Magnífico seminário feito pelo orador espírita, Haroldo Dutra Dias, sobre o livro O Céu e o Inferno, que completa 150 anos. Ele ocorreu em minha cidade, São José do Rio Preto e tive o privilégio de assistir. Reservem um tempinho para ver. Vale muito a pena! Muita paz!
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
RUSGAS DOMÉSTICAS
De pequena rusga doméstica pode nascer extensa caudal de rixas e
aversões.
Aprender a ouvir sem contradizer, para aclarar qualquer ponto obscuro
em momento adequado, é sinal evidente de compreensão e sabedoria.
Auxilia a criança, não apenas a sorrir, mas também a se educar.
Respeitar os parentes do coração, que se nos ligam nas experiências
terrestres, é valioso preservativo contra desajustes positivamente
desnecessários.
Evita criticar essa ou aquela minudência menos agradável no ambiente
caseiro, cooperando em silêncio para que os senões desapareçam.
Nada censures, colaborando para que os problemas sejam resolvidos sem
alterações e reproches.
Silenciar sobre questões nevrálgicas em família impede a explosão de
conversas ofensivas ou inúteis.
Não revivas os mal-entendidos de ontem ou de qualquer fase do passado,
para que faltas e erros no lar sejam realmente esquecidas.
Aprendamos a não gritar e sim conversemos.
Não te esqueças: a união começa de casa, mas a calma geral começa em ti
mesmo.
Fonte: Calma – Chico Xavier/Emmanuel
imagem: google
domingo, 22 de fevereiro de 2015
EUTANÁSIA DE ANIMAIS
P - Um animal que já está cego, surdo e com doença incurável
pode ser sacrificado?
R - Mesmo quando uma doença é incurável, não significa que o
animal esteja sofrendo e nem que ele não possa conviver com sua deficiência.
Conhecemos animais que apresentam estas características que você cita e estão
vivendo muito bem depois de se adaptarem a sua nova condição. Quando um sentido
é perdido, outros se exacerbam para compensar a perda. Assim, estando cego e
surdo, é provável que seu olfato tenha compensado a deficiência dos dois
sentidos perdidos. Pelo fato de não terem carma e expiar, não podemos banalizar
a eutanásia, pois neste caso não receberá mais o mesmo nome.
Talvez se chame
assassinato, ou como alguns dizem sacrifício. Quando um animal adoece e fica
deficiente, não deixou de ser o mesmo animal que lhe fez companhia durante
todos os anos anteriores. Quando perdeu a visão, a audição e adquiriu a
enfermidade incurável, não deixou de ser aquele animal que você amava pouco
tempo antes. Quando o animal se encontra em uma situação como esta, precisará
mais ainda daquele carinho dispensado a ele quando estava sadio e precisará
mais ainda do seu apoio, pois eles sabem quando nós nos dedicamos a eles e
quando os abandonamos. Eles têm certa consciência do que acontece ao seu redor
e de como são tratados. Não vamos banalizar o ato da eutanásia, pois eles não
têm carma, mas nós temos!
Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google
sábado, 21 de fevereiro de 2015
HOMENAGEM A UM AMIGO VIRTUAL
Hoje peço licença para abrir um espaço diferente. Fui convidada pelo meu amigo virtual Aluísio Cavalcante Jr., do blog http://sonhosdeumprofessor.blogspot.com.br/, a ouvir este poema de sua autoria, musicado por João Araújo. Achei de uma ternura tão grande, que tomei a liberdade de convidar aos amigos deste blog a escutar essa poesia cantada. Que todos possam desfrutar e alegrar seus corações. Muita paz!
sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015
EDUCAÇÃO MODERNA
(J. Herculano Pires)
Uns condenam a educação moderna, saudosos dos tempos em que as
crianças obedeciam aos pais pelo olhar e tremiam diante do mestre. Outros aprovam
a nova educação sem a conhecer e fazem do seu principio de liberdade uma forma
de abandono.
Não ha liberdade
irrestrita, pois a liberdade só pode existir dentro das condições necessárias.
Um homem solto no espaço, livre até mesmo da gravitação, não pode fazer coisa
alguma e perecerá na desolação. Para que ele tenha liberdade é preciso que
esteja condicionado pelo meio físico, pisando a terra e aspirando o ar,
condicionado pelo corpo e pelo meio familiar e social, e assim por diante.
A educação antiga era uma forma de domesticação. As crianças eram tratadas
como animais. A educação moderna, a partir de Rousseau, é uma forma de
compreensão. O seu princípio básico não é a liberdade, mas a compreensão da criança
como um ser em desenvolvimento. O seu objetivo não é o abandono da criança a si
mesma e sim o cultivo paciente da criança, para que possa crescer sadia no
corpo e no espírito. Os maus juízos sobre a nova educação provém do seu desconhecimento
pelos pais e pelos mestres, muitos dos quais não possuem aptidão para educar.
