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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 28 de setembro de 2016

PARENTELA

“E disse-lhe: Sai de tua terra e dentre a tua parentela e dirige-te à terra que eu te mostrar.” — (ATOS 7:3)

Nos círculos da fé, vários candidatos à posição de discípulos de Jesus queixam-se da sistemática oposição dos parentes, com respeito aos princípios que esposaram para as aquisições de ordem religiosa.
Nem sempre os laços de sangue reúnem as almas essencialmente afins.
Frequentemente, pelas imposições da consanguinidade, grandes inimigos são
obrigados ao abraço diuturno, sob o mesmo teto.
É razoável sugerir-se uma divisão entre os conceitos de “família” e “parentela”. O primeiro constituiria o símbolo dos laços eternos do amor, o segundo significaria o cadinho de lutas, por vezes acerbas, em que devemos diluir as imperfeições dos sentimentos, fundindo-os na liga divina do amor para a eternidade. A família não seria a parentela, mas a parentela converter-se-ia, mais tarde, nas santas expressões da família.
Recordamos tais conceitos, a fim de acordar a vigilância dos companheiros menos avisados.
A caminho de Jesus, será útil abandonar a esfera de maledicências e incompreensões da parentela e pautar os atos na execução do dever mais sublime, sem esmorecer na exemplificação, porquanto, assim, o aprendiz fiel estará exortando a, sem palavras, a participar dos direitos da família maior, que é a de Jesus-Cristo.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

terça-feira, 7 de junho de 2016

ESTRUTURA FAMILIAR

                A família é, incontestavelmente, uma célula educadora. Nela a criatura aprende a ampliar responsabilidades, a multiplicar sentimentos, a valorizar a fraternidade, a desenvolver o senso de proteção, a pensar em conjunto, a perder a individualidade e a banir a solidão.
                Sem qualquer dúvida, trata-se da base social.
                Jamais podemos pensar na deificação de uma sociedade justa, fraterna e solidária, sem contarmos com a devida, necessária e indispensável estruturação da família. Se registramos, na coletividade, comportamentos nocivos e deletérios, onde seres humanos se apresentam de forma desequilibrada e fora dos padrões da decência e da dignidade que se espera, certamente a origem das distorções, na maioria dos casos, tem o nascedouro na família em desalinho.
                Edifica a família aquele que tem plenas convicções da urgência e necessidade de educar os filhos formando-lhes o caráter, não apenas dando-lhes instrução, pois que isso a escola também pode fazer, educar é tarefa prioritária da família, onde exemplo é a lição mais forte.
                Edifica a família os cônjuges que se respeitam sentimentalmente, mantendo-se fiéis aos compromissos de fidelidade. Diferença de opinião não se caracteriza como motivo para desavenças e querelas. Podemos, perfeitamente, ter pensamentos diferentes uns dos outros e caminharmos juntos.
                Edifica a família os membros eu elegem o trabalho como base de sobrevivência e aprendizado, sem que um seja peso econômico para o outro. Trabalho não é castigo, é sagrada oportunidade de aprendizado e de equilíbrio físico e mental.
                Edifica a família quem mantém em seu lar um clima de cortesia, afabilidade, entendimento e solidariedade, onde se vislumbra as qualidades dos componentes e se trabalha em conjunto para a correção dos defeitos naturais que ainda ostentam.
                Edifica a família quem carrega para dentro dela noções de religiosidade, pois ninguém conseguirá entender as razões lógicas da vida sem refletir, maduramente, na grandeza, bondade e perfeição das leis divinas.
                Edifica a família aquele que permanece dentro dela mesmo carregando grande cota de sacrifício sobre os ombros, pois quem não consegue servir ao próximo mais próximo terá dificuldade em encontrar a paz.
                Edifica a família quem sabe perdoar, esquecer e cultivar a resignação, pois que num agrupamento de seres humanos, ante o estágio evolutivo que nos encontramos, ainda são frequentes os momentos de desajustes que exigem paciência e calma.
                Estruturar a família não é tarefa fácil, mas indispensável para continuarmos sonhando com a paz e a felicidade, pois tais conquistas somente se fixarão, definitivamente, em nosso âmago, no instante em que conseguirmos plantá-las nos corações alheios, e, nada mais justo e lógico do que iniciarmos essa tarefa pelos nossos familiares.
                Em verdade, fácil é conquistar no mundo, difícil é vencer na família. Muitas criaturas conhecem a aprovação social pelos feitos que apresentam, mas recebem a reprovação dos familiares devido ao descumprimento dos deveres básicos. Ainda, a vitória fora do lar sem o amparo da família sólida, não terá o sabor que se espera.

