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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 20 de novembro de 2017

AMOR SEM PREÇO

Havia um garoto que, nos seus quase oito anos, adquirira um hábito nada salutar. Tudo para ele se resumia em dinheiro. Queria saber o preço de tudo o que via. Se não custasse grande coisa, para ele não tinha valor algum.
Nem se apercebia o pequeno que há muitas coisas que dinheiro algum compra. E dentre essas coisas, algumas são as melhores do mundo.
Certo dia, no café da manhã, ele teve o cuidado de colocar sobre o prato da sua mãe um papelzinho cuidadosamente dobrado. A mãe o abriu e leu:
Mamãe me deve: por levar recados - três reais; por tirar o lixo - dois reais; por varrer o chão - dois reais; extras - um real. Total que mamãe me deve: oito reais.
A mãe espantou-se no primeiro momento. Depois, sorriu, guardou o bilhetinho no bolso do avental e não disse nada.
O garoto foi para a escola e, naturalmente, retornou faminto. Correu para a mesa do almoço.
Sobre o seu prato estava o seu bilhetinho com os oito reais. Os seus olhos faiscaram.
Enfiou depressa o dinheiro no bolso e ficou imaginando o que compraria com aquela recompensa. Mas então, percebeu que havia um outro papel ao lado do seu prato. Igualzinho ao seu e bem dobrado.
Abriu e viu que sua mãe também lhe deixara uma conta.
Filhinho deve à mamãe: por amá-lo - nada. Por cuidar da sua catapora - nada. Pelas roupas, calçados e brinquedos - nada. Pelas refeições e pelo lindo quarto - nada. Total que filhinho deve à mamãe - nada.
O menino ficou sentado, lendo e relendo a sua nova conta. Não conseguia dizer nenhuma palavra. Depois se levantou, pegou os oito reais e os colocou na mão de sua mãe.
A partir desse dia, ele passou a ajudar sua mãe por amor.
*   *   *
Nossos filhos são Espíritos que trazem suas virtudes e suas paixões inferiores de outras existências. Cabe-nos examiná-las para auxiliá-los na consolidação das primeiras e no combate às segundas.
Todo momento é propício e não deve ser desperdiçado.
As ações são sempre mais fortes que as palavras.
Na condução dos nossos filhos, cabe-nos executar a especial tarefa de agir sempre com dignidade e bom senso, o que equivale a dizer, educar-nos.
Com exceção dos filhos extremamente rebeldes, uma boa dose de amor somada à energia, sempre dá bons resultados.
*   *   *
É no lar que recebemos os primeiros ensinamentos sobre as virtudes.
Na construção do senso moral, dos conceitos de certo e errado são muito importantes os exemplos dados pelos pais.
É no doce mundo familiar que se adquire o hábito da virtude que nos guiará as ações quando sairmos mundo afora.


Fonte: Jornal Mundo Maior – www.jornalmundomaior.com.br

sábado, 18 de novembro de 2017

EXPRESSÃO DE PAZ DOS QUE MORREM

Pergunta - Por que, na maioria dos casos, após a morte, a fisionomia dos desencarnados adquire uma expressão de suave paz?
Resposta - A maioria das criaturas, em se desencarnando de maneira pacífica, isto é, com a paz de consciência, quase sempre reencontra entes queridos que as antecederam na viagem da chamada morte física e deixam no próprio semblante as derradeiras impressões de paz e alegria que o corpo consegue estampar. (abril de 1977)


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
imagem: google

sexta-feira, 17 de novembro de 2017

UM MINUTO

Espírito: VALÉRIUM.
Num minuto apenas pode-se fazer sempre alguma coisa útil, como sejam:
Redigir um telegrama.
Escrever um bilhete fraterno.
Sobrescritar um envelope.
Dar um recado ao telefone.
Prestar uma informação.
Lavar uma peça de roupa.
Ofertar um copo de leite.
Cumprimentar alguém.
Limpar um móvel.
Regar uma flor.
Não despreze o minuto.
Empregue-o bem meu amigo, pois num minuto, você acaba de ler as informações
desta página.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

quinta-feira, 16 de novembro de 2017

ENDEREÇO DA PAZ

Nunca se diga inútil mecanismo da vida.
A usina é um centro gigantesco de força, mas é a lâmpada que dosa em casa a luz de que carecemos.
Determinada moradia será provavelmente um palácio, mas é a chave que lhe resguarda a segurança.
Realmente, não somos indispensáveis, porque a Providencia Divina não pode falir quando falhamos transitoriamente, mas, em verdade, segundo a Sabedoria do Universo, Deus não criaria, se não tivesse necessidade de nós.
Trabalhe e o serviço conferir-lhe-á respostas exatas.
Ofensas e injúrias? Perdoe sinceramente, sejam quais sejam, e Deus auxiliará você a esquecê-las.
Procure agir no bem incessante a alegria ser-lhe-á precioso salário.
Não importa quando você disponha para agir e servir, a benefício de outrem.
Vale o que fizer e como fizer daquilo que o Senhor já confiou a você.
Por onde você passe e do tamanho que possa, deixe um rastro de alegria.
Você voltará, mais tarde, para colher-lhe a bênção de luz.
Indiferença ou desprezo de alguém? Trabalhe e olvide.
Não ore por vida fácil.
Roguemos a Deus ombros fortes, não só para carregar o bendito fardo das obrigações que nos competem, como também para sermos mais úteis.
Cada coração pode ser um manancial de bênçãos.


