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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 15 de setembro de 2017

INDIFERENÇA E CALOR HUMANO

Pergunta - Haverá maior frio na alma que a indiferença dos nossos semelhantes?
Resposta - Pode haver indiferença dos nossos semelhantes para conosco, entretanto de nós para com os outros isso não deveria acontecer. Cremos que se Jesus houvesse levado em conta nossa incapacidade para assimilar-lhe de pronto o
desvelado e intenso amor, o Cristianismo não estaria brilhando, e brilhando cada vez mais na Terra. Quem ama tem sempre bastante calor humano para distribuir. (agosto de 1976)


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

quinta-feira, 14 de setembro de 2017

O ESPANTALHO

Espírito: HILÁRIO SILVA.
O astuto comandante de entidades das trevas reuniu a pequena expedição de companheiros que voltavam da esfera física, onde haviam ido a combate aos espíritos, e lhes tomava contas.
- Eu, - dizia um dos perseguidores, sarcásticos, - torturei a cabeça de fervoroso pregador de Kardec, impedindo-lhe o acesso à tribuna por mais de dois meses.
- Ótimo! – falou o chefe – entretanto, isso terá trazido muitos benfeitores ao
socorro preciso.
- Eu - chacoteou um deles – consegui provocar a queda de uma criança anulando o concurso de operosa médium passista por duas semanas.
- Excelente! – concordou o diretor das sombras – mas não resolve porque muita gente do plano superior terá vindo...
Outros relacionaram atividades inferiores diversas sem que o mentor cruel
demonstrasse encantamento maior.
Um deles informou, porém:
- Eu encontrei um grupo de espíritas convictos e devotados, mas passei a frequentar-lhes o pensamento, dizendo-lhes que eles eram imperfeitos, imperfeitos e imperfeitos, até que todos acreditaram não valer mesmo nada... Então ai todos cruzaram os braços e começaram a dormir em abatimento e desânimo.
O tenebroso dirigente deu enorme gargalhada e recomendou a turma sombria a levantar, com urgência, em cada sementeira do Espiritismo, o espantalho da imperfeição...


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

quarta-feira, 13 de setembro de 2017

REUNIÕES DE MATERIALIZAÇÃO

ANDRÉ LUIZ
Meu Amigo:
Se você pretende cooperar no apostolado da revelação, materializando os benfeitores do Céu no caminho dos homens, desmaterialize a própria vida, para que as suas forças se aperfeiçoem auxiliando com eficiência na obra renovadora do Céu, em benefício da Humanidade.
Reajuste os seus hábitos e eduque as suas manifestações de sentimento e pensamento, adaptando-se, quando possível, ao padrão de vida mais alta que o ministério dessa natureza reclama, em qualquer parte.
Em assembleias dessa ordem, cada visitante ou assistente irradiam as ondas vitais em cuja intimidade se colocam.
O frasco de perfume esparge o aroma sublime de que se paz portador.
O vaso de detritos fornece as emanações desagradáveis que lhe correspondem.
Outra não é situação de cada companheiro na reunião que se disponha a receber as demonstrações do Plano Espiritual.
Se você aspira à subida para conviver com a luz, não se negue ao esforço de abandonar o vale das sombras em que o nosso coração vem palpitando há tanto tempo.
Melhores tudo, dentro de você, para que tudo melhore ao redor de seus passos.
Lembre-se de que as dificuldades impostas ao nosso roteiro pelos que não nos compreendem, não devem ser a norma de vida para nós.
É imprescindível a nossa renovação, para acompanharmos, tanto quanto possível o voo deslumbrante dos espíritos que nos renovam e evoluem.
Há pequeninos prazeres que, à maneira dos micróbios violentos ou perseverantes que nos desintegram o envoltório físico, nos intoxicam a alma e nos destroem as melhores esperanças.
Todos somos dínamos pensantes, nos mais remotos ângulos da vida, com o Infinito por clima de progresso e com a Imortalidade por meta sublime.
Geramos raios, emitimo-los e recebemo-los, constantemente. Nossas atitudes e deliberações, costumes e emoções criam cargas elétricas de variadas expressões.
Reflitamos nisso e estaremos habilitados a colaborar com as manifestações dos nossos amigos e mentores da Espiritualidade.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

terça-feira, 12 de setembro de 2017

ATITUDES

Cuida com atenção de preservar as atitudes de edificação, aquelas que te apresentam como candidato à perfeição, deixando, à margem, ressentimentos e desconfortos morais, vivenciando sempre os momentos agradáveis e abençoados.
É certo que nem sempre se pode estar sorrindo ou numa atitude jovial. No entanto, pode-se evitar a expressão de mau humor e espalhar dissabores que ressumam do inconsciente assinalado pelo acumular das questões negativas e infelicitadoras.
Não penses que o mundo irá trabalhar-te a evolução, favorecendo-te com a conquista estelar, nem que as demais pessoas poderão fazer aquilo que te está destinado.
Nele encontrarás as oportunidades favoráveis ao teu adiantamento, mas a atitude combativa é tua.
O amor com que te revistas tornará as tuas atitudes de paz e de enternecimento, atraindo para o teu círculo emocional as vibrações favoráveis ao crescimento íntimo. Enquanto que as reações da mágoa e do ódio, à semelhança de cimitarras, terminam por ferir-te antes que afetem aos demais.
Cultivados os hábitos mentais, conforme as emanações educadas ou não, eles transformam-se em atitudes existenciais que irão fomentar novos comportamentos.
Ilumina a mente com as sublimes lições do Evangelho, enriquece os lábios com palavras edificantes e as tuas serão atitudes dignas.
Tudo quanto seja armazenado no pensamento transforma-se em alimento emocional que, de acordo com a qualidade, envenena ou santifica a alma.
Seleciona reflexões e treina atitudes mentais pacíficas, compassivas, misericordiosas, e conseguirás fruir do bem-estar que a retidão proporciona àqueles que se lhe entregam.
As tuas atitudes falam sem palavras a teu respeito, desvelando os recursos de que dispões nos cofres do coração.
Exercita a coragem de ser verdadeiro sem agressividade, de ser amigo sem bajulação e as tuas atitudes solidárias estimularão outras que se converterão em nobre corrente de amor humano, tornando a vida mais rica de luzes e de harmonia.

Joanna de Ângelis
Página psicografada por Divaldo P. Franco em 31/01/2005

Fonte: Reformador – março/2006
imagem: google

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

MEDIUNIDADE E JESUS

Cap. VI – Item 7
Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.
É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência entre Maria e Isabel, José e Zacarias, Ana e Simeão, no estabelecimento da Boa Nova.
E segue adiante, enaltecendo-a na inspiração junto aos doutores do Templo; exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Caná; honorificando-a, nas atividades de cura, em transmitindo passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde; ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas; dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores por intermédio dos alienados mentais que lhe surgem à frente; glorificando-a na materialização, em se transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, e elevando-a sempre, no magnetismo sublimado, seja aliviando os enfermos com a simples presença, revitalizando corpos cadaverizados, multiplicando pães e peixes para a turba faminta ou apaziguando as forças da natureza.
E, confirmando o intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece, Ele mesmo, ante os discípulos espantados, traçando planos de redenção que culminam no dia de Pentecostes – o momento inesquecível do Evangelho –, quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes, na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz.
Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não se confunde com a Doutrina Espírita que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre que enobrecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veículo respeitável da convicção na sobrevivência.
Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achincalhe – tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana –, porquanto os talentos medianímicos estiveram, incessantemente, nas mãos de Jesus, o nosso divino mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o excelso médium de Deus.
Eurípedes Barsanulfo

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

sábado, 9 de setembro de 2017

AFLIÇÕES

“Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições do Cristo.” — (1ª EPÍSTOLA A PEDRO 4:13)

É inegável que em vosso aprendizado terrestre atravessareis dias de inverno ríspido, em que será indispensável recorrer às provisões armazenadas no íntimo, nas colheitas dos dias de equilíbrio e abundância.
Contemplareis o mundo, na desilusão de amigos muito amados, como templo em ruínas, sob os embates de tormenta cruel.
As esperanças feneceram distantes, os sonhos permanecem pisados pelos ingratos. Os afeiçoados desapareceram, uns pela indiferença, outros porque preferiram a integração no quadro dos interesses fugitivos do plano material.
Quando surgir um dia assim em vossos horizontes, compelindo-vos à inquietação e à amargura, certo não vos será proibido chorar. Entretanto, é necessário não esquecerdes a divina companhia do Senhor Jesus.
Supondes, acaso, que o Mestre dos Mestres habita uma esfera inacessível ao pensamento dos homens?  Julgais, porventura, não receba o Salvador ingratidões e apodos, por parte das criaturas humanas, diariamente? Antes de conhecermos o alheio mal que nos aflige, Ele conhecia o nosso e sofria pelos nossos erros.
Não olvidemos, portanto, que, nas aflições, é imprescindível tomar-lhe a sublime companhia e prosseguir avante com a sua serenidade e seu bom ânimo.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