Waldenir Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2015
imagem: google

quinta-feira, 10 de março de 2016

DIVÓRCIO E LAR

(Emmanuel)
Indubitavelmente o divórcio e compreensível e humano, sempre que o casal se encontre a beira da loucura ou da delinquência.
Quando alguém se aproxima, reconhecidamente, da segregação no cárcere ou no sanatório especializado em terapias da mente, através de irreflexões com que assinala a própria insegurança, é imperioso se lhe estenda recurso adequado ao reequilíbrio.
Feita a ressalva, e atentos que devemos estar aos princípios de causa e efeito que nos orientam nas engrenagens da vida, é razoável se peça aos cônjuges o máximo esforço para que não venham a interromper os compromissos a que se confiaram no tempo. Para que se atenda a isso é justo anotar que muitas vezes o matrimônio, a feição de organismo vivo e atuante, adoece por desídia de uma das partes.
Dois seres, em se unindo no casamento, não estão unicamente chamados ao rendimento possível da família humana e ao progresso das boas obras a que se dediquem, mas também e principalmente – e muito principalmente – ao amparo mútuo.
Considerado o problema na formulação exata, que dizer do homem que, a pretexto de negocio e administração, lutas e questões de natureza superficial, deixasse a mulher sem o apoio afetivo em que se comprometeu com ela ao buscá-la, a fim de que lhe compartilhasse a existência?
E que pensar da mulher que, sob a desculpa de obrigações religiosas e encargos sociais, votos de amparo a causas públicas e contrariedades da parentela, recusasse o apoio sentimental que deve ao companheiro, desde que se decidiu a partilhar-lhe o caminho?
Dois corações que se entregam um ao outro, desde que se fundem nas mesmas promessas e realizações recíprocas, passam a responder, de maneira profunda, aos impositivos de causa e efeito, dos quais não podem efetivamente escapar.
Todos sabemos que do equilíbrio emocional, entre os parceiros que se responsabilizam pela organização doméstica, depende invariavelmente a felicidade caseira.
Por isso mesmo, no dialogo a que somos habitualmente impelidos, no intercambio com os amigos encarnados na Terra, acerca do relacionamento de que carecemos na sustentação da tranquilidade de uns para com os outros, divórcio e lar constituem temas que não nos será licito esquecer.
* * *
Se te encontras nas ondas pesadas da desarmonia conjugal, evoluindo para divórcio ou qualquer outra espécie de separação, não menosprezes buscar alguma ilha de silêncio a fim de pensar.
Considera as próprias atitudes e, através de criterioso autoexame, indaga por teu próprio comportamento na área afetiva em que te comprometeste, na garantia da paz e da segurança emotiva da companheira ou do companheiro que elegeste para a jornada humana. E talvez descubras que a causa das perturbações existentes reside em ti mesmo. Feito isso, se trazes a consciência vinculada ao dever, acabarás doando ao coração que espera por teu apoio, a fim de trabalhar e ser feliz, a quota de assistência que se lhe faz naturalmente devida em matéria de alegria e tranquilidade, amor e compreensão.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

segunda-feira, 16 de março de 2015

O AMPARO DOS PAIS

(J. Herculano Pires)
Todos os jovens precisam do amparo dos pais, embora na adolescência, em geral, a rebeldia dos filhos seja inevitável. Uma tradição de severidade paterna, pautada pelo autoritarismo político e religioso, deu aos pais o conceito errôneo de que devem sujeitar os filhos – e particularmente os jovens – aos seus princípios e maneira de ser. Mas os jovens trazem a sua própria personalidade e o seu próprio roteiro de vida, e justamente nessa fase da adolescência estão firmando o seu eu diante do mundo.
É conhecido o problema da “crise da adolescência”, sobre a qual Maurice Debesse escreveu um dos seus livros mais belos e profundos. Mas é em René Hubert, no capitulo sobre a Psicologia da Juventude, de sua Pedagogia Geral, que encontramos maior sintonia com os princípios espíritas.
Psicólogos e pedagogos conhecem bem esse problema que responde pelo chamado “conflito de gerações”. Emmanuel nos dá a sua chave ao lembrar que cada espírito já traz para a Terra a sua prova e o seu roteiro de serviço, escolhidos livremente na vida espiritual segundo as suas necessidades de evolução e aprimoramento.
O amparo dos pais não pode ser dado por meio de imposição e autoritarismo, sob pena de deixar de ser amparo para se transformar em tirania. Se o “conflito de gerações” sempre existiu no mundo, agora se mostra mais violento porque o tempo da tirania esta no fim e porque a era de transição em que vivemos acentua nos jovens os anseios do futuro. Os pais só poderão ampará-los se tiverem amor suficiente para compreendê-los e ajudá-los sem exigências. Esta é também uma hora de aprendizado para os pais. E só o amor verdadeiro pelos filhos pode socorrê-los.
O jovem de hoje é o homem de amanhã. Os tempos mudam e não podemos querer sujeitá-los ao nosso modelo. Qualquer coação paterna só poderá afastá-los de casa e da família, lançando-os a meios e companhias perigosos. A verdadeira educação é o equilíbrio entre o amor e a compreensão. A energia paterna e a disciplina filial brotam naturalmente entre essas duas margens, fluindo como as águas de uma fonte na paisagem da vida.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