Fonte: ENDEREÇOS DE PAZ – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

quarta-feira, 15 de novembro de 2017

VAMOS TRABALHAR NO INFERNO?

                O convite é sério, embora possa não parecer. Você irá entender após a história que vou narrar com as minhas palavras e que pertence à literatura espírita.
                Conta-se que um espírito chegou às elevadas esferas da espiritualidade para adentrar as regiões celestiais dos bem-aventurados, da qual ele se fizera merecedor, segundo os seus cálculos. Vestia-se com uma túnica branca resplandecente de luz. De tão elevado se apresentava que os seus pés não tocavam o chão, volitava.
                Dirigiu-se ao Emissário Divino responsável por aquelas paragens celestiais e solicitou a permissão para entrar naquele local de bonança indescritível. O emissário, porém, de olhar arguto e com longa experiência, disse ao postulante àquelas paragens de luz que antes precisava fazer algumas perguntas a ele para confirmar o direito ao qual se julgava merecedor. O candidato à felicidade indescritível não se fez de rogado e colocou-se à disposição das indagações a ele endereçadas.
                Perguntou-lhe então, o Emissário, se ele tinha incorporado as grandezas do amor, e a resposta foi afirmativa. Em seguida foi-lhe perguntado sobre o dom da sabedoria que também recebeu a mesma resposta. Indagado sobre o exercício da caridade e da paciência, o candidato confirmou suas experiências. Sobre a fé não havia nenhuma dúvida, ele sempre confiara na Providência Divina. No combate aos vícios, o postulante não deixava nada a desejar.
                Entretanto, o Emissário Divino, algo estava errado com aquele candidato ao paraíso. Num momento de inspiração fez uma pergunta muito direta ao interessado: você, meu irmão, que se veste de roupas muito alvas, por acaso já trabalhou no inferno?
                “Como?!” – indignou-se ele. “Então eu poderia ter trabalhado em tal lugar e manter-me na pureza em que me apresento nessa ocasião?!”
                O Emissário Divino percebeu que tinha acertado na mosca! Incontinente respondeu à indignação daquele espírito: “Meu irmão, Jesus, o lírio de Deus, trabalhou junto ao inferno moral da humanidade, e da Terra partiu sem nenhuma mácula! Seremos nós melhores do que Ele?”
                Mas não se dando por satisfeito, completou: “O sol, todos os dias, apesar de estar a uma distância de 150 milhões de quilômetros, lança seus raios aos mais infectos pântanos da vida sem macular-se! Por que haveríamos nós de nos comprometermos por trabalhar no inferno dos homens necessitados de nossos préstimos?”
                E continuou a esclarecer: “É isso que está faltando para você adquirir o direito a regiões celestiais. Quem conhece o amor, precisa descer ao planta para amar aos semelhantes, mesmo que tal decisão represente trabalhar no inferno! Quem possui a sabedoria, precisa descer ao inferno da ignorância para ensinar os que sabem menos! Quem possui a fé sólida, precisa socorrer aos aflitos do mundo no inferno da incredulidade em que vivem. Por isso, meu amigo, é preciso descer ao inferno daqueles que estão em situação piores do que a nossa e socorrer sempre! Boa viagem de regresso!”
                Por isso que no início fiz o convite para trabalharmos no inferno. Não sei quanto a você que lê este texto, mas já ouvi muitas vezes as seguintes frases: “Não aguento mais o inferno dessa vida! Essa mulher é um verdadeiro inferno que me acompanha! Não sei onde estava com a cabeça para casar com o inferno desse homem! Esses filhos são um inferno a trazer-me problemas para resolver! Nesse emprego parece que vivo em um inferno! Esse patrão existe para fazer da minha vida um inferno!”
                Ora, se é trabalhando no inferno que nos candidatamos às regiões elevadas da espiritualidade, vamos aproveitar se já estamos nele!
                Sua esposa, seu marido, seu emprego, seus filhos, seu patrão, seus parentes se constituem em inferno para você? Ótimo! Estamos tendo a oportunidade de galgar nossos degraus para regiões felizes onde moram a felicidade e a paz verdadeiras.
                Se você, de alguma forma, sente-se no inferno em qualquer lugar onde a Providência Divina o colocou na atual existência, e, se ela nunca se engana, agarre a oportunidade com as duas mãos. Está aí o convite para você se fazer merecedor de regiões elevadas da espiritualidade superior. Se for bem-sucedido poderá apresentar-se ao Emissário Divino que irá liberar sua entrada aos paramos de luz!
                Curta seu inferno, meu amigo, ele é o prenúncio do céu”

