- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
Daisypath - Personal pictureDaisypath Anniversary tickers

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 4 de novembro de 2015

PAPÉIS DENTRO DO CASAMENTO II

                De outro jeito mais profundo, o casal amoroso pode seguir um padrão duplo de associação homem/mulher e pai/filha; aqui, além da comunhão sexual, o esposo desenvolve as funções da figura paterna quando a esposa apresenta demandas de filha. Situação similar se dá no padrão homem/mulher e filho/mãe.
                Ainda de modo mais amplo, os consortes podem apresentar triplas transações emocionais: homem/mulher; pai/filho e filho/mãe. Neste tipo de interação, além da sexualidade presente, o esposo assume as funções de um pai junto à esposa, quando demonstra conteúdos da filha que carrega internamente;. Bem como o parceiro pode encontrar apoio para as carências do filho que traz dentro de si, perante a esposa que se revela maternal, acolhendo-o.
                Nos casais de maior envergadura, a dança pode apresentar transações mais complexas e abrangentes: homem/mulher, pai/filha, filho/mãe, amigo/amiga, etc. estes consortes exibem uma coreografia amorosa magnífica, agregando muito papéis em sua interação afetiva, traduzindo boa flexibilidade agenciadora de enriquecimento conjugal.
                Mesmo que estejam presentes vários papéis, é importante frisar que o casal, habitualmente, estará disfuncional quando a função de conjugalidade (homem/mulher) de forma duradoura for excluída da relação amorosa sem motivo justo.
                É verdade que há situações específicas em que o casal, a despeito do amor recíproco, se vê impedido, ou prescinde da união sexual propriamente dita: são casais cuja enfermidade alcançou um dos membros da relação, inviabilizando a cópula; são pessoas em idade avançada, em que a permuta da energia sexual se faz estritamente de forma psicoemocional; é um parceiro com doenças sexualmente transmissíveis e incuráveis, o que motiva o casal a optar pela abstinência sexual numa família já constituída; é um traumatismo com lesão neurológica, comprometendo a ereção; são espíritos de escol em tarefas especializadas na dita. Enfim, são ocorrências de exceção que justificam uma vida matrimonial com comunhão sexual exclusivamente psíquica.
                É importante dizer que, à luz da reencarnação, um homem pode ser um espírito com muitas conquistas na feminilidade e, além de esposo, ser capaz de desempenhar papéis feminis perante a esposa, acolhendo-a, por exemplo, de forma maternal nas suas demandas como uma filha ansiando pela mãe.
                Igualmente, pode ser dito a uma mulher cujo espírito traga grande bagagem viril assegurando-lhe competência para, além de esposa, desempenhar papéis masculinos junto ao esposo, quando essa necessidade se apresentar.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

terça-feira, 3 de novembro de 2015

PAPÉIS DENTRO DO CASAMENTO I

                O casamento exige competências variadas para que se estabeleça e se mantenha. Para tanto, é importante perceber a existência de uma dança entre os parceiros; quanto mais ampla em sua flexibilidade, maior será a possibilidade de sucesso e felicidade conjugal.
                Ao lado da lei de amor, há uma função também fundamental que caracteriza o matrimônio – a de natureza sexual – configurando, desse modo, uma união conjugal.
                Contudo, podem coexistir outros papéis, secundariamente, dentro da dinâmica do acasalamento, e que precisam ser considerados e avaliados, a fim de se perceber o quanto a interação está em harmonia e cresce consolidando-se.
                Trazendo cada um a sua história biográfica e espiritual, deve-se considerar a presença de alguns movimentos que falam de várias necessidades passadas e atuais, e que se manifestam nas nossas relações, inclusive dentro do casamento, por meio de papéis como, no parceiro, o de pai, filho, amigo, companheiro, etc, e, do mesmo modo, na parceira, o de mãe, filha, amiga, companheira, etc.
                Assim, é possível detectar vários encaixes funcionais entre a dupla, quando os papéis não colidem entre si e respeitam a conjugalidade, não a excluindo.
                Desse modo, pode-se ter, por exemplo, dentro da amorosidade entre um esposo e uma esposa, além da posição básica conjugal homem/mulher, o desempenho de outros papéis em perfeita harmonia nas interações: pai/filha, filho/mãe, amigo/amiga, etc.
                Portanto, pode o esposo adoecer e, alquebrado como uma criança, buscar a esposa que, prontamente, o atende como uma mãe; pode a mulher ter um achaque emocional no trabalho, e chegar ao lar ansiando pelo pai protetor, e o esposo a acolhe nessa posição, como um pai o faria.
                Muitas vezes, o esposo carente vai em direção à esposa procurando uma amiga confidente, e ela lhe corresponde; doutra feita, é a esposa querendo ouvir um amigo conselheiro, telefona para o esposo que, receptivo, a atende como um amigo.
                Em algumas circunstâncias, o cônjuge encontra, no seu par, o profissional para uma permuta de idéias, e trocam experiências fecundas e enriquecedoras como companheiros profissionais.
                Além desses episódios circunstanciais, o casal pode manter um padrão fixo de funcionamento ao longo de toda uma vida com posições bem definidas, em regime adequado de suplementação.
                Assim sendo, há parceiros que assumem a vida inteira a atitude afetiva no encaixe de homem/mulher somente, ou seja, experimentam apenas a interação relativa à união sexual, embasados pelo vínculo amoroso. É um bailado funcional, porém estreito.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

NOTAS BREVES

Não perca tempo.

