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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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terça-feira, 13 de junho de 2017

CULTURA DE GRAÇA

Espírito: SCHEILLA.
Além da cultura primária da inteligência, o homem para na Terra todos os dotes do conhecimento mais elevado.
Pelo currículo de várias disciplinas, cobram-se-lhe matrículas, taxas, honorários e emolumentos diversos, nas casas de ensino superior.
Se quiser explicadores dessa ou daquela matéria em que se veja atrasado, é
constrangido ao dispêndio de extraordinários recursos.
Se decidir penetrar o domínio das artes é obrigado a remunerar as notas do solfejo ou a iniciação do pincel.
Entretanto, para as nossas aquisições sublimes, permite o Senhor que a Doutrina Espírita abra atualmente na Terra preciosos cursos de elevação, em que a cultura da alma nada pede à bolsa dos aprendizes.
Cada templo do Espiritismo é uma escola aberta às nossas mais altas aspirações e cada reunião doutrinária são uma aula, suscetível de habilitar-nos às mais amplas conquistas para o caminho terrestre e para a Vida Maior.
Pela administração desses valores eternos não há preço amoedado.
Cada aluno da organização redentora pode comparecer de mãos vazias, trazendo simplesmente o sinal do respeito e o vaso da atenção.
Jesus, o Mestre dos Mestres, passou entre os homens sem nada cobrar por Seus Divinos Ensinamentos. E o Espiritismo, que lhe revive agora as bênçãos de amor, pode ser comparado a instituto mundial de educação gratuita, conduzindo-nos a todos, sem exigência e sem paga, do vale obscuro da ignorância para os montes da luz.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

sábado, 9 de junho de 2012

O ESTUDO II



          Saibamos escolher bons livros e habituemo-nos a viver no meio deles, em relação constante com os espíritos elevados. Rejeitemos com objetivismo as obras pérfidas, escritas para lisonjear as paixões vis. Acautelemo-nos dessa literatura relaxada, fruto do sensualismo, que deixa em sua passagem a corrupção e a imoralidade.

            A maior parte dos homens pretende amar o estudo, e objeta que lhe falta tempo para se entregar a ele. Mas, quantos nessa maioria consagram noites inteiras ao jogo, às conversações ociosas? Alguns replicam que os livros custam caro; entretanto, em prazeres fúteis e de mau gosto, despendem mais dinheiro do que o necessário para a aquisição de uma rica coleção de obras. Além disso, o estudo da natureza, o mais eficaz, o mais confortável de todos, nada custa.
            A ciência humana é falível e variável; a natureza não. Esta nunca se desmente. Nas horas de incerteza e de desânimo voltemo-nos para ela. Como uma mãe, a natureza então nos acolherá, sorrirá para nós, acalentar-nos-á em seu seio. Irá falar-nos em linguagem simples e terna, na qual a verdade está despida de atavios e de fórmulas; porém, essa linguagem pacífica, poucos sabem escutá-la e compreender. O homem leva consigo, mesmo no fundo das solidões, essas paixões, essas agitações internas, cujos ruídos abafam o ensino íntimo da natureza. Para discernir a revelação imanente no seio das coisas, é necessário impor silêncio às quimeras do mundo, a essas opiniões turbulentas, que perturbam a paz dentro e ao redor de nós. Então, todos os ecos da vida política e social calar-se-ão, a alma perscrutará a si própria, evocará o sentimento da natureza, das leis eternas, a fim de comunicar-se com a Razão Suprema.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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sexta-feira, 8 de junho de 2012

O ESTUDO I


            O estudo é a fonte de ternos e puros gozos; liberta-nos das preocupações vulgares e faz-nos esquecer as tribulações da vida. O livro é um amigo sincero que nos dá bons augúrios nas horas felizes, bem como nas ocasiões críticas. Referimo-nos ao livro sério, útil, que instrui, consola, anima, e não ao livro frívolo, que diverte e, muitas vezes, desmoraliza. Ainda não nos compenetramos bem do verdadeiro caráter do bom livro. É como uma voz que nos fala através dos tempos, relatando-nos os trabalhos, as lutas, as descobertas daqueles que nos precederam no caminho da vida e que, em nosso proveito, aplanaram as dificuldades.
            Não será grande felicidade o podermos neste mundo comunicar pelo pensamento com os espíritos eminentes de todos os séculos e de todos os países? Eles puderam no livro a melhor parte da sua inteligência e do seu coração. Conduzem-nos pela mão, através dos dédalos da história; guiam-nos para as altas regiões da ciência, das artes e da literatura. Ao contato dessas obras que constituem o mais precioso dos bens da humanidade, compulsando esses  arquivos sagrados, sentimo-nos engrandecer, sentimo-nos satisfeitos por pertencermos a raças que produziram tais gênios. A irradiação do seu pensamento estende-se sobre nossas almas, reaquecendo-nos e exaltando-nos.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis       

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