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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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quarta-feira, 27 de setembro de 2017

LIVRE-ARBÍTRIO DOS ANIMAIS

            Todos os animais possuem livre-arbítrio, isto é, tem liberdade de escolher, mas sua liberdade é restrita ao seu meio de sobrevivência. As escolhas que fazem estão relacionadas a fatos e consequências imediatas ligadas à vida material. Uma ameba, um ser unicelular, pode escolher absorver uma determinada substância nutritiva ou outra. Um predador pode escolher entre uma e outra presa; uma presa pode escolher escapar do predador usando um ou outro método de fuga; um cão pode escolher entre comer uma ou outra ração que tenha preferência; um cavalo ou um muar escolhe entre empacar ou trabalhar; e assim por diante, mas à medida que exercitam seus potenciais intelectuais podem fazer escolhas cada vez mais complexas, como foi o caso de uma cadelinha africana que, tendo encontrado uma criança recém-nascida, abandonada na estrada, escolheu arrastá-la até onde estavam seus filhotes e a amamentou até ser salva por pessoas que a encontraram. Em outro caso, uma cadelinha de porte pequeno escolheu arriscar a própria vida para salvar a de seu dono, um senhor de 80 anos, que foi atacado por outro cão maior. Ela o defendeu contra um animal maior, indo contra sua natureza instintiva de sobrevivência que diz a ela para se afastar de um animal que a ponha em risco de morte. Dellanne conta o caso de um cão que, notando que alguém se afogava, escapou de sua coleira e saltou dentro do lago para salvar a criança em perigo.
            Para tomarem as decisões que os animais desses exemplos tomaram, não podemos dizer que foram meramente atos instintivos, pois foram ações que contrariam seu instinto de sobrevivência. Foram atos pensados e conscientes.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A TIMIDEZ DOS BONS E A OUSADIA DOS MAUS

                No contexto social em que vivemos, ante os dissabores que a sociedade tem colhido, coo decorrência dos desajustes no âmago dos relacionamentos humanos, sugere o Espírito da Verdade, a Allan Kardec, àqueles que já despertaram para os reais valores da vida, que assumam a preponderância, isto é, que deixem a zona de conforto em que vivem, neutralizando a timidez e aguçando a ousadia.
                Ser ousado, aguerrido, atrevido mesmo, não significa insuflar a violência, mas ter a coragem e o arrojo de defender, com bravura e interesse, aquilo que é nobre, digno e ético.
                Não se pode deixar o mal prosperar nos espaços deixados pela timidez que domina os homens de bem. A criatura humana, além de ser boa ainda é indispensável que seja justa. Calar quando se deve falar, esconder quando se deve apresentar, omitir quando se deve participar, obviamente são práticas que em nada contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e humana.
                Os maus são ousados, pois que não temem ela reputação, pela probidade, nem se preocupam com a indignação ou opinião das pessoas, são maus e pronto. Fazem barulho, assustam, destroem, e, no momento da perversidade, anestesiados pelo desequilíbrio, a consciência de nada os acusam, por isso são atrevidos e atuam nos espaços onde os bons deveriam estar, ostentando a bandeira da decência, da honestidade e da fraternidade.
                Os bons precisam estar presentes em todos os segmentos sociais; na escola do filho, na associação de bairro, no grêmio estudantil, na associação filantrópica e assistencial, na política, na organização trabalhista, na organização patronal, nas decisões que interessam a comunidade em que vive... enfim, tem que participar, pois se não se apresentarem para a ocupação dos espaços que são seus, sem dúvida, virão os maus e, sem cerimonia, ocuparão as cadeiras vazias e farão o estrago que já é do conhecimento geral.
                Então, não basta criticar, reclamar, gritar por um mundo mais decente, ordeiro e próspero, imperioso se torna a participação para que tais conquistas cheguem mais depressa e sem tento sofrimento.
                Para tanto não será preciso ser expoentes da cultura, da força, da intelectualidade, da fortuna, da virtude, do desprendimento, da caridade, mas sim será preciso, e muito, é de boa vontade e uma hercúlea dose de esforços. Isso, obviamente, está ao alcance de todos... basta querer.
                Sem nenhuma violência, quando os maus perceberem que os espaços estão sendo preenchidos pela ousadia e coragem dos bons, baterão em retirada, por falta de opção e oportunidade, dai em diante será erguido, com segurança, o edifício da paz e da serenidade que tanto desejamos.
                Observemos, então, qual o espaço que nos pertence, na ordem do progresso e ocupemos a nossa cadeira... para servir, obviamente.

