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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 22 de maio de 2014

RECURSOS PARA A LIBERAÇÃO DOS SOFRIMENTOS II

b)   Identificar e estimular os traços de bondade do caráter alheio.
Não há solo, por mais sáfaro, que, tratado, não permita o vicejar de plantas. Em todo sentimento existem terras férteis para a bondade, mesmo quando cobertas por caliça e pedregulhos. Um trabalho, breve que seja, afastando o impedimen­to, e logo esplendem os recursos próprios para a sementeira da esperança.
Os indivíduos que se notabilizavam pela maldade na vida privada e no seu círculo social, revelavam-se bondosos e gentis tornando-se amados pela família e pelo grupo, mesmo co­nhecendo-lhes as atrocidades em que eram exímios.
A maldade sistemática, a impiedade, o temperamento hostil revelam as personalidades psicopatas que, antes, ne­cessitam de ajuda, ao invés de reproche. A bondade, neles latente, aguarda o momento de manifestar-se e predominar, mudando-lhes o comportamento.
Com tal atitude, a de identificar a bondade, torna-se pos­sível a superação do sofrimento, como quer que se apresente, especialmente o que tem procedência moral.
c) Aplicar a compaixão quando agredido.
Uma reação de pesar, ante o ato infeliz, produz um efeito positivo no agressor. Proporciona o equilíbrio à vítima, que não desce à faixa vibratória violenta em que o outro se demo­ra. Impede a sintonia com a cólera e seus famanazes, impos­sibilitando a instalação de enfermidades nervosas e distúrbi­os gastrointestinais e outros, face à não absorção de energias deletérias.
A compaixão dinâmica, aquela que vai além da piedade buscando ajudar o infrator, expressa bondade e se enriquece de paixão participativa, que levanta o caído, embora seja ele o perturbador.
Essa conduta impede que se instale o sofrimento na cria­tura.
d) O amor deve ser uma constante na existência do homem.
Há em tudo e em todos os seres a presença do Amor. Em um lugar revela-se como ordem, noutro beleza e, sucessivamente, harmonia, renovação, progresso, vida, convocando à reflexão.
O amor é o antídoto mais eficaz contra quaisquer males. Age nas causas e altera as manifestações, mudando a estrutu­ra dos conteúdos negativos quando estes se exteriorizam.
Revela-se no instinto e predomina durante o período da razão, responsabilizando-se pela plenificação da criatura.
O amor instaura a paz e irradia a confiança, promove a não-violência e estabelece a fraternidade que une e solidariza os homens, uns com os outros, anulando as distância e as suspeitas. É o mais poderoso vínculo com a Causa Geradora da Vida. É o motor que conduz à ação bondosa, desdobrando o sentimento de generosidade, ao mesmo tempo estimulando à paciência.
Graças à sua ação, a pessoa doa, realizando o gesto de generosa oferta de coisas, até o momento em que é levado à autodoação, ao sacrifício com naturalidade.
O amor é o rio onde se afogam os sofrimentos, pela im­possibilidade de sobrenadarem nas fortes correntezas dos seus impulsos benéficos. Sem ele a vida perderia o sentido, a sig­nificação. Puro, expressa, ao lado da sabedoria, a mais rele­vante conquista humana.


Do livro: O Homem Integral – Divaldo Pereira Franco/Joanna Di Ângelis
imagem: dharmadhannyael.blogspot.com

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