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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

CAMINHOS PARA A SAÚDE IX

8 Meditar Retamente
                O hábito saudável de pensar conduz à etapa final, que é meditar retamente.
                Fixam-se nos painéis da memória, por educação mental perniciosa, em maior quantidade, as impressões infelizes, os atos reprováveis, as aspirações inferiores e, por isso, afirma-se com leviandade que meditar é muito difícil.
                Bata, porém, que se mude a direção dos hábitos mentais e se criarão as base da meditação.
                Como não se vive sem pensar, exceção feita aos portadores de psicopatologias graves, deve-se fazê-lo sempre de forma positiva e otimista, gerando novo costume no campo mental até que seja absorvido e transformado em automatismo pela repetição natural.
                Por mau hábito, quando algo de negativo acontece, a pessoa se deixa consumir, entregando-se, comentando, repetindo e fixando, quando a atitude a tomar deveria ser totalmente oposta. No entanto, quando algo de bom e útil acontece, raramente se analisa, penetra e revive, logo substituindo-o por outro fato desagradável, acostumando-se com o último em detrimento do anterior. Natural que, desacostumado à reflexão em torno do bem e a paz, da saúde e da alegria, tenha-se dificuldade em meditar retamente.
                Nas primeiras tentativas, os arquivos da memória liberam as impressões deprimentes, perniciosas, e o candidato desiste, quando deveria prosseguir com esforço para liberar-se dessas e fixar as novas imagens e aspirações geradoras de saúde, de felicidade.
                A concentração é a fixação da mente, por interesse ou seleção, em qualquer pensamento, em alguma ideia especial que se deseje analisar ou reter.
                A meditação é a aplicação da concentração na busca de Deus, interiormente, com determinação e constância. Seu objetivo único é o de atingir o fluxo divino e conhecer Deus, senti-lo e alimentar-se da Sua energia. É o estado de quietação mental.
                Jesus afirmou: “O teu olho é a luz do tu corpo. Se o teu olho for um só, todo o teu corpo será luminoso.”
                Se o indivíduo permitir-se olhar para dentro, todo ele se torna uma só ideia visual, ao captar a luz divina, igualmente todo ele se fará luminoso, e nenhum sofrimento o perturbará, graças à aquisição da saúde integral.
                A meditação reabastece de energias salutares, refazendo a harmonia do psiquismo e este a do organismo físico.
                Quem medita retamente, crê, quer, fala, opera, vive, esforça-se e pensa com retidão, adquire os valores indispensáveis à salvação. Nesse estágio a pessoa doa-se e já não mais vive, sendo o “Cristo quem vive” nela.
                ... Liberta-se, por fim, do sofrimento.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 14 de outubro de 2014

OBSESSÃO E JESUS II

                A ação do pensamento otimista e sadiamente operante; o labor fraternal de solidariedade; a preocupação edificante em favor do próximo; os serviços humílimos ou grandiosos a benefício dos outros; o interesse honesto pelo bem-estar alheio constituem a terapia preventiva quanto curadora contra a obsessão.
                A prece – o hábito de orar -, gerando um clima de paz; a leitura elevada, que cria clichês psíquicos superiores; a meditação em torno das questões enobrecedoras da vida; o diálogo edificante impedem qualquer intercâmbio perturbante, verdadeiros antídotos que se fazem à obsessão, por constituírem meios de elevação vibratória na qual não vigem as interferências maléficas, as parasitoses e as vampirizações prejudiciais que somente tem curso em faixas mentais semelhantes.
                Ademais, o exercício de tais métodos libera qualquer tombado nas malhas apertadas da alienação obsessiva de perniciosos efeitos na Terra...


