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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 22 de junho de 2017

MOEDA E MOENDA

Cap. XVI – Item 1
Moeda é peça que representa dinheiro.
Moenda é peça que mói alguma coisa.
Moeda é força que valoriza.
Moenda é força que transforma.
Moeda é finança.
Moenda é ação.
Moeda é possibilidade.
Moenda é suor.
Moeda é recurso.
Moenda é utensílio.
A moeda apóia.
A moenda depura.
A moeda abona.
A moenda prepara.
Moeda parada é promessa estanque.
Moenda inerte é instrumento inútil.
Moeda mal dirigida traz sofrimento.
Moenda mal governada gera desastre.
Movimente a moeda nas boas obras e melhorará sua vida.
Acione a moenda no serviço e terá mesa farta.
A moeda é a moenda de seu caminho.
Lance hoje a sua moeda, na moenda do bem, praticando os seus ideais de trabalho e progresso, educação e caridade, e encontrará você amanhã preciosas colheitas de simpatia e cooperação, alegria e luz.
Hilário Silva

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quarta-feira, 21 de junho de 2017

A CADA UM

“Levanta-te direito sobre os teus pés.” — Paulo. (ATOS 14:10)

De modo geral, quando encarnados no mundo físico, apenas enxergamos os aleijados do corpo, os que perderam o equilíbrio corporal, os que se arrastam penosamente no solo, suportando escabrosos defeitos. Não possuímos suficiente visão para identificar os doentes do espírito, os coxos do pensamento, os aniquilados de coração.
Onde existissem somente cegos, acabaria a criatura perdendo o interesse e a lembrança do aparelho visual; pela mesma razão, na Crosta da Terra, onde esmagadora maioria de pessoas se constituem de almas paralíticas, no que se refere à virtude, raros homens conhecem a desarmonia de saúde espiritual que lhes diz respeito, conscientes de suas necessidades incontestes.
Infere-se, pois, que a missão do Evangelho é muito mais bela e mais extensa que possamos imaginar. Jesus continua derramando bênçãos todos os dias. E os prodígios ocultos, operados no silêncio de seu amor infinito, são maiores que os verificados em Jerusalém e na Galiléia, porquanto os cegos e leprosos curados, segundo as narrativas apostólicas, voltaram mais tarde a enfermar e morrer. A cura de nossos espíritos doentes e paralíticos é mais importante, porquanto se efetua com vistas à eternidade.
É indispensável que não nos percamos em conclusões ilusórias. Agucemos os ouvidos, guardando a palavra do apóstolo aos gentios. Imprescindível é que nos levantemos, individualmente, sobre os próprios pés, pois há muita gente esperando as asas de anjo que lhe não pertencem.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

terça-feira, 20 de junho de 2017

CONSCIÊNCIA E DISCERNIMENTO

                O cultivo das ideias que se derivam das paixões, induz a distúrbios que alienam e brutalizam, dificultando o predomínio do discernimento.
                O discernimento resulta do exercício da arte de pensar, que deve crescer de forma adequada, favorecendo o homem com a percepção do ser e do não-ser, do correto e do errado, do justo e do abominável.
                Duas proposições surgem como metodologia correta para o desenvolvimento da razão, para o uso do discernimento: pensar sempre e o que se deve pensar.
                No primeiro caso, educação através do pensar constante, já que a sua função desenvolve os próprios centros pelos quais se manifesta, dilatando a capacidade para fazê-lo sempre.
                Indispensável lutar contra a preguiça mental, geradora da desatenção, da sonolência, da dificuldade de concentrar-se.
                Eleger o tipo de pensamentos a cultivar, constitui passo de alta importância para que o discernimento manifeste a consciência, na eleição dos códigos de comportamento que se incorporarão à existência.
                Diz-se que ninguém vive sem pensar, e a afirmação é equivocada. Todos os que transitam nas faixas primárias da evolução pensam pouco ou quase nada.
                Vítimas dos impulsos da sua natureza animal, deixam-se arrastar pelas tendências e instintos até o momento compulsório em que lhes luz a razão, propelindo-os ao exame dos acontecimentos e da conduta.
                Outros, que já alcançaram essa fase, por falta de hábito de pensar, deixam-se anestesiar e acomodam-se aos fatos e fenômenos existenciais, sem os estímulos inteligentes para galgarem patamares mais elevados.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google      

