão de hábito. Toda vez que ocorrer um pensamento servil, doentio, perverso, malicioso, injusto, de imediato substituí-lo por um digno, saudável, amoroso, confiante, justo, sustentando-o com a onda de irradiação do desejo de que assim seja realizado. O que se pensa, torna-se realidade, como é natural. Eis por que, pensar e agir são termos da mesma equação existencial. Primeiro pensar, para depois atuar, a fim de que não venha a agir antes, arrependendo-se quando passe a reflexionar.
            As construções mentais superiores, que produzem os hábitos saudáveis, renovam-se e crescem no ser, originadas do espírito que as capta do Pensamento Divino, de onde procedem todas as forças da edificação e da realização total.

Do livro: VIDA: DESAFIOS E SOLUÇÕES
DIVALDO P. FRANCO/JOANNA DE ÂNGELIS

sábado, 13 de novembro de 2010

MENTE, CÉREBRO E PENSAMENTO

A mente, aparelho psíquico, se situa no perispírito e é responsável pela gama de fenômenos que atravessa o cérebro a caminho do espírito. Não é uma criação arbitrária da evolução, mas um mecanismo de captação e atuação de que se serve o espírito e que foi deliberadamente constituída para servir a seus propósitos.
A psique é um enigma. Temos apenas uma pálida e imperfeita idéia do que ela é.
Podemos perceber que o cérebro, como qualquer máquina, obedece a um programa pré-definido. Sua deficiência, por uma disfunção, não impede o ato de pensar, visto que este surge na intimidade do espírito e se irradia através das propriedades do perispírito. O cérebro não gera pensamento, tanto quanto não é responsável pelos fenômenos sutis da mente. Esta, tanto quanto o pensamento, é anterior a ele e em nada dele depende.
Embora alguns problemas psicológico possam indiretamente decorrer de disfunções cerebrais, as anomalias ou transtornos psíquicos decorrem de deficiências estruturais na mente.
A construção do ego decorre da necessidade de organizar os pensamentos que surgem do inconsciente, da influência de entidades desencarnadas, dos fenômenos telepáticos, bem como dos que, pelo ato da vontade, se formam na consciência.
O pensamento parece ocorrer como uma fala dentro do cérebro, porém ele é uma emanação ou expressão do espírito, o qual utilizando-se da sutil energia do perispírito, faz surgir.
Para que o pensamento se desenvolva e forme uma idéia é preciso que ocorram algumas operações básicas, nas quais interferem os afeto, o desejo e a vontade. As operações básicas são: o conceito, o juízo e o raciocínio. O conceito é a expressão dos elementos gerais dos objetos e fenômenos e decorrem sempre da generalização. O juízo ocorre quando estabelecemos uma relação entre dois ou mais conceitos. E o raciocínio decorre da relação entre juízos. Essas operações ocorrem no perispírito e não dependem das estruturas cerebrais, salvo quando estamos encarnados e desejamos expressá-las.
Ele é uma espécie de voz interior que  constantemente nos obriga a conectá-lo a algo consciente. Torna-se difícil não pensar, salvo se o espírito utilizar-se de outra forma de expressão para manifestar a Vontade Divina.
Em termos materiais o pensamento é uma onda de freqüência altíssima que impressiona a matéria de forma sutil, mas consistente a tal ponto de movê-la.
O pensamento é uma emanação obrigatória enquanto tivermos um corpo, seja este carnal ou perispiritual. Sua matéria prima é a energia sutil do universo. Seu fluxo é determinado pelo impulso criativo do espírito. Sua construção é de responsabilidade do espírito. Seus elementos e símbolos de ligação são encontrados na consciência e no inconsciente.
O ego, enquanto função, parece ser o filtro de um feixe luminoso proveniente do espírito que, constantemente apontando para a vida externa, perpassa por entre as redes de conexões emocionais existentes na zona inconsciente.
Esse filtro tem funções de alcance interno, dentro de limitas estabelecidos pela evolução do espírito. A lembrança é uma ação na qual o filtro estará conectando-se a conteúdos internos, resultantes das experiências havidas e arquivadas no perispírito e na consciência, assim como a conteúdos externos, os quais ainda estejam no córtex. Ele também estará permeável à força de algum conteúdo inconsciente com o qual se conectou, oriundo de influência espiritual.
O pensar, isto é, o organizar o pensamento em torno de uma idéia diretora é um dialogar consigo mesmo. Isso se dá através da comparação que fazemos com algo conhecido.
Os “biochips” poderão servir futuramente à armazenagem de processos informacionais úteis e que talvez possam vir a alcançar a mente.
O corpo não parece ter sido construído para abrigar um ser espiritual. O cérebro não contempla mecanismos com os quais o espírito possa manifestar suas potencialidades. A máquina orgânica foi concebida e está sendo estruturada para a vida na matéria, a fim de fazer face aos desafios das condições externas. Tudo no organismo humano, em particular no cérebro, gira em torno da  vida material e de atender a respostas a estímulos oriundos dela. O cérebro foi concebido para regular o corpo a fim de que ele se adapte aos embates físicos. É quimera querer, através dele, explicar o espírito. Ele é mero reflexo imperfeito e pobre do corpo espiritual. Seu funcionamento e sua estrutura não correspondem nem ao seu molde perispiritual, que dirá ao espírito.
Estudar o cérebro é dever da ciência e ele deve ser cada vez mais conhecido a fim de que possa ser utilizado todo o potencial que o corpo pode oferecer ao espírito para seu aprendizado. É equívoco pensar que se possa alcançar o espírito tendo-se mapeado o cérebro e pós a descoberta de todas as funções que ele desempenha. Não há região no corpo onde se possa limitar o espírito ou mesmo o perispírito.
Notamos que há uma certa confusão entre o que é a mente e seus atributos e o que é o espírito. Os processos mentais ou psicológicos estão presentes tanto nos encarnados quanto nos desencarnados. As percepções extra-sensoriais não são reveladoras ou provas da existência do espírito, mas tão somente uma demonstração de propriedades psíquicas pertencentes ao perispírito. No perispírito,quer ligado ao corpo físico ou não, há estruturas que permitem o pensar, o sentir, o memorizar, bem como todas as funções que atribuímos ao cérebro além de outras por hora desconhecidas.
A mente não parece tocar o cérebro, mas justapor-se a ele sofrendo-lhe e provocando-lhe influência. A ligação entre o perispírito e o corpo físico, através de conexões sutis na base do cérebro, percebida por videntes, estabelece uma íntima união entre os dois corpos. Essas conexões são de natureza energética e se enraízam na estrutura molecular, porém de forma não impregnante.

Do Livro : PSICOLOGIA DO ESPÍRITO

Adenáuer Novaes