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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O CREDIÁRIO DA MORTE

(J. Herculano Pires)
A morte só existe para os que querem morrer. A necrofilia ou o amor da morte – no sentido negativo da palavra – é uma doença mental e psíquica, uma tendência mórbida de certos temperamentos, hoje bem definida em Psicologia. Não se trata da aberração sexual a que se aplicava a palavra tempos atrás, mas daquela “aberração da inteligência”, a que se referia Kardec, que
leva o indivíduo a negar a sua própria capacidade de viver e de sentir a vida.
Todo aquele que gosta de destruir e se destrói a si mesmo, aniquila as suas próprias forças vitais e mata as esperanças de vida que os outros acalentam e defendem, é necrófilo. Sabemos que a morte não existe, porque nada se acaba, tudo se transforma. O aniquilamento total do ser pelo simples fenômeno da morte – um fenômeno biológico de mutação – não pode mais ser admitido por uma pessoa ilustrada, pois o avanço atual do conhecimento positivo superou de muito as ilusões negativas do materialismo.
Apesar dessa inegável realidade nova os necrófilos se apegam a ideia da morte como aniquilamento total do ser. E por isso se desesperam, entregando-se a própria destruição, apressando a própria morte “no visco de sombra em que se enredaram”, segundo a expressão de Emmanuel. E entregando-se ao ceticismo autodestruidor, compram a morte por antecipação, no crediário “do desespero e das aflições inúteis”. São esses os “quase mortos” pelos quais os “mortos”, no Dia de Finados, oram do lado de lá da vida.
Do outro lado da vida aqueles que em nossa ignorância chamamos de mortos velam pelos “quase mortos” da Terra e pedem a Deus por eles. O verdadeiro morto não é o que deixou o seu corpo no túmulo, mas o que se serve do corpo para viver na Terra como um morto ambulante.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 1 de novembro de 2016

SOBRE FINADOS

O problema das comemorações do Dia de Finados, bem como dos funerais e de homenagens prestadas aos mortos, mereceu um tópico especial do capitulo VI de O Livro dos Espíritos. A posição doutrinária, ao contrário do que geralmente se pensa, e favorável a essas homenagens, desde que sinceras e não apenas convencionais. Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito, mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declararam que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos.

Oração pelos quase mortos
(Emmanuel)
Senhor Jesus!…
Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados – nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração reconhecido, suplicamos-te apoio em auxilio de todos eles, principalmente considerando aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!…
Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de desespero;
pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual;
pelos que se entregaram a ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma;
pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para o serviço da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença;
pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta, e se destacam quase mortos de angústia vazia;
pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil;
pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e repousam quase mortos de inércia;
e pelos que se feriram ferindo aos outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio!
Senhor!…
Para todos os nossos irmãos que atravessam a experiência humana quase mortos de sofrimentos e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos auxilio e benção!…
Ajuda-os a se libertarem do visco de sombra em que se enredaram e traze-os de novo a luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

RENASCER E REMORRER

Cap. V – Item 12
Usufruímos na Espiritualidade o continente sem limites de onde viemos; no Universo Físico, o mar sem praias em que navegamos de quando em quando, e, na Vida Eterna, o abismo sem fundo em que desfrutamos as magnificências divinas.
No trajeto multimilenário de nossas experiências, aprendemos, entre sucessivos transes de nascimento e desencarnação, a alegria de viver, descobrindo e reconhecendo a necessidade e a compensação do sofrimento, sempre forjado por nossas próprias faltas.
Já renascemos e remorremos milhões de vezes, contraindo e saldando obrigações, assinalando a excelsitude da Providência e o valor inapreciável da humildade, para saber, enfim, que toda revolta humana é absurda e impotente.
Se as lutas do burilamento moral não têm unidade de medida, a ação do amor é infinita na solução de todos os problemas e na medicação de todas as dores.
Tolera com paciência as inevitáveis, mas breves provas de agora, para que te rejubiles depois.
Nos compromissos espirituais, todos encontramos solvibilidade através do esforço próprio. Aproveitemos a bênção da dor na amortização dos débitos seculares que nos ferreteiam as almas, perseverando resignadamente no posto de sentinelas do bem, até
que o Senhor mande render-nos com a transformação pela morte.
Sempre trazemos dívidas de lágrimas uns para com os outros.
Vive, assim, em paz com todos, principalmente junto aos irmãos com os quais a tua vida se intercomunica a cada instante, legando, por testamento e fortuna, atos de amor e exemplos de fé, no fortalecimento dos espíritos de amigos e descendentes.
Se há facilidade para remorrer, há dificuldades para renascer.
As portas dos cemitérios jamais se fecham; contudo, as portas da reencarnação só se abrem com a senha do mérito haurido nas edificações incessantes da caridade.
As dores iguais criam os ideais semelhantes.
Auxiliemo-nos mutuamente.
O Evangelho – o livro luz da evolução – é o nosso apoio. Busquemos a Jesus, lembrando-nos de que o lamento maior, o desesperado clamor dos clamores, que poderia ter partido de seus lábios, na potência de mil ecos dolorosos, jamais chegou a existir.
Lins de Vasconcellos

