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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


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sábado, 19 de julho de 2014

O MODELO ORGANIZADOR BIOLÓGICO

      O homem é, deste modo, um conjunto de elementos que se ajustam e interpenetram, a fim de condensar-se em uma estrutura biológica, assim formado pelo Espírito — ser eterno, preexistente e sobrevivente ao corpo somático —, o perispíri­to — também chamado modelo organizador biológico, que é o “princípio intermediário, substância semimaterial que ser­ve de primeiro envoltório ao Espírito e liga a alma ao corpo. Tais, num fruto, o germe, o perisperma e a casca” — e o corpo — que é o envoltório material.
Estes elementos mantêm um inter-relacionamento profun­do com os respectivos planos do Universo.
O perispírito, também denominado corpo astral, é cons­tituído de vários tipos de fluidos (energia) ou de matéria hi­perfísica, sendo o laço que une o Espírito ao corpo somático.
De importância máxima no complexo humano, é o mo­derno Modelo organizador biológico, que se encarrega de plasmar no corpo físico as necessidades morais evolutivas, através dos genes e cromossomos, pois que, indestrutível, eteriza-se e se purifica durante os processos reencarnatórios elevados.
Pode-se dizer, que ele é o esboço, o modelo, a forma em que se desenvolve o corpo físico. E na sua intimidade ener­gética que se agregam as células, que se modelam os órgãos, proporcionando-lhes o funcionamento. Nele se expressam as manifestações da vida, durante o corpo físico e depois, por facultar o intercâmbio de natureza espiritual. É o condutor da energia que estabelece a duração da vida física, bem como e responsável pela memória das existências passadas que ar­quiva nas telas sutis do inconsciente atual, facultando lampe­jos ou recordações esporádicas das existências já vividas.
O filósofo escocês Woodsworth estudando-o, disse que é o Mediador plástico “através do qual passa a torrente de ma­téria fluente que destrói e reconstrói incessantemente o orga­nismo vivo.”
Na sua estrutura de energia se localizam os distúrbios nervosos, que se transferem para o campo biológico e que procedem dos compromissos negativos das reencarnações passadas.
Igualmente ele responde pelas doenças congênitas, em razão das distonias morais que conduz de uma para outra vida. Por isso mesmo, trata-se de um organismo vivo e pul­sante, sendo constituído por trilhões de corpos unicelulares rarefeitos, muito sensíveis, que imprimem nas suas intrinca­das peças as atividades morais do Espírito, assinalando-as nos órgãos correspondentes quando das futuras reencarna­ções.
Veículo sutil e organizador, é o encarregado de fixar no organismo os traumas emocionais como as aspirações da be­leza, da arte, da cultura, plasmando nos sentimentos as ten­dências e as possibilidades de realizá-las.
Graças à sua interpenetração nas moléculas que constitu­em o corpo, exterioriza, através deste, os fenômenos emocio­nais — carmas —, positivos ou não, que procedem do passado do indivíduo e se impõem como mecanismos necessários à evolução.
Comandado pelo Espírito mediante automatismos nas fai­xas menos evoluídas da Vida, pode ser dirigido conscientemente, desde que se encontre liberado dos impositivos dos resgates dolorosos, no processo da aprendizagem compulsó­ria.
Quanto mais o homem se espiritualiza, domando as más inclinações e canalizando as forças para as aspirações de eno­brecimento e sublimação, mais sutis são as suas possibilida­des plasmadoras, dando gênese a corpos sadios, emocional e moralmente, em razão do agente causal estar liberado das aflições e limites purificadores.
O amadurecimento psicológico proporciona ao indivíduo utilizar-se das aquisições morais, mentais e culturais para estimular-lhe os núcleos fomentadores de vida, alterando sem­pre para melhor a própria estrutura física e psíquica pelo irra­diar de energias saudáveis, reconstruindo o organismo e uti­lizando-o com sabedoria para fruir da paz e da alegria de vi­ver.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: www.fatonews.com.br