domingo, 15 de março de 2015

JOVENS DIFÍCEIS

(Emmanuel)
Terás talvez contigo jovens difíceis para instalar convenientemente na vida.
Inquestionavelmente é preciso apoiá-los quanto se nos faça possível. Capacitemo-nos, porém, de que ampará-los não será traçar-lhes a obrigação de copiar-nos os tipos de felicidade ou vivência.
Claro que não nos compete o direito de abandoná-los a si próprios quando ainda inexperientes. Entretanto, isso não significa devamos destruir-lhes a vocação, furtando-lhes a autenticidade em que se lhes caracteriza a existência.
Sonharemos para nossos filhos, no mundo, invejável destaque nas profissões liberais com primorosas titulações acadêmicas, mas é provável hajam renascido conosco para os serviços da gleba, aspirando a adquirir duros calos nas mãos a fim de se realizarem na elevação que demandam.
De outras vezes ideamos para eles a formação do lar em que nos premiem o anseio de possuir respeitáveis descendentes. No entanto, é possível estejam conosco para longas experiências em condições de celibato, carregando problemas e provas que lhes dizem respeito ao burilamento espiritual.
Às vezes gritamos revoltados contra eles, exigindo nos adotem o modo de ser. Frequentemente, porém, se isso acontece, acabamos por perdê-los em mãos que lhes deslustram os sentimentos ou lhes estragam a vida, quando não os empurramos, inconscientemente, para a furna dos tóxicos ou para os
despenhadeiros do desequilíbrio mental com que se matriculam nos manicômios.
Compadece-te dos filhos que pareçam diferentes de ti.
Aceita-os como são e auxilia a cada um deles na integração com o trabalho em que se façam dignos da vida que vieram viver.
Ampara-os sem imposição e sem violência.
Antes de te surgirem à frente por filhos de teu amor, são filhos de Deus, cujo Amor Infinito vela em nós e por nós.
Ainda mesmo quando evidenciem características inquietantes, abençoa-os e orienta-os, quanto possível, a fim de que se mantenham por esteios vivos de rendimento do bem no Bem Comum.
E mesmo quando não te possam compartilhar do teto e se te afastem da companhia a pretexto de independência, abençoa-os mesmo assim, compreendendo que todos nós, desde que nos vinculemos a ordem e ao trabalho no dever que nos compete, sem prejudicar a ninguém, desfrutamos por Lei Divina o privilégio de descobrir qual é para nos o melhor caminho de agir e servir, viver e sobreviver.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sábado, 14 de março de 2015

CASAMENTO E CRESCIMENTO PESSOAL II

                A convivência conjugal proporcionará a identificação, origem e significação dos conteúdos positivos e virtuosos, como também dos conflitos internos.
                Pode-se, então, perceber quando os pais introjetados emergem através dos conflitos, dos complexos, das dores, etc., trazendo os scripts que ficaram sem elaboração dentro do filho, e que agora, no adulto acasalado, surgem como comando negativo, necessitando ser revistos e passados a limpo. São carência, abandonos, raivas, inseguranças, arrogância, tristezas, medos, ciúmes, invejas, ansiedades, enfim, encrencas cuja origem foi forjada no relacionamento inadequado com mãe e pai.
                De modo similar, dentro da conjugalidade, afloram dores diversas, cujas origens falam de um passado relacionado à parentela, ao grupo da escola, dos amigos, e que não foram solucionadas; e daí a se repetirem até hoje na forma de baixa estima, desprezos, vergonha tóxica, prepotência, complexos de inferioridade ou superioridade, entre outros.
                Quantos comportamentos reaparecem no casamento, vindos de outrora, intrinsecamente relacionados aos ranços culturais, à má-educação, a preconceitos étnicos, problemas de cidadania, tudo aguardando um equacionamento que não aconteceu.
                Por fim, ainda existem conteúdos como reflexos de outras vidas, que comparecem na forma de tendências, inclinações, emoções inatas, etc, lembrando algemas à espera de serem desatadas.
                É no matrimônio, sobretudo, que o ser humano tem oportunidade de reestruturar as negatividades que traz como herança desta e de outras vidas, tendo na parceria conjugal o espelho no qual pode apreender e aprender muito sobre si mesmo.
                Desta feita, no momento em que o homem consegue fazer esse caminho para dentro de si mesmo, no exercício do autoamor, torna-se possível um melhor desempenho dos papéis de esposo, pai, amigo, filho, cidadão, homem de bem; em idênticas  circunstâncias, a mulher consegue desempenhar melhor os seus papéis de esposa, mãe, filha, amiga, cidadã e mulher de bem.
                À proporção que o casal avança para esse patamar, mais factível será conseguir uma boa interação nos âmbitos sexual, emocional, intelectual, moral e espiritual, sacralizando o casamento pela amorosidade.
                Vasculhar-se para se atualizar saudavelmente dentro da vida é trabalho árduo, facilitado quando se tem uma parceria conjugal, para que, de modo cúmplice e solidário, se logre transmutar negatividades em aprendizados felizes; sombras em lições luminosas; enfermidades em crescimento saudável; buracos egoicos em projetos  existenciais plenificadores.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

