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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 30 de janeiro de 2015

ORIGENS DO SOFRIMENTO I

                As origens do sofrimento se apresentam através de condições internas e externas, resultando daí outras duas ordens: as cármicas e as emoções perturbadoras.
                O homem é a síntese das suas próprias experiências, autor do seu destino, que ele elabora mediante os impositivos do determinismo e do livre-arbítrio.
                Esse determinismo – inevitável apenas em alguns aspectos: nascimento, morte, reencarnação – estabelece as linhas matrizes da existência corporal, propelindo o ser na direção da sua fatalidade última: a perfeição relativa. Os fatores que programam as condições do renascimento no corpo físico são o resultado dos atos e pensamentos das existências anteriores. Ser feliz quanto antes ou desventurado por largo tempo depende do livre-arbítrio pessoal. A opção por como e quando agir libera o espírito do sofrimento ou agrilhoa-o nas suas tenazes.
                A vida são os acontecimentos de cada instante a se encadearem incessantemente. Uma ação provoca uma correspondente reação, geradora de novas ações, e assim sucessivamente.
                Desse modo, o indivíduo é o resultado das suas atividades anteriores. Nem sempre, porém, se lhe apresentam esses efeitos imediatamente, embora isso não o libere dos atos praticados.
                É possível que uma experiência fracassada ou danosa, funesta ou prejudicial se manifeste a outras pessoas como ao seu autor através dos resultados, após a próxima ou passadas algumas reencarnações. Esses resultados, no entanto, chegarão de imediato ou em mais tardio tempo. O certo é que viro em busca da reparação indispensável.
                Da mesma forma, as construções do bem se refletirão no comportamento posterior do indivíduo, sem que, necessariamente, tenham caráter instantâneo. O fator tempo, na sua relatividade, é de somenos importância.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         

Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

TUA COOPERAÇÃO III

                Doa a tua cooperação, por menor te pareça.
                Ao fazê-lo, evita o impositivo da tua paixão, a exigência da tua forma de ser, pois que isto representa uma cobrança do que supões ofertar.
                Quando alguém oferece algo a outrem, a si próprio se enriquece.
                O pólen, arrastado pelo vento, é responsável pela fecundação, sem qualquer imposição de sua parte.
                A chuva tomba, generosa e espontânea, sustentando a vida e reverdecendo o solo.
                Não te imponhas nunca.
                Jesus, cooperando com o homem, não obstante a voz imperativa que lhe caracteriza toda a mensagem, foi claro ao dizer: “Aquele que quiser vir após mim, tome a sua cruz e siga-me”, mediante a condicional da vontade de cada um.
                No entanto, é o sublime Construtor da Terra e tudo que nela existe.
                Coopera, portanto, com a vida, esparzindo benções onde estejas, com quem te encontres, conforme surja a oportunidade.
                Retribui com amor ao amor que a vida te oferta...


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

TUA COOPERAÇÃO II

                Coopera com Deus, na edificação do bem irrepreensível, não te escusando à lavoura da gentileza, nem ao contributo da tua amizade.
                Ninguém sobrevive sem o auxílio da afeição de outrem, quanto vida alguma se desenvolve sem o ar de que se nutre, salvadas, apenas, as bactérias anaeróbias de existência breve.
                Um tijolo cooperando com outro levanta a construção.
                Um grão se une a outro, no silêncio do solo, e eis nascente a seara luxuriante.
                Uma molécula se agrega a outra e a galáxia de espraia pelo infinito.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

TUA COOPERAÇÃO I

                O teu próximo necessita de tudo quanto a ti é valioso na vida.
                Concede-lhe o tesouro da tua cooperação, irradiando, na sua direção, pensamentos de bondade e de simpatia.
                Ninguém vive sem o milagre da cooperação.
                Mesmo que o não percebas, tudo e todos cooperam para que vivas e cresças no rumo da meta para a qual renasceste.
                O teu próximo, igualmente, não prescinde dos teus pensamentos positivos nem da tua cordialidade.
                É certo que há pessoas portadoras de expressões que as tornam antipáticas à tua convivência. Ao obstante, é necessário envolvê-las nas tuas vibrações de ternura.
                Da mesma forma, não te enganes. Exteriorizas, sem que o percebas, manifestações psíquicas que te fazem animoso e antipático a outras pessoas.
                Gostarias que o teu próximo dissimulasse as dificuldades e limitações que possuis, oferecendo-te receptividade agradável e cordial.
                Age da mesma forma, em relação aos que te parecem desagradáveis.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

VOTOS

Desejava trazer-te, alma querida,
No natal de Jesus,
Um presente de luz
Que te guardasse a paz, em toda a vida...

