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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 21 de maio de 2014

RECURSOS PARA A LIBERAÇÃO DOS SOFRIMENTOS I

       O sofrimento, em si mesmo, é fonte motivadora para as lutas de crescimento emocional e amadurecimento da perso­nalidade, que passa a compreender a existência de maneira menos sonhadora e mais condizente com a sua realidade. Os jogos e ilusões da idade infantil, superados, dão ensejo a uma integração consciente do indivíduo no grupo social no qual se encontra, fomentando o esforço pelo bem dos demais, por saber-se membro valioso e entender, por experiência pesso­al, os gravames que a dor proporciona. Inobstante esta ex­periência lúcida, sabe que o esforço a envidar para liberar-se dos sofrimentos é, por sua vez, conquista da inteligência e do sentimento postos a serviço da sua realização pessoal e co­munitária.
Na maior parte dos métodos, a vontade do paciente pre­valece como fator de alta importância.
Excetuando-se os re­feridos sofrimentos, e mesmo em grande parte deles, a reflexão bem direcionada gera uma psicosfera de paz, renovadora, que o envolve e alimenta, levando à liberação deles.
Relacionemos algumas fases da terapia liberativa:
a)  Considerar todos os indivíduos como dignos de ser amados e tomar por modelo alguém que o ama e se lhe dedica, por isto mesmo, credor de receber todo o afeto.
Este sentimento, sem apego nem interesse gerador de emoções perturbadoras, desarma o indivíduo de suspeitas, de ansiedades e medos, ao mesmo tempo dirimindo as incom­preensões de outrem e desarticulando quaisquer planos infe­lizes.
Uma visão favorável sobre alguém dilui as nuvens den­sas que lhe obscurecem a personalidade, facultando um rela­cionamento positivo. A não-reação à agressividade do outro desmantela-lhe a couraça de prepotência, na qual se oculta. Se a resposta é otimista e sem azedume, conquista-o para um intercâmbio útil, ampliando-lhe o círculo de expressões afe­tivas. Logo, este sentimento contribui para anular os efeitos do sofrimento moral e dissipar algumas, senão todas as suas causas perturbadoras.
O ato de ver bem as demais pessoas, torna-se um hábito terapêutico preventivo, em relação às agressões do meio am­biente, dos companheiros, constituindo um encorajamento para a luta libertadora.
O cultivo, a expansão de idéias e conceitos edificantes apagam o incêndio ateado pelo pessimismo da maledicência, da inveja, da calúnia, tornando respirável a atmosfera social do grupo onde o homem se localiza.

(continua)


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: coracaonapalavra.wordpress.com

Um comentário:

José María Souza Costa disse...

Olá.

Para você, os meus sentimentos de carinho.
Meus desejos de um tempo de harmonia e contentamentos.
Abraços.