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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 29 de novembro de 2017

BRASIL - CORRUPÇÕES ANCESTRAIS I

                Nestes inquietantes tempos de desonra moral desabando sobre o povo brasileiro, em que políticos geram supostas manobras sorrateiras, dispondo rebaixar as atuais estruturas investigativas no âmbito policial e judicial, é urgente permanecermos em estado de vigília e oração ininterrupta em favor da paz social no Brasil.
                Mas a despeito do preocupante cenário social, político e econômico, enxergamos um horizonte promissor de uma nova geração que vem surgindo em nosso país composta de executivos, professores, médicos, advogados, engenheiros, historiadores, delegados, procuradores e juízes, todos trabalhando com entusiasmo e intrepidez pela consagração da ética em nosso país. Isto nos pacifica sob a expectativa decisiva de transformação dos valores morais que tem manchado esta nação dilacerada pela corrupção destruidora.
                Tal conjuntura nos envia ao último capítulo do livro “A Gênese” de Allan Kardec. Aí arranjamos algumas adequações para fins de comparação com a realidade supra descrita. Vislumbramos uma nova geração de brasileiros, desenfaixados dos detritos do velho sistema corrupto. Observamos pessoas mais moralizadas e possuídas de ideias e de sentimentos muito diferentes da velha geração que está sendo deportada para mundos afins.
                As sociedades se modificam, como já se transformaram noutras épocas, e cada transformação se distingue por uma crise moral. Contudo, nessas ebulições sociais, a fraternidade deve ser a pedra angular da nova ordem social; mas, inexiste fraternidade real, sem o avanço moral. Somente o progresso moral pode fazer que entre nós reinem a honestidade, a concórdia, a paz e a fraternidade.
                A velha geração (daqueles atolados nas arapucas da corrupção) que está se despedindo (da Terra) levará consigo seus erros e estragos sociais; a geração que surge, imprimirá à sociedade o progresso moral que assinalará a nova fase da evolução geral no Brasil e no mundo.
                Essa fase já se revela atualmente no Brasil, em razão do conjunto de práticas revolucionárias no combate à improbidade, à imoralidade, à falcatrua através de efetivas e duras punições. Nesse contexto, os espíritas estamos sendo convocados para irradiarmos compreensão, amor e paz em favor dos cidadãos de bem, a fim de facilitar o movimento de regeneração em nosso país.

(continua)

Jorge Hessen

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – dezembro/2016
imagem: google

segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

CASAMENTO E SOGRA III

                Travar disputas por espaços emocionais que não lhes pertencem gera lutas acerbas, com prejuízo para as famílias de origem e para a recém construída, resultando em constantes ameaças à integridade da ecologia familiar.
                Transformar o filho em campo de disputas significa esquartejá-lo, de vez que a mãe o puxa de um lado e a nora/genro, do outro.
                O filho não precisa escolher entre mãe e esposa, pois são papéis diferenciados e não excludentes, e saber distinguir o dever de filho dos de esposo, é de indispensável bom senso.
                Cuidar de respeitar os papéis que representam os lugares apropriados de mãe/filho, esposo/esposa e sogra/genro ou nora é de bom tom, tendo em mente que são papéis sociais distintos, não colidindo suas respectivas funções se forem respeitadas as fronteiras psicoemocionais.
                Buscar conquistar a sogra, desfazendo a imagem de nora ou genro raptor de filho ou filha, e, se possível, conquistar-lhe o papel de segunda mãe, quando necessário, é um dos desafios àqueles que se aproximam de uma conjugalidade objetivando a formação de uma nova família.
                Envidar esforços para acolher a nora ou genro, assegurando a privacidade do novo casal sem invadir o campo de experiências que lhe são próprias ao aprendizado, apenas apoiando quando solicitada, e de forma parcimoniosa, é medida razoável.
                Quando há coabitação entre a nora ou genro e os sogros, é de relevância saber de quem é a casa, quem está recebendo quem, pois cabe ao visitante respeitar as regras já estabelecidas no lar que o recepciona.
                Portanto, quando, depois de casado, o filho/filha for morar um tempo na casa dos pais, os visitantes devem observar as regras que regulam aquele lar, procurando se adaptar ao cotidiano ali existente, inclusive controlando seus rebentos, caso existam.
                Se, ao contrário, os pais foram morar na casa do filho/filha, cabe aos sogros respeitarem as normas que lá vão encontrar estabelecidas. Nada de querer mudar a decoração da casa, ditar o cardápio, alterar a educação dos netos, modificar os horários da casa ao seu talante. Antes, devem buscar se ajustar à rotina daquele lar, valendo-se do diálogo para construir uma sintonia fina.
                                                                                                                                       

Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

domingo, 17 de janeiro de 2016

CASAMENTO E SOGRA II

Tomando como exemplo a relação mãe/filho, cujas dificuldades são muito freqüentes.
A mãe, com muita frequência, acha que só ela sabe o que é melhor para o filho; que a “outra” não sabe do que o seu filho precisa, mesmo tendo-lhe passado a guarda, ou que a esposa não saberá cuidar dele como ela o faz.
                Experimentando uma regressão psicológica, a mãe trata o filho como se fosse uma criança, e não como um adulto que já conquistou independência.
                Há certo sentimento de onipotência e onisciência maternais.
                Não se pode negar, aqui, o amor incomensurável da mãe, sua histórica capacidade protetora, sua incondicional dedicação. Todavia, apenas se questiona aquilo que vem junto, contaminando esses mananciais de luminosidade, e que requer um olhar atencioso, a fim de não respingar para a conjugalidade em vista.
                Curiosamente, o filho reforça a conduta maternal, revelando os receios ante a nova etapa de vida.
                Às vezes, denunciando uma atitude psicológica também regressiva, ele exagera os medos no enfrentamento da vida conjugal e da família atual, que se iniciam com todas as responsabilidades que lhes são inerentes.
                Agravam-se esses medos, após o casamento, quando o filho transfere para a esposa os anseios filiais que ele traz, suspirando ainda pela presença da mãe. Às vezes, até na verbalização no trato doméstico vêem-se as expressões mãezinha e mãe comparecerem indevidamente. Efetivamente, se a esposa pode circunstancialmente desenvolver este papel – o de mãe -, fica claro, porém, que o exagero, tendendo a engolir o papel de esposa, poderá representar problemas à vista para a vida esponsalícia. O papel principal da mulher casada, junto ao esposo, é o de esposa e não de mãe. Aliás, o lugar de mãe jamais deve ser negado para a sogra; existe a figura da ex-esposa, mas não a da ex-mãe.
                Por outro lado, a nora às vezes quer encontrar, na sogra, a presença da mãe que não teve, ou não foi suficiente, e passa a nutrir expectativas de ser adotada. Passa, então, mais do que esperar, a exigir da sogra aquilo que muitas vezes esta não pode lhe dar, fazendo com que surjam os conflitos.
                Tudo isso contribui, juntamente com outros conteúdos, para transformar a presença da sogra na vida conjugal dos filhos em um terreno movediço e delicado, pelas múltiplas facetas que essas interações revelam, exigindo muitas competências de todas as partes; e não é comum encontrá-las.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

sábado, 16 de janeiro de 2016

CASAMENTO E SOGRA I

                Compreensível o anseio dos filhos pela emancipação doméstica por meio do casamento, deixando a família de origem para a construção de um novo lar. Como deveria ser, igualmente, a expectativa dos pais, pois já percorreram, outrora, esse mesmo caminho. É a lei natural.
                Contudo, de mãos atadas, quantas dificuldades sentem aqueles que vivem essa transição, especialmente por envolver uma relação habitualmente muito mais estreita e profunda, ainda que nem sempre saudável, de mãe/filho.
                Muito embora haja exceções, comumente a interação mãe/filho é uma das vinculações         mais intensas, duradouras e bem configuradas na cicatriz umbilical, que remete sempre à lembrança histórica de uma relação de entranhas, ou seja, uterina.
                O desvelo maternal alcança tal rigor, que é costumeiro tomá-lo como medida de comparação quando se quer fazer menção ao amor divino.
                Assim, o filho guarda esta sinalização da vida impressa no seu abdome como lembrete para a eterna gratidão.
                É preciso ressaltar, também, que se trata de uma relação duplamente importante, pois embute uma dimensão quantitativa e outra qualitativa.
                A quantitativa se refere ao tempo de convivência íntima, que se estende continuamente por vinte, trinta ou mais anos; a qualitativa fala do período em que cabe à mãe, especialmente, lhe dar os primeiros sinais de vida, ou seja, é quando se estabelecem as bases para a formação do novo eu humano – o ego – e justamente por se reportar aos primeiros anos de vida, torna-se fundamental para a definição da personalidade.
                Por estas e outras razões que se revelam quando levamos em conta a reencarnação, surgem as dificuldades para a emancipação do filho da família de origem, em um claro exercício de amor e desapego para os membros envolvidos na triangulação que se forma: mai, filho/filha e nora/genro.
O sentimento de posse, da mãe, de dependência, do filho, e o apego de ambos conspiram conta o novo relacionamento, ao lado de outros conteúdos que se agregam, variando de acordo com cada caso.
               


