- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 18 de fevereiro de 2017

A PARTE EM SERVIÇO

                O trabalho que a vida te confia é o buril que te aprimora, mas pode ser igualmente comparado a uma viagem no rumo da perfeição que demandas.
                Segue e serve sempre.
                Por mais difícil o caminho, age e adianta-te.
                Um passo à frente...
                Às vezes, em ´varias semanas, é só um passo, mas continua...
                Os tropeços, em muitas ocasiões, não são externos.
                Estão por dentro de nós.
                É a dor pela incompreensão de pessoas queridas, o ressentimento perante golpes inesperados. A inquietação com o passado. As lembranças amargas com passaporte para o desânimo.
                Entretanto, não te detenhas.
                Segue adiante com os deveres a cumprir.
                Recorda a árvore em renovação, alijando as folhas mortas.
                Lança fora de ti a tristeza e a ansiedade.
                Desenganos desaparecem.
Mágoa é peso inútil.
Segue e não temas.
Se chegaste a uma encruzilhada envolvida em névoa espessa, com dificuldade para discernir o caminho a segui, ora e confia.
Deus tem recurso para guiar-te em rumo certo.
Não esmoreças.
A vida reserva prodígios para quem segue adiante, trabalhando e servindo.
Unge-te de coragem e fé em Deus e em ti mesmo, porque ninguém pode caminhar com os teus pés.
Não temas.

Ninguém é capaz de interromper o progresso, tanto quanto ninguém consegue impedir que as trevas da noite se transformem nas luzes do alvorecer. 

imagem: google 

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

SOFRIMENTO ANIMAL

Pergunta - Quando vejo um animal na rua abandonado penso: “Que São Francisco de Assis tenha piedade de você”. Será que isso ajuda?
Resposta - Deus e espíritos elevados como na figura de São Francisco tem piedade de todos os seres independentemente de nós pedirmos que façam isso. Desejar que os espíritos prestem auxílio aos animais necessitados ajuda, mas o maior auxílio, já que o sofrimento é físico, vem de nós que poderíamos prestar um socorro a esses que nos surgem à frente. Se encontrarmos animais e pessoas sofrendo pelo caminho, não é por acaso, pois o acaso não existe, é porque há uma necessidade de que ajamos em favor deles. Não podemos pedir que os espíritos façam a nossa parte, porque cabe a eles cuidar da questão espiritual e a nossa parte é prover-lhes as necessidades físicas, alimentando ou medicando da melhor maneira possível. Se não há condições para isso, ao menos lhes dê o seu carinho.
            Alguém pode dizer que não poderia sozinho melhorar o mundo e que sua ajuda insignificante em nada ajudará. É um engano pensar assim. Lembre-se daquela história de um senhor que andava pela praia atirando de volta ao mar algumas estrelas do mar, pois o sol á nascia e aquecia a areia. Uma pessoa que passava e o viu disse: “Não percebe que são milhares delas pela praia? Não fará diferença devolver somente algumas ao mar”. O senhor respondeu sem parar de atirar os animais de volta ao mar: “Para esse faz diferença, e para este também, e para este outro também, e para este outro também...”. Em seguida estavam os dois atirando os pequenos seres de volta ao mar.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

O PERDÃO COMO SENTIMENTO DE COMPAIXÃO I

                Nós somos homo sapiens-sapiens, ou seja, homens que sabem que sabe, isto é, somos dotados de consciência que significa um desenvolvimento mental o qual nos permite estar no mundo com algum saber da nossa realidade. Isso nos permite ter consciência de nós mesmos, bem como do outro.
                Ter consciência de si mesmo é quando nos concentramos em nossos sentimentos e pensamentos para administrarmos os nossos atos. Ao falarmos, expomos nossos pensamentos e sentimentos e, por conseqüência, criamos e inovamos. Por isso, gostamos muito de ser ouvidos.
                Alteridade vem do latim alter, que quer dizer o outro, ou seja, alteridade em latim significa eu para o outro. Traduzindo: concentrar-se na consciência do outro. Alteridade é compadecer-se da dor do outro, não é ter pena, é emocionar-se com o outro.
                Para que a alteridade aconteça, é necessário escutar o outro para absorver o conteúdo que o outro traz e, desta forma, reformular, rever, renovar a nossa forma de pensar. Imagine alguém que queira suicidar porque está atolado em dívidas ir visitar um morador de rua, em uma cidade grande, tentando dormir sem cobertor numa noite fria de inverno. Será que o visitante continuará a tentar o suicídio?
                Nós precisamos do outro para construir nossa consciência plena. Se conhecemos o outro mais do que a nós mesmos ocorre uma perda de identidade, um alheamento.
                Porém, se prestamos atenção em nós, esquecendo-nos seres narcisistas e com potenciais de suicídio. Por isso, tiremos um pouco os olhos do nosso umbigo e pensemos um pouco no próximo que necessita do que nós já conquistamos, quase sempre, com poucos esforços.
                Olhemos para nós mesmos nos avaliando verdadeiramente, percebendo o que conquistamos no que tange às nossas imperfeições e ao controle dos nossos instintos e o que ainda precisamos conquistar no domínio dos nossos impulsos.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