quarta-feira, 11 de março de 2015

CASAMENTO E CRESCIMENTO PESSOAL I

                A pessoa, quando reencarna, recebe um enquadramento de vida do que precisa se conscientizar, dada a sua importância na apropriação de sua trajetória evolutiva, sob pena de não conseguir avançar na transposição de barreiras e limites para concretizar seu devir espiritual.
                Ao mergulharmos no corpo, conectamos com uma mãe que exercerá uterinamente uma poderosa influência em nosso psiquismo, seguida de perto pela presença paterna que comporá, com a mãe, a influência parental.
                Na sequência, receberemos a interferência da constelação familiar em que nascemos, dos parentes, da escola, dos amigos, etc.
                Registraremos as repercussões da cultura da cidade, do país e da globalização do planeta.
                É nesse campo de influências que vamos crescendo e estruturando consciente e sobretudo inconscientemente, nosso modo de ser, revelado por comportamentos, sensações físicas, sentimentos, pensamentos e espiritualidade.
                Entretanto, raros são aqueles que se dão conta de que semelhantes legados passam a integrar sua vida automaticamente; e mais raros ainda os que têm clareza da qualidade dessa herança, frequentemente cheia de negatividades a se revelarem por meio de nossas perturbações e conflitos, angústias e infelicidades, vazios e crises existenciais, sintomas e doenças.
                Olhar para dentro de si mesmo, a fim de avaliar como o eu interior se estruturou, bem como seu reflexo externo, suas sombras e suas projeções, seus pontos cegos e suas sombrias exteriorizações, é tarefa que exige de6terminação e paciência, coragem e força de vontade amorosa.
                Só podemos viabilizar esse mergulho, se for mediado por pessoas que nos sirvam de espelho.
                O casamento é uma dessas possibilidades de maior riqueza, por apresentar uma pessoa capaz de nos refletir com muita fidelidade, em razão da convivência estreita e contínua, em regime de intimidade franqueada.
                A (o) esposa (o) será um excelente contraponto de que necessitamos para resgatar a nossa história, a fim de reescrevê-la ao nosso sabor.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

DEPENDÊNCIA

                Os tabus sexuais, as velhas estruturas familiares, as normas tradicionais do matrimônio, consideradas virtudes femininas, estabeleceram, na formação educacional as mulheres, todo um comportamento de dependência em relação aos homens. Elas centraram suas vidas em outros indivíduos, preocupadas em receber proteção e cuidados, e destruíram. Com o tempo, suas vocações e aptidões mais íntimas.
                A capacidade de amar está presente na lama humana, mas, para que floresça, exige maturação da consciência, isto é, aprimoramento dos sentimentos. A forma como usamos nossos sentimentos é uma resposta aprendida.
                A criatura aprende a utilizar o amor através de um processo que está diretamente relacionado com o ambiente em que viveu na infância e com o em que vive hoje, somando-se a tudo isso a capacidade íntima de aprendizagem. Portanto, estamos constantemente aprendendo a amar.
                Paralelamente, sabemos que as diversas vivências reencarnatórias sedimentam na alma humana certas predisposições singulares no entendimento do amor. Os costumes, as tradições e os hábitos que envolvem o namoro, o casamento, sexo e a família, completamente diferentes de nação para nação. De continente para continente, estabelecem noções diversificadas sobre a afetividade nos espíritos em sua longa marcha evolutiva.
                Existem aqueles que colocaram o amor dentro de uma estrutura romântica, ou seja, fazem prevalecer um sentimentalismo exagerado e uma imaginação irreal, desprezando o significado dos sentimentos autênticos. Eles acreditam que o casamento extingue por completo todas as adversidades e infortúnios existenciais e que as ansiedades do cotidiano acabariam, terminantemente, quando a cerimônia sacramentasse num abraço de ternura o felizes para toda a eternidade.
                A necessidade recíproca de controle, as promessas de que renunciariam à própria individualidade e teriam os mesmos objetivos para todo o sempre são os primeiros indícios de uma enorme desilusão na vida a dois. Compromissos de amor são válidos, desde que aprendamos que nossa vida está em constante renovação. Assim como as pessoas passam por diversas transformações, também o amor que sentem pelos outros se transforma. Quanto mais observarmos os ciclos da vida fora de nós, mais entenderemos as transformações que ocorrem em nossa intimidade, porque nós também somos vida. Apenas desse modo, ficaremos mais seguros e estáveis em relação ao nosso desenvolvimento e amadurecimento afetivos.
                A diferença fundamental entre amor e dependência é observada com clareza nas ações e comportamentos das criaturas. A dependência prende, possessivamente, uma pessoa à outra, enquanto o amor de fato incentiva a liberdade, a sinceridade e a naturalidade. O dependente é caracterizado por demonstrar necessidade constante e por reclamar sistematicamente a atenção do outro.
                O indivíduo dependente padece dos recursos psíquicos de alguém para viver. Ele dirá eu o amo, mas, em realidade, quer dizer eu preciso de você, ou mesmo, eu não vivo sem você. O amor real baseia-se no sentimento compartilhado entre duas pessoas maduras, ao passo que o amor dependente implora consideração e carinho, infantilmente.
                Os legítimos sentimentos da alma nunca se sujeitam a ordenações e imposições, mas sim a uma completa espontaneidade de atitudes e emoções. Dependência gera dores na alma; já a liberdade para amar é um direito natural de todos os filhos de Deus.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google

terça-feira, 18 de novembro de 2014

ALMAS-PROBLEMA II

               
               Não te rebeles contra o impositivo da dor, seja como se te apresente.                                                  
               Aqui, é o companheiro que se transforma em áspero adversário; ali, é o filhinho rebelde, ora portador de enfermidade desgastante; acolá, é o familiar vitimado pela arteriosclerose tormentosa; mais adiante, é alguém dominado pela loucura, e que chegam à economia da tua vida depauperado os teus cofres de recursos múltiplos.
                Surgem momentos em que desejas que eles partam da Terra, a fim de que repouses...
                Horas soam em que um sentimento de surda animosidade contra eles te cicia o anelo de ver-te libertado...
                Ledo engano!
                Só há liberdade real, quando se resgata o débito.
                Distância física não constitui impedimento psíquico.
                Ausência material não expressa impossibilidade de intercâmbio.
                O espírito é a vida, e enquanto o amor não lene as dores e não lima as arestas das dificuldades, o problema prossegue inalterado.
                Arrima-te ao amor e sofre com paciência.
                Suporta a alma-problema que se junge a ti e não depereças nos ideais de amparar e prosseguir.
                Ama, socorrendo.
                Dia nascerá, luminoso, em que, superadas as sombras que impedem a clara visão da vida, compreenderás a grandeza do teu gesto e a felicidade da tua afeição a todos.
                O problema toma a dimensão que lhe proporcionas.
                Mas o amor, que cobre a multidão dos pecados voltado para o bem, resolve todos os problemas e dificuldades, fazendo que vibre, duradoura, a paz por que te afadigas.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
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segunda-feira, 17 de novembro de 2014

ALMAS-PROBLEMA I

                A pessoa-problema que renteia contigo, no processo evolutivo, não te é desconhecida.
                O filhinho-dificuldade que te exige doação integral, não se encontra ao teu lado por primeira vez.
                O ancião-renitente que te parece um pesadelo contínuo, exaurindo-te as forças, não é encontro fortuito na tua marcha.
                O familiar de qualquer vinculação que te constitui provação, não é resultado do acaso que te leva a desfrutar da convivência dolorosa.
                Todos eles provem do teu passado espiritual.
                Eles caíram, sim, e ainda se ressentem do tombo moral, estando, hoje, a resgatar injunção penosa. Mas, tu também.
                Quando alguém cai, sempre há fatores preponderantes e outros predisponentes, que induzem e levam ao abismo.
                Normalmente, oculto, o causador do infortúnio permanece desconhecido do mundo. Não, porém, da consciência, nem das Soberanas Leis.
                Renascem em circunstâncias e tempos diferentes, todavia, volvem a encontrar-se, seja na consanguinidade, através da parentela corporal, ou mediante a espiritual, na grande família humana, tornando o caminho das reparações e compensações indispensáveis.         


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

domingo, 16 de novembro de 2014

ABENÇOADO CADINHO

O instituto da família é oficina de
Aprimoramento espiritual.
Nas atividades do lar, o homem é
Convocado ao exercício constante da
Paciência e do perdão.
Em contato com a parentela, aprenderá a
Amar no clima da renúncia e do sacrifício,
Reparando os erros de outras romagens no
Corpo físico;
Abdicará do egoísmo milenar, observando
Que o tesouro da felicidade deve ser
Compartilhado com muitos;
Ensinará com humildade, porquanto se
Reconhecerá também na condição de
Simples aprendiz diante da vida;
Silenciará reclamações e anseios
De caráter pessoal;
Movimentará os recursos disponíveis em
Benefício de todos, sem privilégios e sem
Preferências;
Cultivara a fé em Deus e a bondade
Espontânea, iluminando-se com as
Lágrimas vertidas no cumprimento das
Obrigações que lhe digam respeito...
O lar!... Abençoado cadinho onde tantos se
Retemperam para as alegrias imperecíveis
Da Vida Superior;
Não o desprezes sob qualquer pretexto.
O teu lar é o teu pequenino mundo,
Onde o teu coração de pai ou de mãe, de
Filho ou de filha, pode refletir a
Luz do Coração Divino que sustenta
E equilibra o Universo inteiro.


Fonte: Crer e Agir – Chico Xavier/Irmão José
imagem: google

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

A VERDADE SOBRE A MESA

(J. Herculano Pires)
A verdade é o pão do espírito.
O lar surge no mundo para humanizá-lo, graças ao sonho do namoro em que as almas procuram-se no anseio de amar. A convivência vai revelar que elas não são o que sonhavam, mas o purgatório do lar e uma benção para libertar do inferno do passado. A família terrena permite o reajuste através da reencarnação, dissolvendo as mágoas e liquidando as contas. O casamento não se faz no cartório, mas no lar, e nele é que o inimigo transformado em parente acaba por nos amansar.
Os Espíritos Superiores não estão sujeitos ao controle humano da natalidade – nascem quando querem, pois conhecem e dominam as leis naturais melhor do que os homens. Um lar desgovernado, desprovido de orientação, vira sepultura do amor.
Entretanto, é o lar a fonte e a base de todas as civilizações, acertando as contas do passado dentro de casa e melhorando as criaturas. Resulta daí a colheita do amor, graças a ação de duas forças simples, naturais, que se conjugam para construir a grandeza da Terra: os laços familiais orientados pela ternura materna, pela presença da mãe.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quinta-feira, 13 de novembro de 2014