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quarta-feira, 22 de junho de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Não consigo esquecer minha cachorrinha que desencarnou recentemente. Choro constantemente e sofro muito. Eu a tinha como uma filha. Será que ela sofre também com essa separação?
Resposta - De acordo com informações adquiridas de nossos Amigos Espirituais, sabemos que os animais, mesmo estando desencarnados, sofrem a influência de nossos lamentos e pensamentos de desalento, tanto quanto aconteceria se lamentássemos por um espírito humano de algum parente ou algum amigo próximo.
            Sabemos pelas pesquisas do cientista Ripert Sheldrake, que os animais se ligam a nós pelo pensamento, pois possuem a capacidade de telepatia. Esta capacidade não desaparece ao retornarem ao Mundo espiritual.
            Quando retornam à espiritualidade, podem ser colocados imediatamente dentro dos processos preparatórios para reencarnar, mas se estiverem ligados a nós, mentalmente, captam nossos sentimentos e pensamentos, se perturbam e acabam por atrasar o processo reencarnatório, que precisa ser momentaneamente suspenso.
            Enquanto persistirmos nessa ligação mental, não somente os atrasaremos no que se refere ao retorno para nós, no mundo físico, mas também os perturbamos, pois sentem e sofrem com nossos pensamentos decorrentes da separação, mesmo estando em estado de suspensão. É melhor nos desligarmos deles e aguardar o retorno.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sábado, 7 de maio de 2016

ANIMAIS E ENERGIA

Pergunta - Minha gatinha morreu e, para surpresa nossa, apareceu em casa, ontem, um filhote idêntico. Como explicar essa coincidência?
Resposta - O homem de bom senso pode considerar o acaso um ser inteligente? E, demais, que é o acaso? Nada. (Livro dos Espíritos, p. 8). Coincidências não existem porque o acaso não existe. Assim sendo, quando algo nos acontece, por mais estranho que possa parecer, foi determinado por algo.
            Se o fato ocorreu, algo o impulsionou, então há uma causa. Se um animal idêntico ao seu surgiu ao seu lado, talvez não seja o seu antigo gatinho, que tenha retornado, mas de qualquer modo pode ser outro que você tenha que aprender a amar tanto quanto aquele que você perdeu.
                                                                                                    

Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

terça-feira, 19 de abril de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Meu cachorrinho morreu. Sei que o espiritismo é uma doutrina de consolação, mas até mesmo em relação aos animais há como me consolar?
Resposta - Uma pessoa nos contou sobre um caso envolvendo Chico Xavier e seu cão. Ele tinha em sua casa cerca de cem animais, entre cães e gatos. Nesta grande família que vivia sob seus cuidados havia um preferido. Seu nome era Dom Pedrito. Era um cão sem raça definida, muito brincalhão e simpático que o distraía com suas peripécias. Certo dia, Dom Pedrito distraiu-se e saiu para o meio da rua sem perceber que um automóvel vinha em sua direção. Não tendo tempo de desviar do veículo, chocou-se com ele e desencarnou rapidamente.
         O médium, ao receber a má notícia, entrou em depressão e adoeceu. Seu abatimento foi tal que se acamou por várias semanas. Os amigos vinham visita-lo, tentando animá-lo.
        Foi necessário que o tempo passasse para sair desta fase, mas ele não esquecia o amigo desencarnado. Depois de algum tempo, o amigo espiritual Emmanuel manifesta-se para ele e avisa que um cão o seguia, quando ele andava por uma via pública e explicou que era o Dom Pedrito que retornara ao lar.
      Chico, feliz, recolheu o cão e voltou para casa onde encontrou um amigo a quem relatou o ocorrido. Segundo este amigo, Chico explicou que era a quinta vez que o Dom Pedrito voltava para ele.
       Veja, se Chico Xavier com toda sua compreensão da espiritualidade sofreu com a perda de um amigo animal, que já tinha retornado antes para ele quatro vezes, não se sinta diferente por sofrer com uma separação traumática como é a desencarnação.
            Mas tenha em mente que eles voltam para nós, quando tiverem que voltar.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sexta-feira, 15 de abril de 2016

