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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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terça-feira, 1 de novembro de 2016

SOBRE FINADOS

O problema das comemorações do Dia de Finados, bem como dos funerais e de homenagens prestadas aos mortos, mereceu um tópico especial do capitulo VI de O Livro dos Espíritos. A posição doutrinária, ao contrário do que geralmente se pensa, e favorável a essas homenagens, desde que sinceras e não apenas convencionais. Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito, mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declararam que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos.

Oração pelos quase mortos
(Emmanuel)
Senhor Jesus!…
Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados – nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração reconhecido, suplicamos-te apoio em auxilio de todos eles, principalmente considerando aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!…
Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de desespero;
pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual;
pelos que se entregaram a ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma;
pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para o serviço da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença;
pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta, e se destacam quase mortos de angústia vazia;
pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil;
pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e repousam quase mortos de inércia;
e pelos que se feriram ferindo aos outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio!
Senhor!…
Para todos os nossos irmãos que atravessam a experiência humana quase mortos de sofrimentos e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos auxilio e benção!…
Ajuda-os a se libertarem do visco de sombra em que se enredaram e traze-os de novo a luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sábado, 15 de junho de 2013

ESTADOS VIBRATÓRIOS DA ALMA. A MEMÓRIA


A vida é uma vibração imensa que enche o universo e cujo foco está em Deus. Cada alma, centelha destacada do foco divino, torna-se, por sua vez, um foco de vibrações que irão variar, aumentar de amplitude e de intensidade de acordo com o grau de elevação do ser. Toda alma tem, portanto, sua vibração particular e diferente,
seu movimento próprio, seu ritmo e a representação exata de seu poder dinâmico, de seu valor intelectual, de sua elevação moral.
Toda a beleza, toda a grandeza do universo vivo se resumem na lei das vibrações harmônicas. As almas que vibram uníssonas reconhecem-se e chamam-se através do espaço; daí as atrações, as simpatias, a amizade, o amor. A alma superior é uma vibração na posse de todas as suas harmonias.
A entidade psíquica penetra com suas vibrações todo o seu organismo fluídico, o perispírito, que é sua forma e sua imagem, a reprodução exata de sua harmonia pessoal e de sua luz. Mas chega a encarnação e essas vibrações irão reduzir-se, amortecer-se sob o invólucro carnal. O foco interior poderá projetar apenas uma radiação enfraquecida e não contínua.
Os menores detalhes de nossa vida registram-se em nós e deixam traços perpétuos. Pensamentos, desejos, paixões, atos bons ou maus, tudo fica fixado, tudo fica gravado em nós. Durante o curso normal da vida, essas lembranças se acumulam em camadas sucessivas, e as mais recentes acabam por apagar, pelo menos aparentemente, as mais antigas. Parece que esquecemos aqueles mil detalhes de nossa existência dissipada. Entretanto, basta, nas experiências hipnóticas, evocar os tempos passados e levar de novo o indivíduo, pela vontade, a uma época anterior de sua vida, na mocidade ou no estado de infância, para que essas recordações reapareçam em massa. O indivíduo revive seu passado, não apenas com o estado de alma e a associação de idéias que ele tinha nessa época – idéias às vezes bem diferentes daquelas que professa atualmente –, com seus gostos, hábitos e linguagem, mas também reconstituindo automaticamente toda a série de fenômenos físicos contemporâneos daquela época. Isso nos leva a reconhecer que há uma correspondência íntima entre a individualidade psíquica e o estado orgânico.
Dadas as flutuações constantes e a renovação integral do corpo físico em alguns anos, esse fenômeno seria incompreensível sem o papel do perispírito, que guarda, gravadas em sua substância, todas as impressões das vidas remotas. É ele que fornece à alma a soma total de seus estados conscientes, até mesmo após a destruição da memória cerebral. Os espíritos demonstram isso nas suas comunicações, pois eles conservaram no além as menores recordações de sua
existência terrestre.

Fonte: O PROBLEMA DO SER, DO DESTINO E DA DOR
LÉON DENIS

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