Ricardo Orestes Forni

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – dezembro/2016
imagem: google

terça-feira, 14 de novembro de 2017

ESPERANDO POR TI

Cap. XII – Item 8
Antes de pronunciares a frase amarga que te explode no coração, tentando romper as barreiras da boca, pensa na bondade de Deus, que te envolve por toda parte.
A Natureza é colo de mãe expectante...
Assemelha-se a luz celeste ao olhar do próprio amor que te ergue, às ocultas, e o ar que respiras é assim como o sopro da ternura de alguém, a estender-te alimento invisível.
Tudo serve em silêncio, esperando por ti.
Abre-se a via pública, aos teus pés, à feição de amistoso convite, a água pura está pronta a mitigar-te a sede, o livro nobre aguarda o toque de tuas mãos para consolar-te, e o fruto, pendendo da árvore, roga, humilde, que o recolhas.
Pensa na bondade de Deus e não digas a palavra que desencoraje ou amaldiçoe.
Cala-te, onde não possas auxiliar.
Deixa que tua alma se enterneça, ajudando nas construções do Bem Eterno, que tudo nos dá, sem nada exigir.
E compreenderás, então, que Deus te oferece a vida por Divina Sinfonia e que essa Divina Sinfonia pede que lhe dês também tua nota.
Meimei

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

segunda-feira, 13 de novembro de 2017

POR QUE DORMIS?

“E disse-lhes: Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação.” — (LUCAS 22:46)

Nos ensinos fundamentais de Jesus, é imperioso evitar as situações acomodatícias, em detrimento das atividades do bem.
O Evangelho de Lucas, nesta passagem, conta que os discípulos “dormiam de tristeza”, enquanto o Mestre orava fervorosamente no Horto. Vê-se, pois, que o Senhor não justificou nem mesmo a inatividade oriunda do choque ante as grandes dores.
O aprendiz figurará o mundo como sendo o campo de trabalho do Reino, onde se esforçará, operoso e vigilante, compreendendo que o Cristo prossegue em serviço redentor para o resgate total das criaturas.
Recordando a prece em Getsemani, somos obrigados a lembrar que inúmeras comunidades de alicerces cristãos permanecem dormindo nas convivências pessoais, nos mesquinhos interesses, nas vaidades efêmeras. Falam do Cristo, referem-se à sua imperecível exemplificação, como se fossem sonâmbulos, inconscientes do que dizem e do que fazem, para despertarem tão-só no instante da morte corporal, em soluços tardios.
Ouçamos a interrogação do Salvador e busquemos a edificação e o trabalho, onde não existem lugares vagos para o que seja inútil e ruinoso à consciência.
Quanto a ti, que ainda te encontras na carne, não durmas em espírito, desatendendo aos interesses do Redentor. Levanta-te e esforça-te, porque é no sono da alma que se encontram as mais perigosas tentações, através de pesadelos ou fantasias.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

sábado, 11 de novembro de 2017

INTERAÇÃO ESPÍRITO-MATÉRIA III

                Quando a mente elabora conflitos, ressentimentos, ódios que se prologam, os dardos reagentes disparados desatrelam as células dos seus automatismos, que degeneram, dando origem a tumores de vários tipos, especialmente cancerígenos em razão da carga mortífera de energia que as agride.
                Outras vezes, os anseios insatisfeitos dos sentimentos convergem como forças destruidoras para chamar a atenção nas pessoas que preferem inspirar compaixão, esfacelando a organização celular e a respectiva mitose, facultando o surgimento de focos infecciosos resistentes a toda terapêutica, por permanecer o centro desencadeador do processo vibrando negativamente contra a saúde.
                Vinganças disfarçadas voltam-se contra o organismo físico e mental daquele que as acalenta, produzindo úlceras cruéis e distonias emocionais perniciosas, que empurram o ser para estados desoladores, nos quais se refugia inconscientemente satisfeito, embora os protestos externos de perseguir sem êxito o bem-estar, o equilíbrio.
                O intercâmbio de correntes vibratórias (mente/corpo, períspirito/emoções, pensamento/matéria) é ininterrupto, atendendo aos imperativos da vontade, que os direciona conforme seus conflitos ou aspirações.
                Ideias não digeridas ressurgem em processos enfermiços como mecanismos autopurificadores; angústias cultivadas ressumam como distonias nervosas, enxaquecas, desfalecimentos, camuflando a necessidade de valorização e fuga do interesse do perdão; dispepsias, indigestões, hepatites originam-se no aconchego do ódio, da inveja, da competição malsã – geradora de ansiedade – do medo, por efeito dos mórbidos conteúdos que agridem o sistema digestivo, alterando-lhe o funcionamento.
                O desamor pessoal, os complexos de inferioridade, as mágoas sustentadas pela autopiedade, as contrariedades que resultam dos temperamentos fortes são fontes de constantes atritos com o organismo, resultando em cânceres de mamas, da próstata, taquicardias, disfunções coronarianas, cardíacas, enfartos brutais.
                Impetuosidade, violência, queixas sistemáticas, desejos insaciáveis respondem por derrames cerebrais, estados neuróticos, psicoses de perseguição.
                O homem é o que acalenta no íntimo. Sua vida mental expressa-se na organização emocional e física, dando surgimento aos estados de equilíbrio como de desarmonia pelos quais se movimenta.
                A conscientização da responsabilidade imprime-lhe destino feliz, pelo fato de poder compreender a transitoriedade do percurso carnal, com os olhos fitos na imortalidade de que procede, em que se encontra e para a qual ruma. Ninguém jamais sai da vida.
                Adequando-se à saúde e à harmonia, o pensamento, a mente, o corpo, o perispírito, a matéria e as emoções receberão as cargas vibratórias benfazejas, favorecendo-se com a disposição para os empreendimentos idealistas, libertários e grandiosos, que podem ser conseguidos na Terra graças às dádivas da reencarnação.
                Assim, portanto, cada um é o que lhe apraz e pelo que se esforça, não sendo facultado a ninguém o direito de queixa, em face do princípio de que todos os indivíduos dispõem dos mesmos recursos, das mesmas oportunidades, que empregam, segundo seu livre-arbítrio, naquilo que realmente lhes interessa e de onde retiram os proventos para sua própria sustentação.
                Jesus referiu-se ao fato, sintetizando magistralmente a Sua receita de felicidade, no seguinte pensamento: “e então dará a cada um segundo as suas obras.” (Mateus 16:27) Assim, portanto, como se semeie, da mesma forma se colherá.

