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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 12 de janeiro de 2016

SE NÃO TIVER

                Desde tempos memoriais, de quando o homem aprendeu a expressar seus sentimentos, através de múltiplas linguagens (visual e textual), muito tem se falado sobre o amor. Sobretudo, nos últimos dois mil anos, após o advento do Mestre Jesus, expectativas várias são criadas em torno desse sentimento. Nos dicionários, define-se a palavra latina amor pelos significados de afeição, compaixão, misericórdia, inclinação, atração, apetite, paixão, querer bem, satisfação, conquista, desejo, libido, etc. o conceito mais popular de amor envolve, de modo geral, a formação de um vínculo emocional com alguém ou com algum objeto que seja capaz de receber este comportamento amoroso e enviar os estímulos sensoriais e psicológicos necessários para a sua manutenção e motivação e é tido por muitos como a maior de todas as conquistas do homem. Pois bem, bonito no papel, mas o problema é que em nome deste sentimento, que o homem tem se hostilizado, dando origem a tragédias, gerado grandes dificuldades e muitos encargos espirituais.
                Emmanuel, através de psicografia de Chico Xavier, já nos falou em Perfeito e Imperfeito Amor, identificando-o em dois tipos: o do sentido evangélico, que nos foi exemplificado por Jesus, e o humano, como o do dicionário e das tragédias. Entre ambos, uma grande diferença, visto que o amor humano, está mais para algo nocivo e perigoso, já que se alicerça no egoísmo e no ciúme, no ter para si. É desastroso, acabando por das origens a vários males, que vão desde o assassinato até o suicídio. Como se percebe, bem distante do amor no conceito de Jesus, que se fundamenta na abnegação, na dedicação, na humildade, no ser para os outros.
                O amor humano, nas suas diversas tipologias: conjugal, materno, filial, civismo, étnico, dentre tantos, são apenas reflexos do verdadeiro amor do Cristo que abrange e penetra todos os seres e desabrocha sob formas variadas. O amor evangélico é o princípio da vida universal, que engrandece o ser, que enobrece a alma e nos leva de volta ao seio do Pai, no reino que não é deste mundo, aquele da felicidade inexprimível. Na nossa imperfeição, conhecemos profundamente o amor humano e o vivemos com intensidade, porém, como estamos distantes ainda do amor evangélico, perfeitamente desenvolvido. Como identificar um e outro? Amor humano é por determinada pessoa ou coisa, enquanto o Amor com “a” maiúsculo é um sentimento que se manifesta em todas as atitudes do ser e que tem como principal característica o real interesse pelas necessidades do outro, sejam elas quais forem. No divino, trata-se daquele em que o sentimento pelo próximo supera tudo o mais, e no humano, prevalecem apenas as necessidades doentias ou pessoais do ser.
                Emmanuel, ao tratar deste assunto, descreve que o imperfeito amor, procurando o gozo próprio no concurso dos outros é quase sempre o egoísmo em disfarce, buscando a si mesmo nas almas a fim para tormenta-las sob múltiplas formas de temor: a exigência e o crime, a crueldade e o desespero, acabando ele próprio no inferno da amargura e frustração. O verdadeiro amor, faz o bem e sacrifica-se sem esperar retribuição porque compreende que o Pai traçou caminhos para a evolução aprimoramento das almas, que a felicidade não é a mesma para todos e que amar significa entender, ajudar, abençoar e sustentar sempre os corações no degrau de luta em que lhes é próprio. Desta maneira, para que nossa alma se expanda sem receio através das realizações que o Senhor nos confia é necessário saber amar com abnegação e ternura entre esperança incansável e o serviço incessante do bem.
                O verdadeiro amor, conforme ensina Jesus e nos relembra João, o perfeito amor lança fora o temor (João, 4:18), é o sentimento que leva a respeitar, interessar-se, auxiliar qualquer ser humano, a sentir em todos irmãos, a orientar no sentido da solidariedade e da cooperação. O amor humano pouco tem a ver com o preceito do Cristo, expresso no novo mandamento que Ele nos deu (Que vos amei uns aos outros como eu vos amei). O amor humano sonha com beijos, carinhos, abraços, paixão, enquanto Paulo nos adverte que o amor tudo sofre (I Coríntios 13:7). Ou seja, evidencia-se num modo de viver pessoal mais elevado; com a presença do trabalho, da renovação interior, da ajuda sem esperar retribuição; promovendo, enriquecendo, construindo o homem novo. O amor tudo sofre, assertiva apostólica que soa como um convite à aquisição do amor legítimo, conforme ensinou Jesus. Do sentimento que leva a respeitar, interessar-se, auxiliar qualquer outro ser humano; que orienta na direção da solidariedade, da cooperação, e do interesse social.

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2015
imagem: google

Um comentário:

Evanir disse...

Uma rapida visita significa meu retorno
em breve.
Fico feliz ao receber sua carinhosa visita
vou arrumar uma maneira de responder
a altura seu carinho e amizade.
Eu sempre fui muito presente nos blogs
agora com as coisas se restabelecendo tudo vai ficar
melhor se Deus quiser.
Um beijo carinhoso ..
Evanir.