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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

A FÉ

               
               É muito conhecida a passagem do evangelho, narrada pelo apóstolo Matheus em que Jesus usa do exemplo alegórico para representar o grão de mostarda como o monte. “Se tivésseis fé do tamanho de um grão de mostarda diríeis ao monte, passa daqui para acolá que o monte se moveria.” (Matheus 14:19)
                O evangelho, orienta-nos que as montanhas das quais devemos transpor em nossa vida, são as montanhas das dificuldades, das resistências, da má vontade dentre tantos outros sofrimentos.
                Somente uma chave liberta-nos dessas amarras da incredulidade que faz com que não consigamos transpor nossas agruras: a fé.
                Pois, o que é fé? Que palavra é esta que em seu cunho possuí um poder imenso da qual muitas vezes repetimos em nossa vida diária, e ao menos não a compreendemos e não conseguimos a entender.
                Segundo Emmanuel, no livro O Consolador, ter fé é guardar no coração a luminosa certeza em Deus, é a certeza de sua assistência, ela exprime confiança que sabe enfrentar todas as lutas e problemas, com a luz divina no coração.
                Conseguir a fé é alcançar a possibilidade de não mais dizer: eu creio, mas afirmar: eu sei.
                Evidente, que estamos rumo à marcha do progresso e evolução, e ainda somos espíritos imperfeitos arraigados na materialidade terrena, por isso, muitas vezes não nos conformamos e nos revoltamos com as situações e acontecimentos dos quais nos deparamos durante nossa existência. Mas, se tivéssemos fé sincera nada nos abalaria.
                A verdadeira fé, a fé sincera, é sempre calma, nos apóia na paciência e sabe esperar, pois está alicerçada na inteligência e compreensão dos fatos, dando-nos resignação durante a caminhada, porque então confiaríamos nos desígnios divinos, entendendo nossas limitações e imperfeições.
                Deus, nosso Pai, que é a inteligência suprema e causa primária de todas as coisas, soberanamente justo e bom, não age por capricho. Ele está em nosso coração, redivivo pela fé sincera e raciocinada, fé esta que nos explica e conforta dando-nos lucidez e confiança.
A fé sincera se baseia na razão, enquanto que a fé cega aceita tudo sem controle, falso ou verdadeiro, produzindo maior número de incrédulos e levando-nos ao excesso, e todo excesso produz o fanatismo. “Quando a fé se firma no erro, cedo ou tarde desmorona.”
O consolador prometido, que é a doutrina espírita, vem nos mostrar os desígnios da providência divina, trazendo à luz da razão a fé inteligente, que nos conforta, nos explica, nos traz às respostas para o que nos aflige e nos fá forças para continuar seguindo a nossa caminhada.
Nos mostra que a esperança e caridade são uma conseqüência da fé, por isso, a fé sincera é transformadora e não compreende a estagnação. Então, o trabalho no bem e o amor ao próximo como exemplificado por Jesus, é trilho para que consigamos desenvolver esta fé consoladora, raciocinada e inabalável.
Juliana Caldeira Cuin
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – maio/2013
imagem: www.paixaoeamor.com


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2 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Pois é amiga Denise, um dia descobrimos que a fé cega é um mito. E quando no livramos deste mito e começamos a compreender o significado da fé raciocinada, passamos a enfrentar os problemas mundanos de uma forma mais equilibrada.
Um abraço. Tenhas uma noite abençoada.

tesco disse...

É difícil, para mim, dizer que "creio" em verdades evidentes,
como o Amor de Deus (Justiça inclusa, naturalmente), existência
do mundo espiritual e intercomunicação com a humanidade
encarnada, reencarnação e evolução do princípio espiritual.
Não consigo ver o mundo de outra maneira, portanto, não creio simplesmente,
sei que é assim.
Minha (ainda) pequena fé baseia-se neste conhecimento. Daí pra
frente, é que pode crescer.
Beijos.