TROVAS DO LAR

(Espíritos diversos)
Anotação clara e simples
Que nos obriga a pensar:
Surge o lar dentro do mundo
Sem que o mundo seja o lar.
Marcelo Gama

Os namorados são sonhos
Entre a verdade e a ilusão,
Se chegam ao matrimonio,
O lar revela o que são.
Xavier de Castro

Para quem sofre no Além
Sob a culpa em choro inglório
O regresso ao lar terrestre
E a benção do purgatório.
Oscar Leal

Família e reencarnação,
Deus as fez buscando a paz,
Não levam magoas a frente
Nem deixam contas atrás.
Roberto de Alencar

Cartório faz união
E começa o lar a dois,
O amor constrói amizade,
Casamento vem depois.
Antônio de Castro

De quaisquer provas na Terra
A que mais amansa a gente:
Inimigo reencarnado
Sob a forma de parente.
Lulu Parola

Quando um sábio das Alturas
Necessita reencarnar
Ninguém consegue impedir
Nem adianta evitar.
Casimiro Cunha

Casamento é um laço em luz
Da Vida Superior,
Mas o lar desgovernado
E a sepultura do amor.
João Paiva

Toda civilização
Cresce em tudo sabia e bela
Tão somente, em qualquer parte,
Porque o lar sofreu por ela.
Silveira de Carvalho

Não adianta fugir
Do débito que se atrasa,
Reencarnação chega logo
Cobrando dentro de casa.
Cornélio Pires

Todo lar que se levanta
Como for, seja onde for,
É sempre uma sementeira
Para a colheita do amor.
José Nava

Lar e Mãe – a dupla simples
Que a força da vida encerra,
Guardam consigo, ante Deus,
Toda a grandeza da Terra.
Antônio Bezerra


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 28 de outubro de 2014

DESVINCULAÇÃO

(Emmanuel)
Para muitos companheiros na Terra a desvinculação no campo afetivo é prova difícil.
Desligamento do grupo familiar, distância da convivência.
Hora da diferenciação de alguém perante outro alguém.
Se te vês num momento assim, na posição de quem pode libertar associados de ideal e de afinidade, não hesites no bem por fazer.
Aqueles que anseiam por independência e mudança, depois de te compartilharem a vida, são pedintes de tranquilidade e renovação. Não precisam tanto de teu ouro e assistência, nome e prestigio. Rogam-te; acima de tudo, escoras de tolerância e bondade, a fim de que te possam deixar sem que o espinheiro da mágoa te nasça no coração.
Medita naqueles que, um dia, igualmente largaste para tomar embarcações outras, diferentes do navio em que se te localizava a área doméstica, de modo a te fazeres ao mar profundo e vasto da experiência terrestre.
Familiares que te amavam a presença e amigos que te disputavam a companhia se viram, de instante para outro, apartados de ti por efeito de tuas próprias deliberações.
Assim nos expressamos porque frequentemente a harmonia na desvinculação depende daqueles que já amadureceram na vida física, aos quais se pede amparo e segurança, auxilio e aprovação.
Se alguém ao teu lado te solicita o cancelamento de compromissos e deveres assumidos para contigo, concede a paz a quem necessita de paz a fim de atender a impositivos da vida em outros setores de evolução.
Realmente desejas que os descendentes se garantam para a felicidade, não queres que os filhos bem-amados atravessem tribulações e enganos que te amarguraram a infância ou a juventude; habituas-te a desaprovar as resoluções de amigos que se afastam para caminhos que já sabes estarem encharcados de lágrimas, nem concordas em que os entes queridos venham a
transitar por estradas que já trilhaste entre pedras e aflições; entretanto, por mais nos doa ao coração, muitos daqueles que mais amamos chegaram a Terra exatamente para isso.
Diante dos companheiros que se te distânciam da convivência ou que te dizem adeus para te reencontrarem mais tarde, em outros e novos níveis de espaço e tempo, não lastimes nem condenes.
Bendize e auxilia sempre.
Os que partem ou se te separam da estrada, no dia-a-dia, esperam de ti, sobretudo, o patrocínio do amor e o refúgio da benção.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sábado, 11 de outubro de 2014

ASSIM OS FIZEMOS

(J. Herculano Pires)
Os familiares desagradáveis são hoje o que deles fizemos ontem. Nada acontece por acaso, sem razão, em nossas vidas.
Por isso diz Emmanuel: “Talvez o contato deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser”. Nesta própria existência terrena isso acontece com frequência. Ao nos tornarmos adultos não suportamos as
peraltices das crianças, sem nos lembrarmos das que também já fizemos quando crianças. Ao nos enriquecermos não toleramos os peditórios ou a incapacidade dos parentes pobres, esquecidos do que fazíamos quando necessitados. Ao nos ilustrarmos não suportamos nos outros a ignorância em que ontem vivíamos.
Educamos mal os nossos filhos e muitas vezes os deseducamos a gritos e pancadas. Mas quando eles crescem não suportamos o seu comportamento desrespeitoso, pelo qual somos responsáveis. Não os corrigimos em criança nem os ajudamos na adolescência, mas os fizemos desorientados e depois não os toleramos. Nas vidas sucessivas, através das reencarnações, procedemos também dessa maneira. E quando eles voltam ao nosso convívio não queremos aceitar e muito menos corrigir os seus defeitos.
Na verdade, se não os aceitarmos hoje como são, teremos de aceitá-los amanhã, pois as leis da vida exigem, segundo ensinou Jesus, que nos entendamos com os companheiros “enquanto estivermos a caminho com eles”. A fuga aos deveres atuais será paga mais tarde com os juros devidos. Usando o livre arbítrio podemos rejeitá-los hoje, mas a contabilidade divina anotará o nosso débito para depois, com os acréscimos legais.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

