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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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segunda-feira, 4 de julho de 2016

HÁ MUITAS MORADAS NA CASA DE MEU PAI I

                “Há muitas moradas na casa de meu Pai” – disse Jesus. Milênios depois, os Espíritos erguem suas vozes para nos provarem com máxima clareza de que não estamos sozinhos no Universo. Apesar de tantas evidências, algumas constatadas pela própria ciência dos homens, ainda hoje não é raro encontrarmos aqueles que, em pleno terceiro milênio, na chamada Era do Conhecimento, ainda possuem do Universo a velha e ultrapassada visão que permeou a Idade Média de que “acima está o Céu, onde mora Deus, Jesus, o Espírito Santo e os Santos; na superfície da Terra, estamos nós, os seres humanos; e, debaixo da Terra, está o Inferno, com o Diabo e as almas de todos os condenados.”
                Visão simplista, mas que perdura, principalmente entre aqueles que não exercitam sua capacidade de raciocínio e preferem viver sob os véus dos “mistérios da fé”. Mesmo entre aqueles cristãos em que a visão do universo não seja tão antiquada, ainda há muita resistência em aceitar a ideia de que há muito mais gente no mundo do que os viventes neste planeta. Quando se fala em vida inteligente fora da Terra, o pensamento ainda nos conduz aos filmes de ficção, dos homenzinhos verdes e dos discos voadores.
                Houve um tempo, em que alguns homes sofreram agruras porque ousaram, depois de muito estudar e pesquisar o universo, considerar que a Terra não era o centro do universo e que existiam outros mundos. Para os poderosos da época, estes pensadores, de certa maneira, retiravam a “importância” que as religiões davam à Terra como mundo solitário. Mesmo hoje, miitos de nós ainda cremos num Jesus filho único de Deus, que veio salvar a humanidade, derramando o seu sangue. Achamos que já nascemos em pecado (teoria do pecado original), e que o propósito de Deus foi nos enviar o seu filho amado para morrer numa cruz só para nos “redimir” dessa nódoa de nascença. O raciocínio é este: Deus cria o mundo; Deus arrepende-se; Deus cria os anjos, um deles se rebela e vira demônio; Deus cria o bem, o demônio inventa o mal e contamina os homens; então, Deus destrói o mundo com um dilúvio universal; mas, Deus arrepende-se novamente, e desta vez, envia o seu filho único para morrer numa cruz e nos libertar do pecado. Objetivamente, aí está o resumo da crença das várias religiões cristãs. É a Terra constituindo todo o universo e Deus conjeturando todo o seu poder apenas para salvá-la.
                Aí, então, os séculos passam... As ciências se aprimoram, novos equipamentos surgem, os homens partem para o espaço com suas naves potentes. Vem a impiedosa e incorruptível ciência mostrar-nos que a Terra, no universo, nada mais é do que um grãos de areia nos desertos da Terra. As naves espaciais provam que Deus não está “lá em cima”, vigiando atentamente a sua criação na Terra. Descobrimos uma infinidade de mundos, sistemas, planetas e entendemos que somos um “tiquinho” na vastidão do cosmos. Finalmente, escancara-se a grande verdade: há muitas moradas no universo. Mas, tudo isso é o quê? Quintal da Terra, paisagem para agradar o homem da Terra? Cientistas conceituados como Carl Sagan ou Stephen Hawking, ousam defender abertamente que, se existem outros planetas, existem outras formas de vida. E se existem outras formas de vida, algumas devem ser tão ou mais inteligentes do que nós. Não! Berram os antigos que ainda moram dentro de nós. Sim! Afirmam os Espíritos. Sim! Nos mostra, também, a razão.

(continua)

Orlando Ribeiro


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – julho/2015
imagem: google

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