CONSCIÊNCIA E INTEGRIDADE II

                Se desejas possuir a integridade da criatura de bem, treina os pequenos deveres, as realizações de significado modesto.
                É muito fácil tornar-se gigante nas grandes expressivas realizações.
                Os verdadeiros triunfadores, no entanto, agigantam-se nas pequenas coisas, enobrecendo-se nos labores de significado inexpressivo, sem os quais ruem as grandiosas construções e tornam-se prejudicados e impraticáveis os complexos projetos.
                Apaga-se, esse trabalhador, nas situações de alta projeção e toma a responsabilidade nos serviços das horas sem aparente significação.
                Não é notado quando presente, pois que todos se acostumaram ao seu equilíbrio, á harmonia do conjunto no qual labora; no entanto, quando não se encontra, todos lhe notam a ausência e compreendem-lhe o valor.
                O homem íntegro é fiel ao dever e nunca deserta. Ele tem consciência da sua utilidade, que constrói e, por consequência, é responsável, discreto e operoso.
                Quando se buscam sensações novas de agradar o ego, ainda não se adquiriu a consciência da integridade.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA

Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis        
imagem: google 

quinta-feira, 7 de setembro de 2017

CONSCIÊNCIA E INTEGRIDADE I

                A criatura que busca a integridade, o estado de equilíbrio moral em toda sua amplitude, já adquiriu a consciência de si mesma, havendo logrado o amadurecimento psicológico resultante da observância correta das Leis da Vida.
                A vida é as sucessivas etapas do processo evolutivo graças às quais o espírito avança, de experiência em experiência, modelando o anjo que lhe dorme em latência, manifestação do psiquismo divino, sua origem, sua causalidade.
                Na trajetória que enceta, normalmente o ser vincula-se às comodidades da conjuntura carnal, seja pelos atavismos animais que nele predominam ou porque se acomoda à situação em que estagia, sem dar-se conta da imperiosa necessidade de crescimento.
                Todo desenvolvimento rompe amarras, facultando libertação e, às vezes, gerando dor.
                Buscando fugir às dores, normalmente engendra mecanismos de transferência de que se utiliza para o prazer, passando a depender deste, assim programando os inevitáveis futuros sofrimentos.
                Somente a consciência dos objetivos da vida, em seu conjunto, favorece a visão correta para uma conduta existencial preparadora da etapa para a futura reencarnação.
                Decorrem disso os fenômenos eu se apresentam na área do comportamento e, com eles, as tendências, inclinações, aspirações, temperamento...
                A integridade resulta da disciplina das tendências negativas, das aspirações superficiais a favor dos valores de expressão profunda e da plena consciência de objetivo e significado existencial.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

quarta-feira, 6 de setembro de 2017

PONTOS VULNERÁVEIS II

                A tua segurança interior depende da tua inclinação e preferência, cabendo-te a tarefa de renovar as forças e vigiar as fraquezas que se transformam, com o tempo, em equilíbrio e vigor.
                No que delinquiste, trazes a marca íntima.
                Conforme te comprometeste, renasces, com a matriz de registro.
                De acordo com o erro, volves aos sítios familiares onde deves repará-lo.
                Assim também ocorre em relação às ações enobrecidas. Elas te induzem ao crescimento espiritual com superação das próprias forças, na grande arrancada do espírito.
                Não te permitas concessões desconsertantes, nem prazeres que anestesiam a razão e perturbam o sentimento.
                Enfrenta as fraquezas; conscientiza-te dos teus pontos vulneráveis e constatarás quão fácil te será vencer as tentações e superar as más inclinações que te atormentam.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 5 de setembro de 2017

PONTOS VULNERÁVEIS I

Nas tuas fraquezas estão os pontos vulneráveis, que deves revestir de forças.
Os pontos vulneráveis representam a resistência de toda maquinaria, e segurança de cada indivíduo.
Inevitavelmente, as tentações se te acercam, ferindo-te a vulnerabilidade no fulcro das tuas deficiências.
Se te agradam as sensações mais fortes, sempre nas defrontarás, atraentes, envolvendo-te e atormentando-te.
Se te espicaçam o interesse, a ganância e a cobiça, respirarás no clima dos onzenários.
Se te interessam a maledicência e a impiedade, sempre descobrirás imperfeições e deslizes alheios que aos outros passam despercebidos.
Se preferes a ociosidade e o comodismo, encontrarás justificativas para a preguiça e o repouso exagerado.
Se  te afeiçoas à enfermidade, anotarás distúrbios e deficiências orgânicas, onde os outros defrontam recursos para exercitar o equilíbrio e a disciplina.
                Cada espírito é colocado onde lhe cumpre progredir, vinculado aos recursos de que necessita para superar-se e reparar os compromissos infelizes do passado.
                A reencarnação traz o aprendiz de volta à experiência malograda, a fim de que se lhe fixem os valores positivos que deve investir na mudança do quadro de provações que lhe dizem respeito.
                Tendências e aptidões, boas ou más, ressumam do pretérito espiritual, a fim de serem aprimoradas, tornando-se valiosas conquistas que impulsionam ao progresso e à paz.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 4 de setembro de 2017