CASAMENTO E CICLOS VITAIS III

G)Casal e envelhecimento
A conjugalidade avança com o tempo para experimentar novos horizontes em termo de união afetivo-sexual. Portanto, com a queda da vitalidade e dos hormônios, própria do envelhecimento, o casal vai aprendendo a transmutar a libido mediante uma comunhão sexual cada vez mais de natureza psíquica.
A freqüente intimidade sexual no casal jovem, em franca comunhão fisiopsíquica vai, com o amadurecimento dos anos, cedendo gradualmente nesse padrão quantitativo, até culminar na terceira e quarta idades. Instala-se, então, uma interação qualitativa cada vez menos física e mais psicoespiritual, quando o casal consegue manter um crescente amor vitalizando o matrimônio.
A sublimação da energia sexual fica a serviço da integração emocional, intelectual e espiritual, que assume caráter de relevância na convivência do casal idoso.
H)Casal e viuvez
Num relacionamento saudável, a perda da companhia física, seja num casal jovem ou idoso, é sempre dolorosa, mesmo quando se tem consciência de que estamos de passagem, reencarnados.
O tempo do luto psicológico tem que ser observado por quem ficou no corpo, cabendo a essa pessoa respeitar o período de elaboração da perda, evitando novas aproximações afetivas prematuras para uma nova conjugalidade, que são usadas para negar um sofrimento legítimo.
Perigoso também, tratar a ausência do outro como dor interminável, apegando-se ao sofrimento da perda de forma lamentável, retardando a restauração da emocionalidade que permitirá, em momento próprio, a possibilidade de outro relacionamento saudável.
Na atualidade, com inigualável profundidade, a doutrina espírita se apresenta com força científica e filosófica para consolar espiritualmente dores dessa magnitude, assinalando, com fatos, a sobrevivência e comunicação do espírito, e dando feição de concretude à imortalidade do amor, assim como facultando o exercício do indispensável desapego.
                Naturalmente que outras tantas circunstâncias, anômalas ou não, podem surgir no fluir do tempo de convivência conjugal, que vão interferir e aferir a maturidade do casal. Entre elas, a morte de um filho, separação do casal, relacionamento extraconjugal, nascimento de filho com necessidades especiais, doença grave em um dos cônjuges, colapso financeiro por desemprego, etc.
                Pelo exposto, é preciso um exercício de humildade da parte do casal em BC ajuda, quando necessário, para esses eventos freqüentes na vida conjugal. Seja por intermédio de amigos, de parentes conselheiros, profissionais especializados, religiosos, ou outros, conforme a situação assim o requeira, como agentes facilitadores e cúmplices na ultrapassagem desses períodos delicados e por vezes difíceis, acumulando experiência e adquirindo novas competências.
                O espiritismo, em todas as vicissitudes e ciclos de vida, será matéria-prima essencial para ajudar os parceiros na superação de si mesmos, visando a inadiável evolução intelectual e moral que a todos se impõe mediada pelo casamento e pela família.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

