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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 19 de maio de 2014

MÁS TENDÊNCIAS

                Muitas vezes justificamos nossas limitações alegando nossas tendências naturais, ou seja, somos vítimas de nós mesmos, afinal, nascemos assim. Porém, na verdade, nossas tendências são o resultado do que fizemos de nós próprios na sequência natural das existências sucessivas.
                Afirmando que nossas  tendências não podem determinar nosso caráter nem justificar nossas inclinações, afinal, se temos a liberdade de pensar, temos a de agir.
                Romper o vício da lamentação é sempre possível, nunca fácil. Mas, todo aquele que quer progredir, sempre pode ou não haveria a lei do progresso que rege todo o adiantamento da vida cooperando para o bem.
                Geralmente costumamos dizer que somos assim, nascemos assim e quem quiser tem que gostar de nós como somos. Existe aí uma verdade distorcida pois somos obras inacabadas e, por causa disso, mudando o tempo todo.
                Em verdade, nascemos para mudar constantemente e não entender essa proposta é andar na contramão da vida onde, inevitavelmente, sofremos.
                Para deixar o hábito da queixa, assim como qualquer outro, é necessário empenho e uma forte decisão. Lembremos que muitas vezes estamos parando com um comportamento que realizamos há várias existências e, por esta razão, entende-se a natural dificuldade de tal proposta.
                Contudo, uma vez vencida a difícil transformação de comportamento, temos este benefício para sempre, pois a liberdade que toma posse daquele que se educa para não mais queixar-se é fascinante.
                O problema é que muitas vezes acabamos a nos afeiçoar com o hábito da queixa até pela falta de assunto. Algumas vezes, faz com que acabemos por falar de nossa vida e daí nos apegamos ao seu lado menos feliz – já é uma questão de cultura.
                Por isso, aquele que quer verdadeiramente deixar este vício deve fazer um acordo consigo mesmo. Esta transformação trata-se de uma proposta íntima. Muitas vezes, acabamos falando de nossas intenções de parar com a queixa para as outras pessoas mas sem compromisso pessoal.
                Já que estamos iniciando nossa terapia, é importante admirar a figura do não queixoso, querer verdadeiramente ser assim, se orgulhar por passar por dificuldades sem questionar, afinal, este é o caminho.
                Diante de qualquer situação em que estejamos, sempre Jesus é o modelo a ser seguido e, desta forma, é fundamental para que tenhamos êxito em nossa terapia antiqueixa nutrirmos sempre a figura de Jesus a nos conduzir.
                A resignação na cruz é o primeiro passo para vencermos em nós a manifestação inferior da lamentação.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago
imagem: paroquiaimaculadaconceicao.com.br

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