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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 7 de junho de 2014

MEDITAÇÃO E AÇÃO I

      O   autodescobrimento é o clímax de experiências do co­nhecimento e da emoção, através de uma equilibrada vivên­cia.
Para consegui-lo, faz-se indispensável o empenho com que o homem se aplique na tarefa que o possibilita. É certo que o tentame se reveste inicialmente de várias dificuldades aparentes, todas passíveis de superadas.
A realização de qualquer atividade nova se apresenta com­plexa pelo inusitado da sua própria constituição. Não há, to­davia, nada, com que o indivíduo não se acostume. Demais, tudo aquilo que se torna habitual reveste-se de facilidade.
Assim, a busca de si mesmo, para a liberação de confli­tos, amadurecimento psicológico, afirmação da personalida­de, resulta de uma consciente disposição para meditar, evi­tando o emprego de largos períodos que se transformam em ato constrangedor e aborrecido.
A meditação deve ser, inicialmente, breve e gratificante, da qual se retorne com a agradável sensação de que o tempo foi insuficiente, o que predispõe o candidato a uma sua di­latação.
Através de uma concentração analítica, o neófito exami­na as suas carências e problemas, os seus defeitos e as solu­ções de que poderá dispor para aplicar-se. Não se trata de uma gincana mental, mas de uma sincera observação de si mesmo, dos recursos ao alcance e dos temores, condiciona­mentos, emoções perturbadoras que lhe são habituais. Estu­dando um problema de cada vez, surge a clara solução como proposta liberativa que deve ser aplicada sem pressa, com naturalidade.
A sua repetição sistemática, sem solução de continuida­de, uma ou duas vezes ao dia, cria uma harmonia interior capaz de resistir às investidas externas sem perturbar-se, por mais fortes que se apresentem.
Após a meditação analítica, descobrindo as áreas frágeis da personalidade e os pontos nevrálgicos da conduta, o exer­cício de absorção de forças mentais e morais torna-se-lhe o antídoto eficiente, que predispõe ao bem-estar, encorajando ante as inevitáveis lutas e vicissitudes do viver cotidiano.
As empresas do dia-a-dia fazem-se fenômenos existenci­ais que não assustam, porque o indivíduo conhece as suas possibilidades de enfrentamento e realização, aceitando umas, e de outras declinando, sem aturdimentos emocionais, nem apegos perturbadores.
Sucessivamente passa do estado de análise para o de tran­qüilidade, deixando a reflexão e experimentando a harmo­nia, sem discussão intelectiva, como quem se embriaga da beleza de uma paisagem, de uma agradável recordação, da audição de uma página musical, de um enlevo, nos quais ape­nas frui, sem questionamento, sem raciocinar. Fruir é banhar-se por fora e penetrar-se por dentro, simplesmente, desfru­tando.
A meditação, portanto, não deve ser um dever imposto, porém, um prazer conquistado.

(continua)

Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: www.humaniversidade.com.br

Um comentário:

tesco disse...

A meditação proposta por Joanna, parece ser o contrário do que pregam
as escolas de orientação indiana:
É uma análise do que se é, de como se está, do que se pretende nesta existência.
Algo inteiramente prático, embora feito com muita dedicação.
Nada de deixar a mente vagar pelo universo, sem rumo definido.
Nada de se consagrar à tarefa inglóriade "não pensar".
Algo viável e, se feito com consciência, com resultados benpeficos.
Concordo!
Beijos.