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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 16 de janeiro de 2016

CASAMENTO E SOGRA I

                Compreensível o anseio dos filhos pela emancipação doméstica por meio do casamento, deixando a família de origem para a construção de um novo lar. Como deveria ser, igualmente, a expectativa dos pais, pois já percorreram, outrora, esse mesmo caminho. É a lei natural.
                Contudo, de mãos atadas, quantas dificuldades sentem aqueles que vivem essa transição, especialmente por envolver uma relação habitualmente muito mais estreita e profunda, ainda que nem sempre saudável, de mãe/filho.
                Muito embora haja exceções, comumente a interação mãe/filho é uma das vinculações         mais intensas, duradouras e bem configuradas na cicatriz umbilical, que remete sempre à lembrança histórica de uma relação de entranhas, ou seja, uterina.
                O desvelo maternal alcança tal rigor, que é costumeiro tomá-lo como medida de comparação quando se quer fazer menção ao amor divino.
                Assim, o filho guarda esta sinalização da vida impressa no seu abdome como lembrete para a eterna gratidão.
                É preciso ressaltar, também, que se trata de uma relação duplamente importante, pois embute uma dimensão quantitativa e outra qualitativa.
                A quantitativa se refere ao tempo de convivência íntima, que se estende continuamente por vinte, trinta ou mais anos; a qualitativa fala do período em que cabe à mãe, especialmente, lhe dar os primeiros sinais de vida, ou seja, é quando se estabelecem as bases para a formação do novo eu humano – o ego – e justamente por se reportar aos primeiros anos de vida, torna-se fundamental para a definição da personalidade.
                Por estas e outras razões que se revelam quando levamos em conta a reencarnação, surgem as dificuldades para a emancipação do filho da família de origem, em um claro exercício de amor e desapego para os membros envolvidos na triangulação que se forma: mai, filho/filha e nora/genro.
O sentimento de posse, da mãe, de dependência, do filho, e o apego de ambos conspiram conta o novo relacionamento, ao lado de outros conteúdos que se agregam, variando de acordo com cada caso.
               


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

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