(Emmanuel)
Todos os problemas da vida afetiva serão devidamente aclarados
quando o conhecimento da reencarnação for concebido na base da regra áurea.
Faremos a outrem, nos domínios afetivos, aquilo que desejamos se
nos faça. Isso porque de tudo o que doarmos ao coração alheio recolheremos de
volta.
O amor em sua luminosa liberdade é independente em suas escolhas e
manifestações; no entanto, obedece igualmente ao principio: “Livre na
sementeira e escravo na colheita”.
Ligeira recolta de observações nos fará pensar nisso.
Em muitas ocasiões, o rival que abatemos, de um modo ou de outro,
induzindo-o a desencarnação, é o filho que a vida e o tempo nos colocam nos
braços, a cobrar-nos em abnegação e renúncia a assistência e a proteção que lhe
devemos;
o jovem ou a jovem que furtamos dos braços de nossos filhos,
considerando-os indignos
de nossa equipe doméstica, impondo-lhes, direta ou indiretamente, a morte do
corpo físico, voltam na condição de netos, em muitas circunstancias,
compartilhando-nos o leito e a vida;
a criança nascitura que arrojamos a vala do aborto desnecessário e
que deveria nascer e crescer para o desenvolvimento da afetividade pacífica,
entre os nossos descendentes, costuma encontrar novo berço em nosso clima
social, reaparecendo na condição do homem ou da mulher que, mais tarde, nos
aborda a organização familiar exigindo-nos pesados tributos de aflição;
as criaturas que enganamos, no terreno do afeto, em outras estâncias,
habitualmente retornam até nós por filhos-problema, reclamando-nos atenção e
carinho constantes para o reajuste emocional que demandam.
Frustrações, conflitos, vinculações extremadas e aversões congênitas
de hoje são frutos dos desequilíbrios afetivos de ontem a nos pedirem trabalho
e restauração.
É possível haja longa demora na aceitação geral da verdade por
parte dos agrupamentos humanos, em nos reportando ao mundo genésico.
Dia virá, porém, no qual todas as criaturas compreenderão que o
espírito, onde estiver, conforme aquilo que plante, em matéria de afetividade,
isso também colherá.
Fonte: Na Era do
Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google
