segunda-feira, 19 de junho de 2017

VISÃO DA VIDA II

                Quando o homem considera a vida uma oportunidade valiosa de crescimento moral e de conquista dos valores eternos, bem diversas são as colocações filosóficas em que se movimenta.
                Os sofrimentos adquirem um significado próprio dos quais retira valiosos recursos de paz e temperança para uma vivência útil.
                O fardo dos problemas se dilui ante uma atitude correta de considerar as dificuldades e soblevá-las, solucionando cada uma conforme esta se apresente.
                Advém ,então, um natural desapego aos bens físicos, por entender quão transitória é a posse e como varia de mãos em breve tempo...
                Um sentimento de solidariedade espontânea toma corpo nas atitudes, propiciando alegria de servir e, ao mesmo tempo, dilatando os objetivos do existir.
                Evita impressionares-te em excesso com as posições breves da pobreza e da fortuna, da saúde e da enfermidade, da juventude e da velhice...
                Considera a vida sob o ponto de vista global – no corpo e fora dele -, assim adquirindo harmonia íntima e real visão das suas finalidades.
                Atribui a cada fato, acontecimento, questão, o valor que realmente mereça, tendo em vista a curta duração do corpo e a destinação do espírito.            
Descobrirás, então, como agir e superar os limites, seguindo, tranquilo, na direção do destino ideal.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 17 de junho de 2017

VISÃO DA VIDA I

                Para quem da vida apenas vê o lado material, a sofreguidão pela conquista dos bens terrenos e a inquietação ante os problemas constituem razões prioritárias.
                Colocando na morte o termo da vida, todas as cogitações transitam no círculo estreito dos interesses imediatos, sem encontrar motivação para mais amplos e audaciosos voos do pensamento.
                Em decorrência, os interesses giram no estreito espaço das paixões dissolventes e inquietantes.
                Todas são questões de efêmera duração, pela própria conjuntura em que se situam.
                A dor, os problemas, em tais casos se apresentam como desgraças.
                Os caprichos não atendidos e os desejos não supridos tornam-se razão de desdita e loucura.
                É muito diminuta a visão da vida sob a colocação da realidade corporal.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 16 de junho de 2017

REJUBILA-TE SEMPRE


Mesmo em provas difíceis,
Rejubila-te e serve.
A natureza em tudo
É um cântico de amor.
Cada flor é um poema,
Toda fonte é bondade.
O sol, cada manhã,
É uma explosão de luz.
Dor é apenas estrada
Para as horas felizes.
A alegria na vida
É presença de Deus.

