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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 21 de agosto de 2017

RENOVAÇÃO ÍNTIMA II

                Sem a decisão firme da renovação íntima, o homem faz-se joguete de forças em choque, contra as quais se vê obrigado a lutar.
                É uma batalha árdua e demorada, porque objetiva anular o efeito dos hábitos infelizes, milenarmente fixados na tessitura do próprio ser.
                Essa disposição se deve apoiar na humildade, que é a célula-máter para cometimentos de tal porte.
                A humildade desencoraja qualquer força de violência e de crime.
                Consegue anestesiar os efeitos do mal e provar a excelência do bem.
                O seu exercício produz resultados opimos, favorecendo a sementeira dos objetivos elevados, bem como a fecundação deles nas terras do sentimento.
                Talvez não seja notório para a observação descuidada de terceiros, o programa da renovação íntima.
                Aquele, porém, que se dedica ao compromisso liberativo, descobre a felicidade e a paz que lhe passam a lenir a vida, emulando-o ao prosseguimento do esforço, mediante o qual se eleva.
                Quantos, porém, se preocupam na demonstração exterior dos vínculos com Jesus, prosseguem, não obstante, irritados, insatisfeitos e queixosos, em razão da ausência do Espírito do Cristo, que deveria neles, refletir em forma de amor e harmonia íntima.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sábado, 19 de agosto de 2017

RENOVAÇÃO ÍNTIMA I

                A identificação do homem com a mensagem evangélica, não raro se revela mediante o desapego aos objetos e valores materiais.
                Constitui um sinal de compreensão dos deveres humanos em relação ao próximo a generosidade fraternal, em forma de dádivas. No entanto, muitos daqueles que distendem os seus recursos amoedados, mesmo que forrados de propósitos salutares, impõe condições, formulam exigências, conseguindo, assim, minimizar o significado dos auxílios, quando não humilhando os beneficiários.
                O conhecimento cristão, quando penetra o âmago da criatura, torna-se uma claridade que vence as resistências das sombras egoístas que teimam por perdurar.
                Como consequência, impõe a necessidade da renovação interior, vencendo as paixões que ferreteiam o caráter e atormentam os sentimentos.
                Superar as más inclinações e submeter as tendências dissolventes, eis o campo de trabalho silencioso e difícil que não pode ser marginalizado.
                Para que se logrem os resultados positivos, o empreendimento exige disciplina e resolução firme, cujas resistências se haurem no estudo da doutrina do Mestre, na prece e na meditação, com a atitude constante da caridade que faz desabrochem os tesouros que jazem no espírito.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

TOMADAS DE FORÇA

Partindo da certeza de que toda atitude é
Suscetível de ser imitada, compreendamos
Que o contágio da violência, em muitos casos,
Pode ser evitado se não lhe oferecermos
Determinados pontos de ligação.
Os pontos a que nos referimos são de
caracteres diversos, tais sejam:
      ·         Gritos inúteis
      ·         Brincadeiras de mau gosto
      ·         Reclamações agressivas
      ·         Ideias de ódio
·         Intolerância em casa
·         Descortesias na rua
·          Comentários infelizes
·         Respostas deprimentes
·         Perguntas sem necessidade
·         Críticas
·         Gestos de vingança
·         Palavrões
·         Ironias
·         Azedume
·         Cólera
·         Impaciência
Observemos que a energia elétrica,
Quase sempre, se aplica através de tomadas
E convençam-se de que a força mental,
Funciona, também, assim.


