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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 13 de setembro de 2017

REUNIÕES DE MATERIALIZAÇÃO

ANDRÉ LUIZ
Meu Amigo:
Se você pretende cooperar no apostolado da revelação, materializando os benfeitores do Céu no caminho dos homens, desmaterialize a própria vida, para que as suas forças se aperfeiçoem auxiliando com eficiência na obra renovadora do Céu, em benefício da Humanidade.
Reajuste os seus hábitos e eduque as suas manifestações de sentimento e pensamento, adaptando-se, quando possível, ao padrão de vida mais alta que o ministério dessa natureza reclama, em qualquer parte.
Em assembleias dessa ordem, cada visitante ou assistente irradiam as ondas vitais em cuja intimidade se colocam.
O frasco de perfume esparge o aroma sublime de que se paz portador.
O vaso de detritos fornece as emanações desagradáveis que lhe correspondem.
Outra não é situação de cada companheiro na reunião que se disponha a receber as demonstrações do Plano Espiritual.
Se você aspira à subida para conviver com a luz, não se negue ao esforço de abandonar o vale das sombras em que o nosso coração vem palpitando há tanto tempo.
Melhores tudo, dentro de você, para que tudo melhore ao redor de seus passos.
Lembre-se de que as dificuldades impostas ao nosso roteiro pelos que não nos compreendem, não devem ser a norma de vida para nós.
É imprescindível a nossa renovação, para acompanharmos, tanto quanto possível o voo deslumbrante dos espíritos que nos renovam e evoluem.
Há pequeninos prazeres que, à maneira dos micróbios violentos ou perseverantes que nos desintegram o envoltório físico, nos intoxicam a alma e nos destroem as melhores esperanças.
Todos somos dínamos pensantes, nos mais remotos ângulos da vida, com o Infinito por clima de progresso e com a Imortalidade por meta sublime.
Geramos raios, emitimo-los e recebemo-los, constantemente. Nossas atitudes e deliberações, costumes e emoções criam cargas elétricas de variadas expressões.
Reflitamos nisso e estaremos habilitados a colaborar com as manifestações dos nossos amigos e mentores da Espiritualidade.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

MEDIUNIDADE E JESUS

Cap. VI – Item 7
Quem hoje ironiza a mediunidade, em nome do Cristo, esquece-se, naturalmente, de que Jesus foi quem mais a honrou neste mundo, erguendo-a ao mais alto nível de aprimoramento e revelação, para alicerçar a sua eterna doutrina entre os homens.
É assim que começa o apostolado divino, santificando-lhe os valores na clariaudiência e na clarividência entre Maria e Isabel, José e Zacarias, Ana e Simeão, no estabelecimento da Boa Nova.
E segue adiante, enaltecendo-a na inspiração junto aos doutores do Templo; exaltando-a nos fenômenos de efeitos físicos, ao transformar a água em vinho, nas bodas de Caná; honorificando-a, nas atividades de cura, em transmitindo passes de socorro aos cegos e paralíticos, desalentados e aflitos, reconstituindo-lhes a saúde; ilustrando-a na levitação, quando caminha sobre as águas; dignificando-a nas tarefas de desobsessão, ao instruir e consolar os desencarnados sofredores por intermédio dos alienados mentais que lhe surgem à frente; glorificando-a na materialização, em se transfigurando ao lado de Espíritos radiantes, no cimo do Tabor, e elevando-a sempre, no magnetismo sublimado, seja aliviando os enfermos com a simples presença, revitalizando corpos cadaverizados, multiplicando pães e peixes para a turba faminta ou apaziguando as forças da natureza.
E, confirmando o intercâmbio entre os vivos da Terra e os vivos da Eternidade, reaparece, Ele mesmo, ante os discípulos espantados, traçando planos de redenção que culminam no dia de Pentecostes – o momento inesquecível do Evangelho –, quando os seus mensageiros convertem os Apóstolos em médiuns falantes, na praça pública, para esclarecimento do povo necessitado de luz.
Como é fácil de observar, a mediunidade, como recurso espiritual de sintonia, não se confunde com a Doutrina Espírita que expressa atualmente o Cristianismo Redivivo, mas, sempre que enobrecida pela honestidade e pela fé, pela educação e pela virtude, é o veículo respeitável da convicção na sobrevivência.
Assim, pois, não nos agastemos contra aqueles que a perseguem, através do achincalhe – tristes negadores da realidade cristã, ainda mesmo quando se escondam sob os veneráveis distintivos da autoridade humana –, porquanto os talentos medianímicos estiveram, incessantemente, nas mãos de Jesus, o nosso divino mestre, que deve ser considerado, por todos nós, como sendo o excelso médium de Deus.
Eurípedes Barsanulfo

