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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 8 de novembro de 2016

ENCONTRO COM A REALIDADE II

                Há uma gama expressiva de atitudes humanas que está longe de ser legítima e resulta de posturas opostas à sua realidade.
                Ressalvadas algumas exceções que ocorrem nos idealistas não apaixonados nem extremistas, a maioria dos que vociferam contra, seja o que for, mascara desejos sobconscientes, que reprime por falta de valor moral para expressá-los com nobreza.
                O indivíduo puritano, que fiscaliza a má conduta alheia, projeta o estado interior que procura combater noutrem, porque não se dispõe a fazê-lo em si.
                O crítico mordaz, persistente, de olhar clínico para os erros e misérias dos outros, é portador de insegurança pessoal, mantendo um grande desprezo por si próprio e compensando-se na agressão.
                Quem se identifica normalmente com as dores e aflições, a humildade exagerada, portanto, inautêntica, exterioriza, inconscientemente, um estado paranoico, ao lado de insopitável desejo de chamar a atenção para si.
                Aquele que sempre racionaliza todas as ocorrências, encontrando justificativas para os próprios insucessos e erros, teme-se, sem estrutura emocional para libertar-se dos conflitos.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis        
imagem: google

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

ENCONTRO COM A REALIDADE I

                O ego iludido busca sobreviver, utilizando-se de inúmeros mecanismos de fuga da realidade, e expressa-se usando variadas máscaras, a fim de não se deixar identificar.
                No inter-relacionamento pessoal apresenta-se disfarçado, ora exigente em relação aos outros ou excessivamente severo para consigo mesmo, projetando os seus conflitos ou introjetando as suas aspirações não realizadas, subconscientemente possui conceitos incorretos sobre si mesmo, não se dispondo à coragem de enfrentar a realidade, superando-a quando negativa, ou aprimorando-a, se favorável.
                Fixando-se na ilusão dos conflitos, cuida de apresentar-se de forma conciliadora – a atitude subconsciente com o que gostaria realmente de ser a aparência conveniente -, expressando-se como pessoa feliz, realizada.
                Em razão do desgaste dos valores éticos na sociedade, o medo de desvelar-se a outrem gera reações e subterfúgios, nos quais procura compensações psicológicas, que não são plenificadoras. Porque os seus alicerces são frágeis, logo ruem as construções de bem-estar que aparente possuir, tombando-se em angústias reprimidas e agressões, por transferência emocional, para a compensação íntima.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis  
imagem: google     

sábado, 5 de novembro de 2016

TESTEMUNHOS E PROVAÇÕES II

                Testemunhos e provações!
                Não há quem, produzindo no bem, não suscite desagrado ostensivo e chocante animosidade.
                Honra o trabalho que te vitaliza e não cedas campo à perseguição acintosa ou dissimulada.
                Jesus, cuja vida entre nós foi o mais soblime poema vivo de amor, não se reservou ser exceção. Amou e sofreu, auxiliou e sofreu, perdoou e sofreu...
                Jamais, porém, desistiu ou desanimou, por isso mesmo demonstrando a excelência da sua origem e a qualidade das suas conquistas, “Modelo e Guia”, até hoje, para todos nós.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

QUANDO A PUREZA ESTIVER CONOSCO

                Quando a pureza estiver em nossos olhos, fixaremos na cicatriz do próximo e desventura respeitável do nosso irmão. Quando a pureza morar em nossos ouvidos, receberemos a calúnia e a maldade, nelas sentindo o incêndio e o infortúnio que ainda lavram no espírito daqueles que nos observam sem o exato conhecimento de nossas intenções. Quando a pureza se demorar em nossa boca, a maledicência surgirá, junto de nós, por enfermidade lamentável do amigo que nos procura, veiculando-lhe o veneno, e saberemos fazer o silêncio bendito com que possamos impedir a extensão do mal. Quando a pureza se associar ao nosso raciocínio, identificaremos nos pensamentos infelizes a deplorável visitação da sombra, diante da qual acenderemos a luz de nossa fé para a justa resistência. Quando a pureza respirar em nosso coração, o endurecimento espiritual jamais encontrará guarida em nossa alma, porque o calor de nosso carinho se irradiará em todas as direções, estimulando a alegria dos bons e reduzindo a infelicidade dos nossos irmãos que ainda se confiam à ignorância. Quando a pureza brilhar em bossas mãos, a preguiça não nos congelará a boa vontade e aproveitaremos as mínimas oportunidades do caminho para o abençoado serviço do amor que o Mestre nos legou. “Bem-aventurados os puros de coração” – proclamou o Divino Amigo. Sim, bem-aventurados os que esposam o bem para sempre, porque semelhantes trabalhadores da luz sabem converter a treva em claridade, os espinhos em flores, as pedras em pães e a própria derrota em vitória, criando, invariavelmente, o Céu onde se encontram e apagando os variados infernos que a miséria e a crueldade inflamem na Terra para tormento da Vida.