SOFRIMENTO NO ALÉM-TÚMULO III

                Ninguém pense em morrer para libertar-se, caso não se libere antes do fenômeno de alterações biológicas pelo processo da morte.
                A ilusão que se permitem os indivíduos, conceituando a vida como um acidente biológico, é a grande responsável pelos disparates que lhe engendram dor e sofrimento.
                Somente a conscientização, a verdadeira individuação permitem uma vida saudável, na Terra e além dela, quando ocorrer o fenômeno da  morte, em natural processo final de ciclo biológico.
                Prosseguindo o ser, além da disjunção cadavérica, com a consciência de si mesmo, é natural que permaneçam nele impressas as sensações e emoções amplamente vividas. Como efeito, aquelas que lhe constituíram bênção ou desarmonia predominam com mais vigor, dando curso à vida, embora noutra dimensão.
                Nessa panorâmica ressaltam as impressões grosseiras, de que não quis ou não se pode libertar, gerando sofrimentos correspondentes, qual se permanecesse na esfera física.
                Como é compreensível, as fantasias cultivadas e os desequilíbrios da insensatez geram, na área dos sentimentos, amarguras, que são complementadas pelos complexos resultados da consciência de culpa, em razão dos erros perpetrados e de tudo quanto de positivo ele houvera podido realizar e não logrou fazer.
                A consciência que se apresenta culpada engendra mecanismos de reparação que se transformam em pesadelos de arrependimento desnecessário, assim permanecendo como látego inclemente a impingir-lhe punição.
                O arrependimento deve constituir um despertar da responsabilidade que convida à reconstrução, à renovação, à ação reparadora sem aflição nem desdita.
                O sofrimento no além-túmulo também assume condições chocantes, quando o desencarnado, através da perturbação do após morte, entrega-se às ideoplastias do cotidiano, construindo psiquicamente um clima e uma realidade, nos quais se envolve, que lhe proporcionam o prosseguimento do estado orgânico com as suas difíceis conjunturas, agora em situação diferente, prolongando a ilusão carnal com todos os seus ingredientes perturbadores, que são resultado do apego à matéria, de que se não libertou realmente, apesar do fenômeno biológico da morte.
                É indispensável a libertação dos condicionamentos materiais, disciplinando a mente e a vontade, de modo a adaptar-se de imediato à vida-além-da-vida. Somente assim o sofrimento pode ser evitado, especialmente se a existência corporal fez-se caracterizar pelas ações enobrecidas, atingindo a finalidade precípua da reencarnação, que é a busca da felicidade.
                A educação moral e espiritual do ser é o instrumento seguro para libertá-lo do sofrimento na Terra, como no além-túmulo, facultando-lhe vida em abundância de paz.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A GRANDE PERGUNTA

“E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” — Jesus. (LUCAS 6:46)

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.
Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.
É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.
Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.
Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal.
Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.
Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.
É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

SOFRIMENTO ANTE A MORTE II

                O orgulho desmedido e a presunção pessoal são-lhes os adversários mais rigorosos, que não lhes permitem raciocinar diante do que acontece com todos os seres.
                Acompanham a ocorrência da morte em toda parte com as demais pessoas, porém, acreditam que não ocorrerá com eles, pelo menos, por enquanto... Um enquanto que se alonga no tempo, indefinidamente, na dimensão do seu capricho.
                Como a morte não interroga antes os interessados na vida, ao arrebatá-los, deixa surpresos os seus afetos, eu se entregam às desordens emocionais e aos desnecessários sofrimentos eu os arrasam.
                A morte sempre produz sentimentos contraditórios, naqueles que partem, como naqueloutros que ficam.
                Quem considerou e se preparou para o acontecimento, logo se adapta após o choque inicial, como é compreensível. No entanto, para aquele que ao corpo delegou todos os interesses, a surpresa é substituída pelo desgosto ante o sucedido, acompanhado por injustificável revolta, que causa males insuspeitados.
                O sofrimento que decorre da morte é, portanto, resultado da óptica pela qual se observam e se acompanham os mecanismos da vida.
                Constituem fenômenos naturais a dor da saudade, a melancolia, a preocupação com o estado do ser que partiu, como decorrência de necessárias provações para o amor, que precisa sublimar-se através da ausência física e de todas as implicações dela decorrentes.
                Como a real, a verdadeira felicidade não se pode fruir no mundo físico, dia chegará, logo mais, para vivê-la, onde não haja morte, nem separação, nem dor.
                Assim, deve-se viver, preparando-se para morrer, meditando na morte, a fim de lhe não sofrer a injunção aflitiva, evitando o desespero e todo o seu séquito de agentes perturbadores.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 19 de junho de 2014

