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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

INVEJA II

                Os indivíduos que possuem o hábito da critica destrutiva estão, em verdade, dissimulando outras emoções, talvez a inveja ou mesmo o despeito, existem posturas efetuadas tão costumeiramente e que se tornam tão imperceptíveis que poderíamos denominá-las atitudes crônicas.
                A inveja é definida como sendo o desejo de possuir e de ser o que os outros são, podendo tornar-se uma atitude crônica na vida de uma criatura. é uma forma de cobiça, um desgosto em face da constatação da felicidade e superioridade de outrem.
                Observar a criatura sendo, tendo, criando e realizando provoca uma espécie de dor no invejoso, por ele não ser, não ter, não criar e não realizar. A inveja leva, por consequência, à maledicência, que tem por base ressaltar os equívocos e difamar; assim é a estratégia do depreciador. Se eu não posso subir, tento rebaixar os outros; assim, compenso meu complexo de inferioridade.
                A inveja nasce quase sempre por nos compararmos constantemente com os outros. Nessa comparação, o homem desconhece o fato de sua singularidade, possuidor de expressões íntimas completamente diferente das dos outros seres. É verdade, porém, que possuímos algumas semelhanças e características comuns com outros homens, mas, em essência, somos almas criadas em diferentes épocas pelas mãos do Criador e, por isso, passamos por experiências distintas e trazemos na própria intimidade missões peculiares.
                Anormalidade, normalidade, sobrenaturalidade e paranormalidade são de fato catalogações da incompreensão humana alicerçadas sobre as chamadas comparações.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

INVEJA I

                Se tivéssemos o hábito de investigar nossos comportamentos autodestrutivos e fizermos uma análise desses antecedentes históricos em nossa vida, poderemos, cada vez mais, compreender o porquê de permanecermos presos em certas áreas prejudiciais à nossa alegria de viver.
                Esses comportamentos infelizes a que nos referimos não são apenas as atitudes evidentemente desastrosas, mas os diminutos atos cotidianos que podem passar como aceitáveis e completamente admissíveis. Entretanto, tais atos são os grandes perturbadores de nossa paz interior.
                Muitos indivíduos não se preocupam em estudar as raízes de seus comportamentos rotineiros, porque acreditam que, para assumir a responsabilidade da renovação íntima, precisariam desprender um enorme sacrifício. Sendo assim, preferem permanecer apegados aos antigos costumes, utilizando-se dos preconceitos e de crenças distorcidas, sem se darem conta de que estes são as matrizes de seus prontos vulneráveis.
                Para afastar todo e qualquer anseio de transformação interior, utilizam-se de um processo psicológico denominado racionalização – artifício criado para desviar a atenção dos verdadeiros motivos das atitudes e ações – para se verem livres das crises de consciência, procurando assim justificar os fatos inadequados de suas vidas.
                Somente alteraremos nossos atos e atitudes doentios quando tomarmos plena consciência de que são eles as raízes de nossas perturbações emocionais e dos inúteis desgastes energéticos. É examinando nossos dia a dia à luz das escolhas que fizemos ou que deixamos de fazer é que veremos com clareza que somos, na atualidade, a soma integral de nossas opções diante da vida.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google

domingo, 15 de fevereiro de 2015

MELINDRES

Não permita que suscetibilidades lhe conturbem o coração.

Dê aos outros a liberdade de pensar, tanto quanto você é livre para pensar como deseja.

Cada pessoa vê os problemas da vida em ângulo diferente.

Muita vez, uma opinião diversa da sua pode ser de grande auxílio em sua experiência ou negócio, se você se dispuser a estudá‐la.

Melindres arrasam as melhores plantações de amizade.

Quem reclama, agrava as dificuldades.

Não cultive ressentimentos.

Melindrar‐se é um modo de perder as melhores situações.

Não se aborreça, coopere.

Quem vive de se ferir, acaba na condição de espinheiro.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: google