TEMPO DE DEUS


Não te deixes vencer
Pela hora vazia.
Cérebro sem trabalho
É reduto de sombra
Casa desocupada
Guarda animais daninhos.
O tempo que te pertença
Podes dá-lo em serviço.
Qualquer auxílio a outrem
É socorro a ti mesmo.
Não desprezes o tempo,
Pois ele vem de Deus.


Emmanuel
imagem: google 

sábado, 2 de setembro de 2017

INDIVIDUAÇÃO DA ALMA DOS ANIMAIS

            Mas se a alma dos animais já é individualizada, por que encontramos na codificação o Espírito de Verdade falar em individuação do princípio inteligente?
            Os animais seguem vários comportamentos padronizados para suas espécies. O Espírito de Verdade disse que uma ave sempre construirá o ninho do mesmo modo como faziam seus ancestrais, mesmo que nunca tenha sido ensinada a fazê-lo. Isso acontece por causa de uma ação instintiva ligada ao corpo e não ao espírito ou ao princípio inteligente que habita aquele corpo. À medida que o espírito, que estagia em um corpo animal, começa a agir por sua próprias vontade, independente da vontade do corpo, isto é, usando o seu livre-arbítrio, e começa a agir de modo particular e diferente do seu grupo, esse começa a se individualizar, não como corpo, mas como espírito. Esse princípio inteligente começa a se diferenciar dos demais em termos de ações, eu não são mais repetitivas e instintivas, mas por ações de sua própria vontade. À medida que se diferencia e pratica o seu livre-arbítrio, o espírito evolui e a cada reencarnação recebe um corpo mais apto a expor o potencial que adquiriu ao exercitar sua vontade independente.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sexta-feira, 1 de setembro de 2017

PERFIL BIOGRÁFICO DE CHICO XAVIER III

Calcula-se que nesses quase 70 anos de atividade mediúnica ininterrupta, ele tenha recebido milhares de mensagens de desencarnados aos familiares, além dos autores dos 402 livros psicografados, até o momento.
A influência de Chico Xavier, como pessoa e como médium, tem sido muito grande no relacionamento humano em nosso país e está a merecer um estudo sociológico profundo e abrangente.
Essa influência é nítida nas instituições espíritas que têm procurado atender aos marginalizados: crianças desvalidas, velhos abandonados, doentes e sofredores sem recursos.
A sua liderança é diferente, como afirmou o sociólogo Cândido Procópio em entrevista a médicos espíritas, na década de 70. Ela resulta da bondade e da humildade, diferentemente de tudo o que é usual na Terra. “Ele beija as mãos que beijam as suas”, reparou Procópio.
Na verdade, a vida de Chico Xavier reforça a obra recebida por seu intermédio. A forma heroica com que tem suportado todas as provações da vida; a humildade sincera perante o próximo, inclusive os outros líderes religiosos; o despojamento dos bens materiais; a entrega dos direitos autorais de todos os livros recebidos por seu intermédio a instituições beneficentes e a paciência evangélica com que tem atendido milhões de criaturas sofredoras, constituem os alicerces onde se assentam os ensinamentos espirituais canalizados por sua mediunidade.
É por isso que em pesquisa recente realizada pela revista Veja (10/1/96) ele é o único religioso que está entre as 20 pessoas mais lembradas pelos brasileiros — 66% — como capaz de lhes dar alegria e felicidade.
Em 1981, ele foi indicado ao Prêmio Nobel da Paz, com milhões de assinaturas. Não recebeu a premiação, mas tem sido alvo, no Brasil, de inequívoca manifestação de carinho e reconhecimento como autêntico homem da paz.
O traço marcante de Chico Xavier é o seu amor pela humanidade. Este livro testemunha isso.
Partilhamos da assertiva de Gandhi: “quando um único homem chega à plenitude do amor, neutraliza o ódio de muitos milhões”. É por isso que, apesar de toda a tentativa de se anular, fugindo a qualquer posição de destaque, Chico Xavier é o líder diferente que influi, transforma e redime, tornando menos árida a vida humana, pelo poder inexplicável do amor
e da humildade.

Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
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quinta-feira, 31 de agosto de 2017

PERFIL BIOGRÁFICO DE CHICO XAVIER II

Foi só em 1931, quando atingiu a maioridade física, que o espírito de Emmanuel passou a dirigir e orientar a imensa obra da qual ele tem sido o intermediário. O próprio Chico reconhece três períodos distintos em sua vida mediúnica. A primeira, dos 4 aos 17 anos, época em que via sua mãe e estava sob a influência de entidades felizes e infelizes; a segunda, dos 17 aos 21 anos, quando conheceu o Espiritismo e psicografou mensagens dos espíritos amigos e que foram inutilizadas, a pedido deles, por se tratarem de esboços e exercícios de adestramento e, finalmente, o terceiro período, de 1931 até os dias de hoje, que se iniciou com a presença do espírito guia Emmanuel, quando este assumiu o encargo de orientar suas atividades mediúnicas.
A partir de 1932, com a publicação de Parnaso de Além Túmulo, coletânea de poesias de escritores brasileiros e portugueses desencarnados, os livros psicografados por seu intermédio começaram a ser editados pela Federação Espírita Brasileira (FEB). Foi assim com as 85 primeiras obras. As demais foram publicadas por várias outras editoras. Os direitos autorais, desde o primeiro volume, foram doados a obras de benemerência, com a transferência dessa responsabilidade às editoras.
Às vezes, faltava o necessário em sua casa, mas jamais recebeu um único centavo da obra dos espíritos.
Chico Xavier tem diferentes tipos de mediunidade: psicofonia com transfiguração; efeitos físicos e materialização; xenoglossia ou mediunidade poliglota, desdobramento; cura etc., mas a principal delas é a psicografia. Em 1958, o médium foi acometido de labirintite. Nesse mesmo período, através da imprensa, sofreu ataques de um sobrinho, que contestava suas faculdades mediúnicas e dizia inverdades sobre a conduta do tio. Foi um triste episódio para a família Xavier.
Em janeiro de 1959, aconselhado por seu médico, mudou-se para Uberaba, a convite de Waldo Vieira, àquela época ainda estudante de medicina, e que fundou a Comunhão Espírita Cristã com a finalidade de dar suporte às tarefas do médium e as suas próprias, uma vez que ele também era psicógrafo, tendo lançado 17 obras em parceria com Chico.
Em 1965 e 1966, ambos fizeram viagens ao Exterior, visitando irmãos espíritas nos Estados Unidos e na Europa, com a finalidade de difundir o Espiritismo. O livro lhe World ofthe Spirit, publicado pela Philosophical Library, de Nova Iorque, em 1966, e a fundação de núcleos espíritas em Washington e Ellon Collegue, foram frutos de suas atividades no Exterior.
Depois da última viagem, em 1966, o dr. Waldo Vieira desligou-se totalmente de suas tarefas espíritas e mudou-se para o Rio de Janeiro.
Até 19 de maio de 1975, Chico permaneceu na Comunhão Espírita Cristã, desligando-se depois dessa data, quando essa instituição foi beneficiada, em testamento, com um grande patrimônio de terras em Goiás. Reiniciou suas atividades no Grupo Espírita da Prece, em casa muito simples e humilde localizada no bairro João 23, em Uberaba, onde permaneceu em atividades mediúnicas até o declínio de suas forças físicas, depois dos 80 anos. Ainda hoje, às vésperas de completar 87 anos, recebe para os cumprimentos, em sua própria casa, as pessoas que vão em busca de consolo e instrução.
Além de presidir o Grupo Espírita da Prece, seu filho adotivo, dr. Eurípedes Higino dos Reis, o tem auxiliado nas tarefas que ainda pode realizar, porque está paralítico das pernas e tem o corpo físico naturalmente debilitado.
Após o enfarte que sofreu, em novembro de 1976, o perseverante seareiro vem se submetendo a tratamento constante para o problema cardíaco, obedecendo fielmente às prescrições médicas.
Antes, já fazia, de forma regular, tratamento no olho esquerdo, uma vez que o perdeu totalmente por doença irreversível.
Sofreu várias intervenções cirúrgicas, inclusive para correção de hérnias abdominais resultantes das sevícias da infância. Pode-se constatar, neste livro, em A Dor e o Bálsamo, que o médium não interrompeu quase nada as suas tarefas, após o enfarte. Consolando os outros, encontrou o bálsamo e a melhora para seus próprios males. Essa é uma característica de sua maneira de ser.