Emmanuel

imagem: google 

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

O SANTO, O ANJO E O PECADOR


O pecador escutava a orientação de um santo, que vivia, genuflexo, à porta de templo antigo, quando, junto aos dois, um anjo surgiu na forma de homem, travando-se breve conversação entre eles.
O ANJO – Amigos, Deus seja louvado!
O SANTO – Louvado seja Deus!
O PECADOR – Louvado seja!
O ANJO (Dirigindo-se ao santo) – Vejo que permaneceis em oração e animo-me a solicitar-vos apoio fraternal.
O SANTO – Espero o Altíssimo em adoração, dia e noite.
O ANJO – Em nome dele, rogo o socorro de alguém para uma criança que agoniza num lupanar.
O SANTO – Não posso abeirar-me de lugares impuros...
O PECADOR – Sou um pobre penitente e posso ajudar-vos, senhor.
O ANJO – Igualmente, agora, desencarnou infortunado homicida, entre as paredes do cárcere... Quem me emprestará mãos amigas para dar-lhe sepulcro?
O SANTO – Tenho horror aos criminosos...
O PECADOR – Senhor, disponde de mim.
O ANJO – Infeliz mulher embriagou-se num bar próximo. Precisamos removê-la, antes que a morte prematura lhe arrebate o tesouro da existência.
O SANTO – Altos princípios não me permitem respirar no clima das prostitutas...
O PECADOR – Dai vossas ordens, senhor!
O ANJO – Não longe daqui, triste menina, abandonada pelo companheiro a quem se confiou, pretende afogar-se... É imperioso lhe estenda alguém braços fortes para que se recupere, salvando-se-lhe também o pequenino em vias de nascer.
O SANTO – Não me compete buscar os delinquuentes senão para corrigi-los.
O PECADOR – Determinai, senhor, como devo fazer.
O ANJO – Um irmão nosso, viciado no furto, planeja assaltar, na presente semana, o lar de viúva indefesa... Necessitamos do concurso de quem o dissuada de semelhante propósito, aconselhando-o com amor.
O SANTO – Como descer ao nível de um ladrão?
O PECADOR – Ensinai-me como devo falar com ele.
Sem vacilar, o anjo tomou o braço do pecador prestativo e ambos se afastaram, deixando o santo em meditação, chumbado ao solo.
Enovelaram-se anos e anos na roca do tempo, que tudo alterara. O átrio mostrava-se diferente. O santuário perdera o aspecto primitivo e a morte despojara o santo de seu corpo macerado por cilício e jejum, mas o crente imaculado aí se mantinha em Espírito, na postura de reverência.
Certo dia, sensibilizando mais intensamente as antenas da prece, viu que alguém descia da Altura, a estender-lhe o coração em brando sorriso.
O santo reconheceu-o. Era o pecador, nimbado de luz.
– Que fizeste para adquirir tanta glória? – perguntou-lhe, assombrado.
O ressurgido, afagando-lhe a cabeça, afirmou simplesmente:
– Caminhei.

Fonte: Contos Desta e Doutra Vida - Francisco Cândido Xavier/Irmão X 
imagem: google


quarta-feira, 16 de agosto de 2017

INDIVIDUALIDADE DA ALMA ANIMAL

A alma-grupo
            Muito se tem falado que os animais são seres que não possuem alma ou que, se possuem, faz parte de um todo coletivo, negando suas individualidades como seres espirituais.
            Aceitar que os animais são seres que não possuam alma ou que possuem uma alma sem individualidade é o mesmo que negar os preceitos espíritas e a justiça de Deus, pois:
            “Os animais conservam depois da morte a sua individualidade”. (Allan Kardec)
           Essa tese de alma-grupo teria se iniciado na antiguidade e depois foi absorvida pelos hindus. Em seguida foi introduzida em uma filosofia chamada teosofia, que surgiu em época próxima à Codificação Espírita.
            Em relação a alma-grupo, segundo o hinduísmo e a teosofia temos:
            “Um animal durante sua vida no plano físico e durante algum tempo depois no plano astral tem uma alma tão individual e separada como a do homem. Mas quando o animal termina sua vida astral, não se reencarna em outro corpo, e sim retorna a uma espécie de reservatório de matéria anímica que chamamos de alma-grupo”. (C. W. Leadbeater – escritor teosofista – Os mestres e a senda)
            Esse conceito de alma-grupo, que muitos espíritas conhecem como o que foi exposto por Leadbeater, não condiz com a Doutrina Espírita, pois o espiritismo assinala que os espíritos estagiários no reino animal são espíritos em evolução.
            “Todos nós já nos debatemos no seu círculo evolutivo (dos animais)”. (Emmanuel)
            “Por ter passado pela fieira da animalidade, com isso o homem não seria menos homem e nem mais animal”. (Allan Kardec)
            “O princípio inteligente se individualiza e se elabora passando pelos diversos graus da animalidade”; (Espírito de Verdade)
            ... que mantém sua individualidade na dimensão espiritual...
            “Os animais conservam depois da morte a sua individualidade”. (Allan Kardec)
            ... e que finalmente reencarnam.
            “Somos espíritos que animaram animais de antes”. (Emmanuel)
            Não se tornam como se fosse uma gora de água no oceano e reencarnam seguidas vezes a fim de atingir o objetivo da evolução.
            Livro dos espíritos, questão 598:
            “A alma dos animais conserva após a morte sua individualidade e a consciência de si mesma?”
            - “Sua individualidade, sim.”
            “Se ela (a alma) não conservasse a individualidade, quer dizer, se ela fosse se perder no reservatório comum chamado grande todo, como as gotas de água no oceano, isso... seria como se não tivesse alma”. (Obras Póstumas)