Emmanuel

quinta-feira, 15 de junho de 2017

CONTROLE POPULACIONAL DE ANIMAIS DOMÉSTICOS

Pergunta - Castrar os cães e gatos não é contra a natureza? Não estaremos indo contra o que Deus pretende de nós?
Resposta - Sendo nossos dependentes, os animais precisam se adequar às condições da civilização. Os animais domésticos não são mais selvagens e por isso não estão mais sujeitos ao seu contexto, isto é, não podemos deixar que se reproduzam à vontade fora do seu meio selvagem onde existem meios de controle populacionais naturais. Se eles se reproduzem sem esse controle natural, em pouco tempo ocorrerá um crescimento populacional exponencial, o que poderá significar superpopulação e perda de condições mínimas de sobrevivência. Se hipoteticamente uma fêmea que dê à luz seis outras fêmeas, e se cada uma delas pudesse dar à luz outras seis fêmeas e se suas filhas e netas também derem à luz seis fêmeas cada uma delas, significa que a partir da primeira fêmea, em três anos ela terá dado origem a mais de seis mil outras fêmeas (aqui não estamos contabilizando os filhotes machos). Se supuséssemos que ao mesmo tempo haja mil fêmeas dando à luz ao mesmo tempo na cidade, então em três anos teremos cerca de seis milhões de fêmeas originando outras gerações que continuarão a se multiplicar nesse crescimento exponencial. No caso de gatos, esses números dobram porque se reproduzem duas vezes mais rápido que os cães, isto é, em três anos teremos doze mil gatas pelas ruas, geradas a partir de uma única fêmea e, se considerarmos também mil fêmeas que deram à luz ao mesmo tempo, teremos em três anos cerca de doze milhões de gatas pelas ruas. Na realidade essa superpopulação drástica não ocorre porque os animais acabam morrendo ou de fome ou de frio, ou atropelados ou de alguma doença, sem que ninguém saiba e em sofrimento. Nós já quebramos as regras da natureza ao torna-los domésticos, tomando para nós a responsabilidade sobre eles, pela saúde e bem-estar deles, e é imprescindível controlar a população para que não sofram ainda mais por nossa causa, castrando-os. Não estamos propondo nada drástico nem brutal, mas apenas um controle racional.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

quarta-feira, 14 de junho de 2017

O PERDÃO E O PRAZER DE SER VOCÊ MESMO

                O processo de industrialização, a explosão do consumo e a globalização em contato com os valores morais judaico-cristão provocaram o surgimento de comportamentos duplos, triplos ou mais diversos, fazendo com que o ser humano perdesse sua própria identidade.
                A necessidade de agradar tudo e todos em um mundo onde a concorrência chega dentro de casa, faz com que percamos nossa própria identidade e nos comportemos como as pessoas gostariam que fôssemos.
                Nos refletimos em nosso comportamento a imagem dos outros.
                Em casa, com os nossos pais, somos uma personalidade, com os filhos somos outra. Na igreja, falamos baixinho. No futebol, com amigos, falamos palavrões. Com o patrão somos dóceis. Com a esposa ou marido, somos grosseiros. E nessa grande quantidade de máscaras perdemos nossa própria identidade, não sabemos mais o que somos.
                Espiritualmente somos seres unos. Este comportamento multifacetário nos adoece, provocando estresses, culpa e males orgânicos com conseqüências complexas. O que fazer? O primeiro passo é aprender a dizer não. O segundo é demonstrar, sem violência, a nossa autenticidade.
                Ser você mesmo lhe reduz muitas dores e sofrimentos. Permite que as pessoas te conheçam de verdade e saibam com quem estão lidando. Por outro lado, estimula os que estão ao seu redor à autenticidade pois, sabendo o que você é, são encorajadas a dizerem o que elas são.
                Permanecerão aqueles que tentarão enganar-lhe com falsa imagem, com máscaras, atores que se perderam em seus próprios personagens, mas isto faz parte da pequenez do ser humano. O importante é experimentar o prazer de ser você mesmo.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

terça-feira, 13 de junho de 2017

CULTURA DE GRAÇA

Espírito: SCHEILLA.
Além da cultura primária da inteligência, o homem para na Terra todos os dotes do conhecimento mais elevado.
Pelo currículo de várias disciplinas, cobram-se-lhe matrículas, taxas, honorários e emolumentos diversos, nas casas de ensino superior.
Se quiser explicadores dessa ou daquela matéria em que se veja atrasado, é
constrangido ao dispêndio de extraordinários recursos.
Se decidir penetrar o domínio das artes é obrigado a remunerar as notas do solfejo ou a iniciação do pincel.
Entretanto, para as nossas aquisições sublimes, permite o Senhor que a Doutrina Espírita abra atualmente na Terra preciosos cursos de elevação, em que a cultura da alma nada pede à bolsa dos aprendizes.
Cada templo do Espiritismo é uma escola aberta às nossas mais altas aspirações e cada reunião doutrinária são uma aula, suscetível de habilitar-nos às mais amplas conquistas para o caminho terrestre e para a Vida Maior.
Pela administração desses valores eternos não há preço amoedado.
Cada aluno da organização redentora pode comparecer de mãos vazias, trazendo simplesmente o sinal do respeito e o vaso da atenção.
Jesus, o Mestre dos Mestres, passou entre os homens sem nada cobrar por Seus Divinos Ensinamentos. E o Espiritismo, que lhe revive agora as bênçãos de amor, pode ser comparado a instituto mundial de educação gratuita, conduzindo-nos a todos, sem exigência e sem paga, do vale obscuro da ignorância para os montes da luz.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