FÉ E CARIDADE

Espírito: ANDRÉ LUIZ.
Dizem que toda pessoa de fé viva sofre, incessantemente, nas obras da caridade, em nome do Cristo, no entanto, vale explicar porque isso acontece.
Espíritos pessimistas aceitam a derrota de quaisquer iniciativas, antes de começa-las.
Egoístas moram nas próprias conveniências.
Tíbios desrespeitam as horas.
Frívolos vivem agarrados à casca das situações e das cousas.
Oportunistas querem vantagens e lucros imediatos.
Vaidosos desconhecem, propositadamente, a necessidade dos outros.
Impulsivos criam problemas.
Toda pessoa, porém, que confia no Cristo é, consequentemente, alguém que procura servir, assimilando-lhe exemplos e lições, e, por isso mesmo, é indicada por Ele ao trabalho do bem, de vez que chamar preguiçosos e indiferentes não adianta.


Fonte: Ideal Espírita – Chico Xavier/Espíritos Diversos
imagem: google

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

CARIDADE DO DEVER

ANDRÉ LUIZ
De quando a quando, troquemos os grandes conceitos da caridade pelos atos miúdos que lhe confirmem a existência.
Não apenas os fatos de elevado alcance e os gestos heroicos dignos da imprensa.
Beneficência no cotidiano.
Não empurrar os outros na condução coletiva.
Evitar os serviços de última hora, nas instituições de qualquer espécie, aliviando companheiros que precisam do ônibus em horário certo para o retorno à família.
Reprimir o impulso de irritação e falar normalmente com as pessoas que nada têm a ver com os nossos problemas.
Aturar sem tiques de impaciência a conversação do amigo que ainda não aprendeu a sintetizar.
Ouvir, qual se fosse pela primeira vez, um caso recontado pelo vizinho em lapso de memória.
Poupar o trabalho de auxiliares e cooperadores, organizando anotações prévias de encomendas e tarefas por fazer, para que não se convertam em andarilhos por nossa conta.
Desistir de reclamações, descabidas diante de colaboradores que não têm culpa das questões que nos induzem à pressa, nas organizações de cujo apoio necessitamos.
Pagar sem delonga o motorista ou a lavadeira, o armazém ou a farmácia que nos resolvem as necessidades, sem a menor obrigação de nos prestarem auxílio.
Respeitar o direito do próximo sem exigir de ninguém virtudes que não possuímos ou benefícios que não fazemos.
Todos pregamos reformas salvadoras.
Guardemos bastante prudência para não nos fixarmos inutilmente nos dísticos de fachada.
Edificação social, no fundo, é caridade e caridade vem de dentro.
Façamos uns aos outros a caridade de cumprir o próprio dever.


Da Obra “UApostilas da VidaU” -Espírito: André Luiz - Médium: Francisco Cândido Xavier.
imagem: google

