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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


segunda-feira, 14 de abril de 2014

O TORMENTO DO EGOÍSMO

            Recorda-te que a pérola pálida e preciosa é uma defesa do organismo da ostra à agressividade do grão de areia do seu organismo. Silenciosa e continuamente, o animálculo envolve o invasor na exsudação da sua mucosa ferida e abençoa-o com deslumbrante beleza.
            A humildade realiza o mesmo, quando o egoísmo tenta espezinhá-la, submetê-la e destruí-la.
            Examina as nascentes da alma e extirpa o egoísmo no seu nascedouro, trabalha do sem cansaço pela tua ascensão na obra em tudo.
            Com esse poder defluente do esforço de ser melhor, alcançarás a emoção afetuosa da alegria de autossuperação das tendências infelizes, logrando as bênçãos da verdadeira fraternidade.

Do livro: Entrega-te a Deus     
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: tucatupada.com.br

domingo, 13 de abril de 2014

HISTÓRIA - O Pintor

                Certo pintor foi contratado para pintar o barco de um homem rico, que morava na mesma cidade que ele. Durante seu trabalho, perceber um furo no casco, que poderia provocar o afundamento da embarcação e por em risco seus ocupantes. Reparou o problema e concluiu seu trabalho, deixando o barco como novo.
                Dias depois, o dono do barco o procurou para pagar pelo serviço feito. Ao receber o cheque, o pintor notou que o valor era muito superior ao combinado. Estende-o de volta, informa o emitente sobre o erro e o valor correto. E o homem rico se explica:
                - O cheque é seu e você merece o valor que registrei aí. Depois que recebi o barco de volta, pintado, e deixei que meus filhos saíssem nele, é que me lembrei do furo no casco, que queria ter-lhe pedido que reparasse antes da pintura. Corri, desesperado, até à beira do lago, imaginando que o barco teria afundado e meus filhos morrido. Encontrando-os de volta à terra firme, tomei conhecimento de que você havia feito o conserto sem que eu lhe pedisse. Além do serviço perfeito, você não me cobrou por ele. Aliás, sequer o mencionou. Você tem ideia do que fez? Foi além do demandado e salvou a vida dos meus filhos. Receba o cheque – você merece cada centavo.
                O pintor ouviu com atenção e retrucou:
                - Por favor, pegue seu cheque de volta e me faça outro, no valor que havíamos combinado pela pintura. Não me tire a oportunidade e o prazer de ter sido útil sem ganho financeiro. A alegria que sinto, sabendo que fui útil, ainda mais acrescido com a possibilidade de ter salvado as vidas de seus filhos, é pagamento mais do que suficiente pelo que fiz. Além disso, creio que a vida deles vale muito mais do que isso. Mesmo que e aceitasse seu dinheiro, não creio que você consideraria que foi o suficiente.
                Essa parábola, cuja origem é desconhecida, nos leva a refletir nas nossas motivações. De tudo o que fazemos num dia de trabalho, o que é motivado pela remuneração pretendida, e o que é pelo espírito de servir além do pagamento? Quanto somos levados a agir em troca de algo, e quanto apenas pelo prazer de fazer um bem, mesmo que pequeno? Que fração de nós é mercantil, e que fração é benemérita? Já aprendemos a agir de forma totalmente desinteressada, pelo menos em algumas oportunidades, ou só nos movimentamos tendo em vista alguma compensação?
                Trabalhar por um salário é justo e necessário, afinal de contas precisamos sobreviver. Mas trabalhar só pelo salário é muito empobrecedor. Qualquer um que só vise o ganho, financeiro ou não, sempre recebe mais do que vale.
                O espírito de servir vai muito ale do simples trabalhar. Implica uma doação de algo que flui da alma e só pode fazê-lo quem tem o que doar. Mercenários que somos na maior parte do tempo, sempre pensamos em termos de reciprocidade. Num mundo mesmerizado pelo consumismo exacerbado, pensamos o tempo todo em termos de troca – o que ganho, se lhe dou isso? Qual a paga pelo meu esforço extra? Quanto vale cada gesto que faço?
                Nessa pauta, perdemos um dos prazeres mais puros e, talvez, o que mais dignifica o homem – o prazer de servir, de fazer o bem pelo bem. Essa incapacidade é que nos leva a cobrar a gratidão do outro – “Não precisa me pagar; basta-me um ‘muito obrigada’! “Na própria expressão de agradecimento está o aprisionamento moral do beneficiado, que passa a estar obrigado a uma contrapartida. E recusamos novos préstimos, se o outro não é agradecido o suficiente.
                Doadores não cogitam retorno.
                Conta-se que alguém, observando o trabalho abnegado de Madre Teresa de Calcutá, disse-lhe:
                - Irmã, por dinheiro nenhum do mundo eu faria o que a senhora faz!”.
E ela respondeu:
- “Nem eu, meu filho, nem eu.”
Poucos entendem essa postura, e muitos a reprocham.
O ato de bondade desinteressado é alimento para nossas almas.