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

sábado, 27 de julho de 2013

CONFLITOS DEGENERATIVOS DA SOCIEDADE


A crise de credibilidade, de confiança, de amor instaura o estado conflitivo da personalidade que perde o roteiro, inca­paz de definir o que é correto ou não, qual a forma de com­portamento mais compatível com a época e, ao mesmo tem­po, favorável ao seu bem-estar, anquilosando pessoas refra­tárias ao progresso nas idéias superadas ou produzindo gru­pos rebeldes fadados à destruição, que se entregam à desor­dem, à contra-cultura, buscando sempre chocar, agredir.
É necessário, portanto, que se dê a transformação, a evo­lução dos conceitos, o engrandecimento dos valores. Para tal fim, às vezes, é preciso que ocorra a demolição das estratificações, do arcaico, do ultrapassado. Lamentavelmente, po­rém, nesta ação demolidora, a revolta contra o passado, pre­tendendo apagar os vestígios do antigo, vai-lhe até as raízes, buscando extirpá-las.
O mesmo vem acontecendo com a sociedade que, para livrar-se das teias da hipocrisia, da hediondez, dos precon­ceitos, da vilania, da prepotência, elaborou os códigos da li­berdade, da igualdade, da fraternidade, em lutas sangrentas, ainda não considerados além das formulações teóricas e refe­rências bombásticas, sem repercussão real no organismo das comunidades humanas em sofrimento.
As recentes reações culturais contra a autenticidade da conduta têm produzido mais males que resultados positivos.
Em nome da evolução, sucedem-se as revoluções destru­tivas que não oferecem nada capaz de preencher os espaços vazios que causam.
A insatisfação do indivíduo fustiga e perturba o grupo no qual ele se localiza, sendo expulso pela reação geral ou tor­nando-se um câncer em processo metastático. Facilmente o pessimista e o colérico contaminam os desalentos, passando-lhes o morbo do desânimo ou o fogo da irritação, a prejuízo geral.
O personalismo se agiganta, as paixões servis se revelam, o idealismo cede lugar à vileza moral.
A predominância do egoísmo em a natureza humana faz-se responsável pelo caos em volta, no qual os conflitos dege­nerativos da sociedade campeiam.
Surgem as plataformas frágeis em favor do grupo desde que sob o comando e a alternativa única do ególatra, que ali­cia outros semelhantes, que se lhe acercam, igualmente ansi­osos por sucessos que não merecem, mas que pleiteiam. In­seguros, incapazes de competir a céu aberto, honestamen­te, aguardam na furna da própria pequenez, por motivos ver­dadeiros ou não, para incendiarem o campo de ação alheia, longe dos objetivos nobres, porém reflexos dos seus estados íntimos conflituosos.
Face às distonias pessoais de que são portadores, decan­tam a necessidade do progresso da sociedade e bloqueiam-no com a astúcia, a desarticulação de programas eficientes, an­tes de testados, atacando-os vilmente e aos seus portadores, a quem ferem pessoalmente, pela total impossibilidade de per­manecerem no campo ideológico, já que não possuem idea­lismo.
Em razão da insegurança pessoal desconfiam dos senti­mentos alheios e provocam distúrbios que se originam em suspeitas injustificáveis, a soldo do prazer mórbido que os assinala.
Cabe ao homem em conflito revestir-se de coragem, re­solvendo-se pelo trabalho de identificação das possibilida­des que dispõe, ora soterradas nos porões da personalidade assustada.
Sentindo-se incapaz de enfrentar-se, a busca de alguém capacitado a apontar-lhe o rumo e ajudá-lo a percor­rê-lo é tão urgente quão indispensável. Inúmeras terapias es­tão ao seu alcance, entre os técnicos da área especializada, assim como as da Psicologia Transpessoal apresentando-lhe a intercorrência de fatores paranormais e da Psicologia Espí­rita, aclarando-o com as luzes defluentes dos fenômenos ob­sessivos geradores dos problemas degenerativos no indiví­duo e na sociedade.
O conglomerado social, por sua vez, tem o dever de auxi­liar o homem em conflito, de ajudá-lo a administrar as suas fobias, ansiedades, traumas, e mesmo o de socorrê-lo nas expressões avançadas quando padecendo psicopatologias di­versas, em ética de sobrevivência do grupo, pois que, do con­trário, através do alijamento de cada membro, quando vier a ocorrência se desarticulará o mecanismo de sustentação da grei.
Os conflitos degenerativos da sociedade tendem a desa­parecer, especialmente quando o homem, em se encontrando consigo mesmo, harmonize o seu cosmo individual (micro), colaborando para o equilíbrio do universo social (macro), no qual se movimenta.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis


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