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

quinta-feira, 30 de março de 2017

NA LAVOURA MEDIÚNICA II

                Se és médium, desatrela-te dos impedimentos de qualquer natureza, que te retenham no pórtico da lavoura mediúnica.
                Se experimentas os sintomas que caracterizam a faculdade abençoada, não tergiverses ante o labor a ser atendido.
                Libera-te das injunções da dúvida e submete-te a um programa disciplinante de aformoseamento moral e educação mediúnica.
                Estuda a Doutrina Espírita e estuda-te.
                Exercita a vivência evangélica e pauta as ideias e aspirações na diretriz cristã.
                Confia no tempo e não te atormentes pelos efeitos apressados.
                Sintoniza com o bem, a fim de que os espíritos nobres se afeiçoem ao teu esforço.
                Afervora-te à vida interior, cultivando a reflexão e a prece de modo que te possas abstrair, quando necessário, da turbulência e da perturbação, sem alarde, mantendo equilíbrio psíquico.
                Trabalha, na mediunidade e pelo bem de todos quanto possas, tornando-te medianeiro constante da esperança e da paz, do otimismo e da saúde a próprio e a benefício de todos.
                Defrontarás dificuldades na lavoura mediúnica.
                Se, porém, venceres aqueles problemas que se encontram em ti mesmo, superarás os outros, que se te afigurarão de menor gravidade e significado.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 29 de março de 2017

NA LAVOURA MEDIÚNICA I

                Na lavoura da mediunidade, o trabalho de aprimoramento moral do homem é de capital importância.
                Terreno em desprezo, dá vitória à erva daninha.
                Solo sem trato é prejuízo na economia da agricultura.
                Cada médium revela, na aplicação das forças psíquicas, o estado da própria evolução.
                Em razão disso, a grande variedade de médiuns é decorrência da larga faixa moral em que transitam os homens.
                Aprimorem-se o caráter moral e os valores culturais do servidor e defrontaremos resultados superiores, no serviço mediúnico.
                A faculdade medianímica, como outra qualquer, é neutra, em si mesma.
                A direção que se lhe dá torna-a dignificada como perniciosa.
                Variando de intensidade, de indivíduo para indivíduo, tem as suas raízes no espírito, onde se fixam as necessidades evolutivas do ser.
                Inata, desenvolve-se por criteriosos processos de educação e disciplina, dirigidos para os valores morais, mediante o exercício a que se deve submeter.
                A mediunidade é inerente ao homem como o cociente intelectual, aguardando correspondente aprimoramento.
                Possui-se mediunidade ou não se dispõe de mais amplos recursos medianímicos.

Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

INFLUÊNCIAS ESPIRITUAIS I

                Creia-se ou não, o intercâmbio espiritual sucede, naturalmente, entro das leis de afinidade que regem a vida.
                Onde o homem estagie o pensamento e situe os valores morais, aí ocorrem os mecanismos da sintonia, que facultam o intercurso espiritual.
                Afinal, os espíritos são os homens mesmos, desvestidos do invólucro material, prosseguindo conforme as próprias conquistas.
                Quando atrasados, perseveram nos estados primeiros do seu processo de evolução;
malevos, continuam atados à malquereça;
perversos, permanecem comprazendo-se nas aflições que promovem;
invejosos, estagiam na paixão desgastante que os intoxica;
perseguidores, dão larga às tendências selvagens que cultivam;
odientos, ampliam o círculo em que estertoram, contaminando aqueles que lhes tombam nas armadilhas.
Assim também ocorre com os que vivem a beleza e o amor, fomentam o trabalho e as artes, exercitam as virtudes e promovem o progresso, entesourando conquistas relevantes, de que se fazem depositários, irradiando o bem e mimetizando as criaturas que lhes facultam a assistência benéfica.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