A MORTE E SEU PROBLEMA II

      A curiosidade pelo desconhecido, a tendência de investi­gar os fenômenos novos são atrações para a mente perquiri­dora, que encontra recursos hábeis para os cometimentos.
A intuição da vida, o instinto de preservação da existên­cia, as experiências psíquicas do passado e para-psicológicas do presente atestam que a morte é um veículo de transferên­cia do ser energético pensante, de uma fase ou estágio vibra­tório para outro, sem expressiva alteração estrutural da sua psicologia. Assim, morre-se como se vive, com os mesmos conteúdos psicológicos que são os alicerces (inconsciência) do eu racional (consciência.)
Nesta panorâmica da vida (no corpo) e da morte (do cor­po) ressalta um fator decisivo no comportamento humano: o apego à matéria, com as conseqüentes emoções perturbado­ras e extratos do comportamento contaminados, jacentes na personalidade.
Sob um ponto de vista, a manifestação do instinto de con­servação é valiosa, por limitar os tresvarios do homem que, diante de qualquer vicissitude, apelaria para o suicídio, qual acontece com certos psicopatas. De certo modo, frenado, in­conscientemente, enfrenta os problemas e supera-os com a ação eficiente do seu esforço dirigido corretamente.
Por outro lado, os esclarecimentos religiosos, embora a multiplicidade dos seus enfoques, demonstrando que a morte é período de transição entre duas fases da vida, contribuem para demitizar o pavor do aniquilamento.
Definitivamente, as experiências psíquicas, parapsicoló­gicas e mediúnicas, provocadas ou naturais, têm trazido im­portante contribuição para eqüacionar o problema da morte, dando sentido à existência.
Conscientizando-se, o homem, da continuidade do ser pensante após as transformações do corpo através da morte da forma, alteram-se-lhe, totalmente, os conceitos sobre a vida e a sua conduta no transcurso da experiência orgânica.
De qualquer forma, reservar espaços mentais para o desa­pego das coisas, das pessoas e das posições, analisando a ine­vitabilidade da morte, que obriga o indivíduo a tudo deixar, é uma terapia saudável e necessária para um trânsito feliz pelo mundo objetivo.
                                        

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: amigosespiritasonline.blogspot.com