segunda-feira, 12 de junho de 2017

NO GRUPO DA FRATERNIDADE

ANDRÉ LUIZ
No grupo da fraternidade, o coração está sempre disposto a servir.
Em seu santuário a alma do irmão não indaga;
não desconfia, não fere;
não perturba, não humilha;
não se exonera do dever de auxiliar a todos.
Não se afasta dos infelizes, para que o esquema de Cristo se cumpra nos mais necessitados.
Não reclama;
não desanima;
não se revolta;
não chora perdendo tempo;
não asila pensamentos envenenados;
não destrói as horas em palestras inúteis;
não exibe braços inertes;
não mostra o rosto sombrio;
não cultiva o espinheiro do ciúme;
não cava o abismo da discórdia;
não dá pasto à vaidade;
não se julga superior;
não se adorna com as inutilidades do orgulho;
não se avilta com a maledicência;
não se ensoberbece
e não foge à paciência e à esperança para confiar-se às trevas da indisciplina e da perturbação, porque o companheiro da fraternidade, em si mesmo;
é perdão vivo e constante;
o trabalho infatigável;
a confiança que nunca se abate;
a fonte do entendimento que não seca;
a bondade que nunca descrê da Providência Divina;
e é, sobretudo;
o amor incessante;
fazendo a vida florir e frutificar, em toda parte, em pensamentos, palavras, atitudes e atos de renovação com o Senhor que, aceitando a Manjedoura, nos ensinou a simplicidade na grandeza e, imolando-se na Cruz, exemplificou o sacrifício supremo, pela felicidade de todos, até o fim da permanência entre os homens.


Da Obra “UApostilas da VidaU” –Espírito: André Luiz – Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

