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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

PAPÉIS DENTRO DO CASAMENTO II

                De outro jeito mais profundo, o casal amoroso pode seguir um padrão duplo de associação homem/mulher e pai/filha; aqui, além da comunhão sexual, o esposo desenvolve as funções da figura paterna quando a esposa apresenta demandas de filha. Situação similar se dá no padrão homem/mulher e filho/mãe.
                Ainda de modo mais amplo, os consortes podem apresentar triplas transações emocionais: homem/mulher; pai/filho e filho/mãe. Neste tipo de interação, além da sexualidade presente, o esposo assume as funções de um pai junto à esposa, quando demonstra conteúdos da filha que carrega internamente;. Bem como o parceiro pode encontrar apoio para as carências do filho que traz dentro de si, perante a esposa que se revela maternal, acolhendo-o.
                Nos casais de maior envergadura, a dança pode apresentar transações mais complexas e abrangentes: homem/mulher, pai/filha, filho/mãe, amigo/amiga, etc. estes consortes exibem uma coreografia amorosa magnífica, agregando muito papéis em sua interação afetiva, traduzindo boa flexibilidade agenciadora de enriquecimento conjugal.
                Mesmo que estejam presentes vários papéis, é importante frisar que o casal, habitualmente, estará disfuncional quando a função de conjugalidade (homem/mulher) de forma duradoura for excluída da relação amorosa sem motivo justo.
                É verdade que há situações específicas em que o casal, a despeito do amor recíproco, se vê impedido, ou prescinde da união sexual propriamente dita: são casais cuja enfermidade alcançou um dos membros da relação, inviabilizando a cópula; são pessoas em idade avançada, em que a permuta da energia sexual se faz estritamente de forma psicoemocional; é um parceiro com doenças sexualmente transmissíveis e incuráveis, o que motiva o casal a optar pela abstinência sexual numa família já constituída; é um traumatismo com lesão neurológica, comprometendo a ereção; são espíritos de escol em tarefas especializadas na dita. Enfim, são ocorrências de exceção que justificam uma vida matrimonial com comunhão sexual exclusivamente psíquica.
                É importante dizer que, à luz da reencarnação, um homem pode ser um espírito com muitas conquistas na feminilidade e, além de esposo, ser capaz de desempenhar papéis feminis perante a esposa, acolhendo-a, por exemplo, de forma maternal nas suas demandas como uma filha ansiando pela mãe.
                Igualmente, pode ser dito a uma mulher cujo espírito traga grande bagagem viril assegurando-lhe competência para, além de esposa, desempenhar papéis masculinos junto ao esposo, quando essa necessidade se apresentar.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

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