Para os órfãos, prescreve-nos “ajuda-los, livra-los da fome e do
frio, orientar suas almas para que não se percam no vício”. Esse o programa
da nova educação. Seria um contra-senso convertermos os nossos filhos em
órfãos, entregues a si mesmos, ao invés de vigiá-los, descobrir-lhes os
maus pendores, corrigir-lhes as arestas morais e orientá-los para o futuro.
Os depositários de bens materiais cuidam deles para que não se
deteriorem. O lavrador cuida das suas plantações para que produzam. Os pais,
depositários de almas, tem responsabilidade muito maior e mais grave que a
daqueles. Precisam cuidar de seus filhos e ajudá-los para que sejam úteis no
futuro.
Fonte: Na Era do
Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google
quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015
CRIANÇAS E NÓS
(Emmanuel)
Muitos setores das ciências psicológicas asseveram que e
indispensável preservar a criança contra a mínima coação, a fim de que venha a
se desenvolver sem traumas que lhe prejudicariam o futuro. Isso, no entanto, não
significa que deva crescer sem orientação.
Independência desregrada gera violência, tanto quanto violência
gera independência desregrada.
Releguemos determinada obra arquitetônica ao descontrole e teremos
para breve a caricatura do edifício que nos propúnhamos construir.
Abandonemos a sementeira a si própria e a colheita se nos fará
desencanto.
Exigimos a instituição de um mundo melhor.
Solicitamos a concretização da felicidade comum.
Sonhamos com o levantamento da paz de todos.
Esperamos o reino da fraternidade.
Como atingir, porém, semelhantes conquistas sem a criança no
esquema do trabalho a realizar?
Não mergulhará teu filho nas ondas revoltas da ira quando a
dificuldade sobrevenha, e sim não te omitirás no socorro preciso, sem deixá-lo
a feição de barco desarvorado ao sabor do vento. Não erguerás contra ele a
palavra condenatória, nos dias de desacerto, a insuflar-lhe, talvez, ódio e
rebeldia nos recessos da alma, e sim procurarás sustentá-lo com a frase
compreensiva e afetuosa que desejarias ter recebido em outro tempo, nas horas
da infância, quando te identificavas nas sombras da indecisão.
Sabes conduzir a criança ao concurso da escola, a assistência do
pediatra, ao auxilio do costureiro ou ao refazimento espiritual nos espetáculos
recreativos. Por isto mesmo não lhe sonegues apoio ao sentimento para que o
sentimento se lhe faça correto.
Concordamos todos em que a criança necessita de amor para crescer
patenteando mente clara e corpo sadio, entretanto e impossível efetuar o
trabalho do amor – realmente amor – sem bases na educação.
imagem: google
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015
INVEJA III
A ausência do amadurecimento espiritual faz com que
rotulemos, de forma humilhante e pretensiosa, os credos religiosos, a
heterogeneidade das raças, os costumes de determinados povos, as tendências
sexuais diferentes, os movimentos sociais inovadores, as decisões, o
comportamento, o sucesso dos outros e muitas coisas ainda. Tudo isso ocorre
porque não conseguimos digerir com ponderação a grandeza do processo evolutivo
agindo de forma diversificada sob as leis da natureza.
O autêntico impulso natural quer que sejamos
simplesmente nós mesmos. Não faz parte dos impulsos inatos da alma humana a
pretensão de nos considerarmos melhor que as outras pessoas. O que devemos
fazer é aceitar-nos como somos, é respeitar nossas diferenças e reconhecer
nossos valores.
Inveja é o
extremo oposto da admiração. É uma ferramenta cômoda que usamos sempre que não
queremos assumir a responsabilidade por nossa vida. Ela nos faz censurar e apontar as supostas falhas das
pessoas, distraindo-nos a mente do necessário desenvolvimento de nossas
potencialidades interiores. Em vez de nos esforçarmos para crescer e progredir,
denegrimos os outros para compensar nossa indolência e ociosidade.
Não há nada a nos censurar por apreciarmos os feitos
das pessoas e/ou por a eles aspirarmos; o único problema é que não podemos nos
comparar e querer tomar como modelo o padrão vivencial do outro.
A inveja e a censura nascem da auto-rejeição que
fazemos conosco, justamente por não acreditarmos em nossos potenciais
evolutivos e por procurarmos fora de nós as explicações de como deveremos
sentir, pensar, falar, fazer e agir, ora dando uma importância desmedida aos
outros, ora tentando convencê-los a todo custo de nossas verdades.
Do livro: As Dores da
Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google
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