AUTODESCOBRIMENTO: UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

INTERAÇÃO ESPÍRITO-MATÉRIA II

                As enfermidades podem ser consideradas como processos de purificação, especialmente aquelas de grande porte, as que se alongam quase que indefinidamente, tornando-se mecanismos de sublimação das energias grosseiras que constituem o ser nas  suas fases iniciais da evolução.
                É imprescindível um constante renascer do indivíduo, pelo renovar da sua consciência, aprofundando-se no autodescobrimento, a fim de mais seguramente identificar-se com a realidade e absorvê-la. Esse autodescobrimento faculta uma tranquila avaliação do que ele é, e de como está, oferecendo os meios para torna-lo melhor, alcançando assim o destino que o aguarda.
                De imediato, apresenta-se a necessidade de levar em conta a escala de valores existenciais, a fim de discernir quais aqueles que merecem primazia e os que são secundários, de modo a aplicar o tempo com sabedoria e conseguir resultados favoráveis na construção do futuro.
                Essa seleção de objetivos dilui a ilusão – miragem perturbadora elaborada pelo ego – e estimula o emergir do si, que rompe as camadas do inconsciente (ignorância da sua existência) para assumir o comando das suas aspirações.
                Podemos dizer que o ser, a partir desse momento, passa a criar-se a si mesmo de forma lúcida, desde que, por automatismo, ele o faz pelos mecanismos atávicos da Lei de Evolução.
                A ação do pensamento sobre o corpo é poderosa, considerando-se, ademais, que este último é o resultado daquele, por meio das tecelagens intrincadas e delicadas do períspirito (seu modelador biológico), que o elabora mediante a ação do ser espiritual na reencarnação.
                Assim sendo, as forças vivas da mente estão sempre construindo, recompondo, perturbando ou bombardeando os campos organogenéticos responsáveis pela geratriz dos caracteres físicos e psicológicos, bem como sobre os núcleos celulares dos quais procedem os órgãos e a preservação das formas.
                Quanto mais consciente o ser, mais saudáveis os seus equipamentos para o desempenho das relevantes tarefas que lhe estão reservadas. Há exceções, no entanto, que decorrem de livre opção pessoal, com finalidades específicas nas paisagens da sua evolução.
                O pensamento salutar e edificante flui pela corrente sanguínea como tônus revigorante das células, passando por todas elas e mantendo-as em harmonia no ritmo das finalidades que lhes dizem respeito. O oposto também ocorre, realizando o mesmo percurso, perturbando o equilíbrio e a sua destinação.

AUTODESCOBRIMENTO: UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 9 de novembro de 2017

INTERAÇÃO ESPÍRITO-MATÉRIA I

                O ser humano é um conjunto harmônico de energias, constituído de espírito e matéria, mente e períspirito, emoção e corpo físico, que interagem em fluxo contínuo uns sobre os outros.
                Qualquer ocorrência em um deles reflete no seu correspondente, gerando, quando for uma ação perturbadora, distúrbios, que se transformam em doenças, e que, para serem retificados, exigem renovação e reequilíbrio do fulcro onde se originaram.
                Desse modo, são muitos os efeitos perniciosos no corpo, causados pelos pensamentos e desalinho, pelas emoções desgovernadas, pela mente pessimista e inquieta na aparelhagem celular.
                Determinadas emoções fores – medo, cólera, agressividade, ciúme – provocam uma alta descarga de adrenalina na corrente sanguínea, graças às glândulas suprarrenais (reflexo de Selye). Por sua vez, essa ação emocional reagindo no físico, nele produz aumento da taxa de açúcar, mais forte contração muscular, em face da volumosa irrigação do sangue e sua capacidade de coagulação mais rápida.
                A repetição do fenômeno provoca várias doenças, como a diabetes, a artrite, a hipertensão. Assim, cada enfermidade física traz um componente psíquico, emocional ou espiritual correspondente. Em razão da desarmonia entre o espírito e a matéria, a mente e o períspirito, a emoção (os sentimentos) e o corpo, desajustam-se os núcleos de energia, facultando os processos orgânicos degenerativos provocados por vírus e bactérias, que neles se instalam.
                Conscientizar-se dessa realidade é despertar para valores ocultos que, não interpretados, continuam produzindo desequilíbrios e somatizando doenças, como mecanismos degenerativos na organização somática.
                Por outro lado, os impulsos primitivos do corpo, não disciplinados, provocam estados ansiosos ou depressivos, sensação de inutilidade, receios ou inquietações que se expressam ciclicamente, e que a longo prazo se transformam em neuroses, psicoses, perturbações mentais.
                A harmonia entre o espírito e a matéria deve viger a favor do equilíbrio do ser, que desperta para as atribuições e finalidades elevadas da vida, dando rumo correto e edificante à sua reencarnação.