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

PERFIL BIOGRÁFICO DE CHICO XAVIER I

Francisco Cândido Xavier nasceu em Pedro Leopoldo, cidadezinha próxima de Belo Horizonte, Estado de Minas Gerais, em 2 de abril de 1910.
João Cândido, seu pai, tinha temperamento de artista, gostava de serenatas ao som do violão, foi cambista de bilhetes de loteria, homem pobre de prole numerosa. Sua mãe, Maria João de Deus, filha de lavadeira humilde de Santa Luzia do Rio das Velhas era neta de índia, a avó Senhorinha, e reconhecida por sua bondade natural. A matriz genética mais característica do povo brasileiro — a do ameríndio, do português e do negro — está presente na base corpórea de Chico Xavier, esse homem simples das Minas Gerais.
Desde a primeira infância, fatos insólitos aconteciam em sua vida: aos quatro anos repetiu aos pais os ensinamentos que lhe eram ditados pelos espíritos a respeito de problemas de saúde de uma vizinha e depois do falecimento de sua mãe, ocorrido a 29 de setembro de 1915, passou a vê-la e a conversar com ela.
Os fenômenos, que ocorriam de forma tão natural e constante em sua
vida, eram rechaçados invariavelmente por aqueles que o cercavam, uma vez
que a pequena Pedro Leopoldo, como toda cidade mineira, estava impregnada
do catolicismo do início do século. Isso, como é natural, criou conflitos psicológicos muito grandes para o menino ingênuo.
Se contava que havia visto a mãe e conversado com ela, apanhava ainda mais da madrinha — a mulher perturbada sob cuja guarda ficou, durante mais de dois anos, após a morte de sua mãe — e que o surrava normalmente três vezes ao dia, sem perdão de um único dia da semana, além de outras sevícias.
Suas visões e conversas com os seres de outro mundo pontilharam sua
vida escolar — ele conseguiu fazer somente o curso primário —, suas visitas à
igreja católica, hábito no qual foi educado por sua mãe, e também seu trabalho.
Sebastião Scarzelli, seu padre confessor, passava-lhe penitências a fim de
livrá-lo dos demônios, mas as aparições continuavam.
Antes de completar nove anos, trabalhou na fábrica de tecidos para auxiliar no sustento da casa. Cidália, a segunda esposa de seu pai, anjo de bondade em suas vidas, tivera mais seis filhos; ao todo, seu João Cândido foi pai de 15.
Desde cedo, Chico esqueceu-se de si próprio para auxiliar no sustento e
educação dos irmãos. Caiu doente dos pulmões com o trabalho da tecelagem,
passou, então, a auxiliar de cozinha no Bar do Dove, depois, por alguns anos,
foi caixeiro de um pequeno armazém de propriedade do sr. José Felizardo
Sobrinho e, finalmente, aos 23 anos, entrou para o Ministério de Agricultura,
prestando serviço à Fazenda Modelo de sua cidade, aposentando-se, após 35
anos de trabalho, já em Uberaba, sem nunca ter tirado férias ou faltado ao
serviço, no cargo de escriturário.
Em maio de 1927, Maria Xavier, irmã de Chico, apresentou distúrbios
psíquicos que não foram solucionados pela Medicina. A família pediu, então, o
auxílio do sr. José Hermínio Perácio e sua esposa Carmem, espíritas convictos, que trataram da jovem, acometida de obsessão, em seu próprio lar,
reintegrando-a, depois, à vida familiar, devidamente equilibrada e com a
orientação espírita.
Com esse fato, Chico Xavier convenceu-se da realidade do Espiritismo e
reuniu um grupo de crentes para o estudo e difusão da Doutrina. Foi nessas
reuniões iniciais que ele se desenvolveu como médium escrevente, semi16
mecânico. No dia 8 de julho de 1927, recebeu as primeiras páginas
psicografadas de autoria de um espírito amigo, em uma reunião do Centro
Espírita Luiz Gonzaga, que funcionava na residência de seu irmão, José
Xavier. Desde então, até os dias de hoje, cerca de 70 anos depois, ele tem sido
a extraordinária antena psíquica do século 20, recebendo páginas literárias,
científicas, evangélicas e consoladoras de mais de 600 autores, com 402 livros
publicados até o momento (dezembro de 1996).