Waldenir Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov/2015
imagem: google

segunda-feira, 18 de abril de 2016

PARENTESCO E AFINIDADE

(J. Herculano Pires)
Pensamos geralmente que a herança biológica é a determinante dos temperamentos e caracteres. O Espiritismo nos mostra que a natureza humana é espiritual e não material. Assim, o que determina a condição do homem é a sua essência e não a sua forma, o seu Espírito e não o seu instrumento de manifestação corpórea. As famílias são aglomerados de Espíritos afins que estabelecem, nas encarnações sucessivas, a linha da hereditariedade biológica.
Cada espírito que se encarna traz em si mesmo a sua personalidade já formada em encarnações anteriores. As semelhanças de características psíquicas e morais entre pais, filhos e outros descendentes não provém da carne, mas do Espírito. Cada ser humano é o que ele é por si mesmo. Há, portanto, um paralelismo cartesiano entre hereditariedade e afinidade. Admitindo-se isso, que hoje é considerado com atenção em grandes centros de pesquisas cientificas, é fácil compreendermos a necessidade de independência não apenas social, mas também afetiva, para os filhos que se emanciparam e especialmente para os que constituíram a sua própria família.
As afinidades espirituais não implicam dependência e sujeição, porque cada Espírito é o responsável direto pela sua evolução. Os pais são responsáveis pelos filhos no tocante à orientação que lhes fornecem pelos exemplos e pela educação. Mas não podem querer sujeitá-los as suas ideias e formas de vida.
Afinidade não quer dizer identidade. Gostamos de nos reunir com pessoas afins porque nos entendemos melhor com elas, mas nem por isso pensamos e vivemos exatamente da mesma maneira. Se assim fosse, a evolução teria de estagnar. Nossos filhos mais afins, mais ligados a nós, podem tomar caminhos diferentes do nosso. E devemos respeitar-lhes o desejo de novas experiências, sem que isso importe em rompimento conosco. Cada Espírito deve ter a jurisdição de si mesmo.
É por isso que Emmanuel nos lembra o amor sem apego, sem intenções de sujeição, para que não criemos problemas a liberdade de ação e de experiências dos filhos casados. Devemos ampará-los, auxiliá-los e não torturá-los com as nossas exigências egoístas.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quarta-feira, 30 de março de 2016

REAÇÃO LIVRE

(J.Herculano Pires)
Muita gente pergunta em que consiste o livre arbítrio na reencarnação, desde que esta é condicionada pelo carma, pela lei de ação e reação. Há nas correntes filosóficas existenciais o principio da facticidade, segundo o qual já nascemos feitos no mundo, determinados pelo nosso corpo e pelo meio em que surgimos. Mas apesar disso os filósofos da existência consideram a criatura humana como a única dotada de liberdade, o único ser livre da Terra. Porque a partir desse dado inicial o homem é livre para pensar e agir, sem o que não teria responsabilidade.
Muito antes dessa descoberta dos existencialistas O Livro dos Espíritos já estabelecia o livre arbítrio como característica da espécie humana. A questão 843 desse livro mostra que a liberdade humana é progressiva, desenvolvendo-se em fases sucessivas desde o nascimento até a madureza. O condicionamento físico do homem, abrangendo as condições orgânicas, a hereditariedade, o meio e a cultura, não lhe tira a capacidade de discernir e escolher. As predisposições instintivas o inclinam em diversos rumos, mas nem por isso o obrigam a fazer isto ou aquilo. Assim como o motorista, limitado pelas condições do carro que dirige, não perde a sua liberdade, o homem continua, como Espírito, livre para pensar, querer e agir no condicionamento da sua reencarnação.
É por isso que o modo de reagir da criatura é o mais importante diante das vicissitudes da vida.
Essas dificuldades agem sobre o homem como consequências do passado, mas é através da sua maneira de reagir que o homem vai superar o passado e abrir novas perspectivas para a sua vida no presente e no futuro. Se reagir mal continuará enleado no seu carma. Se reagir bem libertar-se-á dele. Nosso comportamento, portanto, diante das questões mais graves que o mundo nos propõe é o que vai decidir o nosso destino. Poderíamos querer mais ampla liberdade do que essa, a de construir por nós mesmos o nosso futuro?


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

LIBERDADE DE ESCOLHA II

    Podes e deves ser feliz. Esta é a tua liberdade de escolha.
                Se te encontras atrelado ao carro das aflições, porfia construindo o bem e te libertarás.
                A dificuldade de agora é o efeito da insensatez do passado.
                A vida renova-se a cada momento.
                Situações funestas alteram-se para melhor, à semelhança de paisagens ensombradas que rapidamente vestem-se de Sol.
                Não dês trégua à desdita, à ociosidade, aos queixumes.
                És o senhor do teu destino, e ele tem para ti, como ponto de encontro, o infinito.
                Quem se desvaloriza e se desmerece e se invalida, fica na retaguarda.
                É necessário que te envolvas com o programam divino. Todo aquele que se não envolve positivamente, nunca se desenvolve.
                Se preferires sofrer, terás liberdade para a experiência até o momento em que te transfiras para a opção do bem-estar.
                Desse modo, não transformes incidentes de pequena monta, coisas e ocorrências corriqueiras, em tragédias.
                Ninguém tem o destino do sofrimento. Ele é resultado da ação negativa, jamais a causa.
                Faze uma avaliação honesta da tua existência, sem consciência de culpa, sem pieguismo desculpista, sem coerção de qualquer natureza, e logo depois desperta para o que deves produzir de bom, de útil, de construtivo, empenhando-te na realização da tua liberdade de ser feliz.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google         

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

LIBERDADE DE ESCOLHA I

                És livre para imprimir na tua existência o padrão de felicidade ou de aflição com o qual desejes conviver. A liberdade é lei da vida, que faz parte do concerto da harmonia universal.
                Os imperativos inamovíveis e deterministas são vida e morte, no que diz respeito aos equipamentos orgânicos, mesmo assim, sob o fatalismo de incessantes transformações.
                Submetido à ordem da ação, que desencadeia reações correspondentes, és o que de ti próprio faças, movimentando-te no rumo que eleges.
                Há pessoas que preferem a queixa e a lamentação, armazenando o pessimismo em que se realizam. Negociam o carinho que pretendem receber com as altas quotas de padecimentos que criam psiquicamente.
                Ao lado de outras, que chantageiam os afetos, mediante a adoção de sofrimentos irreais, estabelecem como metas a conquista de atenções e carícias que lhes são sempre insuficientes, não se dando conta de que, dessa  forma, farão secar a fonte generosa que as oferece.
                Ninguém se sente bem ao lado de criaturas que elegem o infortúnio como falsa solução para os seus conflitos existenciais.
                Essa coação emocional termina por produzir amizades falsas, situações constrangedoras, mais insegurança.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA                                              
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis        
imagem: google

quinta-feira, 7 de março de 2013

UMA QUESTÃO DE CONSCIÊNCIA


                A época em que estamos vivendo pode ser mais bem descrita como a era da transição. Um movimento de vida inconsciente para vida consciente e uma renovação espiritual das pessoas na nossa terra.
                Cada um de nós deve escolher seu próprio caminho, de acordo com seu desenvolvimento individual. Não existe mais muito tempo sobrando para aqueles que se recusam a despertar do condicionamento que os mantém inconscientes da luz e do amor em seus corações.
                Tornar-se consciente significa simplesmente despertar esse poder interno, esse amor, e resolver tudo o que vêem no seu caminho. Tudo aquilo que você resolve se torna sua contribuição à harmonia. Na verdade, sua eficiência como criador é determinada pela imagem que você tem de si mesmo.
                A pergunta aqui é: você é ainda medroso e negativo nas suas expressões ou você é alegre e seguro em seu ser? Não importa o caso, os pensamentos e as crenças na sua mente vão atrair as experiências necessárias a fim de fazer mudanças permanentes na sua forma de ser.
                O significado de iniciação é exatamente esse – fazer a transformação na própria estrutura do seu ser. Tudo que acontece é de alguma forma iniciação, e você pode perceber pela sua reação à experiência qual o nível de sua consciência naquele momento.
                As palavras que usamos para nos expressar são nossas criações. Cada uma de acordo com o nível de seu desenvolvimento. Cada experiência requer equilíbrio, ajustando nossas atitudes para o amor e a compaixão o tempo todo, todos os dias. Atualizando nossa mente consciente com cada aprendizado.
                A chave é estar atento à voz interior do nosso coração.
                O potencial para qualquer um entrar em sintonia com as energias do coração depende do esforço e das mudanças feitas na mente. Enxergar claramente não é um presente dos céus por ter sido uma boa pessoa, isso é simplesmente uma desculpa por não fazer o trabalho interno.
                Todos estão sendo estimulados pelo aumento de luz para se tornar conscientes, assim conseguirão separar o trigo do joio em suas vidas. Quando finalmente a consciência se eleva e a clareza espiritual é alcançada, você saberá que toda vida é inseparavelmente conectada com Deus, com amor e todas as outras almas.
                A abundância maciça de luz causa uma oposição energética às sombras, provocando mudança e equilíbrio cármico.
                Uma faxina está acontecendo nos governos, no comércio, na religião, na educação, nos bancos e na saúde. Em resumo, tudo aquilo que formou nossas crenças está sendo exposto na luz até que a fonte de engano e corrupção seja limpa. Não fique chocado, simplesmente de boas vindas às mudanças que virão em direção a um mundo onde o amor é compreendido por todos.
                Nossas preces e meditações trazem luz e energias de cura para mudar as condições que não conseguimos mais tolerar. Essas são contribuições valiosas que qualquer um de nós pode fazer. É uma questão de consciência.
                Educação espiritual nos aconselha a usar mais efetivamente nossa imaginação, e nos abrir para a crença de que nós podemos, de fato, criar tudo aquilo que desejamos experienciar.