sábado, 14 de fevereiro de 2015

RELAÇÕES ALÉM TÚMULO II

                Portanto, após a morte, levaremos conosco tudo aquilo que somos e fizemos na presente existência. Assim, como na vida física, nos aproximamos e nos afinizamos com aqueles que têm as mesmas aspirações que temos. A união no plano espiritual se dá por simpatias de propósitos, os bons espíritos, pelo desejo de fazer o bem; os maus, pelo desejo de fazer o mal, pela vergonha de suas faltas e pela necessidade de se encontrarem ente os seres que são semelhantes a eles.
                Estando encarnados, fingimos, escondidos no corpo físico, mentimos, enganamos, trapaceamos, agimos com inveja, orgulho e egoísmo diante de fatos e provações da existência, há no plano espiritual não mais dispomos da matéria, então nos apresentamos tal qual verdadeiramente somos, como nossas mazelas expostas não podendo mais passar uma imagem daquilo que realmente não somos!
                Levaremos conosco, no retorno a vida espiritual, o que somos, não mais podendo esconder no verniz da materialidade, e caso lá cheguemos em uma situação não muito favorável, provavelmente nos sentiremos extremamente envergonhados e decepcionados, pois muitas vezes, tivemos a oportunidade de participação na programação de nossa recente existência, trazendo a proposta de reparação de alguns erros e não o fizemos.
                Somos como crianças de idade escolar, durante a nossa existência, recebemos a oportunidade de estudar e de aprender, dispomos do material para isso; o nosso corpo físico. Porém, assim como na escola, passamos pelas provas em que seremos testados, ou seja, convivência difícil com um familiar, avareza, paciência, tolerância... e muitas vezes sucumbimos, não conseguindo passar de ano, sendo reprovados na escola do progresso espiritual, o que ensejará a necessidade de uma nova reencarnação.
                E não há dor maior do que o remorso do tempo perdido, da oportunidade desperdiçada, do desprezo. A nossa consciência nos acusará. Dessa forma, devemos seguir nossa atual existência com os propósitos de sermos mais tolerante,s mais amáveis, mais pacientes, mais dóceis, ais caridosos... de acordo com os ensinamentos cristãos.
                Se queremos um mundo melhor, essa mudança deve começar dentro de nós!

Juliana P. C. Cuin

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2014
imagem: google

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

RELAÇÕES ALÉM TÚMULO I

                Sabendo que a verdadeira vida é a espiritual, é evidente, portanto, que existam relações entre os espíritos desencarnados que retornaram à pátria espiritual.
                Atualmente encarnados, pensando e agindo conforme nosso grau de adiantamento, e, ainda envoltos na materialidade da vida, temos dificuldades em conceber a ideia de como é essa vida espiritual e suas relações.
                Segundo as instruções dos espíritos, há uma organização entre as diferentes ordens dos desencarnados, estabelecendo entre elas uma hierarquia de poderes, subordinação e autoridade, com base na ascendência moral, de uns sobre os outros, diferentemente do que ocorre na Terra, quando tal hierarquia se dá de acordo com bens, posses e poderes materiais. No plano espiritual o adiantamento moral exerce uma hierarquia irresistível entre uns e outros.
                Daí então, entendemos que todos os bens e gozos terrenos que um homem possui na Terra, não lhe garantirão nenhum privilegio ou poder no mundo espiritual o que coaduna com as lições do Cristo, quando afirma que os pequenos serão elevados e os grandes rebaixados. O que realmente vale são as riquezas e os valores espirituais.
                Atualmente vemos uma inversão de valores, onde notamos a procura pela exaltação, pela chance de e destacar, de sobressair e de se tornar notável, a qualquer custo, numa sociedade onde cresce, desenfreadamente, a busca por valores materiais.
                Os laços familiares cada dia mais frouxos, o casamento cada dia menos comum, as relações humanas cada dia mais egoístas e individualistas e o amor ao próximo, cada dia menos próximo de nosso coração! E os ensinamentos de Jesus que agora temos a maturidade de compreender, por vezes, caem no esquecimento. Quem quiser ser o melhor que seja o último e o servidor de todos, orienta Jesus, nisso está o amor, a bondade e a justiça.

(continua)

Juliana P. C. Cuin
Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2014
imagem: google