Uma doce lembrança
Que te desse, a contento,
A supressão de todo sofrimento,
Através da esperança...

Mas não podendo fazer isso,
Rogo ao Céu te conceda, estrada afora,
Dia a dia, hora em hora,
A bênção do serviço.
Porque somente, no trabalho são, nunca estaremos sós
E teremos em nós
A presença do Deus no coração.


Fonte: Preito de Amor – Chico Xavier/Maria Dolores
imagem: google

domingo, 25 de janeiro de 2015

EUTANÁSIA DE ANIMAIS

60- Desde que fizemos eutanásia no meu cão que estava com câncer, não fico sossegada. Choro muito ao lembrar dele. Será que ele sofre quando eu choro?
- Se a situação fosse inversa, isto é, se fossemos nós desencarnados e tivéssemos com pressa em reencarnar: Como sentiríamos se, de tempos em tempos, tivéssemos que reiniciar o processo preparatório, por uma interferência externa incontrolável?
   Como nos sentiríamos se, em vez de reencarnarmos rapidamente, tivéssemos que ficar mais tempo em estado de suspensão à espera de que a interferência se desfizesse?
    Certamente seria uma situação angustiante, pois não saberíamos quanto tempo duraria.
    Não estamos dizendo para nos desligar totalmente, pois isso seria difícil e demonstraria, talvez, certa indiferença quanto à sorte de nosso amigo que partiu, mas não podemos exagerar nesta ligação com eles para evitar prejuízos.

    Precisamos ter em mente que vão para um lugar melhor e que rapidamente retornarão para junto de nós ou de outros.

Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sábado, 24 de janeiro de 2015

RUMO À ANGELITUDE

(J. Herculano Pires)
Nos termos da Doutrina Espírita, do demônio nasce o homem e do homem nasce o anjo. Estamos todos no rumo da angelitude.
Nossa humanidade (nossa natureza humana) caracteriza-se pela imperfeição, pelo predomínio dos instintos, pelos resíduos da animalidade ainda atuantes em nossa constituição psicossomática. Mas esses resíduos vão sendo eliminados na lapidação das vidas sucessivas. E como somos conscientes do
processo de lapidação a que estamos sujeitos, podemos e devemos ajudar esse processo.
Basta um olhar atento ao nosso redor para verificarmos a realidade dessa concepção. As criaturas humanas estão dispostas numa escala progressiva que vai do bandido ao santo. O malfeitor de hoje será o cidadão honesto do futuro. E este, por sua vez, será o santo de amanhã, dependendo esse amanhã, em grande parte, do esforço evolutivo do interessado. Porque o ser consciente apressa ou retarda a sua própria evolução.
O chamado para o serviço do bem é a oportunidade que Deus oferece a criatura imperfeita para acelerar a sua caminhada rumo a perfeição. Quem não aproveita a oportunidade divina, apegando-se por comodismo ou displicência aos seus defeitos, desculpando-se com as imperfeições naturais que ainda carrega, furta-se ao cumprimento do dever espiritual. Mas as leis da evolução não o deixarão parado por muito tempo. Por isso ensinou Jesus: “Quem se apegar a sua vida perdê-la-á, mas quem a perder por amor a mim salvá-la-á”.
O comodista será sacudido e alijado do seu comodismo, mais hoje, mais amanhã, pela vergasta da dor. O sofrimento é tão grande na Terra porque maior é o comodismo dos homens. A seara continua imensa e os trabalhadores ainda são tão poucos! Não somos anjos para ser perfeitos e puros, mas trazemos em nós as potencialidades da angelitude. Se não acelerarmos a nossa lapidação pelo serviço, o lapidário oculto – e que esta oculto em nós mesmos – agira como convém para completar a sua obra.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