quarta-feira, 18 de junho de 2014

A MORTE E SEU PROBLEMA I

  Fatalidade biológica, a morte é fenômeno habitual da vida. Na engrenagem molecular, associam-se e desagregam-se par­tículas, transformando-se através do impositivo que as cons­titui, face à finalidade específica de cada uma. Por efeito, o mesmo ocorre com o corpo, no que resulta o fenômeno co­nhecido como morte.
Desinformado quanto aos mecanismos da forma e da fun­cionalidade orgânica, desestruturado psicologicamente, o homem teme a morte, em razão do atavismo representativo do fim da vida, da consumpção do ser.
A morte é um fenômeno ínsito da vida, que não pode ser desconsiderado.
Neuroses e psicoses graves se estabelecem no indivíduo em razão do medo da morte, paradoxalmente, nas expressões maníaco-depressivas, levando o paciente a suicidar-se ante o temor de a aguardar.
Numa análise psicológica profunda, o homem teme a morte, porque receia a vida. Transfere, inconscientemente, o pavor da existência física para o da destruição ou transforma­ção dos implementos que a constituem. Acostumado a eva­dir-se das responsabilidades, mediante os mecanismos des­culpistas, o inexorável acontecimento da morte se lhe torna um desafio que gostaria de não defrontar, por consciência, quiçá, de culpa, passando a detestar esse enfrentamento.
Para fugir, mergulha na embriaguez dos sentidos consu­midores e das emoções perturbadoras, abreviando o tempo pelo desgaste das energias mantenedoras do corpo físico.
O homem, acreditando-se previdente e ambicioso, aplica o tempo na preparação do futuro e na preservação do presen­te. Entretanto, poderia e deveria investir parte dele na refle­xão do fenômeno da morte, de modo a considerá-lo natural e aguardá-lo com tranqüila disposição emocional. Nem o de­sejando ou, sequer, evitando driblá-lo.
A educação que se lhe ministra desde cedo, face ao mes­mo atavismo apavorante da morte, é centrada no prazer. nas delícias do ego, nas vantagens que pode retirar do corpo, sem a correspondente análise de temporalidade e fragilidade de que se revestem. Graças a essa inadvertência espocam-lhe os conflitos, as fobias, a insegurança.
Um momento diário de análise, em torno da vida física, predispõe a criatura a projetar o pensamento para mais além do portal de cinza e de lama em que se deteriora a organiza­ção somática.
Tudo, no mundo físico, é impermanente, e tal imperma­nência pode ser vista sob duas formas: a exterior ou grossei­ra, e a interior ou sutil.
Nada é sempre igual, embora a aparência que preserva nos períodos de tempo diferentes. Por isto mesmo, tudo se encontra em incessante alteração no campo das micropartí­culas até o instante em que a forma se modifica — fase sutil de impermanência. Um objeto que se arrebenta e um corpo, ve­getal, animal e humano, que morre, passam pela fase da tran­sição exterior grosseira para uma outra estrutura, experimen­tando a morte.
A morte, todavia, não elimina o continuar da consciên­cia, após a disjunção cadavérica.
Se, desde cedo, cria-se o hábito da meditação a respeito da consciência sobrevivente, independente do corpo, a morte perde o seu efeito tabu de aniquiladora, odienta destruidora do ideal, do ser, da vida.
O tradicional enigma do que acontece após a morte deve ser de interesse relevante para o homem que, meditando, en­contra o caminho para decifrá-lo. Deixar-se arrastar pelo pa­vor ou não lhe dar qualquer importância constituem compor­tamentos alienantes.

(continua)


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: grupoallankardec.blogspot.com

domingo, 29 de setembro de 2013

TEMOR DA MORTE

        
            Pensa com freqüência e tranqüilidade na tua desencarnação.
            Considera que o momento, por mais distante se te apresente, chegará fatalmente.
            Recorda os teus desencarnados com carinho, envolvendo-os em ternura e orações.
            Fala-lhes mentalmente a respeito da realidade na qual se encontram e de como se devem comportar, procurando o apoio dos seus guias e a proteção do Senhor da Vida.
            Morrendo e retornando logo depois, Jesus cantou o hino da imortalidade gloriosa que culmina a sua trajetória na Terra de maneira insuperável.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis


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segunda-feira, 15 de julho de 2013

