- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

A TIMIDEZ DOS BONS E A OUSADIA DOS MAUS

                No contexto social em que vivemos, ante os dissabores que a sociedade tem colhido, coo decorrência dos desajustes no âmago dos relacionamentos humanos, sugere o Espírito da Verdade, a Allan Kardec, àqueles que já despertaram para os reais valores da vida, que assumam a preponderância, isto é, que deixem a zona de conforto em que vivem, neutralizando a timidez e aguçando a ousadia.
                Ser ousado, aguerrido, atrevido mesmo, não significa insuflar a violência, mas ter a coragem e o arrojo de defender, com bravura e interesse, aquilo que é nobre, digno e ético.
                Não se pode deixar o mal prosperar nos espaços deixados pela timidez que domina os homens de bem. A criatura humana, além de ser boa ainda é indispensável que seja justa. Calar quando se deve falar, esconder quando se deve apresentar, omitir quando se deve participar, obviamente são práticas que em nada contribuem para a construção de uma sociedade mais justa, fraterna e humana.
                Os maus são ousados, pois que não temem ela reputação, pela probidade, nem se preocupam com a indignação ou opinião das pessoas, são maus e pronto. Fazem barulho, assustam, destroem, e, no momento da perversidade, anestesiados pelo desequilíbrio, a consciência de nada os acusam, por isso são atrevidos e atuam nos espaços onde os bons deveriam estar, ostentando a bandeira da decência, da honestidade e da fraternidade.
                Os bons precisam estar presentes em todos os segmentos sociais; na escola do filho, na associação de bairro, no grêmio estudantil, na associação filantrópica e assistencial, na política, na organização trabalhista, na organização patronal, nas decisões que interessam a comunidade em que vive... enfim, tem que participar, pois se não se apresentarem para a ocupação dos espaços que são seus, sem dúvida, virão os maus e, sem cerimonia, ocuparão as cadeiras vazias e farão o estrago que já é do conhecimento geral.
                Então, não basta criticar, reclamar, gritar por um mundo mais decente, ordeiro e próspero, imperioso se torna a participação para que tais conquistas cheguem mais depressa e sem tento sofrimento.
                Para tanto não será preciso ser expoentes da cultura, da força, da intelectualidade, da fortuna, da virtude, do desprendimento, da caridade, mas sim será preciso, e muito, é de boa vontade e uma hercúlea dose de esforços. Isso, obviamente, está ao alcance de todos... basta querer.
                Sem nenhuma violência, quando os maus perceberem que os espaços estão sendo preenchidos pela ousadia e coragem dos bons, baterão em retirada, por falta de opção e oportunidade, dai em diante será erguido, com segurança, o edifício da paz e da serenidade que tanto desejamos.
                Observemos, então, qual o espaço que nos pertence, na ordem do progresso e ocupemos a nossa cadeira... para servir, obviamente.

Waldenir Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov/2015
imagem: google

Um comentário:

Dilmar Gomes disse...

Pois é, cara amiga, a omissão dos justos e bons amplia o campo de ação dos maus. Um abraço daqui do sul do Brasil. Boas entradas e muita Paz.