INICIAÇÃO MEDIÚNICA II

                Se desejas cooperar com os Benfeitores da humanidade, no campo das responsabilidades mediúnicas, tem tento e entrega-te a Deus, resguardando-te na oração, no estudo e na ação da caridade.
                Não te apresses em apurar as tuas faculdades medianímicas.
                Aprimora-te, primeiro, nos valores morais, submetendo-te ao caldeamento das paixões inferiores, de modo a superar-te.
                Dedica-te ao serviço do bem e à caridade fraternal, aprendendo boa vontade e submissão.
                Libera-te de caprichos e pequenezes do caráter, com que aprenderás cooperação e entendimento, tornando-te dúctil, maleável ao intercâmbio espiritual.
                Propõe-te silêncio e meditação diante dos fatos e ocorrência lamentáveis, treinando discrição e humildade.
                Busca manter a vida interior e resguarda-te de agredir, sequer por pensamento, favorecendo aos espíritos um campo mental tranquilo.
                Cultiva a paciência, submetendo a presunção, com que te armarás de consciência moral para uma sintonia correta com os desencarnados, que os Benfeitores Espirituais, encarregados do teu programa mediúnico, estabelecerão para a tua tarefa de redenção.
                Jesus, o Médium por Excelência, entregava-se a Deus, sem exigência nem precipitação, recebendo do Pai as diretrizes para o Seu messianato, com que nos vem alçando do vale das humanas fraquezas para a montanha da sublimação espiritual, que é o nosso fanal.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 10 de setembro de 2016

INICIAÇÃO MEDIÚNICA I

                A mediunidade, como qualquer outra faculdade, exige exercício, treinamento, dedicação.
                Pelas suas características de paranormalidade, impõe estudo cuidadoso e disciplina correta.
                O conhecimento dos seus mecanismos e o da própria personalidade darão ao candidato os parâmetros para melhor aquilatar as manifestações, o conteúdo, os resultados.
                O fator moral é, igualmente, de relevante importância pelos efeitos que dele resultam.
                Estando o homem mergulhado num universo de ondas, mentes e vibrações, de espíritos, ele sintoniza conforme e frequência em que estagia mentalmente, atraindo o afins e repelindo os contrários.
                Não havendo milagres, nem mutações nos processos anímicos e mediúnicos, por serem fenômenos naturais, a educação das faculdades parafísicas produz-se com o rigor para cuja finalidade se deseje usá-los.
                O tempo proporciona, como em qualquer outro cometimento, os resultados que nem sempre se lobrigam nos primeiros tentames.
                Pelas delicadas teceduras de que se revestem as forças psíquicas, o fenômeno mediúnico independe do sensitivo, que deve estar sempre em condições, porém, na dependência dos espíritos, sem cujo contributo não se produzirá.
                O conhecimento da faculdade mediúnica proporcionará ao homem, melhor comportamento, a fim de produzir com eficiência e tranquilidade.

Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google


domingo, 28 de agosto de 2016

PERCEPÇÃO EXTRAFÍSICA II

                És instrumento de intercâmbio psíquico permanente, mesmo sem que te dês conta.
                Emites e captas vibrações, ideias, energias mentais, sem cessar. Conforme direciones o pensamento, sintonizarás com outros da mesma qualidade, produzindo afinidade.
                Vives no mundo vibratório que eleges pelas tuas preferências psíquicas e emocionais, atraindo como repelindo ondas correspondentes. De acordo com o padrão cultivado, és envolvido por idênticas respostas psíquicas.
                Nessa faixa colossal da realidade encontram-se os Espíritos desencarnados, tendo-se em vista a indestrutibilidade do ser, e com eles convives, embora nem sempre os percebas.
                Educando-te interiormente, captar-lhes-ás os pensamentos, mantendo comunicação produtiva, que te capacitará, desde agora, para o futuro, quando te despojares do invólucro material.
                Sem que o saibas, eles interferem na tua existência: ora ajudando-te, quando são bons, ora perturbando-te, quando maus.
                Por serem as almas dos homens que viveram na Terra, preservam os seus valores, às vezes sofrendo e fazendo sofrer demoradamente, por ignorância ou perversidade, acomodação ou inveja.
                Fazendo silêncio interior, moralizando-te, sintonizarás com os espíritos nobres que te guiam e desejam partilhar contigo a sabedoria e o amor que possuem, facilitando-te a marcha ascensional.
                Penetrarás, assim, em regiões de luz imperecível, experimentando emoções transcendentes, que te farão feliz.
                Desenvolvendo a percepção parafísica, deixarás de ser limitado prisioneiro, para estares planando em esferas de vida estuante, consciente dos recursos que Deus confere para a tua plenificação de criatura eterna.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis    
imagem: google    