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

terça-feira, 29 de agosto de 2017

MÁGOA

Espírito: ANDRÉ LUIZ.
Se a mágoa lhe bate à porta, entorpecendo-lhe a cabeça ou paralisando-lhe os braços, fuja dessa intoxicação mental enquanto pode.
Se você está doente, atenda ao corpo enfermiço, na convicção de que não é com lágrimas que você recupera um relógio defeituoso.
Se você errou, busque reconsiderar a própria falta, reajustando o caminho sem vaidade, reconhecendo que você não é o primeiro e nem será o último a encontrar-se numa conta desajustada que roga corrigenda.
Se você caiu em tentação, levante-se e prossiga adiante, na tarefa que a vida lhe assinalou, na certeza de que ninguém resgata uma dívida ao preço de queixa inútil.
Se amigos desertaram, pense na árvore que, por vezes, necessita de poda, a fim de renovar a própria existência.
Se você possui na família um ninho de aflições, é forçoso anotar que o benefício da educação pede a base da escola.
Se sofrer prejuízos materiais, recorde que, em muitas ocasiões, a perda do anel é a defesa do braço.
Se alguém lhe ofendeu a dignidade, olvide ressentimentos, ponderando que a criatura de bom senso, jamais enfeitaria a própria apresentação com uma lata de lixo.
Se a impaciência lhe marca os gestos habituais, acalme-se, observando que os pequeninos desequilíbrios integram, por fim, as grandes perturbações.
Seja qual for o seu problema, lembre-se de que toda mágoa é sombra destrutiva e de que sombra alguma consegue permanecer no coração que se acolhe ao trabalho, procurando servir.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

PROFILAXIA

Se a maledicência visita o seu caminho, use o silêncio antes que a lama revolvida se transforme em tóxicos letais.
Se a cólera explode ao seu lado, use a prece, a fim de que o incêndio não se comunique às regiões menos abrigadas de sua alma.
Se a incompreensão lhe atira pedradas, use o silêncio, em seu próprio favor, imobilizando os monstros mentais que a crueldade desencadeia nas almas frágeis e enfermiças.
Se a antipatia gratuita surpreende as suas manifestações de amor, use a prece, facilitando a obra da fraternidade, que o Mestre nos legou.
O silêncio e a prece são os antídotos do mal, amparando o Reino do Senhor, ainda nascente no mundo.
Se você pretende a paz no setor de trabalho que Jesus lhe confiou, não se esqueça dessa profilaxia da alma, imprescindível à vitória sobre a treva e sobre nós mesmos.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
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sábado, 26 de agosto de 2017

BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS II

                Grande parte das nossas dificuldades atuais são causadas por nós mesmos, na busca incessante por facilidades e confortos materiais. Para ganhar dinheiro, fama e poder, muitas vezes ofendemos, fazemos escolhas equivocadas, somos egoístas, impiedosos e orgulhosos. É justo que, no curso de uma nova existência, resgatemos nossos débitos com as criaturas e até conosco mesmo, entendendo que somos responsáveis por tudo que sentimos, pensamos e fazemos. Isso explica também as nossas provações e passamos a enxergar a Terra como um imenso território adequado para abrigar espíritos em evolução para a perfeição possível. Neste mundo de expiações e de provas, ainda há a necessidade de experiências dolorosas e desagradáveis, para que os espíritos descubram o prazer de fazer o bem e de viver como irmãos. Enquanto permanecer na rebeldia e não agradecer o benefício da aflição momentânea, a criatura irá de ações e reações, sofrendo o que fez sofrer, colhendo do que plantou, até compreender que somente dela depende libertar-se das aflições desta vida. Em suma, todas as atribulações de nossa vida terrena são consequências de nossas faltas. Quando volvemos nosso olhar para os missionários do mundo moderno, que tanto sofreram dores físicas com enfermidades terríveis, mister se faz lembrar da afirmação de Kardec de que muitas dessas aflições são provas escolhidas pelos próprios espíritos, que as pediram para apressar seu adiantamento ou para concluir processos purificatórios.
                Por último, muito embora o capítulo 5, do Evangelho Segundo o Espiritismo jamais nos permitirá ser tão conclusivos, é fundamental entender a diferença entre prova e expiação. Expiação é sofrer as consequências de nossas faltas, passar pelos mesmos sofrimentos causados a nós ou aos outros, para que desperte em nós a consciência do sofrimento que provocamos, aproveitando as oportunidades para reparar os males causados, corrigindo-nos e prosseguindo em nossa evolução em melhores condições. Já as provações são testes de avaliação do aprendizado, passando pelas mesmas dificuldades que deram origem às ações negativas para resolvê-las, sem ferir a ninguém, usando-as para o desenvolvimento das nossas qualificações intelectuais e morais. Kardec ensina que “a expiação serve sempre de provas, mas a prova nem sempre é uma expiação. Mas provas e expiações são sempre sinais de uma inferioridade relativa, pois aquele que é perfeito não precisa ser provado”. Por tudo isso, entender que “bem-aventurados os aflitos” é entender  Deus e reconhecer a necessidade de resignar-se; submeter-se, voluntariamente, às Suas leis, compreendendo que sendo Ele, o Absoluto na perfeição e causa de tudo que existe, por certo não comete erros ou enganos e Suas leis sábias e amorosas se obedecidas, hão de nos levar à felicidade. Esta é a resignação preconizada pelo espiritismo, uma submissão ativa, fruto do entendimento dos objetivos da vida e dos seres, assimilando a promessa de Jesus quando oferta as bem-aventuranças aos que sofrem, aos aflitos. O Mestre não espera que não choremos pela dor, mas nos pede para que tentemos sorrir pela benção da oportunidade de ressarcimento das dívidas do passado, entregando-nos à vontade do Pai. A resignação é a coragem da virtude. (Caibar Schutel)