sexta-feira, 22 de julho de 2011

O JULGAMENTO


Uma lei tão simples em seus princípios quanto admirável em seus efeitos preside à classificação das almas no espaço.
Quanto mais sutis e rarefeitas são as moléculas constitutivas do perispírito tanto mais rápida é a desencarnação, tanto mais vastos são os horizontes que se rasgam ao espírito. Devido ao seu peso fluídico e às suas afinidades, ele se eleva para grupos espirituais que lhe são similares. Sua natureza e seu grau de depuração determinam-lhe nível e classe no meio que lhe é próprio.
O espírito é dotado de liberdade e não estando imobilizado em nenhum ponto, pode, dentro de certos limites, deslocar-se e percorrer os paramos etéreos.
Pode, em qualquer tempo, modificar suas tendências, transformar-se pelo trabalho e pelas provas, e, conseguintemente, elevar-se à vontade na escala dos seres.
É, pois, uma lei natural, análoga às leis da atração e da gravidade, a que fixa a sorte das almas depois da morte. O espírito impuro, acabrunhado pela densidade de seus fluidos materiais, confina-se nas camadas inferiores da atmosfera, enquanto a alma virtuosa, de envoltório depurado e sutil, arremessa-se, alegre, rápida como o pensamento, pelo azul infinito.
É também em si mesmo, em sua própria consciência que o espírito encontra sua recompensa ou seu castigo. Ele é seu próprio juiz. Caído o vestuário de carne, a luz penetra-o e sua alma aparece nua, deixando ver o quadro vivo de seus atos, de suas vontades, de seus desejos. Momento solene, exame cheio de angústia e de desilusão. As recordações despertam em tropel e a vida inteira desenrola-se com seu cortejo de faltas, de fraquezas, de miséria. Da infância à morte, tudo, pensamentos, palavras, ações, tudo sai da sombra, reaparece à luz, anima-se e revive. O ser contempla-se a si mesmo, revê, uma a uma, através dos tempos, suas existências passadas, suas quedas, suas ascensões,suas fases inumeráveis. Conta os estágios franqueados, mede o caminho percorrido, compara o bem e o mal realizados. Do fundo do passado obscuro, surgem, a seu apelo, como outros tantos fantasmas, as formas que vestiu através das vidas sucessivas. Reconhece a causa dos processos executados, das expiações sofridas, o motivo de sua posição atual. Eis para o espírito a hora da verdadeira tortura moral. Essa evocação do passado traz-lhe a sentença temível, a increpação da sua própria consciência, espécie de julgamento de Deus. Por mais lacerante que seja, esse exame é necessário porque pode ser o ponto de partida de resoluções salutares e da reabilitação.
O grau de depuração do espírito, a posição que ocupa no espaço representam a soma de seus progressos realizados e dão a medida do seu valor moral. È nisto que consiste a sentença infalível que lhe decide a sorte, sem apelo. Simplicidade maravilhosa que as instituições humanas não poderiam reproduzir; o princípio de afinidade regula todas as coisas e fixa a cada qual o seu lugar. Nada de julgamento, nada de tribunal, apenas existe a lei imutável executando-se por si própria, pelo jogo natural das forças espirituais e segundo o emprego que delas faz a alma livre e responsável. Todo pensamento tem uma forma, e essa forma, criada pela vontade, fotografa-se em nós como em um espelho onde as imagens se gravam por si mesmas. Nosso envoltório fluídico reflete e guarda, como em um registro, todos os fatos da nossa existência. Esse registro está fechado durante a vida, porque a carne é a espessa capa que nos oculta o seu conteúdo. Mas, por ocasião da morte, ele abre-se repentinamente e as suas páginas distendem-se aos nossos olhos.
O espírito desencarnado traz, portanto, em si, visível para todos, seu céu ou seu inferno. A prova irrecusável da sua elevação ou da sua inferioridade está inscrita em seu corpo fluídico.
Para distrair-se dos cuidados, das preocupações morais, o homem tem o trabalho, o estudo, o sono. Para o espírito não há mais esses recursos. Desprendido dos laços corporais, acha-se incessantemente em face do quadro fiel e vivo do seu passado. Assim, os amargores e pesares contínuos, que então decorrem, despertam-lhe, na maior parte dos casos, o desejo de, em breve, tomar um corpo carnal para combater, sofrer e resgatar esse passado acusador.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

