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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 29 de maio de 2014

CAUSA DANO PSICOLÓGICO À CRIANÇA UM CASAL HOMOSSEXUAL ADOTÁ-LA?

Há alguns meses na cidade de São Paulo participei de seminário sobre homossexualidade com renomado psicólogo.
Uma das perguntas endereçadas a ele foi a seguinte: - Qual o dano psicológico para uma criança se for adotada por um casal homossexual?
Sua resposta foi: - Nenhum dano psicológico, portanto o fundamental não é a opção sexual dos pais, mas, sim, as referências de pai e mãe que a criança deve ter em sua educação. E continuou o aluno a perguntar: - Mas esta criança não poderá ser homossexual como seus pais? – Bem, disse ele, lembre-se, meu caro amigo, que todo homossexual é filo de um casal heterossexual.
Pode ser considerada família esta composição: papai, papai e filhinhos? Ou : Mamãe, mamãe e filhinhos?
Pesquisa realizada pela USP, uma das mais renomadas universidades de nosso pais, e coordenada por Ricardo Vieira de Souza, corrobora e que não há danos psicológicos para a criança adotada por canais homossexuais, porquanto, como já dissemos, o relevante é a referência de pai e mãe, ou seja, os papéis desempenhados pelo casal.
Portanto, pode ser considerada uma família a que é formada por casal homossexual que adota crianças, sem qualquer problema.
Você poderá me indagar: - Mas, então, você é a favor do casamento entre pessoas do mesmo sexo, da adoção de crianças por pessoas do mesmo sexo?
Não sou a favor e nem contra. Também não estou em cima do muro. Sou a favor da felicidade, do amor e de crianças bem cuidadas, que recebam carinho e afeto, enfim, uma boa educação.
Sabe o que causa dano psicológico a uma criança? Violência, seja física ou psicológica. O que causa danos são os pais espancando-se, agredindo-se com palavras de baixo calão ou fazendo chantagens emocionais... Amar alguém não causa dano algum, jamais causará dano quando se quer bem a um ser humano.
Jesus, em sua infinita sabedoria afirmou que o importante desta vida é amar, fazendo ao próximo tudo aquilo que queremos nos seja feito.
Ora, como cristãos e espíritas, cabe-nos exercitar o amor, não julgando situações que nos escapam ao alcance. Desconhecemos o histórico espiritual das pessoas envolvidas, dos homossexuais e também dos heterossexuais, logo, é complicadíssimo qualquer julgamento sobre alguém que está simplesmente utilizando o seu direito de amar.
Já nos disse Kardec que a natureza deu ao homem a necessidade de amar e ser amado. Maravilha de mensagem!
Portanto, papai, papai e filhinho e mamãe, mamãe e filhinho só causarão dano à criança se não tiverem amor um pelo outro...
Nunca se perde por amor... Nunca se perde... seja de mesmo sexo ou sexo oposto, quando se tem amor tudo se resolve.

Wellington Balbo


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – janeiro/2014
imagem: pequenasepifaniasegrandedevaneios.blogspot.com

2 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Belo post, amiga Denise sobre este assunto tão polemizado.
A mim parece, realmente, que o amor é que importa, tudo o mais que dissermos poderá se perder no vazio dos discursos.
Um abraço. Tenhas um dia iluminado. Ah, tenhas um lindo fim de semana.

tesco disse...

Tanta celeuma por um coisa tão simples!
Quantas crianças vivem em famílias de não-casais (mães solteiras e/ou abandonadas) numa situação mil vezes mais comprometedora?
E filhos de prostitutas, convivendo com promiscuidade sem conta?
E pais alcoólatras?
Quando querem criticar alguma situação, tapam os olhos para todas as outras situações, e o que lhes falta, realmente, é amor.
Beijos.