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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 28 de junho de 2014

AMIZADE

                O homem de coração entende perfeitamente que, com as experiências que mantém com os amigos atuais ou que manteve  com os amigos que se foram, pode oferecer importantes conexões para ampliar os horizontes do autoconhecimento. A partir daí, tem condições de discernir a variedade de categorias de amigos.
                Há amigos de atividades habituais: possuem uma convivência restrita, reúnem-se somente para cultos religiosos, em dias de lazer e de esportes, nas horas de trabalho, ou em cursos ou eventos diversos. Outros existem, qualificados como amigos, por vantagens recíprocas. São unidos pelas profissões que exercem, promovem sociedades de interesse comum e com metas especiais, desempenhando papéis e ofícios especializados juntos; mas não juntos interiormente.
                Os denominados amigos de décadas diferentes são todos aqueles ligados por enormes afinidades das vidas passadas, que nem mesmo a grande diferença de idade consegue separ´-los da convivência diária. Adquirem uma intimidade carinhosa e verdadeira, que enseja a permita de experiências, de vigor e de ânimo. Outra categoria a ser considerada é a dos chamados amigos itinerantes ou transitórios. Cruzam nossas vidas durante determinada etapa. Compartilham nossa amizade em épocas cruciais; outras vezes, em busca de aprendizagem, passam por nós nas encruzilhadas do caminho terreno, para depois se desligarem, porque se desvaneceram os elos comuns que os mantinham conosco. No decorrer do tempo, cada um deles segue o caminho que traçou rumo ao próprio destino.
                Os reconhecidos, porém, como amigos íntimos ou permanentes são aqueles que possuem afeto mútuo e o conservam indefinidamente. A intimidade entre eles faz com que tenham um crescente amadurecimento espiritual. Alargam seu mundo interior à medida que aumentam a capacidade de compreender  as similaridades e as diferenças entre si mesmos.
                Em verdade, para se possuir real intimidade e adquirir plena confiança entre amigos é necessário nunca esconder o que há de desagradável em nós; em outras palavras, é preciso revelar nossa falibilidade. Querer demonstrar caráter impecável e isenção de dúvidas é característica de indivíduos incapazes de perdoar e iábeis para manter relações duradouras e afetividade verdadeira.
                Em síntese, a perda de amigos representa momentos difíceis e dolorosos. As dores da alma em relação às amizades não são propriamente dificuldades desta época; já eram no passado distante motivo de admoestações e de conselhos.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: laravazz.wordpress.com

Um comentário:

tesco disse...

Interessante mesmo entender o mecanismo das amizades.
Amigos que a gente via, na adolescência,
como portos seguros para o resto da vida,
se desvanecem e se enfumaçam.
Maravilhosas amizades que fazemos na universidade: "Agora sim!
Construiremos um seguro laço profissional",
e nunca mais os vemos!
É uma aprendizagem difícil, mas a teia da amizade supera o pequenino esboço de uma existência.
Beijos.