CHAMADOS A SERVIR

(Emmanuel)
Chamados para servir, quantos de nós temos alegado, até agora, insuficiência, falha, defeito ou incapacidade, tentando justificar a própria omissão?
Curioso pensar, porém, que o Evangelho do Senhor não nos convida para exercer o ministério dos anjos e sim nos solicita engajamento para desempenhar o papel de servidores. Neste sentido importa recordar os elementos imperfeitos da própria Terra, convocados para a organização sócio-planetária conquanto as deficiências com que se caracterizam.
Enumeremos alguns.
A pedra é agressiva e capaz de ferir, mas suportando corte e ajustamento é a base da moradia e da estrada nobre em que os homens edificam intercambio e segurança.
O solo em si é matéria primitiva concentrada, todavia, em se deixando tratar convenientemente, é celeiro de produção intensiva.
Certos fios metálicos atirados ao leu são resíduos para a sucata, no entanto, se ligados ao serviço elétrico fazem-se de imediato condutores de luz e força.
Os bichos-da-seda não são agradáveis ao olhar, mas se atendem aos programas de trabalho do sericicultor dão origem a tecidos valiosos.
O ouro é a garantia simbólica das riquezas de cúpula da organização social, entretanto o esterco é o agente que assegura a vitalidade e o perfume das rosas.
Chamados para servir! – Eis a indicação do Mais Alto no rumo de quantos amadurecem nas experiências do mundo, buscando a compreensão do bem.
Se escutaste semelhante convite, não alegues inutilidade ou imperfeição para cobrir a própria fuga.
O Senhor nos conhece claramente a condição de Espíritos ainda incompletos, mas se nos dispusermos a lhe ouvir a palavra, disciplinando-nos para o valor da utilidade, estaremos logo no clima do progresso em plenitude de melhoria e de elevação.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

INVEJA II

                           A emoção da inveja no adulto é produto das atitudes internas de indivíduos de idade psicológica bem inferior à idade cronológica, os quais, embora ocupem corpos desenvolvidos, são verdadeiras almas de crianças mimadas, impotentes e inseguras, que querem chamar a atenção dos maiores no lar.
                A necessidade de poder e de prestígio desmedidos que encontramos em inúmeros homens públicos nas áreas religiosa, política, profissional, esportiva, filantrópica, de lazer e outras tantas, deriva de uma aspiração de dominar ou de um sentimento de onipotência, com o que tentam contrabalançar emocionalmente o complexo de inferioridade que desenvolveram na fase infantil.
                Encontramos esses indivíduos, nas lutas partidárias, em que, só aparentemente, buscam a igualdade dos direitos humanos, prometem a valorização da educação, asseguram a melhoria da saúde da população e a divisão de terras e rendas. Sem ideais alicerçados na busca sincera de uma sociedade equânime e feliz, procuram, na realidade, compensar suas emoções de inveja mal elaboradas e guardadas desde a infância, difícil e carente, vivida no mesmo ambiente de indivíduos ricos e prósperos.
                Tanto é verdade que a maioria desses defensores do povo, quando alcança os cumes sociais e do poder, esquece-se completamente das suas propostas de justiça e igualdade.
                Eis alguns sintomas interiorizados de inveja que podemos considerar como dissimulados e negados:
                -  perseguições gratuitas e acusações sem lógica ou fantasiadas;
                - inclinações superlativas à elegância e ao refinamento, com aversão à grosseria;
                - insatisfação permanente, nunca se contentando com nada;
                - manifestação de temperamento teatral e pedantismo nas atitudes;
                - elogios afetados e amores declarados exageradamente;
                - animação competitiva que leva à raias da agressividade.
                O caráter invejoso conduz o indivíduo a uma imitação perpétua à originalidade e criação dos outros e, como conseqüência lógica, à frustração. Isso acarreta uma sensação crônica de insatisfação, escassez, imperfeição e perda, além de estimular sempre uma crescente dor moral e prejudicar o crescimento espiritual das almas em evolução.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google