sábado, 27 de agosto de 2016

PERCEPÇÃO EXTRAFÍSICA I

                O mundo dos sentidos físicos, em face do seu significado e das suas finalidades de por o ser em contato com as manifestações exteriores, afasta-o das percepções profundas, ao mesmo tempo sutis, da vida plena.
                Fixando-o no campo das manifestações objetivas, bloqueia-lhe a capacidade de ampliar os registros paranormais, que lhe abrem as portas para captar o infinito campo das causalidades.
                Mergulhado no oceano das vibrações, da energia, da mente, envolto por ondas e pensamentos incessantes, deve dilatar a capacidade psíquica para inundar-se dos conteúdos extrafísicos que o afetam, mesmo quando lhe são ignorados.
                Possuidor de antenas transceptoras, é instrumento inconsciente de forças complexas que o propelem a atitudes surpreendentes e que poderia modificar, facultando-se agir em consonância com o que lhe apraz, ao invés de ser-lhes instrumento dócil e sem vontade própria.
                Nessa imensa gama de ocorrências parafísicas, destacam-se as faixas da telepatia, da intuição, da clarividência, da clariaudiência, da inspiração, da precognição, da retrocognição, de indiscutíveis bênçãos, ao alcance de todo aquele que se lhe adentre as áreas com elevação e consciência.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google        

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

MEDIUNIDADE E SERVIÇO

(J. Herculano Pires)
Agora, que as clausuras religiosas começam a se abrir e o isolamento sacerdotal se converte em vivencia social, seria curioso se os espíritas instituíssem um sistema de segregação para os médiuns; tanto mais que o Espiritismo é uma doutrina aberta, só comparável ao Cristianismo primitivo dos tempos em que Jesus e os seus discípulos viviam no meio do povo, servindo
à Deus no serviço aos homens.             
A mediunidade não e privilégio, não é concessão especial, mas faculdade humana natural. Todos a possuímos, em maior ou menor grau, conforme as nossas necessidades. Assim como devemos empregar a nossa inteligência e as nossas habilidades ao serviço do próximo, assim também devemos utilizar a nossa mediunidade na boa orientação das relações sociais. O médium isolado seria um contra senso, como a lâmpada sob o alqueire de que nos fala o Evangelho. Sua função não é esconder a luz que possui, mas irradia-la em benefício de todos.
A missão mediúnica é semelhante a todas as demais missões que o Espírito, ao encarnar, traz para a Terra. A natureza social da mediunidade condiciona o médium a todas as exigências das relações humanas. Na verdade, a sociabilidade atinge na mediunidade o seu mais alto grau, pois o médium é o individuo colocado a serviço de duas coletividades, a visível e a invisível. Sua função social transcende o plano horizontal das relações existenciais, estabelecendo as relações do plano vertical entre os homens e os Espíritos. E essas relações, até ontem consideradas sobrenaturais, são hoje reconhecidas como naturais, comuns a todas as criaturas.
Como acentua Emmanuel, os médiuns, por mais elevados que sejam, não passam de criaturas em resgate dos erros do passado. Isolá-los, negar-lhes o direito a vida normal dos homens, furtá-los a experiência da vida, seria regredirmos no tempo, esquecendo os princípios fundamentais do Espiritismo para cairmos de novo no conceito errôneo dos privilégios espirituais. Mediunidade é serviço, mas sobretudo serviço fraterno – que só pode ser realizado com proveito no ombro a ombro da vida comum.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