sábado, 10 de junho de 2017

BOM HUMOR



Chico Xavier passava por uma crise de labirintite, que muito o afligia. Em oração, viu o Dr. Bezerra de Menezes, o generoso Benfeitor espiritual. Logo apelou:
– Dr. Bezerra, rogo-lhe que me auxilie. Estou passando muito mal. Não lhe peço como gente, mas na condição de besta. Façamos de conta que eu estou fazendo parte de uma carroça de trabalho, para mim preciosa, que é a mediunidade. Preciso voltar para a minha carroça, doutor. Tenha dó desta besta! Como pessoa eu não mereço, mas como besta, quero trabalhar! E ele, sorrindo:
– Você, besta, Chico? E eu, quem sou?
– O senhor é o veterinário de Deus.
Chico contou este episódio num programa de televisão, quando lhe perguntaram se os Espíritos também apreciam momentos de humor. Destacou que sim, informando que o Dr. Bezerra recebeu com gostosa gargalhada sua observação.
Considerando-se o humor como um estado de espírito, obviamente iremos encontrar, assim como no plano físico, gente bem ou mal-humorada do outro lado. Diríamos mesmo que um dos detalhes a levar em consideração, quando se pretenda identificar a condição das entidades que se manifestam em reuniões mediúnicas, diz respeito ao seu humor.
Quem não curte o bom humor, Espírito bom não é. Tem perturbação na cachola ou coração sem fé. Vale, também, para os reencarnados.
O bom humor é a marca registrada dos Espíritos Superiores, em trânsito pela Terra. Enfrentam os dissabores da existência, lutas e desafios, sem jamais pretenderem que carregam o peso do Mundo nas costas.
O próprio Chico, embora sua infância atribulada e as lutas que enfrentou durante a existência inteira, estimava a alegria. Revelam os que tiveram a ventura de privar de sua intimidade que ele estava sempre animado, disposto a ressaltar aspectos positivos de seu dia-a-dia, sem tempo ruim. Allan Kardec – quem diria! –, que muitos imaginam sisudo e circunspeto, não era nada disso.
Quem o revela é Henri Sausse, contemporâneo e biógrafo do Codificador (O Principiante Espírita, 15. ed. FEB, p. 47.):
“Erraria quem acreditasse que, em virtude dos seus trabalhos, Allan Kardec devia ser uma personagem sempre fria e austera. Não era, entretanto, assim. Esse grave filósofo, depois de haver discutido pontos mais difíceis da psicologia e da metafísica transcendental, mostrava-se expansivo, esforçando-se por distrair os convidados que ele frequentemente recebia na Vila Ségur; conservando-se sempre digno e sóbrio em suas expressões, sabia adubá-las com o nosso velho sal gaulês em rasgos de causticante e afetuosa bonomia. Gostava de rir com esse belo riso franco, largo e comunicativo, e possuía um talento todo particular em fazer os outros partilharem do seu bom humor”.
Espíritos que se destacam nos campos do Bem e da Verdade, bem à nossa frente no exercício de viver, demonstram claramente que tristeza não paga dívidas. Os sofrimentos maiores que enfrentamos não decorrem dos percalços da existência, mas do fato de não sabermos encará-los com bom ânimo e, mais que isso, não sabermos sorrir. Afinal, a vida é um espelho em que nos miramos. Se sorrirmos para ela, abrirá sorriso para nós.

Richard Simonetti

Fonte: Reformador – fev/2006
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sexta-feira, 9 de junho de 2017

INDULGÊNCIA

Cap. X – Item 16
A luz da alegria deve ser o facho continuamente aceso na atmosfera das nossas experiências.
Circunstâncias diversas e principalmente as de indisciplina podem alterar o clima de paz, em redor de nós, e dentre elas se destaca a palavra impensada como forja de incompreensão, a instalar entrechoques.
Daí o nosso dever básico de vigiar a nós mesmos na conversação, ampliando os recursos de entendimento nos ouvidos alheios.
Sejamos indulgentes.
Se erramos, roguemos perdão.
Se outros erraram, perdoemos.
O mal que desejarmos para alguém, hoje, suscitará o mal para nós, amanhã.
A mágoa não tem razão justa e o perdão anula os problemas, diminuindo complicações e perdas de tempo.
É assim que a espontaneidade no bem estabelece a caridade real.
Quem não reconhece as próprias imperfeições demonstra incoerência.
Quem perdoa desconhece o remorso.
Ódio é fogo invisível na consciência.
O erro, por isso, não pede aversão, mas, entendimento.
O erro nosso requer a bondade alheia; erro de outrem reclama a clemência nossa.
A Humanidade dispensa quem a censure, mas necessita de quem a estime.
E ante o erro, debalde se multiplicam justificações e razões.
Antes de tudo, é preciso refazer, porque o retorno à tarefa é a consequência inevitável de toda fuga ao dever.
Quanto mais conhecemos a nós mesmos, mais amplo em nós o imperativo de perdoar.
Aprendamos com o Evangelho, a fonte inexaurível da Verdade.
Você, amostra da grande prole de Deus, carece do amparo de todos e todos solicitam-lhe amparo.
Saiba, pois, refletir o mundo em torno, recordando que o espelho, inerte e frio, retrata todos os aspectos dignos e indignos à sua volta, o pintor, consciente, buscando criar atividade superior, somente exterioriza na pureza da tela os ângulos nobres e construtivos da vida.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quinta-feira, 8 de junho de 2017

VERDADES E FANTASIAS

“Mas, porque vos digo a verdade, não me credes.” — Jesus. (JOÃO 8:45)