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segunda-feira, 27 de junho de 2011

EVOLUÇÃO PERISPIRITUAL


                As relações seculares entre os espíritos e os homens, confirmadas, explicadas pelas recentes experiências do espiritismo, demonstram a sobrevivência do ser sob uma forma fluídica mais perfeita.
                Essa forma indestrutível, companheira e serva da alma, testemunho de suas lutas e de seus sofrimentos, participa de suas peregrinações, eleva-se e purifica-se com ela. Gerado nos últimos degraus da animalidade, o ser perispiritual sobe lentamente a escala das espécies, impregnando-se dos instintos das feras, das astúcias dos felinos, e também das qualidades, das tendências generosas dos animais superiores. Até então mais não é que um ser rudimentar, um esboço incompleto. Chegando à humanidade, começa a ter sentimentos mais elevados; o espírito irradia com maior vigor e o perispírito ilumina-se com claridades novas. De vidas em vidas, à proporção que as faculdades se dilatam, que as aspirações se depuram, que o campo dos conhecimentos se alarga, ele se enriquece com sentidos novos. O corpo espiritual desprende-se de seus andrajos de carne, sempre que uma encarnação termina. A alma, inteira e livre, retoma posse de si mesma e, considerando, em seu aspecto esplêndido ou miserável, o manto fluídico que a cobre, verifica seu próprio estado de adiantamento.
                O perispírito conserva, sob suas aparências presentes, os vestígios das vidas anteriores, dos estados sucessivamente percorridos. Esses vestígios repousam em nós muitas vezes esquecidos; porém, desde que a alma os evoca, desperta a sua recordação, eles reaparecem, com outras tantas testemunhas, balizando o caminho longa e penosamente percorrido.
                Os espíritos atrasados tem envoltórios impregnados de fluidos materiais. Sentem ainda depois da morte as impressões e as necessidades da vida terrestre. A fome, o frio e a dor subsistem entre aqueles que são mais grosseiros. Seu organismo fluídico, obscurecido pelas paixões, só pode vibrar fracamente, e, portanto, suas percepções são mais restritas. Nada sabem da vida do espaço. Em si e ao seu redor tudo são trevas.
                A alma pura, livre das atrações bestiais, conforma um perispírito semelhante a si própria. Quanto mais sutil for esse perispírito, tanto maior força expedirá, tanto mais se dilatarão suas percepções. Participa de meios de existência de que apenas podemos fazer uma idéia; inebria-se dos gozos da vida superior, das magníficas harmonias do infinito. Tal é a tarefa e a recompensa do espírito humano. Por seus longos trabalhos, ele deve criar para si novos sentidos, de uma delicadeza e de uma força sem limites; domar as paixões brutais, transformar esse espesso invólucro numa forma diáfana, resplandecente de luz; eis a obra destinada a todos em geral, e em que todos necessitam prosseguir, através de degraus inumeráveis, na perspectiva maravilhosa que os mundos oferecem.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis

domingo, 19 de junho de 2011

O PERISPÍRITO


A alma está, durante a vida material, assim como depois da morte, revestida constantemente de um envoltório fluídico, mais ou menos sutil e etéreo, o perispírito ou corpo espiritual. O perispírito serve de intermediário da alma e do corpo material: transmite à alma as impressões dos sentidos e comunica ao corpo as vontades do espírito. No momento da morte, destaca-se da matéria tangível, abandona o corpo às decomposições do túmulo; porém, inseparável da alma, conserva a forma exterior da personalidade desta. O perispírito é, pois, um organismo fluídico; é a forma preexistente e sobrevivente do ser humano, sobre a qual se modela o envoltório carnal, como uma veste dupla e invisível, constituída de matéria quintessenciada, que atravessa todos os corpos por mais impenetráveis que estes nos pareçam.a matéria grosseira, incessantemente renovada pela circulação vital, não é a parte estável e permanente do homem. É perispírito o que garante a manutenção da estrutura humana e dos traços fisionômicos, e isto em todas as épocas da vida, desde o nascimento até a morte. Exerce, assim, a ação de uma forma, de um molde contrátil e expansível sobre o qual as moléculas vão incorporar-ser.
            Esse corpo fluídico não é imutável; depura-se e enobrece-se com a alma; segue-a através das suas inumeráveis encarnações; com ela sobe os degraus da escada hierárquica, torna-se cada vez mais diáfano e brilhante para, em algum dia, resplandecer com essa luz radiante.é no cérebro desse corpo espiritual que os conhecimentos se armazenam e se imprimem em linhas fosforescentes, e é sobre essas linhas que, na reencarnação, se modela e forma o cérebro da criança. Assim, o intelecto e o moral do espírito, longe de se perderem, capitalizam-se e se acrescem com as existências deste. Daí as aptidões extraordinárias que trazem ao nascer, certos seres precoces, particularmente favorecidos.
            A elevação dos sentimentos, a pureza da vida, os nobres impulsos para o bem e para o ideal, as provações e os sofrimentos pacientemente suportados, depuram pouco a pouco as moléculas perispiríticas, desenvolvem e multiplicam as suas vibrações. Como uma ação química, eles consomem as partículas grosseiras e só deixam subsistir as mais sutis, as mais delicadas.
            Por efeito inverso, os apetites materiais, as paixões baixas e vulgares reagem sobre o perispírito e o tornam mais pesado, denso e escuro. A atração dos globos inferiores, como a Terra,exerce-se de modo irresistível sobre esses organismos espirituais, que, em parte, conservam as necessidades do corpo e não podem satisfazê-las. As encarnações dos espíritos que sentem tais necessidades sucedem-se rapidamente, até que o progresso pelo sofrimento venha atenuar suas paixões, subtraí-los às influências terrestres e abrir-lhes o acesso de mundos melhores.
            É pelas correntes magnéticas que o perispírito se comunica com a alma. É pelos fluidos nervosos que ele está ligado ao corpo. Esses fluidos, posto que invisíveis, são vínculos poderosos que o prendem à matéria, do nascimento à morte, e mesmo, nos sensuais, assim o conservam, até à dissolução do organismo. A agonia representa a soma de esforços realizados pelo perispírito a fim de se desprender dos laços carnais.
            O fluido vital, de que o perispírito é a origem, exerce um papel considerável na economia orgânica e explica muitos problemas patológicos. Ao mesmo tempo agente de transmissão das sensações externas e das impressões íntimas, ele é comparável ao fio telegráfico, transmissor do pensamento, e que é percorrido por uma dupla corrente.
            Esse organismo espiritual, semelhante ao corpo material, é um verdadeiro reservatório de fluidos, que a alma põe em ação pela sua vontade. É ele que no sono se desprende da matéria, transporta-se a distâncias consideráveis e vê, percebe e observa coisas que o corpo não poderia conhecer por si.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis
           