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
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sexta-feira, 25 de agosto de 2017

BEM-AVENTURADOS OS AFLITOS I

                Poucos realmente entendem o sentido que a expressão bem-aventurado tem no discurso do Mestre Jesus, até porque é muito difícil esta compreensão para quem, com os pés fincados numa única existência e num mundo materialista como este nosso, acredita que ser bem-aventurado é sinônimo de ser feliz. Dentro do axioma “ler Kardec, para entender Jesus”, o estudo da doutrina espírita, que alarga nosso campo de visão para além desta vida e nos faz compreender e aceitar as múltiplas encarnações, nos oferece a releitura das bem-aventuranças, percebendo que Jesus deixa expresso na sua alocução a ideia clara da imortalidade da alma, ensinando, todavia, que o universo é regido pela lei de causa e efeito. Ambos os pilares doutrinários, casualidade e imortalidade da alma, ampliam o nosso entendimento e, neste contexto, obtemos a chave para abrirmos o baú dos mistérios da fé. Portanto, entendendo que as aflições não são castigos divinos e muito menos pragas lançadas aleatoriamente pelo Criador para provocar o arrependimento de suas criaturas, compreendemos perfeitamente que a justiça divina é incorruptível e se alicerça na expressão “à cada um, segundo suas obras”.
                Por intermédio do estudo do pentateuco de Kardec, fica fácil entender porque uns vivem na opulência e outros na miséria. Nada de privilégios, apenas mecanismos disponibilizados pela bondade divina, para nos reconduzir ao caminho da redenção e da reforma íntima. Quem se locupletou na avareza e amealhou fortunas escravizando seu irmão, nada mais justo que agora experimente a provação e a dor de não enriquecer. Da mesma forma, porém, o consolo de saber que o espírito que já aprendeu a usar o dinheiro em prol do progresso da sua comunidade, não mais precisará passar pela prova da pobreza, a não ser que desejar para cumprir determinada missão. Portanto, se sofro agora e me mantenho resignado e confiante de que esta prova é para meu bem, bem-aventurada esta dor, porque me proporcionará mais venturosa minha próxima reencarnação.
                De posse deste conhecimento, a imensa injustiça que vige entre os homens na Terra adquire para nós um outro contorno. Deixamos de acreditar que tudo que nos rodeia, inclusive nossos sentimentos, emoções, inteligência, criatividade, etc, provêm da própria matéria ou do cérebro ao aceitar a existência de Deus e n’Ele depositarmos nossa fé e total confiança, vamos finalmente compreender a maravilhosa resposta dada pela espiritualidade maior à Kardec, na pergunta primeira de O Livro dos Espíritos, revelando o que é Deus, reconhecendo-o como a causa primária de todas as coisas. Sendo Deus soberanamente justo, toda aflição humana é efeito de uma causa humana e, por isso, não há como atribuir a Ele a injustiça dos homens, como bem esclarece Kardec, no capítulo V do Evangelho Segundo o Espiritismo, quando revela que “as vicissitudes da vida têm pois, uma causa, e como Deus é justo, essa causa deve ser justa”. Concluindo, no mundo não existem vítimas e nem sofredores inocentes.

Orlando Ribeiro

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – abril/2016
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