O mundo sempre distingue ruidosamente os expositores de fantasias.
É comum observar-se, quase em toda parte, a vitória dos homens palavrosos, que prometem milagres e maravilhas. Esses merecem das criaturas grande crédito. Basta encobrirem a enfermidade, a fraqueza, a ignorância ou o defeito dos homens, para receberem acatamento. Não acontece o mesmo aos cultivadores da verdade, por mais simples que esta seja. Através de todos os tempos, para esses últimos, a sociedade reservou a fogueira, o veneno, a cruz, a punição implacável.
Tentando fugir à angustiosa situação espiritual que lhe é própria, inventou
o homem a “buena-dicha”, impondo, contudo, aos adivinhadores o disfarce dourado das realidades negras e duras. O charlatão mais hábil na fabricação de mentiras brilhantes será o senhor da clientela mais numerosa e luzida.
No intercâmbio com a esfera invisível, urge que os novos discípulos se precatem contra os perigos desse jaez.
A técnica do elogio, a disposição de parecer melhor, o prurido de caminhar
à frente dos outros, a presunção de converter consciências alheias, são grandes fantasias. É necessário não crer nisso. Mais razoável é compreender que o serviço de iluminação é difícil, a principiar do esforço de regeneração de nós mesmos. Nem sempre os amigos da verdade são aceitos. Geralmente são considerados fanáticos ou mistificadores, mas... apesar de tudo, para a nossa felicidade, faz-se preciso atender à verdade enquanto é tempo.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quarta-feira, 7 de junho de 2017

CONSCIÊNCIA E EVOLUÇÃO II

                Nunca te entregues à desesperação, ao abandono. Não és uma pedra solta no leito do rio do destino, a rolar incessantemente. Tens uma meta, que te aguarda e que alcançarás.
                Penetra-te mediante a reflexão e descobre as tuas incalculáveis possibilidades de realização.
                Afirma-te no bem, a fim de que o seu germe em ti fecunde e cresça. Serás o que penses e planejes, pois que da mente e do sentimento procedem os valores que são cultivados.
                O teu estado natural é saúde. As enfermidades são os acidentes de trânsito, das ações negativas, propiciando-te reabilitação. É indispensável manteres atenção e cuidado na conduta do veículo carnal. Assim, pensa no bem-estar, anela-o, estimulando-o com realizações corretas.
                A tua constituição é harmônica. Os desequilíbrios são ocorrências, na corrente elétrica do sistema nervoso, por distorção de carga que as sensações cultivadas proporcionam. Mantém os interruptores da vigilância ligados, a fim de que impeçam as altas voltagens que os produzem.
                Em tua origem és luz avançando para a Grande Luz. Só há sombras porque ainda não te dispuseste a movimentar os poderosos geradores de energia adormecida no teu interior. Faze claridade, iniciando com a chispa da boa vontade e deixando-a crescer até alcançar toda a potência de que dispõe.
                O amor é o teu caminho, porque procede de Deus, que te criou. Desse modo, verticaliza as tuas aspirações e agiganta os teus sentimentos na direção da Causalidade Primeira.
                Tudo podes, se quiseres.
                Tudo lograrás, se te dispuseres.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