segunda-feira, 6 de junho de 2011

PERISPÍRITO


A alma está, durante a vida material, assim como depois da morte, revestida constantemente de um envoltório fluídico, mais ou menos sutil e etéreo, o perispírito ou corpo espiritual. O perispírito serve de intermediário da alma e do corpo material: transmite à alma as impressões dos sentidos e comunica ao corpo as vontades do espírito. No momento da morte, destaca-se da matéria tangível, abandona o corpo às decomposições do túmulo; porém, inseparável da alma, conserva a forma exterior da personalidade desta. O perispírito é, pois, um organismo fluídico; é a forma preexistente e sobrevivente do ser humano, sobre a qual se modela o envoltório carnal, como uma veste dupla e invisível, constituída de matéria quintessenciada, que atravessa todos os corpos por mais impenetráveis que estes nos pareçam.a matéria grosseira, incessantemente renovada pela circulação vital, não é a parte estável e permanente do homem. É perispírito o que garante a manutenção da estrutura humana e dos traços fisionômicos, e isto em todas as épocas da vida, desde o nascimento até a morte. Exerce, assim, a ação de uma forma, de um molde contrátil e expansível sobre o qual as moléculas vão incorporar-ser.
                Esse corpo fluídico não é imutável; depura-se e enobrece-se com a alma; segue-a através das suas inumeráveis encarnações; com ela sobe os degraus da escada hierárquica, torna-se cada vez mais diáfano e brilhante para, em algum dia, resplandecer com essa luz radiante.é no cérebro desse corpo espiritual que os conhecimentos se armazenam e se imprimem em linhas fosforescentes, e é sobre essas linhas que, na reencarnação, se modela e forma o cérebro da criança. Assim, o intelecto e o moral do espírito, longe de se perderem, capitalizam-se e se acrescem com as existências deste. Daí as aptidões extraordinárias que trazem ao nascer, certos seres precoces, particularmente favorecidos.
                A elevação dos sentimentos, a pureza da vida, os nobres impulsos para o bem e para o ideal, as provações e os sofrimentos pacientemente suportados, depuram pouco a pouco as moléculas perispiríticas, desenvolvem e multiplicam as suas vibrações. Como uma ação química, eles consomem as partículas grosseiras e só deixam subsistir as mais sutis, as mais delicadas.
                Por efeito inverso, os apetites materiais, as paixões baixas e vulgares reagem sobre o perispírito e o tornam mais pesado, denso e escuro. A atração dos globos inferiores, como a Terra,exerce-se de modo irresistível sobre esses organismos espirituais, que, em parte, conservam as necessidades do corpo e não podem satisfazê-las. As encarnações dos espíritos que sentem tais necessidades sucedem-se rapidamente, até que o progresso pelo sofrimento venha atenuar suas paixões, subtraí-los às influências terrestres e abrir-lhes o acesso de mundos melhores.
                É pelas correntes magnéticas que o perispírito se comunica com a alma. É pelos fluidos nervosos que ele está ligado ao corpo. Esses fluidos, posto que invisíveis, são vínculos poderosos que o prendem à matéria, do nascimento à morte, e mesmo, nos sensuais, assim o conservam, até à dissolução do organismo. A agonia representa a soma de esforços realizados pelo perispírito a fim de se desprender dos laços carnais.
                O fluido vital, de que o perispírito é a origem, exerce um papel considerável na economia orgânica e explica muitos problemas patológicos. Ao mesmo tempo agente de transmissão das sensações externas e das impressões íntimas, ele é comparável ao fio telegráfico, transmissor do pensamento, e que é percorrido por uma dupla corrente.
                Esse organismo espiritual, semelhante ao corpo material, é um verdadeiro reservatório de fluidos, que a alma põe em ação pela sua vontade. É ele que no sono se desprende da matéria, transporta-se a distâncias consideráveis e vê, percebe e observa coisas que o corpo não poderia conhecer por si.

Do livro: Depois da Morte – Léon Denis
               


sexta-feira, 30 de julho de 2010

Perispírito

Para entender a existência da vida na dimensão física e espiritual, a relação com o mundo espiritual através do intercâmbio mediúnico, a reencarnação e a desencarnação, é necessário perceber o ser humano de forma integral. E nesse aspecto um componente se mostra fundamental: o estudo do perispírito.

Allan Kardec observa que o homem é um ser complexo, formado de três partes essenciais: o corpo ou ser material; a alma, espírito encarnado que tem no corpo a sua habitação; o princípio intermediário, ou perispírito, substância semimaterial que serve de primeiro envoltório ao espírito e liga a alma ao corpo.

Mais tarde, o codificador escreveu que o perispírito, ou corpo fluídico dos espíritos, é um dos mais importantes produtos do fluido cósmico; é uma condensação desse fluido em torno de um foco de inteligência ou alma. É semimaterial, isto é, pertence à matéria pela sua origem e à espiritualidade pela sua natureza etérea.