terça-feira, 20 de janeiro de 2015

INVEJA I

                A inveja sempre foi uma emoção sutilmente disfarçada em nossa sociedade, assumindo aspectos ignorados pela própria criatura humana. As atitudes de rivalidade, antagonismo e hostilidade dissimulam muito bem a inveja, ou seja, a própria prepotência da competição, que tem como origem todo um séquito de antigas frustrações e fracassos não resolvidos interiorizados.
                O invejoso é inseguro e supersensível, irritadiço e desconfiado, observador minucioso e detetive da vida alheia até a exaustão, sempre armado e alerta contra tudo e todos. Faz o gênero de superior, quando, em realidade, se sente inferiorizado; por isso, quase sempre deixa transparecer um ar de sarcasmo e ironia em seu olhar, para ocultar dos outros seu precário contato com a felicidade.
                Acreditamos que, apesar de a inveja e o ciúme possuírem definições diferentes, quase sempre não são diferenciados ou corretamente percebidos por nós. As convenções religiosas nos ensinaram que jamais deveríamos sentir inveja, pelo fato de ela se encontrar ligada à ganância e à cobiça dos bens alheios. Em relação ao ciúme, os padrões estabeleceram que ele estaria, exclusivamente, ligado ao amor. É por isso        eu passamos a acreditar que ele é aceitável e perfeitamente admissível em nossas atitudes pessoais.
                Analisando as origens atávicas e inatas da evolução humana, podemos afirmar que a emoção da inveja não é uma necessidade aprendida. Não foi adquirida por experiência nem por força da socialização, mas é uma reação instintiva e natural, comum a qualquer criatura do reino animal. O agrado e carinho a um cão pode provocar agressividade e irritação em outro, por despeito.
                Nos adultos essas manifestações podem ser disfarçadas e transformadas em atos simulados de menosprezo ou de indiferença. Já as crianças, por serem ingênuas e naturais, mordem, batem, empurram, choram e agridem.
                A inveja entre irmãos é perfeitamente normal. Em muitas ocasiões, ela surge com a chegada de um irmão recém-nascido, que passa a obter, no ambiente familiar, toda a atenção e carinho. Ela vem à tona também nas comparações de toda espécie, feitas pelos amigos e parentes, sobre a aparência física privilegiada de um deles, muitas vezes, a inveja manifesta-se em razão da forma de tratamento e relacionamento entre pais e filhos. Por mais que os pais se esforcem para tratá-los com igualdade, não o conseguem, pois cada criança é uma alma completamente diferente da outra. Em vista disso, o modo de tratar é consequentemente desigual, nem poderia ser de outra maneira, mas os filhos se sentem indignados com isso.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: google

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

PERGUNTAS

Observe as próprias indagações, antes de formulá‐las, adotando o silêncio sempre que não tiverem finalidade justa.

Valiosa demonstração de entendimento e de afeto visitar amigos ou recebê‐los sem perguntas quaisquer.

Ampare quantos lhes compartilham a vida, sem vascolejar‐lhes o coração com interrogatórios desnecessários.

Arrede da boca as inquirições sem proveito sobre a família do próximo.

Não faça questionários quanto à vida íntima de ninguém.

Entretecer apontamentos sem necessidade, com relação à idade física de alguém, não é apenas falta de tato e gentileza, mas também ausência de caridade e de educação.

Se você nutre realmente amizade por essa ou aquela pessoa, sem qualquer expectativa de tomar‐lhe a companhia para a convivência mais íntima, aceite‐a tal qual é sem pedir‐lhe certidão do estado civil em que se encontra.

Indiscrição, leviandade, curiosidade vazia ou malícia afastam de quem as cultiva as melhores oportunidades de elevação e progresso.

O amor verdadeiro auxilia sem perguntar.

Respeite as necessidades e provações dos outros, para que os outros respeitem as suas provações e necessidades.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
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domingo, 18 de janeiro de 2015

