- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -

- * - * - * - * - * - * - * - * - * - * -
PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

LEI DE JUSTIÇA, AMOR E CARIDADE - Conhece-te a Ti Mesmo I


     A felicidade foi, é e será sempre a maior e a mais profunda aspiração do homem.
                Ninguém há que não deseje conquistá-la, tê-la como companheira inseparável de sua existência.
                Raros, no entanto, aqueles que a tem conseguido.
                É que grande parte dos terrícolas, não se conhecendo a si mesmos, quais imagem e semelhança de Deus, e ignorando os altos destinos para que foram criados, não compreendem ainda que a verdadeira felicidade na consiste na posse nem no desfrute de algo que o mundo nos possa dar e que, em nos sendo negado ou retirado, nos torna infelizes.
                Com efeito, aquilo que venha  de fora ou dependa de outrem (bens materiais, poder, fama, glória, comprazimento dos sentidos, etc.) é precário, instável, contingente. Não nos pode oferecer, por conseguinte, nenhuma garantia de continuidade. Além disso, conduz fatalmente à desilusão, ao fastio, à vacuidade.
                O reino dos céus está dentro de vós, proclamou Jesus.
                Importa, então, que cultivemos nossa alma, a pérola de subido preço de que nos fala a parábola, e cuja aquisição compensa o sacrifício de todos os tesouros de menor valor a que nos temos apegado, porquanto é na auto-realização espiritual, no aprimoramento de nosso próprio ser, que haveremos de encontrar a plenitude da paz e da alegria com que sonhamos.
                Tanto aqui na Terra como no outro lado da vida, a felicidade é inerente e proporcional ao grau de pureza e de progresso moral de cada um.
                Toda imperfeição – di-lo Kardec – é causa de sofrimento e de privação de gozo, do mesmo modo que toda perfeição adquirida é fonte de gozo e atenuante de sofrimentos. Não há uma só ação, um só pensamento mau que não acarrete funestas e inevitáveis conseqüências, como não há uma só qualidade boa que se perca. Destarte, a alma que tem dez imperfeições, por exemplo, sofre mais do que a que tem três ou quatro; e quando dessas dez imperfeições não lhe restar mais que metade ou um quarto, menos sofrerá. De todo extintas, a alma será perfeitamente feliz.
                Pela natureza dos seus sofrimentos e vicissitudes na vida corpórea, pode cada qual conhecera a natureza das fraquezas e mazelas de que se ressente e, conhecendo-as, esforçar-se no sentido de vencê-las, caminhando, assim, para a felicidade completa reservada aos justos.
                É verdade que esse autoconhecimento não é muito fácil, já que nosso amor-próprio sempre atenua as faltas que cometemos, tornando-as desculpáveis, assim como rotula como qualidades meritórias o que não passa de vícios e paixões.
                Urge, porém, que aprendamos a ser sinceros com nós mesmos e procuremos aquilatar o real valor de nossas ações, indagando-nos como as qualificaríamos se praticadas por outrem.
                Se forem censuráveis em outra pessoa, também o serão em nós, eis que Deus não usa de duas medidas na aplicação de Sua justiça.
                Será útil conhecermos, igualmente, qual o juízo que delas fazem os outros, principalmente aqueles que não pertencem ao círculo de nossas amizades, porque, livres de qualquer constrangimento, podem estes expressar-se com mais franqueza.

(continua)

Do Livro: As Leis Morais – Rodolfo Calligaris

x_3c9af347

Nenhum comentário: