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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


domingo, 8 de julho de 2012

O TORMENTO DO PODER I


            Falsos conceitos sobre a felicidade na Terra induzem os seres humanos a comportamentos totalmente opostos à bênção pela qual anelam.

            Dominados pela busca incessante do prazer imediatista, acreditam que a plenitude é um estado que se alcança mediante o poder defluente de qualquer circunstância: político, religioso, monetário, social, artístico ou de todos eles reunidos, enfeixados nas mãos tirânicas da supremacia em relação às demais criaturas.
            Todo tipo de poder humano converte-se em tormento psicológico, sendo em si mesmo um conflito de insegurança que propele o indivíduo à ambição de lograr maior domínio do que tem em mente, levando-o quase sempre a posições e condutas arbitrárias.
            Esse poder buscado ansiosamente é herança infeliz da força bruta predominante nas faixas mais primitivas da evolução.
            Alcançando o nível da inteligência, mas não da consciência de si mesmo e do seu significado existencial, o indivíduo acredita que deve ser temido de alguma forma, porque se sente incapaz de inspirar amor, subjugando os demais em razão de não conseguir submeter-se aos limites que lhe assinalam a existência.
            Nas relações sociais primitivas são celebradas as conquistas da violência e da arbitrariedade, dando lugar ao surgimento de governantes temidos e detestados, que se tornam cada vez mais arrogantes e perversos, sempre temerosos de perder a posição de dominadores.
            Na razão direta em que houve o processo lento e doloroso da civilização com o surgimento dos primeiros códigos de leis e de ética, o poder foi adaptando-se às novas conquistas, alterando a sua maneira de liderança pelo medo, embora ainda permaneçam as heranças de caracteres de existências anteriores em nossa hodierna cultura.
            As intermináveis guerras, às quais se atiraram os grupos humanos, na vã expectativa de submeter os outros povos, deixaram marcas sangrentas das aberrações praticadas durante e depois dos combates selvagens.

(continua)

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis

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Um comentário:

LUCONI disse...

Denise minha amiga obrigada pela tua força através de tuas orações e carinho, aos poucos estou voltando, a saudade bate forte, mas a vida continua. Sabe adorei esta postagem vou adorar ler a segunda parte, a ânsia de poder faz um grande mal a humanidade, destrói vidas. Beijos Luconi