PÁGINA AOS MÉDIUNS

(Emmanuel)       
Médiuns espíritas!
Quando vos conscientizais relativamente a distância entre a vossa condição humana e a espiritualidade sublime da Doutrina de Luz e Amor que abraçastes, muitos de vós outros recuais ante as lutas por sustentar.
Compreendamos, no entanto, que quase todos nós, os companheiros encarnados e desencarnados, trazidos as tarefas do Espiritismo, somos seres endividados de outras épocas, empenhados ao trabalho de aperfeiçoamento gradativo com o amparo de Jesus.
Tiranos de ontem, somos agora convocados a exercícios de obediência e tolerância para as aquisições de humildade.
Autoridades absorventes que dilapidávamos os bens que se nos confiavam, em beneficio de todos, vemo-nos induzidos, na atualidade, a servir em regime de carência a fim de aprendermos moderação à frente da vida.
Inteligências despóticas que abusávamos da frase escrita ou falada, prejudicando multidões, estamos hoje entre inibições e dificuldades, nos domínios da expressão verbal, de modo a reconhecermos quanto respeito se deve à palavra.
Criaturas que infelicitávamos outras muitas, deteriorando-lhes a existência em nome do coração, achamo-nos presentemente em longos calvários do sexo a fim de aprimorarmos os impulsos do próprio amor.
Incluimo-nos em vossos problemas, conquanto desenfaixados provisoriamente dos laços físicos, porquanto as vossas lutas de hoje foram as nossas de ontem, tanto quanto os vossos conflitos de hoje serão talvez nossos amanhã, quando, pela reencarnação, estivermos na posição que atualmente ocupais.
A despeito, no entanto, de todos os obstáculos, esposemos na construção do bem o caminho da sombra para a luz.
Natural tropeceis, através de quedas e desilusões, muitas vezes necessárias a formação de nossas melhores experiências. Entretanto, não vos marginalizeis na estufa da ociosidade ou na furna da autocompaixão.
Trabalhemos compreendendo e sigamos servindo.
Fraquezas e imperfeições temo-las ainda conosco e talvez por longo tempo, de vez que burilamento espiritual não e assunto de mágica.
Convençamo-nos, porém, de que unicamente com a doação do melhor de nós mesmos, na edificação do bem de todos, é que descobriremos a senda traçada a nossa melhoria e elevação.
Recordemos.
O ouro não se desentranha da ganga simplesmente porque leiamos algum compendio de mineração diante do cascalho que o segrega, conquanto o compendio de mineração favoreça as atividades relacionadas com a extração e acrisolamento do ouro.
Purificar-se-á o metal, em verdade, tão somente no clima do cadinho esfogueante.
Um médico reitera consigo a ciência de curar, mas isso não quer dizer esteja ele inacessível a doença, embora o dever que lhe cabe na preservação do equilíbrio orgânico.
Um dia Jesus nos afirmou que os obreiros do Evangelho serão conhecidos pelos frutos. Não nos será licito esquecer que todas as árvores da Terra, por mais preciosas, se lançam frondes, flores e frutos na direção dos Céus, nenhuma delas produzira se não tiver as raízes vinculadas aos ingredientes no chão.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quinta-feira, 10 de julho de 2014

MÉDIUNS E MEDIUNIDADES

Cap. XXVI – Item 10
No falso pressuposto de que haja médiuns e mediunidades mais importantes entre si, recordemos o velho apólogo que Menênio Agripa contou ao povo amotinado de Roma, a fim de sossegar-lhe o espírito em discórdia.
“Se o cérebro, por reter a ideação fulgurante, desprezasse o estômago ocupado na tarefa obscura da digestão, a cabeça não conseguiria pensar; se os olhos, por refletirem a luz, declarassem guerra aos intestinos por serem eles vasos seletores de resíduos, decerto que, a breve tempo, a retina seria espelho morto nas trevas, e se o tronco, por sentir-se guindado a pequena altura, condenasse os pés por viverem ao contato do solo, rolaria o corpo sem equilíbrio.”
E, de nossa parte, ousaríamos acrescentar à antiga fábula que tudo, no campo da sequência da natureza, é solidariedade e cooperação.
Se os braços desaparecerem, os pés se fazem mais ágeis; em sobrevindo a surdez, acusa o olhar penetração mais intensa; se a visão surge apagada, o tacto mais amplamente se desenvolve; se o baço é extirpado, a medula óssea trabalha com mais afinco, de modo a satisfazer as necessidades do sangue.
Qual acontece no mundo orgânico, a Doutrina Espírita é um grande corpo de revelações e de bênçãos, no qual cada médium possui tarefa específica.
Esse esclarece...
Aquele consola...
Outro pensa feridas...
Aquele outro anula perturbações...
Esse incorpora sofredores angustiados...
Aquele transmite elucidações de instrutores devotados à grande beneficência...
Outro recebe a palavra construtiva...
Aquele outro se incumbe da mensagem santificante...
Como é fácil observar, o passe curativo é irmão da prece confortadora, a desobsessão é o reverso da iluminação espiritual e o verbo fulgente da praça pública é outra face do livro que o silêncio abençoa.
Em nossa esfera de serviço, portanto, já que prescindimos do profissionalismo religioso, não existem médiuns-pastores, médiuns-gerentes, médiuns-líderes ou médiuns-diretores, porquanto a cada qual de nós cabe uma parte do grande apostolado de redenção que nos foi atribuído pela Espiritualidade Maior.
E se todos nós, em conjunto, temos um mentor a procurar e a ouvir de maneira especialíssima, no plano da consciência e no santuário do coração, esse Mentor é Nosso Senhor Jesus Cristo – o Sol do Amor Eterno – a cuja luz, no grande dia de nossos mais
altos ajustamentos, deveremos revelar em nós mesmos a divina essência da Sua lição divina: – ”A cada qual por suas obras”
Cairbar Schutel