Fonte: Deus Conosco – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

ANIMAIS E ENERGIAS

Pergunta - Por que os animais sofrem mais que os seres humanos?
Resposta - Existem várias categorias de mundos. O nosso é um mundo primitivo onde os seres que vivem aqui são grosseiros com um propósito, pois ainda estamos em estágio inicial de desenvolvimento moral. Ainda assim nós, os humanos, estamos mais adiantados do que outros seres que convivem conosco. Os animais, por exemplo, que se encontram em fase de desenvolvimento anterior ao nosso, precisarão passar por experiências pelas quais nós já passamos e já experimentamos.
            Por isso eles sofrem mais que nós. Mas o nosso mundo primitivo onde todos sofrem tem por característica este atraso evolutivo no qual os instintos ainda são muito desenvolvidos nos seres que vivem aqui. Ainda vivemos neste mundo onde tais instintos de sobrevivência dizem para cada um cuidar de sua vida a qualquer custo.
            Sendo os ocupantes daqui tão primitivos assim, a preocupação com o bem-estar do próximo, pela população humana, ainda é algo que acontecerá somente no futuro. Por isso a maioria de nós não se preocupa com o seu próximo, seja humano ou animal. Ainda encontramos muitos que dizem ao ver um animal sofrendo: “É problema dele” ou “Não tenho nada com isso”, enquanto deveria ser: “É problema nosso” ou “Isso não pode mais acontecer”.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

quarta-feira, 2 de novembro de 2016

O CREDIÁRIO DA MORTE

(J. Herculano Pires)
A morte só existe para os que querem morrer. A necrofilia ou o amor da morte – no sentido negativo da palavra – é uma doença mental e psíquica, uma tendência mórbida de certos temperamentos, hoje bem definida em Psicologia. Não se trata da aberração sexual a que se aplicava a palavra tempos atrás, mas daquela “aberração da inteligência”, a que se referia Kardec, que
leva o indivíduo a negar a sua própria capacidade de viver e de sentir a vida.
Todo aquele que gosta de destruir e se destrói a si mesmo, aniquila as suas próprias forças vitais e mata as esperanças de vida que os outros acalentam e defendem, é necrófilo. Sabemos que a morte não existe, porque nada se acaba, tudo se transforma. O aniquilamento total do ser pelo simples fenômeno da morte – um fenômeno biológico de mutação – não pode mais ser admitido por uma pessoa ilustrada, pois o avanço atual do conhecimento positivo superou de muito as ilusões negativas do materialismo.
Apesar dessa inegável realidade nova os necrófilos se apegam a ideia da morte como aniquilamento total do ser. E por isso se desesperam, entregando-se a própria destruição, apressando a própria morte “no visco de sombra em que se enredaram”, segundo a expressão de Emmanuel. E entregando-se ao ceticismo autodestruidor, compram a morte por antecipação, no crediário “do desespero e das aflições inúteis”. São esses os “quase mortos” pelos quais os “mortos”, no Dia de Finados, oram do lado de lá da vida.
Do outro lado da vida aqueles que em nossa ignorância chamamos de mortos velam pelos “quase mortos” da Terra e pedem a Deus por eles. O verdadeiro morto não é o que deixou o seu corpo no túmulo, mas o que se serve do corpo para viver na Terra como um morto ambulante.

Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

terça-feira, 1 de novembro de 2016

SOBRE FINADOS

O problema das comemorações do Dia de Finados, bem como dos funerais e de homenagens prestadas aos mortos, mereceu um tópico especial do capitulo VI de O Livro dos Espíritos. A posição doutrinária, ao contrário do que geralmente se pensa, e favorável a essas homenagens, desde que sinceras e não apenas convencionais. Os Espíritos, respondendo a perguntas de Kardec a respeito, mostraram que os laços de amor existentes entre os que partiram e os que ficaram na Terra justificam esses atos. E declararam que no Dia de Finados os cemitérios ficam repletos de Espíritos que se alegram com a lembrança dos parentes e amigos.

Oração pelos quase mortos
(Emmanuel)
Senhor Jesus!…
Enquanto os irmãos da Terra procuram a nós outros – os companheiros desencarnados – nas fronteiras de cinza, rogando-te amparo em nosso favor, também nós, de coração reconhecido, suplicamos-te apoio em auxilio de todos eles, principalmente considerando aqueles que correm o risco de se marginalizarem nas trevas!…
Pelos que perderam a fé, recusando o sentido real da vida, e jazem quase mortos de desespero;
pelos que desertaram das responsabilidades próprias, anestesiando transitoriamente o próprio raciocínio, e surgem quase mortos de inanição espiritual;
pelos que se entregaram a ambição desmesurada a se rodearem sem qualquer proveito dos recursos da Terra, e repontam do cotidiano quase mortos de penúria da alma;
pelos que se hipertrofiaram na supercultura da inteligência, gelando o coração para o serviço da solidariedade, e aparecem quase mortos ao frio da indiferença;
pelos que acreditaram na força ilusória da violência, atirando-se ao fogo da revolta, e se destacam quase mortos de angústia vazia;
pelos que se perturbaram por ausência de esperança, confiando-se ao desequilíbrio, e se revelam quase mortos de aflição inútil;
pelos que abraçaram o desânimo por norma de ação, parando de trabalhar, e repousam quase mortos de inércia;
e pelos que se feriram ferindo aos outros, encarcerando-se nas cadeias da culpa, e estão quase mortos de arrependimento tardio!
Senhor!…
Para todos os nossos irmãos que atravessam a experiência humana quase mortos de sofrimentos e agravos, complicações e problemas criados por eles mesmos, nós te rogamos auxilio e benção!…
Ajuda-os a se libertarem do visco de sombra em que se enredaram e traze-os de novo a luz da verdade e do amor, para que a luz do amor e da verdade lhes revitalize a existência a fim de que possam encontrar a felicidade real contigo, agora e para sempre.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google