A GUERRA DE CADA UM

                Na questão de número 742 de O Livro dos Espíritos, Kardec indaga sobre qual é a causa que leva o homem à guerra. Os espíritos superiores nos ensinam o seguinte: “Predominância da natureza animal sobre a natureza espiritual e satisfação das paixões. No estado de barbárie, os povos não conhecem senão o direito do mais forte; por isso, a guerra é para eles um estado normal. À medida que o homem progride, ela se torna menos frequente, porque lhe evita as causas e, quando é necessária, sabe aliá-la à humanidade.”
                Você acha que as guerras já acabaram? E se eu afirmar que diariamente elas acontecem?
                Basta procurarmos a definição do que seja uma guerra no stricto sensu e no lato sensu. Em lato sensu, ou seja, em sentido amplo, a guerra é a que nós conhecemos de um pais contra outro ou, até mesmo, uma guerra civil. Em stricto sensu, ou seja, em sentido mais restrito, essa guerra explode, infelizmente, todos os dias envolvendo pessoas. Os noticiários da imprensa estão repletos desses exemplos lamentáveis. Nos dias atuais uma senhora jovem foi executada por um grupo de pessoas que resolveram fazer justiça com as próprias mãos. E a vítima era inocente. Em outro caso de grande repercussão, uma menina de treze anos foi executada por outras duas adolescentes por motivo fútil. E se fôssemos continuar a citar exemplos, o espaço não daria para outros comentários. Na revista ISTO É, edição de número 2320, de 14/05/2014, páginas 64 a 66, encontramos um estudo de um sociólogo da USP que nos revela dados alarmantes: um milhão de brasileiros participaram de linchamentos nos últimos 60 anos; duas vezes por dia pessoas são linchadas ou sofrem tentativas de linchamento no país. É a guerra particular que envolve pessoas com uma carga muito grande de ódio dentro de si. Quando encontram um motivo, por mais injustificável que seja, despejam sobre a vítima todo o fel que trazem na alma. Essa é a guerra em seu stricto sensu, que ainda abunda pelas sociedades nos mais diferentes países. É a guerra de cada um.
Ensina Joanna de Ângelis que o ódio é o filho predileto da selvageria que permanece em a natureza humana. Irracional, ele trabalha pela destruição de seu oponente, real ou imaginário, não cessando, mesmo após a derrota daquele.
Muitas vezes pensamos que o ódio capaz de tal destruição já nasce gigantesco como se fosse um monstro devorador da paz alheia. Mas não. Esse ódio vai sendo alimentado dia a dia através de pequenos desajustes que não percebemos um que não valorizamos. Nasce frágil como uma primeira centelha de um grande incêndio. Quando nos irritamos e discutimos no trânsito, ei-lo que está começando a irromper pequenino dentro de nós. Quando nos desentendemos com um companheiro no trabalho, ei-lo a dar os primeiros passos dentro de nós. Quando alimentamos a discussão dentro do lar, eis aí a tentativa do ódio em nascer e crescer se assim o permitirmos. Quando revidamos uma pequena ofensa, estamos proporcionando ocasião para que o ódio capaz de destruir o outro ganhe espaço. É a guerra particular de cada um.
Conforme nos leciona Joanna de Ângelis, Amorterapia – eis a proposta de Jesus.
A ignorância deve ser combatida e o ignorante educado.
O crie necessita ser eliminado, mas o criminoso merece ser reeducado.
As calamidades de quaisquer expressões precisam ser extirpadas, no entanto os seus prepostos, na condição de doentes, aguardam amparo e cura.
O amor não acusa, corrige; não atemoriza, ajuda; não pune, educa; não execra, edifica; não destrói, salva.
Pitágoras, há mais de 2500 anos afirmava o seguinte: “Enquanto o homem continuar a ser destruidor impiedoso dos seres animados dos planos inferiores, não conhecerá a saúde nem a paz. Enquanto os homens massacrarem os animais, eles se matarão uns aos outros. Aquele que semeia a morte e o sofrimento não pode colher a alegria e o amor.”
Não é o que temos feito? Que nos perdoem aqueles que aqui não se incluam, mas a grande maioria, infelizmente, veste a carapuça.
Contaminamos rios; poluímos a atmosfera; dizimamos florestas em busca do dinheiro; submetemos pela força os animais nas mais diferentes situações e pelos mais diferentes motivos. São atitudes agressivas que nos conferem a sensação de sermos todos poderosos, principalmente quando a impunidade acompanha com o seu beneplácito tais atitudes. Nessa onda de tudo podermos, quando nos deparamos com o semelhante à nossa frente que destoa da maneira como pensamos, ele corre o risco de ser atropelado com a mesma sensação de poder com que viemos agredindo os outros reinos da Criação. É a guerra de cada um. É a guerra em seu stricto sensu. Tão devastadora para o seu autor como a outra guerra, a que envolve a muitas pessoas que s e atracam porque deixaram crescer dentro de si as pequeninas cargas de ódio que foram minando o amor que deveria ter florescido no sentimento de cada um. A guerra ainda está por aí procurando abrigo nos corações invigilantes. E a guerra de cada um que deveria ser contra si mesmo, contra as suas imperfeições, mas que, infelizmente, se volta contra o próprio semelhante a quem deveríamos amar como a nós mesmos.