AUTODESCOBRIMENTO: UMA BUSCA INTERIOR
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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quarta-feira, 8 de novembro de 2017

GOZO E FELICIDADE II

                O gozo é fácil de lograr-se, enquanto a felicidade exige labor de largo porte.
                O gozo exterioriza-se pelos implementos do corpo, no entanto, a felicidade procede e se demora na área do espírito.
                O gozo limita as aspirações maiores da vida, todavia, a felicidade dilata as forças para uma visão da vida face a eternidade.
                O gozo asselvaja o homem e é, ainda, remanescente do primitivismo do qual procede o ser; entretanto, a felicidade promove a ascensão do homem, tornando-o dúctil às expressões da vida mais alta.
                O gozo leva à ardência dos sentidos, conquanto a felicidade apazigua e emoldura de ternura o homem.
                Um é rápido, a outra duradoura.
                Não é por outra razão que o Eclesiastes afirma: “A felicidade não é deste mundo” e Jesus, dando validade ao conceito corroborou-o, na assertiva de que o seu “reúno não é deste mundo”, porquanto, não obstante a felicidade não possa ser totalmente fruída na Terra, aqui pode e deve ser trabalhada, constituída para atingir o seu estágio superior, fora do corpo, no reino do espírito, que é o reino de Cristo.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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terça-feira, 7 de novembro de 2017

GOZO E FELICIDADE I

                O gozo é satisfação que irrompe imediata, genericamente como resposta da sensação atendida.
                O que, no entanto, num momento constitui prazer, noutro se transforma em incontido desagrado.
                O gozo, logo passa, deixando marcas de cansaço ou expressões de novas ansiedades.
                Estabelecido pelos cânones do capricho carnal, exterioriza a situação pessoal de cada criatura, que se faz caracterizar pelo tipo de emulação que lhe proporciona o estado de prazer.
                O gozo não harmoniza o homem com a Cida, antes atormenta-o, ora porque não e torna um estado permanente, sendo desgastante, portanto, vezes outras pelas implicações frustradoras que dele decorrem.
                O gozo pode ser considerado qual labareda voluptuosa que, ao atingir o máximo de voracidade, inicia, também, a diminuição da chama, que logo se apagará por falta de combustível...
                O gozo exige coisas, pessoas, circunstâncias a fim de colimar o apogeu da sensação.
                É claro que nos não referimos ao gozo decorrente das satisfações intelectuais e morais, às alegrias nascidas no dever cumprido, aos júbilos do sentimento puro.
                A felicidade é o estado íntimo, em que a emoção libera os ideais de beleza e de harmonia, convidando a criatura ao crescimento, à libertação.
                Apoiando-se, às vezes, em determinadas condições que facultam alcançar-lhe a meta, não depende, necessariamente, delas.
                Mais de ordem metafísica, as suas expressões partem do íntimo do ser e dominam todas as fibras exteriores, favorecendo-o com plenitude e vida.
                Alimenta-se dos ideais de enobrecimento e não se desarticula quando defronta dificuldades, porquanto, fundamentalmente solidária ao bem, faz o homem esquecer-se de si mesmo, a fim de que trabalhe em favor de todos, com os quais comparte as suas manifestações.
                Supera circunstâncias e eleva-se acima das penosas conjunturas, encontrando alento nos momentos ásperos por alimentar-se de aspirações superiores.
                Pode ser comparada à linfa cristalina, que dessedenta e refresca, não produzindo outra satisfação que se não vincule à paz, à harmonia.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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segunda-feira, 6 de novembro de 2017

IMAGINEMOS

                Sofres e lutas?
                Alma fraterna, enquanto aqui me escutas, imagina a caudal de sofrimentos que rola pelo mundo...
                Pensa nos dias lentos dos que gemem a sós, de segundo a segundo, do pardieiro humilde aos grandes hospitais... Se, em verdade, pudesses contar as lágrimas e as preces que surgem sem cessar nos que faceiam duras provações sem apoio e sem lar, carregando nos próprios corações inquietação, angústia, sombra, desventura...
                Se pudesses somas as chagas, os desgostos e os gemido na alma triste e insegura dos irmãos perseguidos por pedradas da injúria e açoites do pesar... Se enumerasses todas as crianças que por falta do amor a que te elevas, sofrem deformações, suplícios e mudanças, da infância rejeitada à revolta nas trevas. Se pudesses fitar, analisar, transpor, no caminho em que avanças aflições que talvez nunca enxergaste em derredor, certo que a tua dor ficaria menor.


