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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 20 de setembro de 2016

O PERDÃO ÀS PESSOAS AMADAS

                É comum um casal de namorados, na fase de amor intenso, comer no mesmo prato, usar o mesmo talher e, às vezes, até usar a mesma escova de dentes.
                Quem poderia imaginar que mais tarde, já casados, eles se separariam  e se tornariam inimigos passando, inclusive, a odiar um ao outro. Quanto maior o amor que sentiam, mais ódio animará a relação de ex-marido e ex-esposa.
                A vida é assim, a qualquer momento podemos ser traídos. Traídos por quem? Pelas pessoas estranha? Não seria traição, pois não devotamos qualquer  devoção a estranhos. Podemos, sim, ser traídos pelas pessoas que mais amamos. Mas, por que isto acontece? Porque elas são humanas e o ser humano é frágil.
                Olhe para trás, veja quantas vezes já pisou na bola com as pessoas amadas e teve de pedir perdão para manter o relacionamento. O ato de pedir perdão é uma das mais belas provas de humildade.
                Esse ato demonstra como é grande a pessoa que está pedindo perdão. Mas, só terá coragem de pedir perdão quem perdoar sempre. Quem não perdoa será traído pela consciência quando precisar pedir perdão. Quando alguém nos faz mal, o fato de perdoarmos não vai liberar a pessoa de responder perante a Justiça Divina pelo mal que nos fez.
                Quando pedimos perdão não seremos libertos da dívida que contraímos ao fazer a outra pessoa sofrer. Mas então para que perdoar? A mágoa mantém algemadas as duas pessoas, quem feriu e quem foi ferida. O agressor muitas vezes nem vai se lembrar do ato cometido mas o agredido vai ficar noites acordado lembrando do ocorrido.
                É como se ele gravasse o acontecimento e assistisse ao replay, várias vezes, exaustivamente. Porque cada vez que se lembra sente tudo novamente. Daí a expressão ressentimento, ressentir, sentir de novo. Toda a adrenalina, a perna bamba, o batimento cardíaco acelerado se repete várias vezes, causando males incalculáveis àquela pessoa que foi ferida pelo agressor.
                É como se atraísse o sofrimento para si em um processo masoquista. Quando se perdoa ocorre a libertação da imagem que causou tanta violência no corpo e na alma. Mas, como perdoar algum eu não merece o nosso perdão? Não é por ela que se deve perdoar, é por você mesmo. O perdão é um processo que exige disciplina e muita força de vontade.
                Primeiro, inicie justificando o erro da pessoa que lhe fez mal. Repita diariamente, mesmo sem vontade, as seguintes frases: “Ele não fez por querer”, “Talvez esteja passando por muitos problemas”. No início você fará de má vontade mas, aos poucos, sentirá o que está verbalizando.
                Pense que a pessoa não fez por mal mas por fragilidade no coração e que, se você estivesse no lugar dela, talvez teria a mesma atitude. Fazendo isto, diariamente, com o passar de mais ou menos três meses, sentirá uma leveza tão grande. Será como se houvessem retirado um peso de 50 kg de suas costas. A vida ficará mais leve e novos horizontes se abrirão a você.
                Perdoar é como jogar no lixo alimentos que já estão estragados e que podem estragar os demais. Perdoe, sinta-se leve e seja feliz.


Do livro: Terapêutica do Perdão – Aloísio Silva
imagem: google

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