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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 25 de maio de 2012

RESPEITO II

                À medida que a criança cresce e se desenvolve no convívio familiar, ela reproduz ou copia tudo o que vê, ouve e observa. Os adultos servem de padrões, quer dizer, são modelos e exemplos. Por meio da identificação com os pais, tios, avós ou irmãos mais velhos, ou mesmo da imitação de seus atos e atitudes, a criança, de forma consciente ou inconsciente, modela-se firmemente no ambiente doméstico.
                Socialização é o processo de adaptação do indivíduo ao gripo social; é o desenvolvimento das relações na vida grupal, caracterizado pelo espírito de coletividade e pelo sentimento de cooperação e solidariedade.
                Particularmente na criança, a socialização se inicia a partir do momento em que o recém-nascido é conduzido para casa pelos pais. No entanto, não devemos esquecer que, desde a sua concepção, a alma, já ligada ao diminuto embrião humano, sofre forte influência do ambiente em que vive.
                De acordo com Jean Piaget, cada criança, na fase da socialização doméstica, assimila e modela tudo o que a sensibiliza de acordo com sua individualidade – utilizando sua personalidade única e peculiar, o que irá distingui-la de todas as outras pessoas. Acontecimentos caseiros, atos e opiniões dos adultos, considerações sobre ética, religião, costumes, moral e filosofia, proibições e preconceitos, permissões e intolerâncias, tudo vai-se modelando na argila plástica, que é a mentalidade infantil, e delineando a criança dentro de preceitos, regras de conduta e de princípios que variam culturalmente, de família para família, e interiormente, de criança para criança. Mesmo nos gêmeos idênticos, o desenvolvimento psicossocial ocorrerá de forma diferenciada devido à bagagem espiritual que cada alma traz consigo – produto de suas vidas sucessivas.
                Consulta Kardec a espiritualidade maior, na terceira parte, capítulo IX, de O Livro dos Espíritos: De onde se origina a inferioridade moral da mulher em certos países? E os obreiros do bem respondem: Do império injusto e cruel que o homem tomou sobre ela. É um resultado das instituições sociais e do abuso da força sobre a fraqueza. Entre os homens pouco avançados, do ponto de vista moral, a força faz o direito.
                A formação machista que as crianças recebem na infância as influencia durante toda a vida. Homens são treinados para ser fortes, corajosos, agressivos, seguros, bem-sucedidos e auto-suficientes. Para os estudiosos do comportamento humano, o estereótipo do macho iniciou-se nas eras pré-históricas, quando os nossos antepassados do sexo masculino tiveram que abandonar o medo e disputar a comida com os animais.
                Machismo é um conjunto de normas, costume, leis e atitudes baseado em regras socioculturais do homem, que tem por finalidade explícita e/ou implícita criar e manter a submissão da mulher em todos os níveis: afetivo, sexual, procriativo, profissional.
                Quando a mulher, nos seus mais diversos relacionamentos, romper com essa visão de que deve ser submissa, reclusa, frágil e dependente do homem, ela recuperará toda a estrutura de poder e o senso de iniciativa.
                A guerra dos sexos, na maioria das vezes, tenta impor, com ou sem armas, a supremacia do homem sobre a mulher por meio da violência, clara ou dissimulada, salvaguardando interesses falocratas de mentalidades medievais.
                O machista atua como tal, sem poder explicar seus atos ou perceber suas atitudes externas, porque não se dá conta das estruturas preconceituosas que internalizou nesta ou em outras existências. Ele se limita apenas a reproduzir ou pôr em prática tudo aquilo que viveu culturalmente no lar, na escola, no templo religioso, na cidade, no mais, enfim em qualquer lugar ou situação que o tenha influenciado.
                Muitas mulheres, de forma inconsciente, compartilham do machismo na medida em que não notam as estruturas psicológicas de hegemonia masculina que regulam suas relações afetivas e sociais. E podem reproduzi-las, sem perceber, na educação dos filhos, sejam eles homens ou mulheres, contribuindo dessa forma para que a idéia machista se perpetue automaticamente.

Do livro: OS PRAZERES DA ALMA - uma reflexão sobre os potenciais humanos        
FRANCISCO DO ESPIRITO SANTO NETO/ESPÍRITO HAMMED


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3 comentários:

Mari Rehermann disse...

Ainda bem que em muitos países, nés mulheres estamos mudando este quadro machista e conquistando nosso verdadeiro lugar no mundo. Algumas com certo exagero...mas aos poucos, o coas se disfaz, dando origem a um mundo com mais igualdade, começando com as crianças.

Beijos, querida Denise!!♥

Milton Kennedy disse...

Boa noite amiga Denise,
tenho este livro de Hammed (Os prazeres da Alma), assim que terminar o que estou lendo vou dedicar-me a ele. Eu demoro um pouco é que gosto de fazer resumos, anotações...
Curti muito a fotinho dos animaizinhos.

Abraços, saúde e paz interior.

Leonice disse...

Como sempre uma ótima postagem Denise! Obrigada querida por compartilhar.
Abraços e um final de semana com muita paz!