Robert Happé
                           
Extraído da revista Bem Estar 25/09/2011 – encarte do Jornal Diário da Região
São José do Rio Preto


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terça-feira, 4 de outubro de 2011

LIVRE-ARBÍTRIO E PROVIDÊNCIA


A fatalidade aparente, que semeia males pelo caminho da vida, não é mais que a conseqüência do nosso passado, que um efeito voltado sobre a sua causa; é o complemento do programa que aceitamos antes de renascer, atendendo assim aos conselhos dos nossos guias espirituais, para nosso maior bem e elevação.
                Nas camadas inferiores da criação a alma ainda não se conhece. Só o instinto, espécie de fatalidade, a conduz, e só nos seus tipos mais evoluídos é que aparecem, como o despontar da aurora, os primeiros rudimentos das faculdades do homem. Entrando na humanidade, a alma desperta para a liberdade moral. Seu discernimento e sua consciência desenvolvem-se cada vez mais à proporção que percorre essa nova e imensa jornada. Colocada entre o bem e o mal, compara e escolhe livremente. Esclarecida por suas decepções e seus sofrimentos, é no seio das provas que obtém a experiência e firma a sua estrutura moral.
                Dotada de consciência e de liberdade, a alma humana não pode recair na vida inferior, animal. Suas encarnações sucedem-se na escala dos mundos até que ela tenha adquirido os três bens imorredouros, alvo de seus longos trabalhos: a sabedoria, a ciência e o amor, cuja posse liberta-a, para sempre, dos renascimentos e da morte, franqueando-lhe o acesso à vida celeste.
                Pelo uso do seu livre-arbítrio, a alma fixa o próprio destino, prepara as suas alegrias ou dores. Jamais, porém, no curso de sua marcha – na provação amargurada ou no seio da luta ardente das paixões -, lhe será negado o socorro divino. Nunca deve esmorecer, pois, por mais indigna que se julgue; desde que em si desperta a vontade de voltar ao bom caminho, à estrada sagrada, a Providência dar-lhe-á auxílio e proteção.
                A alma é criada para a felicidade, mas, para poder apreciar essa felicidade, para conhecer-lhe o justo valor, deve conquistá-la por si própria e, para isso, precisa desenvolver as potências encerradas em seu íntimo. Sua liberdade de ação e sua responsabilidade aumentam com a própria elevação, porque, quanto mais se esclarece, mais pode e deve conformar o exercício de suas forças pessoais com as leis que regem o universo.
                A liberdade do ser se exerce, portanto, dentro de um círculo limitado: de um lado, pelas exigências da lei natural, que não pode sofrer alteração alguma e mesmo nenhum desarranjo na ordem do mundo; de outro, por seu próprio passado, cujas conseqüências lhe refluem através dos tempos, até à completa reparação. Em caso algum o exercício da liberdade humana pode obstar à execução dos planos divinos; do contrário, a ordem das coisas seria a cada instante perturbada. Acima de nossas percepções limitadas e variáveis, a ordem imutável do universo prossegue e mantém-se. Quase sempre julgamos um mal aquilo que para nós é o verdadeiro bem. Se a ordem natural das coisas tivesse de amoldar-se aos nossos desejos, que horríveis alterações dão não resultariam?
                O primeiro uso que o homem fizesse da liberdade absoluta seria para afastar de si as causas de sofrimento e para se assegurar, desde logo, uma vida de felicidade. Ora, se há males que a inteligência humana tem o dever de conjurar, de destruir – por exemplo, os que são provenientes da condição terrestre -,  outros há, inerentes à nossa natureza moral, que somente dor e compreensão podem vencer; tais são os vícios. Nestes casos, torna-se a dor uma escola, ou, antes, um remédio indispensável: as provas sofridas não são mais do que distribuição equitativa da justiça infalível. Portanto, é a ignorância dos fins a que Deus visa que nos faz recriminar a ordem do mundo e suas leis. Criticamo-las porque desconhecemos o modo porque se cumprem.
                O destino é resultante, através de vidas sucessivas, de nossas próprias ações e livres resoluções.
                O homem não parece ter guardado memória das resoluções tomadas antes de renascer; mas, chegando a ocasião, colocar-se-á ele à frente dos acontecimentos premeditados, a fim de executar a parte que lhe compete e que se torna necessária ao seu progresso e à observância da inevitável lei.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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sábado, 31 de julho de 2010