Fonte: A Vida Conta – Chico Xavier/Maria Dolores
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sábado, 4 de novembro de 2017

A LENDA DAS LÁGRIMAS

Rezam as lendas bíblicas que o Senhor, após os seis dias de grandes atividades da criação do mundo, arrancado do caos pela sua sabedoria, descansou no sétimo para apreciar a sua obra.
E o Criador via os portentos da Criação, maravilhado de paternal alegria. Sobre os mares imensos voejavam as aves alegres; nas florestas espessas desabrochavam flores radiantes de perfumes, enquanto as luzes, na imensidade, clarificavam as apoteoses da Natureza, resplandecendo no Infinito, para louvar-lhe a glória e lhe exaltar a grandeza.
Jeová, porém, logo após a queda de Adão e depois de expulsá-lo do Paraíso, a fim de que ele procurasse na Terra o pão de cada dia com o suor do trabalho, recolheu-se entristecido aos seus imensos impérios celestiais, repartindo a sua obra terrena em departamentos diversos, que confiou às potências angélicas.
O Paraíso fechou-se então para a Terra, que se viu insulada no seio do Infinito. Adão ficou sobre o mundo, com a sua descendência amaldiçoada, longe das belezas do éden perdido, e, no lugar onde se encontravam as grandiosidades divinas, não se viu mais que o vácuo azulado da atmosfera.
E o Senhor, junto dos Serafins, dos Arcanjos e dos Tronos, na sagrada curul da sua misericórdia, esperou que o tempo passasse. Escoavam-se os anos, até que um dia o Criador convocou os Anjos a que confiara a gestão dos negócios terrestres, os quais lhe deviam apresentar relatórios precisos, acerca dos vários departamentos de suas responsabilidades individuais. Prepararam-se no Céu festas maravilhosas e alegrias surpreendentes para esse movimento de confraternização das forças divinas e, no dia aprazado, ao som de músicas gloriosas, chegavam ao Paraíso os poderes angélicos encarregados da missão de velar pelo orbe terreno. O Senhor recebeu-os com a sua bênção, do alto do seu trono bordado de lírios e de estrelas, e, diante da atenção respeitosa de todos os circundantes, falou o Anjo das Luzes:
- “Senhor, todas as claridades que criastes para a Terra continuam refletindo as bênçãos da vossa misericórdia. O Sol ilumina os dias terrenos com os resplendores divinos, vitalizando todas as coisas da Natureza e repartindo com elas o seu calor e a sua energia. Nos crepúsculos, o firmamento recita os seus poemas de estrelas e as noites são ali clarificadas pelos raios tênues e puros dos plenilúnios divinos. Nas paisagens terrestres, todas as luzes evocam o vosso poder e a vossa misericórdia, enchendo a vida das criaturas de claridades benditas!...”
Deus abençoou o Anjo das Luzes, concedendo-lhe a faculdade de multiplicá-las na face do mundo.
Depois, veio o Anjo da Terra e das Águas, exclamando com alegria:
- “Senhor, sobre o mundo que criastes, a terra continua alimentando fartamente todas as criaturas; todos os reinos da Natureza retiram dela os tesouros sagrados da vida. E as águas, que parecem constituir o sangue bendito da vossa obra terrena, circulam no seu seio imenso, cantando as vossas glórias incomensuráveis. Os mares falam com violência, afirmando o vosso poder soberano, e os regatos macios dizem, nos silvedos, da vossa piedade e brandura. As terras e as águas do mundo são plenas afirmações da vossa magnífica complacência!...”
E o Criador agradeceu as palavras do servidor fiel, abençoando-lhe os trabalhos.
Em seguida, falou, radiante, o Anjo das Árvores e das Flores:
- “Senhor, a missão que concedestes aos vegetais da Terra vem sendo cumpridas com sublime dedicação. As árvores oferecem sua sombra, seus frutos e utilidades a todas as criaturas, como braços misericordiosos do vosso amor paternal, estendidos sobre o solo do Planeta. Quando maltratadas, sabem ocultar suas angústias, prestando sempre, com abnegação e nobreza, o concurso da sua bondade à existência dos homens. Algumas, como sândalo, quando dilaceradas, deixam extravasar de suas feridas taças invisíveis de aroma, balsamizando o ambiente em que nasceram... E as flores, meu Pai, são piedosas demonstrações das belezas celestiais nos tapetes verdoengos da Terra inteira. Seus perfumes falam, em todos os momentos, da vossa magnanimidade e sabedoria...”
