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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sábado, 11 de março de 2017

CULPA E CONSCIÊNCIA II

                Seja o que for que fizeste ou deixaste de fazer, a recordação, em culpa, daquele instante, de maneira alguma ajudará-te-á.
                Não poderás apagar o erro, lamentando-o, por mais te demores nesta atitude, tampouco experimentarás recompensa reter-te na lembrança do que poderias ter feito e deixaste de realizar. A aparente compensação que experimentes, enquanto assim permaneça, é neurótica, pois que voltarás às mesmas reminiscências que se transformarão em cáustico mental no futuro.
                Tudo quanto invistas para anular o passado, removê-lo ou deixa-lo à margem, será inútil.
                O que está feito ou aquilo que ficou para realizar, constituem experiências para futuras condutas.
                Águas passadas não movem moinhos – afirma o brocardo popular com sabedoria.
                As lembranças negativas entropecem o entusiasmo para as ações edificantes, únicas portadoras de esperança para a liberação da culpa.
                Há pequenas culpas que resultam da educação deficiente, neurótica, do lar, igualmente perturbadoras, mas de pequena monta.
                A existência terrena é toda uma oportunidade para enriquecimento contínuo.
                Cada instante é ensejo de nova ação propiciadora de crescimento, de conhecimento, de conquista. Saber utilizá-lo é desafio para a criatura que anela por novas realizações.
                Desse modo, quem se detém nas sombrias paisagens da culpa ainda não descobriu a consciência da própria responsabilidade perante a vida, negando-se à bênção da libertação.
                De alguma forma, quem cultiva culpa não deseja libertar-se, em tal postura comprazendo-se irresponsavelmente.
                Sai da forma do arrependimento e age de maneira correta, edificante.
                Reabilita-te do erro, através de ações novas que representam o teu atual estado de alma.
                Detém a conda dos efeitos perniciosos com a diluição deles nas novas fronteiras do bem.
                A soma das tuas ações positivas quitará o débito moral que contraíste perante a Divina Consciência, porquanto o importante não é a quem se faz o bem ou o mal, e sim, a ação em si mesma em relação à harmonia universal.
                Como consequência, a culpa deve ser superada mediante ações positivas, reabilitadoras, que resultarão dos pensamentos íntimos enobrecedores.

Fonte: MOMENTOS DE SAÚDE E DE CONSCIÊNCIA
Divaldo P. Franco/Joanna de Ângelis      
imagem: google 

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