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: www.redeamigoespirita.com.br

quinta-feira, 3 de julho de 2014

A CONTROVERTIDA COMUNICAÇÃO DOS ESPÍRITOS II

      A transitoriedade assume a sua preponderância apenas enquanto vige a existência corporal de grande significação para estruturar a sobrevivência feliz, delineando as ativida­des futuras a ressurgirem como culpa-castigo, tranquilida­de-prêmio, que governam e estatuem os destinos humanos.
A consciência, não se aniquilando através da morte, apri­mora-se mediante experiências extrafísicas, que lhe dilatam o campo de aquisição de recursos capazes de elucidar os enig­mas da genialidade e da demência, da lucidez e da idiotia congênitos.
Este inter-relacionamento entre o homem e os Espíritos desenvolve-lhe os sentidos extrafísicos, proporcionando-lhe um desdobramento paranormal, no qual a mediunidade lhe propicia uma vivência real nas duas esferas vibratórias onde a vida se apresenta.
Portador dessa percepção, embora habitualmente embo­tada, agiganta-se-lhe a área de sensibilidade psíquica ao edu­cá-la, como se lhe entorpece e turbam outros campos mentais, se a desconsidera ou se não dá conta da sua existência. O complexo homem é de natureza transcendental, corpo­rificando-se na forma física e dissociando-se através da mor­te, sem surgir de um para outro momento ao acaso ou desin­tegrar-se sob o capricho de uma fatalidade nefasta, destrui­dora.
A única forma de demonstrar e confirmar a imortalidade da alma é mediante a sua comunicabilidade, o que oferece consolações e esperanças inimagináveis, por outro lado fa­cultando ao ser humano lutar com estoicismo graças à meta que o aguarda à frente, enquanto a consumpção, além de des­naturar a vida, retira-lhe todo o sentido, o significado, em razão da sua brevidade, isto sem nos referirmos aos desenla­ces precoces, aos natimortos...
A vida vem aplicando milhões de anos no seu aperfeiço­amento e complexidades, não se podendo evolar ao capricho da desoxigenação cerebral.
Com esta certeza esmaece o pavor da morte, desarticula-­se a neurose disto advinda, abrindo um leque de perspectivas positivas para o bem-estar durante a existência física, prelú­dio da espiritual para onde se ruma inexoravelmente. Os pla­nos agora já não se limitam nas balizas próximas impediti­vas, antes se dilatam encorajadores, no prosseguimento da evolução.
Deste modo, as controvérsias sobre a sobrevivência vão cedendo lugar à afirmação da vida, especialmente agora, quan­do se desdobram as terapias alternativas na área da saúde, que recorrem às memórias do passado, aos substratos da mente precedente ao corpo, mediante as quais o continuum da consciência não sofre interrupção com a morte orgânica nem sur­ge com o seu renascimento.
A vida predomina, prevalece em toda parte, sempre e vi­toriosa.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: www.ossegredosdoarcano.info