E o Senhor, das culminâncias do seu trono radioso, abençoou o servo fiel, facultando-lhe o poder de multiplicar a beleza e as utilidades das árvores e das flores terrestres.
Logo após, falou o Anjo dos Animais, apresentando a Deus um relato sincero, a respeito da vidas dos seus subordinados:
- “Os animais terrestres, Senhor, sabem respeitar as vossas leis, acatara vossa vontade. Todos vivem em harmonia com as disposições naturais da existência que a vossa sabedoria lhes traçou. Não abusam de suas faculdades procriadoras e têm uma época própria para o desempenho dessas funções, consoante aos vossos desejos. Todos têm a sua missão de cumprir e alguns deles se colocaram, abnegadamente, ao lado do homem, para substituí-lo nos mais penosos misteres, ajudando-o a conservar a saúde e a buscar no trabalho o pão de cada dia. As aves, Senhor, são turíbulos alados, incensando, do altar da natureza terrestre, o vosso trono celestial, cantando as vossas grandezas ilimitadas. Elas se revezam, constantemente, para vos prestarem essa homenagem de submissão e de amor, e, enquanto algumas cantam durante as horas do dia, outras se reservam para as horas da noite, de modo a glorificarem incessantemente as belezas admiráveis da Criação, louvando-se a sabedoria do seu Autor Inimitável!...”
E Deus, com um sorriso de júbilo paternal, derramou sobre o dedicado mensageiro as vibrações do seu divino agradecimento.
Foi quando, então, chegou a vez da palavra do Anjo dos Homens. Taciturno e entre angústias, provocando a admiração dos demais, pela sua consternação e pela sua tristeza, exclamou compungidamente:
- “Senhor!... ai de mim! enquanto meus companheiros vos podem falar da grandeza com que são executados os vossos decretos na face do mundo, pelos outros elementos da Criação, não posso afirmar o mesmo dos homens... A descendência de Adão se perde num labirinto de lutas criado por ela mesma. Dentro das possibilidades do seu livre-arbítrio, é engenhosa e sutil, a inventar todos os motivos para a sua perdição. Os homens já criaram toda sorte de dificuldades, desvios e confusões para a sua vida na Terra. Inventaram, ali, a chamada propriedade sobre os bens que vos pertencem inteiramente, e dão curso a uma vida abominável de egoísmo e ambição pelo domínio e pela posse; toda a Terra está dividida indebitamente, e as criaturas humanas se entregam à tarefa absurda da destruição das vossas leis grandiosas e eternas. Segundo o que observo no mundo, não tardará que surjam os movimentos homicidas entre as criaturas, tal a extensão das ânsias incontidas de conquistar e possuir...”
O Anjo dos Homens, todavia, não conseguiu continuar. Convulsivos soluços embargaram-lhe a voz; mas o Senhor, embora amargurado e entristecido, desceu generosamente do sólio de magnificências divinas e, tomando-lhe as mãos, exclamou com bondade:
- “A descendência de Adão ainda se lembra de mim?
- Não, Senhor!... Desgraçadamente os homens vos esqueceram... – murmurou o Anjo com amargura.
- Pois bem – replicou o Senhor paternalmente -, essa situação será remediada!...”
E, alçando as mão generosas, fez nascer, ali mesmo no Céu, um curso de águas cristalinas e, enchendo um cântaro com essas pérolas liquefeitas, entregou-a a seu último servidor, exclamando:
- “Volta à Terra e derrama no coração de seus filhos este licor celeste, a que chamarás água das lágrimas... Seu gosto tem ressaibos de fel, mas esse elemento terá a propriedade de fazer que os homens me recordem, lembrando-se da minha misericórdia paternal... Se eles sofrem e se desesperam pela posse efêmera das coisas atinentes à vida terrestre, é porque me esqueceram, olvidando a sua origem divina.”
E desde esse dia o Anjo dos Homens derrama na alma atormentada e aflita da Humanidade a água bendita das Lágrimas remissoras; e desde essa hora, cada criatura humana, no momento dos seus prantos e das suas amarguras, nas dificuldades e nos espinhos do mundo, recorda, instintivamente, a paternidade de Deus e as alvoradas divinas da vida espiritual. 