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

A POESIA PERDIDA

Cap. VI – Item 4
O consolador é a onipresença de Jesus na Terra.
Ao influxo da Benemerência Celeste, ele asserena os gestos impensados das criaturas que gemem esporeadas pelas provações; aplaca os gritos blasfemos que se elevam de muitas bocas com requintes insaciáveis de orgulho; recompõe os rostos incendidos pelo fogo de multifárias paixões e soergue os proscritos do remorso que se escondem nas dores devoradoras, desmemoriados na retificação que o destino lhes retraça.
O Consolador Prometido!...
Sursum corda!
Res, non verba!...
Seguindo-lhe os ditames, jamais desfeches o alvo em mira, pois os olhos voltívolos não podem fixar os painéis vislumbrados nos cimos.
Recorda que todas as cenas humanas têm seus bastidores espirituais.
Se vives em ânsia de paz interior, sustém o império sobre ti mesmo.
Espaneja em ti a carusma dos preconceitos que te dançam na mente, qual poeira de sombra, entenebrecendo-te a razão.
Recoloque os ideais com novas tintas de alegria, esperança e coragem, no combate aos erros bastas vezes milenares.
Estende um pensamento bom aos cépticos transviados no dédalo das indagações contraditórias, ferretoados no duelo interior da dúvida.
Foge à voz bramidora da censura para que os teus lábios festejem os ouvidos alheios com expressões de conselho e acentos de consolo.
Borda a palavra com doçura e repete mansamente a própria benção quando a tua voz se perca entre os clamores dos que passam a vociferar rebeldia e avançam espavoridos por veredas em chamas.
Socorre a mães desditosas, cujos filhinhos doentes vertem lágrimas a se transmutarem nos livores macilentos da morte.
Afaga, ao calor das frases de fraternidade revigoradora, as têmporas encanecidas e latejantes que te suplicam algum óbolo de carinho.
Desfaze o véu do pranto de agonia de quem chora às ocultas, no sarcófago das trevas de si mesmo.
Derrama preces confortativas entre os peregrinos da morte que não se resguardaram para a Grande Viagem e carreiam o coração em atropelos, de espanto a espanto, ante a perpetuidade da vida.
Em toda estrada vicejam alfombras de sorrisos e chovem lágrimas de aflição, mas o amor, com o Cristo-Jesus, recupera a poesia perdida ao longo do nosso caminho, pois só ele transforma o miasma em perfume, o incêndio em luz, o espinho em flor, o deserto em jardim e a queda em ascensão.
Manuel Quintão

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
imagem: google

terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

PREGAÇÕES

“E ele lhes disse: Vamos às aldeias vizinhas para que eu ali também pregue; porque para isso vim. — (MARCOS 1:38)

Neste versículo de Marcos, Jesus declara ter vindo ao mundo para a pregação. Todavia, como a significação do conceito tem sido erroneamente interpretada, é razoável recordar que, com semelhante assertiva, o Mestre incluía no ato de pregar todos os gestos sacrificiais de sua vida.
Geralmente, vemos na Terra a missão de ensinar muito desmoralizada.
A ciência oficial dispõe de cátedras, a política possui tribunas, a religião fala de púlpitos.
Contudo, os que ensinam, com exceções louváveis, quase sempre se caracterizam por dois modos diferentes de agir. Exibem certas atitudes quando pregam, e adotam outras quando em atividade diária. Daí resulta a perturbação geral, porque os ouvintes se sentem à vontade para mudar a “roupa do caráter”.
Toda dissertação moldada no bem é útil. Jesus veio ao mundo para isso, pregou a verdade em todos os lugares, fez discursos de renovação, comentou a necessidade do amor para a solução de nossos problemas. No entanto, misturou palavras e testemunhos vivos, desde a primeira manifestação de seu apostolado sublime até a cruz. Por pregação, portanto, o Mestre entendia igualmente os sacrifícios da vida. Enviando-nos divino ensinamento, nesse sentido, conta-nos o Evangelho que o Mestre vestia uma túnica sem costura na hora suprema do Calvário.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
imagem: google

Comentários de Haroldo Dutra Dias:

Passagem que revela Jesus acordando de madrugada iniciando o trabalho de divulgação do evangelho. Mas aqui sutilmente nos adverte Emmanuel, a pregação do evangelho, tal como entendia Jesus, é uma pregação integral, porque envolvem os elementos sublimes da fala, o dom sublime da palavra. Todavia conjuga a exemplificação, o testemunho e o sacrifício pessoal. É que o exemplo da vida, a vivência do ensino pregado, confere força às palavras. Faz com que aquele que proclama seja envolvido em uma luz de amor, de exemplo, capaz de arrastar todos os ouvintes, dando a ideia de que o proclamador veste uma túnica sem costura. Aquilo que ele fala é o que ele vive. Naturalmente esse é o ideal que todos perseguimos, nem sempre alcançado por todos nós que temos a tarefa da divulgação. Mesmo com as limitações é preciso seguir o modelo do exemplo de Jesus, incorporar a cada dia, na nossa fala, na nossa divulgação a exemplificação e a nossa própria vida, com suas dores, seus sacrifícios e os seus testemunhos, para que a nossa fala reflita com segurança o ensino glorioso de Jesus. Dia virá em que a roupa do nosso caráter será semelhante à túnica envergada por Jesus no calvário, uma túnica alva, brilhante e sem costura. Revelando a coerência, a exemplificação, a vivência sublime do amor.

Fonte: http://www.portalser.org/destaque/sete-minutos-com-emmanuel-007/