Ricardo Orestes Forni

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2014
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sábado, 17 de janeiro de 2015

DISCÍPULOS DO CRISTO

Cap. VI – Item 3
Somos discípulos do Cristo.
Mas, repetindo com Ele a sublime afirmação: – “Pai nosso que estais no céu”, esperamos que Deus se transforme em nosso escravo particular, atento às nossas ilusões e caprichos.
Somos discípulos do Cristo.
Contudo, redizendo junto a Ele as inesquecíveis palavras de submissão ao Criador: – ”Seja feita a vossa vontade”, assemelhamo-nos a vulcões de imprecações, sempre que nos sintamos contrariados na execução de pequeninos desejos.
Somos discípulos do Cristo.
Entretanto, refazendo com Ele a súplica ao Pai de Infinito Amor: – ”o pão de cada dia dai-nos hoje”, reclamamos a carcaça do boi e a safra do trigo exclusivamente para a nossa casa, esquecendo-nos de que, ao redor de nossa mesa insaciável, milhares de
companheiros desfalecem de fome.
Somos discípulos do Cristo.
Todavia, depois de implorar com o Sábio Orientador à Eterna Justiça: – “perdoai as nossas dívidas”, mentalizamos, de imediato, a melhor maneira de cultivar aversões e malquerenças, aperfeiçoando, assim, os métodos de odiar os mais fortes e oprimir os mais fracos.
Somos discípulos do Cristo.
No entanto, mal acabamos de pedir a Deus, em companhia do Grande Benfeitor: – “Não nos deixeis cair em tentação”, procuramos, por nós mesmos, aprisionar o sentimento nas esparrelas do vício.
Somos discípulos do Cristo.
Contudo, rogando ao Todo-Poderoso, junto do Inefável Companheiro: – “livrai-nos de todo mal”, construímos canhões e fabricamos bombas mortíferas para arrasar a vida dos semelhantes.
Somos discípulos do Cristo.
Mas convertemos o próximo em alimária de nossos interesses escusos, olvidando o dever da fraternidade, para desfrutarmos, no mundo, a parte do leão.
É por isso que somos, na atualidade da Terra, os cristãos incrédulos, que ensinam sem crer e pregam sem praticar, trazendo o cérebro luminoso e o coração amargo.
E é assim que, atormentados por dificuldades e crises de toda espécie – aflitiva colheita de velhos males –, cada qual de nós tem necessidade de prosternar-se perante o Mestre Divino, à maneira do escriba do Evangelho, guardando n’alma o próprio sonho de
felicidade, enfermiço ou semimorto, a exorar em contraditória rogativa:
– ”Senhor, eu creio! Ajuda a minha incredulidade!”
Jacinto Fagundes

Fonte: O Espírito da Verdade         
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira
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quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

37 - HONRAS VÃS
“Em vão, porém, me honram, ensinando doutrinas que são mandamentos de homens.” 
Jesus. (MARCOS 7:7)

A atualidade do Cristianismo oferece-nos lições profundas, relativamente à declaração acima mencionada.
Ninguém duvida do sopro cristão que anima a civilização do Ocidente.
Cumpre notar, contudo, que a essência cristã, em seus institutos, não passou de sopro, sem renovações substanciais, porque, logo após o ministério divino do Mestre, vieram os homens e lavraram ordenações e decretos na presunção de honrar o Cristo, semeando, em verdade, separatismo e destruição.
Os últimos séculos estão cheios de figuras notáveis de reis, de religiosos e políticos que se afirmaram defensores do Cristianismo e apóstolos de suas luzes.
Todos eles escreveram ou ensinaram em nome de Jesus.
Os príncipes expediram mandamentos famosos, os clérigos publicaram bulas e compêndios, os administradores organizaram leis célebres. No entanto, em vão procuraram honrar o Salvador, ensinando doutrinas que são caprichos humanos, porquanto o mundo de agora ainda é campo de batalha das ideias, qual no tempo em que o Cristo veio pessoalmente a nós, apenas com a diferença de que o Farisaísmo, o Templo, o Sinédrio, o Pretório e a Corte de César possuem hoje outros nomes, importa reconhecer, desse modo, que, sobre o esforço de tantos anos, é necessário renovar a compreensão geral e servir ao Senhor, não segundo os homens, mas de acordo com os seus próprios ensinamentos.

Fonte: CAMINHO, VERDADE E VIDA
FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER/EMMANUEL
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