quarta-feira, 2 de julho de 2014

A CONTROVERTIDA COMUNICAÇÃO DOS ESPÍRITOS I

     O anseio inconsciente pela sobrevivência do ser consci­ente à morte física abre as portas da percepção psíquica, fa­cultando o devassar das sombras do além.
Já não aspira o homem sorver a água do Letes para o es­quecimento, porém sondar o que ocorre na sua outra mar­gem. E é de lá que têm vindo inesgotáveis informações, notí­cias, desafios novos, todos demonstrando a indestrutibilida­de da vida, a sua causalidade e seu finalismo inevitável.
Por mais se dilatem os arquétipos jungianos até às suas nascentes, estratificadoras, a sobrevivência os precede, por­que foram aqueles que atravessaram a fronteira, que vieram para elucidar a ocorrência mortuária, falando sobre a imorta­lidade a que retornaram.
A Doutrina Espírita, apresentada por Allan Kar­dec, resultado de acuradas observações e experimentos de laboratório, prova a sobrevivência do ser à sua disjunção cadavérica.
É inerente à estrutura da vida a sua indestrutibilidade, gra­ças à qual somente há transformações e nunca aniquilamen­to.
Partindo-se deste princípio de imanência, a consciência não se extingue por ocasião da desorganização cerebral. In­dependente dela, torna-a instrumento pelo qual se expressa, mas, não indispensável à sua existência.
Os fenômenos de ectoplasmia, vidência, psicofonia, psi­cografia e os mais hodiernamente estudados pela Metaciên­cia. que se utiliza de complexos aparelhos — spiricon, vidi­com — atestam a continuação e independência do Espírito à morte do corpo.
Examinadas com cuidado inúmeras hipóteses para expli­cá-los, a única a resistir a todo cepticismo, pelos fatos que engloba, é a da imortalidade da alma com a sua conseqüente comunicabilidade.
Neste capítulo se enquadram diversas psicopatias, cujas gêneses resultam de influências espirituais mediante as quais se abre o campo das obsessões, igualmente conhecidas desde priscas eras com outras denominações. Esta influência dele­téria dos mortos sobre os vivos tem o seu reverso na que se opera graças à interferência dos anjos, dos serafins, dos santos, dos guias espirituais e familiares de inegáveis benefïci­os para a criatura humana, inclusive, na área da preservação e recuperação da saúde.
Cunhou-se, como efeito imediato, o brocardo que asseve­ra que “os mortos conduzem os vivos”, tal a ingerência que têm aqueles no comportamento destes. Eliminando-se, po­rém, o exagero, o intercâmbio psíquico e físico se dá com mais freqüência entre eles do que supõem os desinformados. E isto constitui bela página do Livro da Vida, facultando ao ser pensante a compreensão e certeza da sua eternidade, bem como ensejando atender as excelentes possibilidades de cres­cimento desalienante e a perspectiva de plenitude, fora das conturbações e dos desajustes que ocorrem no processo de seu amadurecimento psicológico e de seu autodescobrimen­to.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: dope-shower.blogspot.com

sábado, 19 de abril de 2014

DECÁLOGO PARA MÉDIUNS

Cap. XXVI – Item 7
1 – Rende culto ao dever.
Não há fé construtiva onde falta respeito ao cumprimento das próprias obrigações.
2 – Trabalha espontaneamente.
A mediunidade é um arado divino que o óxido da preguiça enferruja e destrói.
3 – Não te creias maior ou menor.
Como as árvores frutíferas, espalhadas no solo, cada talento mediúnico tem a sua utilidade e a sua expressão.
4 – Não esperes recompensas no mundo.
As dádivas do Senhor, como sejam os fulgores das estrelas e a carícia da fonte, o lume da prece e a benção da coragem, não têm preço na Terra.
5 – Não centralizes a ação.
Todos os companheiros são chamados a cooperar, no conjunto das boas obras, a fim de que se elejam à posição de escolhidos para tarefas mais altas.
6 – Não te encarceres na dúvida.
Todo bem, muito antes de externar-se por intermédio desse ou daquele intérprete da verdade, procede originariamente de Deus.
7 – Estuda sempre.
A luz do conhecimento armar-te-á o espírito contra as armadilhas da ignorância.
8 – Não te irrites.
Cultiva a caridade e a brandura, a compreensão e a tolerância, porque os mensageiros do amor encontram dificuldade enorme para se exprimirem com segurança através de um coração conservado em vinagre.
9 – Desculpa incessantemente.
O ácido da crítica não te piora a realidade, a praga do elogio não te altera o modo justo de ser, e, ainda mesmo que te categorizem à conta de mistificador ou embusteiro, esquece a ofensa com que te espanquem o rosto, e, guardando o tesouro da consciência
limpa, segue adiante, na certeza de que cada criatura percebe a vida do ponto de vista em que se coloca.
10 – Não temas perseguidores.
Lembra-te da humildade do Cristo e recorda que, ainda Ele, anjo em forma de homem, estava cercado de adversários gratuitos e de verdugos cruéis, quando escreveu na cruz, com suor e lágrimas, o divino poema da eterna ressurreição.
André Luiz

Fonte: O Espírito da Verdade
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
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