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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

SOFRIMENTO NO ALÉM-TÚMULO III

                Ninguém pense em morrer para libertar-se, caso não se libere antes do fenômeno de alterações biológicas pelo processo da morte.
                A ilusão que se permitem os indivíduos, conceituando a vida como um acidente biológico, é a grande responsável pelos disparates que lhe engendram dor e sofrimento.
                Somente a conscientização, a verdadeira individuação permitem uma vida saudável, na Terra e além dela, quando ocorrer o fenômeno da  morte, em natural processo final de ciclo biológico.
                Prosseguindo o ser, além da disjunção cadavérica, com a consciência de si mesmo, é natural que permaneçam nele impressas as sensações e emoções amplamente vividas. Como efeito, aquelas que lhe constituíram bênção ou desarmonia predominam com mais vigor, dando curso à vida, embora noutra dimensão.
                Nessa panorâmica ressaltam as impressões grosseiras, de que não quis ou não se pode libertar, gerando sofrimentos correspondentes, qual se permanecesse na esfera física.
                Como é compreensível, as fantasias cultivadas e os desequilíbrios da insensatez geram, na área dos sentimentos, amarguras, que são complementadas pelos complexos resultados da consciência de culpa, em razão dos erros perpetrados e de tudo quanto de positivo ele houvera podido realizar e não logrou fazer.
                A consciência que se apresenta culpada engendra mecanismos de reparação que se transformam em pesadelos de arrependimento desnecessário, assim permanecendo como látego inclemente a impingir-lhe punição.
                O arrependimento deve constituir um despertar da responsabilidade que convida à reconstrução, à renovação, à ação reparadora sem aflição nem desdita.
                O sofrimento no além-túmulo também assume condições chocantes, quando o desencarnado, através da perturbação do após morte, entrega-se às ideoplastias do cotidiano, construindo psiquicamente um clima e uma realidade, nos quais se envolve, que lhe proporcionam o prosseguimento do estado orgânico com as suas difíceis conjunturas, agora em situação diferente, prolongando a ilusão carnal com todos os seus ingredientes perturbadores, que são resultado do apego à matéria, de que se não libertou realmente, apesar do fenômeno biológico da morte.
                É indispensável a libertação dos condicionamentos materiais, disciplinando a mente e a vontade, de modo a adaptar-se de imediato à vida-além-da-vida. Somente assim o sofrimento pode ser evitado, especialmente se a existência corporal fez-se caracterizar pelas ações enobrecidas, atingindo a finalidade precípua da reencarnação, que é a busca da felicidade.
                A educação moral e espiritual do ser é o instrumento seguro para libertá-lo do sofrimento na Terra, como no além-túmulo, facultando-lhe vida em abundância de paz.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

Um comentário:

Élys disse...

Um texto muito bom para se refletir.
Um abraço.