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

domingo, 8 de junho de 2014

MEDITAÇÃO E AÇÃO II

    Sem a claridade interior para enfrentar os desafios pessoais, o indivíduo transfere-os de uma para outra circunstância, somando frustrações que se convertem em traumas inconscientes a perturbarem a inteireza da personalidade.
A meditação, no caso em pauta, abre lugar à ação, sendo, ela mesma, uma ação da vontade, a caminho da movimenta­ção de recursos úteis para quem a utiliza e, por extensão, para as demais pessoas.
O homem, que se autodescobre, faz-se indulgente e as suas se tornam ações de benevolência, beneficência, amor. O seu espaço íntimo se expande e alcança o próximo, que al­berga na área do seu interesse, modificando para melhor a convivência e a estrutura psicológica do seu grupo social.
A ação consolida as disposições comportamentais do in­divíduo, ora impregnado pelo idealismo de crescimento emo­cional, sem perturbações, e social, sem conflitos de relacio­namento.
Em razão da sua identidade transparente, passa a compre­ender os dilemas e dificuldades dos outros, cooperando a be­nefício geral e fazendo-se mola propulsionadora do progres­so comum.
A ação é o coroamento das disposições íntimas, a materi­alização do pensamento nas expressões da forma. Aquela que resulta da meditação é proba, e tem como objetivos imedia­tos a transformação do ambiente e do homem, ensejando­-lhes recursos que facultam a evolução e a paz.
Assim, o ato de meditar deve ser sucedido pela experiência do viver-agir, porqüanto será inútil a mais excelente terapia teórica ao paci­ente que se recusa, ou não se resolve aplicá-la na sua enfermidade.
Tal procedimento, a ação bem vivenciada, faz que o ho­mem se sinta satisfeito consigo mesmo, o que lhe faculta es­pontânea alegria de viver, conhecendo-se e amadurecendo psicologicamente para a existência.
Caracterizam a conduta de um homem que medita e age, uma mente bondosa e um coração afável. Vencendo as suas más inclinações adquire sabedoria para a bondade, evitando as paixões consumidoras. Assim, faz-se pacífico e produti­vo, não se aborrecendo, nem brigando, antes harmonizando tudo e todos ao seu redor.
Essa transformação processa-se lentamente, e ele se dá conta só após vencidas as etapas da incerteza e do treinamen­to.
A ação gentil coroa-lhe o esforço, nunca lhe permitindo a presença da amargura, do ódio, do ressentimento e dos seus sequazes...
Uma das diferenças entre quem medita e aquele que o não faz, é a atitude mental mediante a qual cada um enfrenta os problemas. O primeiro age com paciência ante a dificul­dade e o segundo reage com desesperação.
Assim, o importante e essencial é dominar a mente, ad­quirindo o hábito de ser bom.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: almanaquemistico.blogspot.com

sábado, 7 de junho de 2014

MEDITAÇÃO E AÇÃO I

      O   autodescobrimento é o clímax de experiências do co­nhecimento e da emoção, através de uma equilibrada vivên­cia.
Para consegui-lo, faz-se indispensável o empenho com que o homem se aplique na tarefa que o possibilita. É certo que o tentame se reveste inicialmente de várias dificuldades aparentes, todas passíveis de superadas.
A realização de qualquer atividade nova se apresenta com­plexa pelo inusitado da sua própria constituição. Não há, to­davia, nada, com que o indivíduo não se acostume. Demais, tudo aquilo que se torna habitual reveste-se de facilidade.
Assim, a busca de si mesmo, para a liberação de confli­tos, amadurecimento psicológico, afirmação da personalida­de, resulta de uma consciente disposição para meditar, evi­tando o emprego de largos períodos que se transformam em ato constrangedor e aborrecido.
A meditação deve ser, inicialmente, breve e gratificante, da qual se retorne com a agradável sensação de que o tempo foi insuficiente, o que predispõe o candidato a uma sua di­latação.
Através de uma concentração analítica, o neófito exami­na as suas carências e problemas, os seus defeitos e as solu­ções de que poderá dispor para aplicar-se. Não se trata de uma gincana mental, mas de uma sincera observação de si mesmo, dos recursos ao alcance e dos temores, condiciona­mentos, emoções perturbadoras que lhe são habituais. Estu­dando um problema de cada vez, surge a clara solução como proposta liberativa que deve ser aplicada sem pressa, com naturalidade.
A sua repetição sistemática, sem solução de continuida­de, uma ou duas vezes ao dia, cria uma harmonia interior capaz de resistir às investidas externas sem perturbar-se, por mais fortes que se apresentem.
Após a meditação analítica, descobrindo as áreas frágeis da personalidade e os pontos nevrálgicos da conduta, o exer­cício de absorção de forças mentais e morais torna-se-lhe o antídoto eficiente, que predispõe ao bem-estar, encorajando ante as inevitáveis lutas e vicissitudes do viver cotidiano.
As empresas do dia-a-dia fazem-se fenômenos existenci­ais que não assustam, porque o indivíduo conhece as suas possibilidades de enfrentamento e realização, aceitando umas, e de outras declinando, sem aturdimentos emocionais, nem apegos perturbadores.
Sucessivamente passa do estado de análise para o de tran­qüilidade, deixando a reflexão e experimentando a harmo­nia, sem discussão intelectiva, como quem se embriaga da beleza de uma paisagem, de uma agradável recordação, da audição de uma página musical, de um enlevo, nos quais ape­nas frui, sem questionamento, sem raciocinar. Fruir é banhar-se por fora e penetrar-se por dentro, simplesmente, desfru­tando.
A meditação, portanto, não deve ser um dever imposto, porém, um prazer conquistado.

(continua)

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: www.humaniversidade.com.br