Felicidade e Progresso

Criados para a felicidade, temos constante e progressivamente nos afastado deste caminho, devido ao mal uso de nosso livre-arbítrio.


Livre-arbítrio é a possibilidade dada, pelo nosso Criador, da escolha dos caminhos a percorrer, onde podemos optar por desenvolver vícios ou virtudes.

Facilmente concluímos que desenvolvendo virtudes, nos aproximamos da felicidade e ao optarmos pelos vícios, nos afastamos dela. Acompanhando nossas escolhas, vem a nossa responsabilidade, que é proporcional ao conhecimento que tivermos das conseqüências causadas pelas mesmas. Portanto, respondemos por todo o mal que causarmos, seja ao nosso próximo, a sociedade, aos animais, as plantas ou ao planeta, proporcional à gravidade dos problemas causados.

Fomos criados por Deus simples e ignorantes (no sentido da ausência de conhecimento) para que tivéssemos o mérito das nossas conquistas e do progresso por nós alcançado. Para auxiliar-nos, Deus gravou em nosso coração suas leis, que são imutáveis e perfeitas. Enviou ao nosso planeta diversos profetas, com a missão de orientar a população deste orbe. E posteriormente solicitou a intervenção pessoal de Jesus, espírito puro que veio até a Terra exemplificar os ensinamentos de Deus, provando-nos ser possível aplicá-los em nossas vidas. Atualmente contamos com os conselhos dos espíritos superiores, através da mediunidade, seja a psicofonia ou a psicografia.

Aquele que estuda e aplica o Evangelho de Jesus, que procura viver de maneira cristã, decidido a adentrar pela “Porta Estreita”, conquista virtudes e se afasta do sofrimento. Os que procedem de forma egoísta, sem levar em consideração as Leis Divinas, desenvolvem os vícios, afastando-se da felicidade e aproximando-se do sofrimento.

O sofrimento não foi criado por Deus, é fruto da forma errônea que a humanidade tem vivido, pois “a cada um segundo suas obras”. É só abrirmos as páginas dos jornais para nos depararmos com todos os tipos de atrocidades, atitudes que muitas vezes duvidamos serem tomadas por um ser humano.

E como ainda estamos na infância espiritual, necessitamos sofrer os males que causamos aos outros, para que possamos entender que nossa atitude foi danosa. Muitos seres humanos ainda se acham acima de tudo e de todos, até mesmo de Deus, acreditando que apenas ele deva ser beneficiado. Então, deverá colher o fruto amargo de suas más atitudes, podendo ser nesta vida ou em outra posterior. Dependerá de seu amadurecimento para compreender os ensinamentos colhidos de sua vivência.

Assim, ser feliz depende de nossa boa vontade, de nossas atitudes, de nosso empenho. A felicidade é uma conquista individual, onde necessitamos conhecer os ensinamentos de Jesus e aplicá-los em nossa vida.

(Denise)