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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quinta-feira, 9 de abril de 2015

CAMINHOS PARA A CESSAÇÃO DO SOFRIMENTO VI

                É o amor que leva à piedade fraternal, à compaixão, induzindo o homem à solidariedade e mesmo ao sacrifício.
                Há um tipo de compaixão que, não resultando da ação dinâmica do amor profundo, pode ser perniciosa e até deprimente. Trata-se daquela que lamenta o sofrimento e escoroçoa quem o experimenta, como uma forma de aureolá-lo de desdita e abandono, de falta de sorte e desgraça. Essa atitude transparece e resulta de uma óptica equivocada sobre o sofrimento, deixando a perspectiva de que o mesmo é punição arbitrária, injustiça perturbadora.
                A compaixão junta-se ao companheirismo, que comparte dos sentimentos alheios, sem enfraquecer-lhes as resistências morais, incitando o indivíduo à perseverança nos ideais e postulados relevantes, que o impulsionam ao incessante avanço, sem possibilidade de retrocesso.
                Compaixão pelo bem, fruto do amor, o ser age adequadamente, mudando a estrutura do sofrimento, do qual o cinzel da ternura arranca as asperezas e anfractuosidades. Esse sentimento é semelhante à suavidade do luar em noite escura espraiando luz tênue e confortadora sobre a paisagem. Faculta uma visão propiciadora de ações úteis, onde predominavam as sombras do desalento, do medo e  do desespero em crescimento.
                A paixão pelo serviço de elevação irradia piedade construtiva, que estimula à  beneficência e dá calor à filantropia, aureolando-a de vigor fraternal, graças ao qual os sentimentos solidários expressam o amor em sua multiface.
                A ausência de compaixão envilece o homem e a falta de paixão pelo bem torna o ser revel, quando não o mantém apenas na indiferença mórbida, qual observador mumificado diante dos acontecimentos do cotidiano.
                O serviço do bem, com a correspondente paixão de sustentá-lo, transforma-se em caridade que plenifica aquele que recebe o socorro e quem o propicia. Enseja a ação de dupla via: a satisfação que faculta àquele a quem é dirigida e a que retorna como resposta interior da consciência tranqüila pela emoção experimentada.
                A vida sempre responde de acordo com a maneira como é inquirida. A cada ação resulta uma equivalente reação, desencadeando sucessivos efeitos que se tornam conseqüências desta última, por sua vez geradora de novos resultados.
                Para eu seja interrompido o ciclo, quando pernicioso, a compaixão por si mesmo e pelo próximo induz o homem às ações construtivas, nas quais se instalam os mecanismos que desencadeiam resultados favoráveis ao progresso, assim interrompendo a onda propiciadora de sofrimento.
                A paixão de Cristo por todas as criaturas é um estímulo constante a que se compadeçam os indivíduos uns pelos outros, sustentando-se nas dores e dificuldades, jamais piorando as suas necessidades ou afligindo-os mais através dos instintos agressivos, por acaso prevalecentes em sua natureza animal.
                É de vital importância a compaixão no comportamento humano. Ela conduz à análise a respeito da fragilidade da existência corporal e de todos os engodos que a disfarçam.
                Sendo a ilusa um fator responsável por incontáveis sofrimentos, a compaixão desnuda-a.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

Um comentário:

tesco disse...

"A vida sempre responde de acordo
com a maneira como é inquirida."
E a gente vivencia o que aprende,
e aprende o que vivencia.
Não há mistério na vida,
é apenas questão de er olhar.
Beijos.