FAMILIARES PROBLEMAS

(Emmanuel)
Desposaste alguém que não mais te parece a criatura ideal que conheceste. A convivência te arrancou aos olhos as cores diferentes com que o noivado te resguardava o futuro que hoje se fez presente.
Em torno, provações, encargos renascentes, familiares que te pedem apoio, obstáculos por vencer. E sofres.
Entretanto, recorda que antes da união falavas de amor e te mostravas na firme disposição em que assumiste os deveres que te assinalam agora os dias, e não recues da frente de trabalho a que o mundo te conduziu.
Se a criatura que te compartilha transitoriamente o destino não é aquela que imaginaste e sim alguém que te impõe difícil tarefa a realizar, observa que a união de ambos não se efetuaria sem fins justos e dá de ti quanto possível para que essa mesma criatura venha a ser como desejas.
Diante de filhos ou parentes outros que se valem de títulos domésticos para menosprezar-te ou ferir-te, nem por isso deixes de amá-los. São eles, presentemente na Terra, quais os fizemos em outras épocas, e os defeitos que mostrem não passam de resultados das lesões espirituais causadas por nos mesmos, em tempos outros, quando lhes orientávamos a existência nas trilhas
da evolução.
É provável tenhamos dado um passo a frente. Talvez o contato deles agora nos desagrade pela tisna de sombra que já deixamos de ter ou de ser. Isso, porém, é motivação para auxilio, não para fuga.
Atentos ao principio de livre arbítrio que nos rege a vida espiritual, é claro que ninguém te impede de cortar laços, sustar realizações, agravar dividas ou delongar compromissos.
O divórcio é medida perfeitamente compreensível e humana, toda vez que os cônjuges se confessam a beira da delinquência, conquanto se erija em moratória de débito para resgate em novo nível. E o afastamento de certas ligações é recurso necessário em determinadas circunstâncias, a fim de que possamos voltar a elas, algum dia, com o proveito preciso.
Reflete, porém, que a existência na Terra e um estágio educativo ou reeducativo e tão só pelo amor com que amamos, mas não pelo amor com que esperamos ser amados, ser-nos-á possível trabalhar para redimir e, por vezes, saber perder para realmente vencer.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quinta-feira, 29 de maio de 2014

CAUSA DANO PSICOLÓGICO À CRIANÇA UM CASAL HOMOSSEXUAL ADOTÁ-LA?

Há alguns meses na cidade de São Paulo participei de seminário sobre homossexualidade com renomado psicólogo.
Uma das perguntas endereçadas a ele foi a seguinte: - Qual o dano psicológico para uma criança se for adotada por um casal homossexual?
Sua resposta foi: - Nenhum dano psicológico, portanto o fundamental não é a opção sexual dos pais, mas, sim, as referências de pai e mãe que a criança deve ter em sua educação. E continuou o aluno a perguntar: - Mas esta criança não poderá ser homossexual como seus pais? – Bem, disse ele, lembre-se, meu caro amigo, que todo homossexual é filo de um casal heterossexual.
Pode ser considerada família esta composição: papai, papai e filhinhos? Ou : Mamãe, mamãe e filhinhos?
Pesquisa realizada pela USP, uma das mais renomadas universidades de nosso pais, e coordenada por Ricardo Vieira de Souza, corrobora e que não há danos psicológicos para a criança adotada por canais homossexuais, porquanto, como já dissemos, o relevante é a referência de pai e mãe, ou seja, os papéis desempenhados pelo casal.
Portanto, pode ser considerada uma família a que é formada por casal homossexual que adota crianças, sem qualquer problema.
Você poderá me indagar: - Mas, então, você é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo?
Não sou a favor e nem contra. Também não estou em cima do muro. Sou a favor da felicidade, do amor e de crianças bem cuidadas, que recebam carinho e afeto, enfim, uma boa educação.
Sabe o que causa dano psicológico a uma criança? Violência, seja física ou psicológica. O que causa danos são os pais espancando-se, agredindo-se com palavras de baixo calão ou fazendo chantagens emocionais... Amar alguém não causa dano algum, jamais causará dano quando se quer bem a um ser humano.
Jesus, em sua infinita sabedoria afirmou que o importante desta vida é amar, fazendo ao próximo tudo aquilo que queremos nos seja feito.
Ora, como cristãos e espíritas, cabe-nos exercitar o amor, não julgando situações que nos escapam ao alcance. Desconhecemos o histórico espiritual das pessoas envolvidas, dos homossexuais e também dos heterossexuais, logo, é complicadíssimo qualquer julgamento sobre alguém que está simplesmente utilizando o seu direito de amar.
Já nos disse Kardec que a natureza deu ao homem a necessidade de amar e ser amado. Maravilha de mensagem!
Portanto, papai, papai e filhinho e mamãe, mamãe e filhinho só causarão dano à criança se não tiverem amor um pelo outro...
Nunca se perde por amor... Nunca se perde... seja de mesmo sexo ou sexo oposto, quando se tem amor tudo se resolve.