terça-feira, 6 de junho de 2017

CONSCIÊNCIA E EVOLUÇÃO I

                O despertar da consciência faculta a responsabilidade a respeito dos atos, em face do desabrochar dos códigos divinos que jazem em germe no ser.
                Criado simples e ignorante, o espírito tem como fatalidade a perfeição que lhe está destinada. Alcança-la com rapidez ou demorar-se por consegui-la, depende da sua vontade, do seu livre-arbítrio.
                Passando pela fieira da ignorância, adquiriu experiências mediante as quais pode discernir entre o que deve e o que lhe não é lícito realizar, optando pelas ações que lhe proporcionem ventura, bem-estar, sem os efeitos perniciosos, aqueles que se tornam desgastante, afligentes.
                Desse modo, torna-se responsável pelo seu destino, que está a construir, modificar, por meio das decisões e atitudes que se permita.
                O bem é-lhe o fanal, e este se constitui de tudo aquilo que é conforme as leis de Deus, que são naturais, vigentes em toda parte.
                A herança da ignorância primitiva prende-o no mal, que é contrário à lei de progresso, não, porém, retendo-o indefinidamente e impossibilitando-o de ser feliz.
                Cumpre-lhe, portanto, envidar esforços e romper os elos com a retaguarda, avançando nas experiências iluminativas, a princípio com dificuldade, em face da viciação instalada, para depois acelerar os mecanismos de desenvolvimento, por força mesmo do prazer e alegria fruídos.
                Lentamente, em razão da própria consciência, descobre os tesouros preciosos que lhe estão à disposição e dos quais pode utilizar-se com infinitos benefícios.
                Saúde e doença, paz e conflito, alegria e tristeza podem ser eleitos através do discernimento que guia as ações, sem essa claridade, os estados negativos tornam-se-lhe habituais e, mesmo quando estabelecidos, podem alterar-se através do empenho empregado para vencê-los.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis    
imagem: google    

segunda-feira, 5 de junho de 2017

ALTERNATIVAS II

            A alternativa no ideal, sofrendo, é a mais correta.         
Há quem sofre, fazendo sofrer;
os que sofrem em razão do alheio sofrimento;
aqueles que sofrem, porque não dispõem de meios para imporem sofrimentos;
pessoas que sofrem, em razão de frustrações, amarguras e enfermidades que poderiam minorar, caso se dispusessem a amar e a servir.
A alternativa do sofrimento, enquanto se faz o bem, é sempre a melhor.
No entanto, há quem eleja outras alternativas...
Não te descoroçoes, porque a dor – que a todos macera e purifica – ora faz morada na tua ilha de antiga felicidade.
Recebe-a com naturalidade e altivez, não te permitindo desânimo ou revolta.
Beneficia-te com a oportunidade de sofrer, meditando em torno dos valores reais da existência, transformando esta alternativa em estrela luminífera a esparzir claridade perene no céu das tuas paisagens íntimas, que ora se encontram em aturdimento, mas predispostas à paz.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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sexta-feira, 2 de junho de 2017

ALTERNATIVAS I

                A vida se expressa através de várias alternativas.
                Seja qual for o teu comportamento, enfrentarás a alternativa do sofrimento.
                Por mais procures evadir-te, não jornadearás imune à dor.
                Fenômeno biológico de desgaste dos implementos orgânicos encontra-se ínsita na aparelhagem fisiológica, obedecendo à programática para a qual foi elaborada.
                Fora dos equipamentos físicos, eis que as manifestações psicológicas e emocionais também geram destrambelhos e aflições, que se incorporam à paisagem da humana agonia.
                Além destas, surgem as dores morais, lancinantes e agudas, de que ninguém está imune.
                Dor, porém, é processo normal, enquadrado na vida.
                Ei-la em toda parte, expressando-se em manifestações variadas, dentro das dimensões do processo evolutivo, sendo maior quanto mais delicadas são as percepções do ser...
                Evolvido ou atrasado, o homem padece-lhe sempre a injunção; e porque se expressa na própria realidade do ser, resulta das ações pessoais que se praticam, numa existência, gênese de inevitáveis manifestações aflitivas noutra.
                A fé, de forma alguma liberar-te-á do sofrimento.
                Oferecer-te-á recursos para amenizá-lo, dando-te copreensão para enfrentá-lo e armando-te de coragem para te impedires o desespero, com o qual mais te mortificarias.
                A crença na mensagem cristã, em forma de serviço dirigido ao próximo, transforma-se em ideal relevante que, não obstante a sua magnitude, não libera a criatura de sofrer, de aprimorar-se.
                Os ideais sustentam a vida inteligente e favorecem com valores que a embelezam e a dignificam.
                Não imunizam, porém, o homem à aflição.
                O ideal enobrecido é um demorado parto. Todo processo parto dói...


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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