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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


quarta-feira, 11 de novembro de 2015

HÁBITO DA SOLIDARIEDADE II

                Fazer ou deixar de fazer o bem é efeito natural da fé que se mantém, definindo-lhe a qualidade, cuja ação se transforma em hábito, que se incorpora à natureza, à personalidade de cada um.
                Quem se não acostuma a doar, nunca dispõe de oportunidade para auxiliar, encontrando motivos injustificáveis para recusar-se.
                Aquele que se aclimata ao trabalho solidário, sempre dispõe de tempo e recursos para fazê-lo.
                Os desocupados e indiferentes estão sempre muito cheios de horas vazias para tentar preencher algum espaço, por isso não dispõem de tempo para nada.
                Vivem extenuados pela inutilidade e pessimismo.


Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

terça-feira, 10 de novembro de 2015

HÁBITO DA SOLIDARIEDADE I

                Por mais te encontres cansado não te eximas de ser solidário com alguém.
                Talvez o problema do outro, aquele que te procura, seja menor do que o teu.
                Para ele, no entanto, por que se afigura muito grave, assim se faz.
                As tuas experiências de fé dão-te real dimensão de inúmeras ocorrências, e por isto podes ajudar mais com menos desgaste de forças e emoções.
                Quem percorre um trecho de estrada tem condições de apresentar notícias daquele caminho.
                Experiência é rota que cada qual deverá vencer mesmo que a grande esforço.
                A solidariedade, por isso mesmo, é pão de empréstimo, de que sempre o doador necessitará.
                Ninguém a pode prescindir, por mais que se pretenda isolar do convívio com o seu próximo.
                Na vida de todas as criaturas um momento surge em que a solidariedade se faz imperiosa, como socorro salvador.

Fonte: ALERTA – Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

PRECE

Senhor Deus do amor eterno,
Sabemos que nos renovas,
Por meio das grandes provas
Que abalam o coração;
Por isso não te rogamos
Que nos retires da estrada,
Quase sempre atribulada
De acesso à renovação.

Estamos a suplicar-te
Acréscimo de energia
Nas lutas de cada dia
E amparo libertador!
Necessitados de força,
Rogamos-te apoio amigo
Queremos viver contigo
No reino do Eterno Amor.

Maria Dolores


Fonte: mensagem recebida por Chico Xavier em 12/05/1977 em reunião mediúnica.
imagem: google

domingo, 8 de novembro de 2015

REENCARNAÇÃO DOS ANIMAIS

Pergunta - Perdi meu cachorrinho e sofri muito. Já havia tido outros animais, mas ele era especial. No dia falei: Não sei o que seria de mim sem ele. Ele faleceu 30 minutos após eu dizer isso. Será possível ele vir a renascer como um ser mais evoluído por ser tão inteligente? Pode ser um humano? É possível?
Resposta - A cada reencarnação voltamos mais evoluídos à nova experiência física. Ficamos melhores, mas como a natureza não dá saltos, frase de Leibniz as mudanças perceptíveis são letas e para um animal reencarnar em outra nova espécie ele precisa completar todo o seu cronograma evolutivo na espécie em que já está, antes de iniciar a experiência em outra mais evoluída. Mesmo assim, existem inúmeras espécies intermediárias entre a fase de caninos e homem, por exemplo, por onde esse espírito deve passar. Essas fases intermediárias ocorrem tanto nesse como em outros mundos e não somente em mundos físicos, mas também espirituais. Para um animal chegar à fase humana, pode levar décadas, séculos ou milênios. Então, é possível que, algum dia, o espírito que habita hoje um corpo animal se torne apto a ocupar um corpo humano, mas isso exige tempo e vivências para aquisição de mais experiência nas fases anteriores à humanidade. O mais provável é que nesse caso ele retorne em um corpo de cão, novamente, e em um lugar onde possa evidenciar todo o seu aprendizado anterior, isto é, em um lar onde haja a possibilidade de demonstrar seu potencial de inteligência. Assim como em relação a tudo nesse mundo físico, o apego excessivo pode ser prejudicial em momentos de separação, como o que ocorreu nesse caso. A amizade é importante, o carinho também, mas não podemos perder de vista que os animais tem existência física finita e sua caminhada evolutiva é independente da nossa. O apego excessivo é prejudicial tanto aos animais quanto ao nosso espírito que não encontra paz enquanto não nos desligamos desse excesso.