Wellington Balbo


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – janeiro/2014
imagem: pequenasepifaniasegrandedevaneios.blogspot.com

sábado, 18 de fevereiro de 2012

LAÇOS AFETIVOS

O filho hoje acolhido com tanto carinho e amor é o(a) companheiro(a) de outrora retornando para dar continuidade ao trabalho evolutivo. Estamos na Terra em processo de aprendizado e corrigenda, e para tal, precisamos encontrar novamente os comparsas de nossos erros ou os afetos que nos fortalecem ou, ainda, os que se nos fizeram inimigos.




REENCARNAÇÃO:
ENCONTRO DAS ALMAS NO LAR

 É no LAR que se iniciam nossas lutas.
 Os filhos são espíritos a nós ligados pelos laços da afeição ou pelos laços da reparação.
 Acolher bem esses espíritos é auxiliar os que amamos a vencer e os que atada não amamos a cultivarem um laço de carinho para conosco (auxiliando-os também a superarem seus problemas espirituais.
 Isto, sem esquecermos que encontramos as crianças no lar no mesmo ponto em que as deixamos no passado: vícios, preguiça, orgulho, delinqüência, ilusão, como também na afeição, trabalho, amor, etc.
 Quando os pais passam a entender os mecanismos reencarnatórios, começam a lidar melhor com as variadas situações que vivem no dia-a-dia, analisando melhor as diferenças imensas entre seus filhos, as tendências tão diversas, os sentimentos de apego, posse, aversão, as preferências, o desabrochar das emoções, as reações automáticas, os hábitos cristalizados, a profunda personalidade individual de cada um.
 Isto, além das experiências que cada um viverá ao longo da vida, no campo do sofrimento ou das oportunidades de facilidades materiais, evidenciando distorções que somente a reencarnação explica.

REENCONTRO DE ESPÍRITOS SIMPÁTICOS OU ANTIPÁTICOS

       "Nos elos da consangüinidade, reavemos o convívio de todos aqueles que se nos associaram ao destino, pelos vínculos do bem ou do mal, através das portas benditas da reencarnação".
      Quando nos vinculamos às criaturas através das realizações no bem, através das experiências afetivas nobres, do companheirismo nas tarefas elevadas, nos núcleos de trabalho renovador, no carinho, na convivência fraterna e saudável, no respeito, na sexualidade equilibrada, nas experiências bem aproveitadas sob o aspecto espiritual, cultivamos simpatias, construímos afetos que serão amigos e companheiros, nos encontrando no lar, se transformarão no pai desvelado, na mãe carinhosa, no esposo dedicado, na esposa abnegada, no filho amoroso, no parente simpático, no irmão protetor.
      “A união e a afeição que existem entre pessoas  parentes são um índice da simpatia anterior que as aproximou”.

FINALIDADES DO REENCONTRO NO LAR

        O Reencontro das almas no cadinho doméstico será uma bênção que Deus nos faculta, através dos mecanismos de sua Lei.
     Muitas almas com as quais trazemos problemas do passado hoje surgem como o filho amado que nos inspira carinho, ternura e atenção, ensinando-nos a amá-los e abraçá-lo, superando divergências do passado.
    Criaturas com problemas afetivos reencontram-se como cônjuges, como pais e filhos, como irmãos, sendo convidados à transformação da sombra em luz, libertando-se das algemas do ódio e da vingança, aprendendo no perdão a lição de amor.
      Aos pais que hoje choram pelo filho rebelde, pelo rebento ingrato, cortando e ferindo seus corações, o Espiritismo conforta ao trazer-nos a realidade de que toda semente nobre lançada na terra dos corações jamais será perdida. Todas as boas palavras ditas, todos os exemplos nobres, todos os bons momentos vividos, todas as lições transmitidas, estarão aguardando o momento certo de germinarem e auxiliarem este irmão, ora entorpecido, a prosseguir em sua jornada.
     Só não tenhamos o remorso pela falta de dedicação à tarefa educativa, nem a mágoa ou o rancor por aquele que Deus nos confiou e não nos soube compreender o devotamento.
     Façamos o melhor e deixemos a Deus o que estiver acima de nossos limites. Ele saberá, através da reencarnação, reconduzir ao rebanho a ovelha perdida.
    Finalizaremos com o belo convite de Emmanuel: “Recebamos, na criança de hoje, em pleno mundo físico, o companheiro do pretérito que nos bate à porta do coração, suplicando reajuste e socorro. (...). Estendamos a luz da educação e do amor, diminuindo as sombras da penúria e da ignorância”.

 Livro: Um desafio chamado Família

Extraído do blog: http:/grupoevangespirita.blogspot.com


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