Não fuja ao dever.

Respeite os compromissos.

Sirva quanto possa.

Ame intensamente.

Trabalhe com ardor.

Ore com fé.

Fale com bondade.

Não critique.

Observe construindo.

Estude sempre.

Não se queixe.

Plante alegria.

Semeie paz.

Ajude sem exigências.

Compreenda e beneficie.

Perdoe quaisquer ofensas.

Atenda à pontualidade.

Conserve a consciência tranquila.

Auxilie generosamente. Esqueça o mal.

Cultive sinceridade, aceitando‐se como é e acolhendo os outros como os outros são, procurando, porém, fazer sempre o melhor ao seu alcance.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

domingo, 1 de novembro de 2015

A SEPARAÇÃO DO JOIO E DO TRIGO

                Infelizmente, assistimos na atualidade a uma das mais sangrentas e hediondas demonstrações de disseminação do mal no planeta. É extremamente decepcionante ver ainda, em pleno século XXI, a existência de grupos terroristas tão cruéis como o dos membros do grupo ISIS (Estado Islâmico do Iraque e do Levante). A intenção dessa facção, que tem concentrado a sua ação na Síria e no Iraque, e cujo modus operandi e crenças abarcam o que há de mais atrasado e medieval, é impor a crença islâmica (isto é, princípios ou entendimentos eminentemente distorcidos a respeito desta) à força às populações. Os seus métodos cruéis de extermínio a ninguém poupa. As terríveis imagens disponíveis falam por si.
                Como se sabe, as vítimas indefesas são escravizadas (como é o caso das mulheres), fuziladas ou decapitadas sem misericórdia. É tamanha a força e tenacidade desse grupo, que até mesmo governos legitimamente constituídos lhe temem as ousadas investidas. Chega a ser dantesco ver jovens educados em países desenvolvidos, cobertos de afeto, atenção, e as melhores condições possíveis para o seu desenvolvimento intelecto-moral, se alistarem nas fileiras dessa agremiação trevosa.
                O momento presente da história humana comporta, lamentavelmente, aberrações coletivas como é o caso do ISIS. A julgar pelas práticas adotadas não fica difícil imaginar os valores e princípios cultuados pelos seus membros. E ao ver uma organização como essa surgir praticamente do nada sucumbindo povos pacíficos e indefesos, bem como assaltando, destruindo e dilapidando por toda parte, nos remete à lição evangélica que prega a necessidade da separação do joio e do trigo.
                É indiscutível que ao amorosos apelos e ensinamentos daquele que se colocou com toda a justiça como “o caminho, a verdade e a vida” não penetram – pelo menos por ora – nos corações empedernidos dos Espíritos pertencentes a esse grupo. As suas mentes devem estar tão obcecadas em impor à força ao mundo a sua estreita visão religiosa, que não há espaço mínimo sequer para acolher as sugestões e alvitres do bem. São vítimas da sua própria cegueira espiritual e fé cega, mal do qual muito acertadamente nos alertou outrora Allan Kardec.
                Por isso, não conseguem ainda vislumbrar a noção de pluralidade ou diversidade religiosa. As sublimes concepções de liberdade, livre-arbítrio e direito lhes incomodam profundamente. São seres, enfim, absolutamente despreparados para viver num mundo de regeneração, paz e respeito. Os ideais de amor e fraternidade não lhes penetraram no âmago do ser. O uso desmedido da violência e da desumanidade é talvez o único argumento capaz de proferir na sua trajetória insana de vida.
                É inegável que esses irmãos profundamente doentes do espírito e da alma estão provavelmente malbaratando derradeiras oportunidades nesse mundo. Afinal, assumindo a transição planetária como um imperativo impostergável, a Terra não poderá mais abrigar em seu seio almas desse jaez se se pretende a prevalência de um mínimo de equilíbrio.
                Seja como for, a misericórdia divina não os desamparará. O despertamento desses indivíduos para as excelsas realidades transcendentais certamente se fará em outras plagas – cujas condições obviamente deverão ser muito aquém das ora a eles proporcionadas. Lá deverão joeirar por meio de experiências santificantes todo o fel que lhes invade as almas, fazendo brilhar às duras penas a sua essência divina. Jesus, nosso mentor e amigo incomparável, asseverou que nenhuma das ovelhas do seu aprisco estaria perdida. Assim sendo, concluímos que esses Espíritos rebeldes não estarão abandonados pelas forças do amor e da sabedoria.