O nosso corpo de matéria rarefeita está intimamente regido por sete centros de força, que se conjugam nas ramificações dos plexos e que, vibrando em sintonia uns com os outros, ao influxdo do poder diretrisz da mente, estabelecem, pra nosso uso, um veículo de células elétricas, que podemos definir como sendo um campo eletromagnético, no qual o pensamento vibra em circuito fechado.

Sendo agente da alma, o perispírito não deixa de ser matéri, ainda que de natureza etérea. desse modo, apresenta certa densidade, que se relaciona com o grau de evolução do ser. A natureza etéria do perispírito permite ao espírito, se presentes as necessárias condições mentais, atravessar qualquer barreira física (penetrabilidade). Durante o sono físico, poderá expandir-se, permitindo os processos de emancipação da alma, permanecnedo ligado ao corpo por um cordão fluídico (expansibilidade).

Por sua natureza fluídica, é capaz de absorver (absorvente) fluídos do ambiente em que se encontre, inclusive aqueles por ele mesmo qualificados pela sua condição mental. Em alguns casos e sob o império de certas circunstâncias, o perispírito pode tornar-se visível (tangibilidade). A tangibilidade pode se tornar real, ou seja, se pode tocar, apalpar e sentir a mesma resistência e o mesmo calor que parte de um corpo vivo.

Em virtude de sua natureza etérea, o espírito não pode atuar sobre a matéria grosseira, sem intermediário, sem o elemento que o liga à matéria. Da mesma forma, quando revestido do corpo material, os estímulos do mundo físico, captados através dos órgãos dos sentidos corpóreos, só chegam ao espírito através da dupla polaridade do perispírito. O perispírito é o transmissor e receptor das sensações do ser. O espírito quer, o perispírito transmite e o corpo executa.

O perispírito é apenas um agente de transmissão. Sem a alma, princípio inteligente, o perispírito, assim como o corpo material, é uma matéria inerte, privada de vida e de sensações. As sensações, as percepções, a inteligência, o pensamento, não são atributos do perispírito, mas sim do espírito.

O perispírito é o organizador e aglutinador da matéria do plano físico. Na reencarnação, um laço fluídico envolve o óvulo fecundado, passando, sob o comando da mente, a estruturar a nova vida. Sendo o perispírito o responsável pelo genótipo, ou parte externa do corpo somático, tudo indica que as impressões digitais jamais se extraviam enquanto o espírito necessitar reencarnar na Terra.

O perispírito desempenha papel essencial em todos os processo mediúnicos. É a chave para se entender os fenômenos espíritas, pois é por meio do perispírito que os espíritos agem sobre a matéria inerte e produzem as diferentes manifestações, que podem ser de efeitos físicos (barulho, pancadas) ou intelectuais ( transmissão do pensamento, visão e audição). Através do perispírito que o pensamento é irradiado (veículo do pensamento). Nos desencarnados a percepção se dá através do perispírito não mais limitado pelos órgãos do corpo físico. É o órgão sensitivo do espírito.

O perispírito é o organismo que personaliza, individualiza e identifica o espírito. Perispírito e espírito são inseparáveis e indestrutíveis companheiros na trajetória evolutiva. Assim como o corpo físico, o perispírito é o reflexo das construções do espírito durante sua jornada evolutiva. Qualquer pensamento ou sentimento, por mais secreto que seja, repercutirá no perispírito (plasticidade). Por essa razão, com a evolução espiritual, o envoltório fluídico do espírito se renova e se ilumina. A intensidade da irradiação (luminosidade) está na razão direta da pureza do ser.

por isso, na dimensão espiritual, o desencarnado nada poderá ocultar. Sua veste nupcial (perispírito) denunciará o seu estado íntimo. Além disso, o peso específico, determinará o lugar para onde será atraído ou conduzido.

Reformar pensamentos, sublimar sentimentos, lapidando as imperfeições são necessidades impostergáveis, para nos garantir um futuro melhor nesta e, principalmente, na outra dimensão da vida.

(Cleto Brutes)