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

CARIDADE FAZ EVOLUIR O HOMEM II

                É no recôndito de nossa casa que convivemos com espíritos afins, mas também om antigos antagonistas de outras vidas, com o propósito do reajuste mútuo e do sufocamento do egoísmo. Se no ambiente de trabalho desenvolvemos nossas habilidades, é na nossa casa que desenvolvemos as potencialidades do coração. Sejamos pais, filhos, cônjuges, nosso dever é realizar tudo o que estiver ao nosso alcance para harmonizar o lar e atrair os bons e sábios espíritos. O Evangelho Segundo o Espiritismo, nos pede que não sejamos só bons ou só caridosos, mas que sejamos bons e caridosos. A beneficência atrai o amor necessário para que possamos enfrentar qualquer problema de forma equilibrada. Com mais paz e compreensão no lar, podemos, então, alçar voos mais altos, ultrapassando as fronteiras de nossa casa, passando a atuar na sociedade. Por intermédio do E.S.E., os espíritos nos acenam para o fato de que a piedade é a irmã da caridade. Então, é lógico inferir que devemos ser solidários e caridosos para com o próximo. E, ao invés de ver as desgraças e as infelicidades da vida como castigos de Deus, passemos a encará-las como oportunidades de praticar o bem, a benevolência e a caridade. Irmã Dulce, Madre Tereza de Calcutá, Bezerra de Menezes, Chico Xavier, por certo deem ter se condoído com as dores dos seus semelhantes, só que foram além da comiseração e partiram para a ação. A bondade de Deus permitiu que estes missionários viessem reencarnar entre nós para ajudar nosso mundo e, principalmente, para nos darem o exemplo do trabalho em favor do ser humano. Ao contrário de nossos heróis de infância, eles não possuíam poderes extraordinários como visão de raio X, a capacidade de poder voar ou a super força, mas se tornaram poderosos instrumentos de bondade e compaixão pelo semelhante, algo que todos nós podemos ser, pois que não exige privilégios de qualquer natureza. Apenas boa vontade. Esses espíritos de luz vieram acender uma pequena centelha que existe em nós. Se a alimentarmos, colocando mãos à obra na caridade desinteressada, haveremos de nos tornar melhores e ajudar a tornar o mundo melhor. Emmanuel afirma: “A caridade é o processo de somar alegrias, diminuir males, multiplicar esperanças e dividir a felicidade”. Para ajudar os outros, não é preciso ganhar na loteria ou se aposentar, como bem nos lembra Leon Denis, no já citado texto sobre caridade, “há males sobre os quais uma amizade sincera, uma ardente simpatia ou uma afeição operam melhor que todas as riquezas”. Portanto não há no mundo quem não possa ofertar um pouco de si a quem quer que seja.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov/2015
imagem: google

sábado, 11 de fevereiro de 2017

CARIDADE FAZ EVOLUIR O HOMEM I

                Uma das revelações mais fantásticas que o estudo da doutrina espírita nos permite é a de compreender que Deus criou o homem simples e ignorante, porém perfectível. Não importa quantas encarnações, mas o fato é de que todos chegaremos à perfeição. Até mesmo estes irmãos sanguinários que a mídia nos serve todos os dias nas telas das TVs, nas páginas dos jornais e, principalmente, na internet. E tudo isso seria de fácil aceitação por parte de todas as outras doutrinas e vertentes religiosas, simplesmente com o uso da razão. Oras, basta observar que temos provas científicas sobre a evolução humana, os museus estão repletos de documentos, fósseis e tudo o mais que provam que o homem vem evoluindo paulatinamente ao logo dos milênios. Um dia, aquele ser percebeu que diante dos dinossauros, era melhor viver em grupos, pois somente trabalhando em equipe poderia caçar o seu sustento e se proteger das grandes feras. Daí sugiram as pequenas tribos que se multiplicaram ao longo da existência humana, virando as cidades que conhecemos. Desenvolvendo sua inteligência, descobriu o fogo, os metais, a roda, entendeu que, ao invés de ir para lá e para cá, poderia plantar e colher, até que deduziu que poderia construir sua casa e deixar as cavernas. Este foi o início da família.
                Com um olhar um pouco mais apurado, havermos de observar que ao longo dessa evolução, a espiritualidade esteve presente, representada por espíritos de escol, cuja missão era alavancar o progresso do homem e do planeta. Assim, o Evangelho Segundo o Espiritismo, de Allan Kardec, nos mostra como as ideias de Sócrates e Platão eram adiantadas demais para a época; a personalidade autoritária, porém necessária, de Moisés para disciplinar o povo; a doçura de Jesus, com sua doutrina de amor; até chegar ao Espiritismo Consolador. A partir de então, como Allan Kardec sabiamente definiu, o homem começou a vislumbrar a grande verdade da vida: a de que “Fora da caridade não há salvação”. É fato de que precisamos fazer o bem, praticar a caridade, para que nos transformemos em artífices da paz, sendo auxiliares na construção do Reino de Deus na Terra. Não é à toa que um dos luminares do espiritismo, Leon Denis, dedicou um capítulo inteiro à caridade em um de seus livros, “Depois da Morte”, vaticinando que a perfeição do homem resume-se nestas duas palavras: caridade e verdade. E para nos tornarmos verdadeiramente caridosos, não existe outro ponto de partida que não seja o nosso próprio lar. É no cadinho do nosso lar que se apura a evolução. É na família que exercitamos a bondade, a tolerância, a compreensão, a educação, a gentileza e todos as virtudes que, por certo, nos serão necessárias na vida profissional.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – nov./2015
imagem: google