Fonte: Crônicas de Além Túmulo – Chico Xavier/Humberto de Campos
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sexta-feira, 3 de novembro de 2017

VISITA DE VALÉRIA

Em entrevista no programa da Hebe, ela perguntou ao médium se ele via algum significado no nome de Jesus.
Chico pediu licença para contar algo que havia acontecido entre os anos de 1953 e 1959. Nesse período ele ainda estava em Pedro Leopoldo e fazia, juntamente com outros companheiros, assistência às casas dos mais necessitados, levando balas, bolos e oração aos doentes. Essas pequenas
casas ficavam onde hoje se construiu o recinto de exposições em sua terra natal. Conheceu nessa época Valéria, moça hemiplégica e muda, irmã de Laura, uma das assistidas. Durante seis anos consecutivos eles levavam doces e guloseimas e sempre oravam com Valéria. De certa feita ela foi acometida de febre alta.
Era gripe forte às portas da pneumonia. Nesse dia, após a prece, Chico insistiu para que Valéria se lembrasse de que Jesus curava os enfermos. Ela deveria mentalizar as curas do Mestre e imaginar-se andando. O médium insistiu para que ela falasse o nome de Jesus. E Valéria com sua dicção imperfeita pronunciou - Zozuzo! Zozuzo! Todos ficaram muito alegres e logo imaginaram que ela ficaria boa. No dia seguinte, porém, Chico e os
companheiros foram chamados, porque Valéria havia partido para o mundo espiritual.
Os anos rolaram. Em 1976, Chico foi vítima de enfarte. Ficou vinte dias de repouso absoluto em sua residência, sob os cuidados de uma enfermeira, dona Dinorá Fabiano. Era proibida a visita dos encarnados, mas não dos desencarnados. E Chico passou a recebe-las à tarde e à noite.
Ele conversava em voz alta com as entidades. Uma tarde, entrou uma moça morena muito bonita. Chico pediu para que ela se sentasse. A moça esclareceu que era uma de suas amizades de Pedro Leopoldo. Chico pediu para que ela falasse o sobrenome da família porque ele havia tido um problema circulatório e não estava bom de memória, procurando, assim, justificar-se.
A moça disse: “Eu vou dizer apenas um nome - Zozuzo!”. Imediatamente, Chico lembrou-se de Valéria e ficou muito emocionado. Em seguida, ela colocou a mão sobre o seu coração. Disse que vinha lhe trazer confiança em Jesus e a dor desapareceu. Chico ficou muito emocionado com essa lembrança e em lágrimas lembrou a importância do nome do Cristo. (janeiro de 1986)


Fonte: LIÇÕES DE SABEDORIA - MARLENE ROSSI SEVERINO NOBRE
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quinta-feira, 2 de novembro de 2017

MENSAGEM DO HOMEM TRISTE

Espírito: MEIMEI.
Passaste por mim com simpatia, mas quando me viste os olhos parados, indagaste em silêncio porque vagueio na rua.
Talvez por isso estugaste o passo e, embora te quisesse chamar, a palavra esmoreceu me na boca.
É possível tenhamos suposto que desisti do trabalho, no entanto, ainda hoje, bati, em vão, de oficina a oficina... Muitos disseram que ultrapassei a idade para ganhar dignamente o meu pão, como se a madureza do corpo fosse condenação à inutilidade, e outros, desconhecendo que vendi minha roupa melhor para aliviar a esposa doente, despediram-me apressados, acreditando-me vagabundo sem profissão.
Não sei se notaste quando o guarda me arrancou à contemplação da vitrina, a gritar me palavras duras, qual se eu fosse vulgar malfeitor. Crê, porém, que nem de leve me passou pela mente a idéia de furto; apenas admirava os bolos expostos, recordando os filhinhos a me abraçarem com a fome, quando retorno à casa.
Ignoro se observaste as pessoas que me endereçavam gracejos, imaginando-me embriagado, porque eu tremesse, encostado ao poste; afastaram-se todas, com manifesto desprezo, contudo não tive coragem de explicar-lhe que não tomo qualquer alimento, há três dias...
A ti, porém, me fitaste sem medo, ouso rogar apoio e cooperação. Agradeço a dádiva que me estendas, no entanto, acima de tudo, em nome do Cristo que dizemos amar, peço me restituas a esperança, a fim de que eu possa honrar, com alegria, o dom de viver. Para isso, basta que te aproximes de mim, sem asco, para que eu saiba, apesar de todo o meu infortúnio, que ainda sou teu irmão.

Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

VOCÊ E OS OUTROS

ANDRÉ LUIZ
Atendamos ao apelo da fraternidade.
Abra a própria alma às manifestações generosas para com todos os seres, sem trancar-se na torre de falsas situações, à frente do mundo.
A pretexto de viver com dignidade, não caminhe indiferente ao passo dos outros.
Busque relacionar-se com as pessoas de todos os níveis sociais, erguendo amigos além das fronteiras do lar, da fé religiosa e da profissão.
Evite a circunspeção constante e a tristeza sistemática que geram a frieza e sufocam a simpatia.
Não menospreze a pessoa mal vestida nem a pessoa bem posta.
Não crie exceções na gentileza, para com o companheiro menos experiente ou menos educado, nem humilhe aquele que atenta contra a gramática.
Não deixe meses, sem visitar e falar aos irmãos menos favorecidos, como quem lhes ignora os sofrimentos.
Não condiciones as relações com os outros ao paletó e à gravata, às unhas esmaltadas e aos sapatos brilhantes, que possam mostrar.
Não se escravize a títulos convencionais nem amplie as exigências da sua posição em sociedade.
Dê atenção a quem lhe peça, sem criar empecilhos.
Trave conhecimento com os vizinhos, sem solenidade e sem propósitos de superioridade.
Faça amizades desinteressadamente.
Aceite o favor espontâneo e preste serviço, também sem pensar em remuneração.
Saiba viver com todos, para que o orgulho não lhe solape o equilíbrio.
Quem se encastela na própria personalidade é assim como o poço de água parada, que envenena a si mesmo.
Seja comunicativo.
Sorria à criança.
Cumprimente o velhinho.
Converse com o doente.
Liberte o próprio coração, destruíndo as barreiras de conhecimento e fé, título e tradição, vestimenta e classe social, existentes entre você e as criaturas e a felicidade, que você fizer para os outros, será luz da felicidade sempre maior, brilhando em seu caminho.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
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