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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

EGOÍSMO I

     
               A vaidade é um desejo superlativo de chamar a atenção, ou a presunção de ser aplaudido e reverenciado perante os outros. É a ostentação dos que procuram elogios, ou a ilusão dos que querem ter êxito diante do mundo e não dentro de si mesmo.
                Importante não olvidarmos que a vaidade atinge toda e qualquer classe social, desde as paupérrimas até as que atingiram o cume da independência econômica.
                Ficaríamos envergonhados de nossas melhores ações, se o mundo soubesse o que as motivou. A afirmativa se refere às criaturas que fazem filantropia a fim de alimentar sua vaidade pessoal, impressionando o mundo para que os inclua no rol dos generosos e de grandes altruístas.
                O orgulho está incluído entre os tradicionais pecados capitais do catolicismo. Como a vaidade é uma idéia justaposta ao orgulho, ela também se destaca como um dos mais antigos defeitos a serem combatidos na humanidade. No entanto, somente poderemos nos transformar se conseguirmos ver e perceber, em nós mesmos, as raízes da vaidade, visto que negá-la de modo obstinado é ficar estritamente vinculado a ela.
                É oportuno dizer que não estamos nos referindo aqui ao esmero na maneira de andar, falar, vestir ou se enfeitar, que, em realidade, são saudáveis e naturais, mas a uma causa mais complexa e profunda. O motivo de nossas análises e observações é o estado íntimo do indivíduo vaidoso, ou seja, o que está por baixo do interesse dessa exibição e dessa necessidade de ser visto, a ponto de falsificar a si mesmo para chamar a atenção.
                Na fase infantil, a conduta dos pais e sua filosofia de vida agem sobre as crianças, plasmando-lhes uma nova matriz à sua, já existente, bagagem espiritual. Ao produto de suas vidas passadas é anexada a visão dos adultos, membros de sua família atual. Portanto, através dos pais, verdadeiros espelhos vivos, as crianças assimilam suas primeiras noções de comportamento e modo de viver.
                Filhos de pais orgulhosos podem-se tornar crianças exibicionistas, carregando uma grave dependência psíquica de destaque. Comportam-se para ser socialmente aceitas e para aparentar-se pessoas brilhantes.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: kennedydiogenes.blogspot.com


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2 comentários:

Dilmar Gomes disse...

Pois é amiga Denise, orgulho e vaidade são dois intrusos que estão sempre querendo se manifestar; são dois inimigos que procuram nos distrair para darem seu grito do Ipiranga: "Estamos aqui, no comando". Precisamos estar sempre alerta e vigilantes conforme dizia o Mestre.
Um abraço. Tenhas um fim de semana abençoado.

tesco disse...

Hammed parece concordar com meu pensamento (ou vice-versa)
de que não devemos dar combate frontal a hábitos (ou vícios)
muito antigos e profundamente arraigados, sob pena de perder
todas as batalhas.
O mais recomendável , portanto, seria tentar amoldá-los em uma
nova forma, mais útil e mais contornável.
Beijos.