MORTE III


Quanto aos suicidas, a perturbação em que se encontram mergulhados após a morte é profunda, terrível, dolorosa. A angústia os oprime e os segue até sua reencarnação seguinte. Seu gesto criminoso causa ao corpo fluídico, o perispírito, um abalo violento e prolongado, que será transmitido ao organismo carnal no renascimento. A maior parte deles volta enferma à Terra. Estando a vida no suicida em toda a sua força, o ato brutal que a despedaça produzirá longas repercussões em seu estado vibratório e determinará doenças ou desequilíbrios nervosos em suas futuras vidas terrestres.
O suicida procura o nada e o esquecimento de todas as coisas, mas se defronta, ao contrário, em face de sua consciência, na qual permanece gravada, para todo o sempre, a lembrança lastimável de ter fugido do combate da vida. A prova mais dura, o sofrimento mais cruel que haja na Terra, é preferível a essa perpétua mancha da alma, à vergonha de não poder mais se prezar.
A destruição violenta de recursos físicos que ainda lhe poderiam ser úteis e até mesmo fecundos não livra o suicida das provas de que quis fugir, porque ele terá que reatar a cadeia quebrada de suas existências e tornar a passar pela série inevitável das provas, agravadas por atos e conseqüências que ele mesmo causou.
Os motivos do suicídio são de ordem passageira e humana; as razões de viver são de ordem eterna e sobre-humana.
O conhecimento que pudemos adquirir das condições da vida futura exerce uma grande influência sobre nossos últimos momentos. Ele nos dá mais segurança; abrevia a separação da alma.
Para se preparar utilmente para a vida do além, é preciso não apenas estar
convencido de sua realidade, mas também compreender suas leis, ver com o
pensamento as vantagens e as conseqüências de nossos esforços para o ideal moral. Nossos estudos psíquicos, as relações estabelecidas durante a vida com o mundo invisível, nossas aspirações a modos de existência mais elevados desenvolvem nossas faculdades adormecidas e, quando chega a hora definitiva, estando a separação corporal já em parte efetuada, a perturbação tem pouca duração. O espírito se reconhece rapidamente; tudo o que vê lhe é familiar; adapta-se sem esforço e sem emoção às condições de seu novo meio.
Quando se aproxima a hora derradeira, os moribundos muitas vezes entram em posse de seus sentidos psíquicos e percebem os seres e as coisas do invisível.
Em resumo, o melhor meio de garantirmos uma morte suave e tranqüila é viver dignamente, com simplicidade e sobriedade, com uma vida sem vícios nem fraquezas, desligando-nos antecipadamente de tudo o que nos prende à matéria, idealizando nossa existência, povoando-a com pensamentos elevados e com ações nobres.
O mesmo acontece com as condições boas ou ruins da vida de além-túmulo. Elas também dependem unicamente da maneira pela qual desenvolvemos nossas tendências, nossos apetites, nossos desejos. É no presente que é preciso se preparar, agir, se reformar, e não no momento em que se aproxima o fim terrestre.
Não temos outro juiz ou algoz no além-túmulo a não ser a nossa própria consciência. Livres dos obstáculos terrestres, ela adquire um grau de importância difícil de ser compreendido por nós. Muitas vezes adormecida durante a vida, ela acorda com a morte e sua voz se eleva; evoca as lembranças do passado; livres de qualquer ilusão, aparecem-lhe sob sua verdadeira luz, e nossas menores faltas tornam-se causa de lamentações.
                     
Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR

LÉON DENIS


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domingo, 14 de julho de 2013

MORTE II



Pouco a pouco, o nevoeiro vai ficando mais claro; as percepções se tornam mais nítidas. O espírito recupera sua lucidez; desperta para a nova vida, a vida do espaço. Instante solene para ele, mais decisivo, mais formidável que a hora da morte, porque, de acordo com seu valor e seu grau de pureza, esse despertar
será calmo e delicioso ou cheio de ansiedade e sofrimento.
No estado de perturbação, a alma está consciente dos pensamentos dirigidos a ela. Os pensamentos de amor, de caridade, as vibrações dos corações afetuosos brilham para ela como raios na neblina que a envolve e a ajudam a se separar dos últimos laços que a prendem à Terra, a sair da sombra em que está imersa.
É por isso que as preces inspiradas pelo coração, ditas com calor e convicção, especialmente as improvisadas, são fortalecedoras, benfazejas para o espírito que deixou a vida corporal. Pelo contrário, as orações vagas, infantis, das Igrejas, muitas
vezes não têm efeito algum. Pronunciadas maquinalmente, não têm poder vibratório que faz do pensamento às vezes uma força penetrante e, ao mesmo tempo, uma luz.
O cerimonial religioso em uso geralmente traz pouca ajuda e conforto aos mortos. A ignorância das condições da sobrevivência torna os participantes dessas manifestações indiferentes e distraídos. É quase um escândalo ver a displicência com que se assiste, em nossa época, a uma cerimônia fúnebre. A atitude dos assistentes, a falta de recolhimento, as conversas banais durante o funeral, tudo causa dolorosa impressão. Bem poucos dos que acompanham o enterro pensam no defunto e sentem
como um dever projetar para ele um pensamento afetuoso.
As preces fervorosas de seus amigos, de seus parentes, são bem mais eficazes para o espírito do morto do que as manifestações do culto mais pomposo. Entretanto, não é bom nos entregarmos desmedidamente à dor da separação. Certamente que as lamentações da partida são legítimas e as lágrimas sinceras são sagradas; porém, se essas lamentações são muito exageradas, entristecem e desanimam aquele a quem são dirigidas e, muitas vezes, testemunha delas. Em vez de lhe facilitarem o vôo para o espaço, elas o prendem nos lugares onde sofreram e onde ainda estão sofrendo aqueles que lhe são caros.
As existências interrompidas prematuramente em acidentes chegaram ao seu fim previsto. São, em geral, complementos de existências anteriores que foram truncadas por causa de abusos ou de excessos. Quando, em conseqüência de hábitos desregrados, gastaram-se os recursos vitais antes da hora marcada pela natureza, deve-se voltar e completar, em uma existência mais curta, o lapso de tempo que a existência anterior devia ter normalmente preenchido. Acontece que os seres humanos passíveis dessa reparação reúnem-se num ponto pela força do destino,
para resgatar numa morte trágica as conseqüências dos atos que estão relacionados com o passado anterior ao nascimento.
Daí as mortes coletivas, as catástrofes que lançam no mundo um aviso. Aqueles que partem assim acabaram o tempo que tinham de viver e vão se preparar para existências melhores.

(continua)

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS

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sábado, 13 de julho de 2013

A MORTE I


A morte é apenas uma mudança de estado, a destruição de uma forma frágil que não mais fornece à vida as condições necessárias para seu funcionamento e sua evolução. Para além do túmulo, uma outra fase da existência se abre. O espírito, sob
sua forma fluídica, imponderável, prepara-se para novas reencarnações e encontra em seu estado mental os frutos da última existência que findou.
Não devemos temê-la, e sim nos esforçar para embelezá-la, preparando-nos para ela continuamente pela pesquisa e pela conquista da beleza moral, a beleza do espírito, que molda o corpo e o orna com um reflexo sublime na hora das separações supremas.
Toda morte é um parto, um renascimento. É a manifestação de uma vida até então oculta em nós, vida invisível da Terra que vai reunir-se com a vida invisível do espaço. Após um tempo de perturbação, voltamos a nos encontrar, do outro lado do túmulo, na plenitude de nossas faculdades e de nossa consciência, junto dos seres amados que compartilharam as horas tristes ou alegres de nossa existência terrestre.
A morte nem sequer nos priva das coisas deste mundo. Continuaremos a ver aqueles que amamos e deixamos atrás de nós. Do seio dos espaços, seguiremos o progresso deste planeta; veremos as mudanças que ocorrem na superfície; assistiremos às novas descobertas, ao desenvolvimento social, político e religioso
das nações. E, até a hora de nosso regresso à carne, participaremos de tudo isso fluidicamente, auxiliando, influenciando, na medida de nosso poder e de nosso adiantamento, aqueles que trabalham em proveito de todos.
A morte, ela nos diz, não muda em nada a nossa natureza espiritual, os nossos
caracteres, o que constitui o nosso verdadeiro “eu”. Ela apenas nos torna mais livres, dá-nos uma liberdade cuja extensão se mede de acordo com o grau de nosso adiantamento. Tanto de um lado quanto de outro, temos a possibilidade de fazer tanto o bem quanto o mal, a facilidade de nos adiantar, de progredir e de nos reformar.
No instante da morte, dizem-nos os espíritos, quase sempre não há dor. Morre-se como se adormece. Essa opinião é confirmada por todos aqueles a quem a profissão e o dever chamam freqüentemente à cabeceira dos moribundos.
Entretanto, se considerarmos a calma, a serenidade de certos doentes na hora derradeira, e a agitação convulsiva, a agonia de outros, deve-se reconhecer que as sensações que antecedem a morte são bastante diversas em relação aos indivíduos. Os sofrimentos são tanto mais vivos quanto mais numerosos e fortes são os laços que unem a alma ao corpo. Tudo o que os pode diminuir, enfraquecer, tornará a separação mais rápida e a mudança menos dolorosa.
Se a morte é quase sempre isenta de sofrimento para aquele cuja vida foi nobre e bela, o mesmo não acontece com os sensuais, os violentos, os criminosos, os suicidas. Assim que a passagem é feita, uma espécie de perturbação, de entorpecimento, invade a maior parte de almas que não souberam se preparar para a partida. Nesse estado, suas faculdades ficam veladas; só passam a perceber as coisas em meio a um nevoeiro mais ou menos denso. A duração dessa perturbação varia de acordo com a natureza e o valor moral delas. Pode ser muito prolongada para as mais atrasadas e até mesmo durar vários anos.

(continua)

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS

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