Anselmo Ferreira Vasconcelos


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – jan./2015
imagem: google

sábado, 31 de outubro de 2015

ORAÇÃO DA MIGALHA

Cap. XIII – Item 5
Senhor!
Quando alguém estiver em oração, referindo-se à caridade, faze que este alguém me recorde, para que eu consiga igualmente ajudar em teu nome.
Quantas criaturas me fitam, indiferentes, e quantas me abandonam por lixo imprestável!...
Dizem que sou moeda insignificante, sem utilidade para ninguém; contudo, desejo transformar-me na gota de remédio para a criança doente. Atiram-me a distância, quando surjo na forma do pedaço de pão que sobra à mesa; no entanto, aspiro a fazer, ainda, a alegria dos que choram de fome. Muita gente considera que sou trapo velho para o esfregão, mas anseio agasalhar os que atravessam a noite, de pele ao vento... Outros alegam que sou resto de prato para a calha do esgoto, posso converter-me na sopa generosa, para alimento e consolo dos que jazem sozinhos, no catre do infortúnio, refletindo na morte.
Afirmam que sou apenas migalha e, por isso, me desprezam...
Talvez não saibam que, certa vez, quando quiseste falar em amor, narraste a história de uma dracma perdida e, reportando-te ao reino de Deus, tomaste uma semente de mostarda por base de teus ensinos.
Faze, Senhor, que os homens me aproveitem nas obras do bem eterno!... E, para que me compreendam a capacidade de trabalhar, dize-lhes que, um dia, estivemos juntos, em Jerusalém, no templo de Salomão, entre a riqueza dos poderosos e as jóias faiscantes do santuário, e conta-lhes que me viste e me abençoaste, nos dedos mirrados de pobre viúva, na feição de um vintém.
Meimei

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

A GRANDE PERGUNTA

“E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” — Jesus. (LUCAS 6:46)

Em lamentável indiferença, muitas pessoas esperam pela morte do corpo, a fim de ouvirem as sublimes palavras do Cristo.
Não se compreende, porém, o motivo de semelhante propósito. O Mestre permanece vivo em seu Evangelho de Amor e Luz.
É desnecessário aguardar ocasiões solenes para que lhe ouçamos os ensinamentos sublimes e claros.
Muitos aprendizes aproximam-se do trabalho santo, mas desejam revelações diretas. Teriam mais fé, asseguram displicentes, se ouvissem o Senhor, de modo pessoal, em suas manifestações divinas. Acreditam-se merecedores de dádivas celestes e acabam considerando que o serviço do Evangelho é grande em demasia para o esforço humano e põem-se à espera de milagres imprevistos, sem perceberem que a preguiça sutilmente se lhes mistura à vaidade, anulando-lhes as forças.
Tais companheiros não sabem ouvir o Mestre Divino em seu verbo imortal.
Ignoram que o serviço deles é aquele a que foram chamados, por mais humildes lhes pareçam as atividades a que se ajustam.
Na qualidade de político ou de varredor, num palácio ou numa choupana, o homem da Terra pode fazer o que lhe ensinou Jesus.
É por isso que a oportuna pergunta do Senhor deveria gravar-se de maneira indelével em todos os templos, para que os discípulos, em lhe pronunciando o nome, nunca se esqueçam de atender, sinceramente, às recomendações do seu verbo sublime.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

SOFRIMENTO ANTE A MORTE II

                O orgulho desmedido e a presunção pessoal são-lhes os adversários mais rigorosos, que não lhes permitem raciocinar diante do que acontece com todos os seres.
                Acompanham a ocorrência da morte em toda parte com as demais pessoas, porém, acreditam que não ocorrerá com eles, pelo menos, por enquanto... Um enquanto que se alonga no tempo, indefinidamente, na dimensão do seu capricho.
                Como a morte não interroga antes os interessados na vida, ao arrebatá-los, deixa surpresos os seus afetos, eu se entregam às desordens emocionais e aos desnecessários sofrimentos eu os arrasam.
                A morte sempre produz sentimentos contraditórios, naqueles que partem, como naqueloutros que ficam.
                Quem considerou e se preparou para o acontecimento, logo se adapta após o choque inicial, como é compreensível. No entanto, para aquele que ao corpo delegou todos os interesses, a surpresa é substituída pelo desgosto ante o sucedido, acompanhado por injustificável revolta, que causa males insuspeitados.
                O sofrimento que decorre da morte é, portanto, resultado da óptica pela qual se observam e se acompanham os mecanismos da vida.
                Constituem fenômenos naturais a dor da saudade, a melancolia, a preocupação com o estado do ser que partiu, como decorrência de necessárias provações para o amor, que precisa sublimar-se através da ausência física e de todas as implicações dela decorrentes.
                Como a real, a verdadeira felicidade não se pode fruir no mundo físico, dia chegará, logo mais, para vivê-la, onde não haja morte, nem separação, nem dor.
                Assim, deve-se viver, preparando-se para morrer, meditando na morte, a fim de lhe não sofrer a injunção aflitiva, evitando o desespero e todo o seu séquito de agentes perturbadores.

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google