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

ATEÍSMO

Pergunta – Diga-nos algo àqueles que se dizem conscientemente ateus?
Resposta – Emmanuel comumente nos diz que o ateísmo é uma condição transitória para o espírito, considerando-se que todos nós somos criaturas imortais. O ateísmo assim pode ser considerado por faixa de sombra, em nossa estrada evolutiva. Uma espécie de túnel que atravessamos na direção da claridade.


Fonte: Encontros no Tempo – Chico Xavier/Diversos

sábado, 12 de agosto de 2017

DONATIVOS MENOSPREZADOS

Espírito: MILITÃO PACHECO.
Cumprir os próprios deveres sem esperar que os amigos teçam láureas de gratidão.
Calar toda queixa.
Abster-se do gracejo nas conversas de fundo edificante para não desencorajar a responsabilidade nascente.
Grafar páginas consoladoras e construtivas sem a pretensão de sermos compreendidos ou elogiados.
Prestar favores oportunos ao próximo sem a ideia de que o próximo venha, por isso, a dever-nos qualquer coisa, ainda mesmo o agradecimento mais simples.
Reconhecer que as faltas dos outros podiam ser nossas, a fim de que saibamos desculpa-los sem condições.
Não supor que o ouvinte ou os ouvintes seja obrigado a pensar pela nossa cabeça.
Executar os erros de quem se exprime numa assembléia, sem sorrisos de mofa, para que o iniciante no cultivo do verbo superior não se sinta frustrado em seus intentos de bem fazer.
Não atribuir a outrem essa ou aquela falha havida em serviço.
Auxiliar aos irmãos menos felizes sem exprobrar-lhes a conduta passada.
Não acusar e nem criticar pessoas sob o pretexto de estarem ausentes.
Silenciar diante dos grandes ou pequenos escândalos, sem considerações deprimentes, orando em favor daqueles que os provocaram.
Não reclamar homenagens afetivas nessa ou naquela circunstância.
Ouvir com respeito à palavra ou a dissertação supostamente fastidiosa, sem ofender a quem fala.
Evitar a maledicência em derredor de gestos, atitudes e frases sob nossa observação.
Substituir espontaneamente e sem qualquer apontamento desfavorável, nas boas obras, o seareiro em falta nas atividades previstas.
Executar com sinceridade as obrigações que a vida nos preceitua sem a preocupação de invadir as tarefas alheias.
Não opor contraditas às opiniões do interlocutor e sim ajuda-lo, sem presunção, a entender a verdade em torno disso ou daquilo, no momento adequado.
Amar sem pedir que os entes amados se convertam em bibelôs dos nossos caprichos.
Não exigir das criaturas humanas a perfeição moral que todos estamos muito longe de possuir.
Deixar os companheiros tão livres para encontrarem a própria felicidade quanto aspiramos a ser livres por nossa vez.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google