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segunda-feira, 28 de março de 2016

CASAMENTO E SEPARAÇÃO II

                        Se é verdade que o espiritismo postula e favor do casamento como relação duradoura entre dois seres, também considera a separação, em muitas ocorrências, como medida justa e mais adequada, evitando danos e lesões maiores, de conseqüências lamentáveis para os cônjuges. Assim como para os filos, que experimentam, às vezes, efeitos desastrosos, assistindo a crueldades conjugais, quando não são chamados, infelizmente, a participar ativamente do litígio, ora como juízes, ora como promotores ou advogados de defesa, diante dos conflitos matrimoniais.
                Há separações absolutamente despropositadas, que surgem como fugas ao enfrentamento de dificuldades cotidianas; busca de aventuras extraconjugais; manifestações descartáveis com foco no império do erotismo de um momento; desistência covarde perante responsabilidades comezinhas; interesses materiais se sobrepondo aos espirituais; opções pelas aparências, em detrimento dos princípios essenciais à evolução; enfim, o império do corpo prevalecendo sobre os valores da alma.
                De igual modo, existem fracassos prognosticados, antes mesmo da consagração das bodas, face ao móvel do casamento ter se centrado exclusivamente num interesse econômico; ou somente por uma atração corpórea; ou motivado unicamente por interesses de projeção social; ou por representar concessões a chantagens mesquinhas; ou por outros motivos em que não se levou em conta a Lei de Amor.
                Por isso, Allan Kardec foi peremptório: O divórcio é lei humana que tem por objeto separar legalmente o que já, de fato, está separado. Não é contrário à lei de Deus, pois que apenas reforma o que os homens hão feito e só é aplicável nos casos em que não se levou em conta a lei divina.
                No momento em que a separação se torna inevitável, é plausível todo esforço para manter um clima amistoso ou, pelo menos, de um companheirismo civilizado, evitando posições de inimizades sempre indesejáveis, mormente quando existem filhos oriundos da relação.
                Separando-se, o casal dispõe do desafio do desatamento de laços, em vez do rompimento. No desatamento há respeito recíproco, mesmo perante divergências; da ruptura derivam agressões e mágoas, culpas e ódios que se arrastarão para o futuro, exigindo reparações justas nesta ou em outra encarnação.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

Um comentário:

Élys disse...

Um texto muito esclarecedor e ajuda muito as pessoas que passam poe situações conflitantes no casamento.
Um Abraço, Élys.