Fonte: A ESPIRITUALIDADE DOS ANIMAIS – Marcel Benedeti
imagem: google

sábado, 7 de novembro de 2015

CONDIÇÕES DA LIBERDADE

(J. Herculano Pires)
O princípio da liberdade é um anseio natural do homem e constitui o fundamento de todas as realizações duradouras. Sabemos que o homem é, na Terra, entre os seres visíveis que a povoam, o único realmente dotado de livre arbítrio. Mas a liberdade eé condicionada pela responsabilidade, sendo que a responsabilidade, por sua vez, não pode existir sem liberdade.
Estamos diante do que poderíamos chamar a dialética da autonomia. Da interação de liberdade e responsabilidade surge a síntese da independência, tanto em plano individual como no coletivo.
Questão 825 de O Livro dos Espíritos:
“Pergunta: Há posições no mundo em que o homem possa gabar-se de gozar de liberdade absoluta? – Resposta: Não, porque vós todos necessitais uns dos outros, assim os pequenos como os grandes”. Esse problema foi amplamente analisado por Kardec no estudo “Liberdade, Igualdade e Fraternidade”, publicado em Obras Póstumas. Ali encontramos esta proposição: “Do ponto de
vista do bem social a fraternidade figura em primeira linha, é a base. Sem ela não poderá haver igualdade nem liberdade verdadeiras. A igualdade decorre da fraternidade e a liberdade é uma consequência das duas”.
Temos assim duas condições sociais para a liberdade, que são os princípios de igualdade e fraternidade, é uma condição moral que é a responsabilidade. A essas condições Emmanuel propõe os corolários da obediência e do serviço. Sem obediência as leis divinas, que nos mandam servir ao próximo por amor, não há liberdade. Por outro lado, a liberdade absoluta não existe, é apenas um sofisma. Vivemos no relativo e não no absoluto.
Mas o que são as leis divinas? Um código de moral escrito? Para o Espiritismo as leis divinas são as próprias leis naturais, criadas por Deus. Existem desde os planos inferiores da Natureza. Os sofistas modernos pedem a liberdade dos instintos animais do homem, mas o Espiritismo nos adverte da existência dos instintos espirituais que constituem as exigências da consciência. E entre esses acentua a presença da lei de adoração que nos impulsiona a todos em direção a Deus.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

HONRARÁS A LIBERDADE

(Emmanuel)
Honrarás a liberdade, não para voltar às brumas do passado em cujos desvarios já nos submergimos muitas vezes, e que te impeliram a tomar novo corpo no plano físico, mas frequentemente para resgatar as consequências infelizes dos atos impensados.
Estimarás a liberdade para cultivar a consciência tranquila pelo exato desempenho dos compromissos que esposaste.
Muitos companheiros da Humanidade se farão ouvir, diante de ti, alinhando teorias brilhantes em se referindo a independência e progresso, quase sempre para justificar o desgovernado predomínio do instinto sobre a razão, como se progresso e independência constituíssem retorno ao primitivismo e a animalidade.
Ouvirás a todos eles com tolerância e bondade, observando, porem, as ciladas que se lhes ocultam sob o luxo verbalistico, a maneira de armadilhas recobertas de flores, e seguirás adiante de coração atento a execução dos encargos que a vida te reservou.
Sabes que a inteligência, quando se propõe desregrar-se no esquecimento dos princípios que lhe ditam comportamento digno, inventa facilmente vocábulos cintilantes, de modo a disfarçar a própria deserção.
Aceitaras o trabalho no grupo doméstico ou na equipe de ação edificante aos quais te vinculas, na produção do bem geral, doando o melhor de ti mesmo em abnegação aos companheiros que te compartilham a experiência, na certeza de que unicamente nas lutas e sacrifícios em que somos obrigados a viver e a conviver, uns a frente dos outros, é que conseguiremos a carta de alforria no cativeiro que nos aprisiona aos resultados menos felizes das existências passadas.
Orarás e vigiarás, segundo os ensinamentos de Jesus, e honraraás a liberdade qual ele mesmo a dignificou, amando aos semelhantes sem exigir o amor alheio e prestando auxilio sem pensar em recebê-lo.
Serás, enfim, livre para obedecer as Leis Divinas e sempre mais livre para ser cada vez mais útil e servir cada vez mais.


Fonte: Na Era do Espírito – Chico Xavier/José Herculano Pires
imagem: google

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

PAPÉIS DENTRO DO CASAMENTO III

                Quando não houver encaixes harmoniosos, será problemático, pois conflitos emergirão, desde os mais simples até os mais graves, chegando, em inúmeros casos, a promover a ruptura da interação afetiva.
                Desta feita, pode-se observar variados desencontros tendo em vista não existirem, numa certa circunstância, ressonâncias entre o que um espera do outro, e como o outro corresponde. Daí tem-se:
                - esposa, naquele dia, como filha, busca a figura parental no esposo, e ele se apresenta como homem ansiando união sexual. Caso ela ceda ao sexo, não se sentirá bem, pois é como se estivesse estabelecendo uma relação incestuosa, simbolicamente, com o pai.
                - esposo, em certo momento, como filho, procura o aconchego maternal na esposa, mas esta responde emocionalmente como filha. Instala-se o atrito pela frustração dele em não encontrar o acolhimento que esperava da parceira-mãe.
                Assim, podem se repetir em vários momentos da vida do casal conflitos por falta de entrosamento na dança do casamento, quando desempenham papéis não alinhados como: pai-mulher, homem-mãe, filho-mulher, filho-filha, etc.
                Porém, é lamentável e mais doloroso quando, ao longo da vida, em vez de uma situação eventual, o casal mantém um padrão fixo de convivência numa das disfuncionalidades mencionadas. O conflito e o desgaste progressivo do relacionamento serão inevitáveis.
                Em resumo, o par deve observar os dois pontos fundamentais para constituir uma relação conjugal, conforme preconiza Allan Kardec: a lei divina material, a união sexual, e a lei divina moral, o amor.
                Sem prejuízo das funções essenciais, o casal pode e deve apresentar funções complementares, sincrônica e sinergicamente, quais sejam: pai/filha, filho/mãe, amigo/amiga, companheiro/companheira, etc.
                É necessário haver autopercepção e conhecimento mútuo para a identificação de como anda a interação afetiva com cada parceiro no cotidiano existencial.
                É saudável que ambos criem o hábito de verbalizar claramente como estão emocionalmente seus desejos e expectativas, carências e outros conteúdos emergentes. Isto para que cada um possa ajustar-se criativamente junto ao outro, assumindo o papel que lhe cabe para estabelecer um bom encaixe em cada circunstância de vida – e na vida como um todo – casando-se dia após dia, conforme propõe Emmanuel.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google