José Lourenço de Souza Neto

Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – janeiro/2014
imagem: www.sidneylace.com.br

sábado, 12 de abril de 2014

EFEITO ADDAMS

                É natural sempre que saímos da companhia de algumas pessoas ou de determinados ambientes desagradáveis comentarmos sobre o peso do ambiente ou do nível das conversas. Inconscientemente, sabemos que tudo que existe tem à sua volta a vibração que lhe é natural. Em se tratando do ambiente, claro que ele é resultado do que falam e pensam seus habitantes.
                Esta vibração característica a cada pessoa e que pode impregnar lugares, pode ser definida como uma psicosfera ou uma atmosfera psíquica que nos envolve como reação de tudo que pensamos.
                Cada um de nós carrega consigo o resultado do que produzimos em nosso interior. A maneira mais fácil de entender isso é através do efeito Addams e destaco este termo devido ao seriado da televisão chamado Família Addams, onde havia, entre os personagens, uma nuvem preta que os acompanhava onde iam. Pois bem, o mesmo ocorre conosco. Quando reclamamos constantemente, acabamos criando nossa psicosfera pessoal como uma verdadeira nuvem preta que nos segue e influencia o tempo todo. É como se fosse nosso inferno pessoal e vai onde vamos.
                Nem precisamos de muita reflexão para definir que tipo de companhia espiritual é atraída por esta nuvem, que encontra ressonância no mundo dos espíritos novamente obedecendo a lei de simpatia, onde os semelhantes se atraem.
                É por este ponto de vista que sempre que temos uma companhia espiritual desagradável, devemos entender muito mais como um convidado atraído por aquele que sofre a perturbação do que um intruso pernicioso.
                Somos responsáveis por nós mesmos e isso é ótimo, afinal, é baseado nisso que poderemos sempre modificar nossas disposições mentais e, desta forma, a própria vida.


Do livro: Terapia Antiqueixa – Roosevelt Andolphato Tiago

sexta-feira, 11 de abril de 2014

RIGIDEZ II

                O projeto da Vida Maior é conscientizar-nos, não sentenciar.
                Nosso planeta está repleto de criaturas intelectualizadas e influentes, mas nem por isso sábias e habilitadas para todas as coisas. Por mais inteligente que seja o ser humano, sempre haverá um universo de coisas que ele desconhece.
                Muitas pessoas matam, roubam e mentem sem vacilação alguma, mas será que sabem perfeitamente que isso não é certo?
                Estar no intelecto não é a mesma coisa que estar na profundeza da alma. Ter informações e receber orientações não é a mesma coisa que integralizar o ensinamento, ou mesmo, saber por inteiro.
                O homem julga necessária uma coisa, sempre que não descobre outra melhor. À proporção que se instrui, vai compreendendo melhormente o que é justo e o que é injusto e repudia os excessos cometidos, nos tempos de ignorância, em nome da justiça.
                Os erros são quase que inevitáveis para quem quer avançar e crescer. São acidentes de percurso, contingências do processo evolutivo que todos estamos destinados a vivenciar.
                Em vez de repelirmos nossos erros, deveríamos analisá-los atentamente como se fossem verdadeiros objetos de arte, evitando, assim, futuros comprometimentos.
                Deus permite que o erro integre o nosso caminho. Aliás, ele faz parte das nossas condições evolutivas, para que possamos aprender e assimilar as experiências da vida. Os erros são ocorrências consideradas admissíveis pela legislação do Criador.
                Deus não condena ou castiga ninguém, mas o oposto: instituiu leis harmoniosas e justas que nos conduzirão fatalmente à felicidade plena, apesar de nossas faltas e desacertos.
                Por que então usar de rigidez perante os acontecimentos da vida?


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: avidanoalem.blogspot.com

quinta-feira, 10 de abril de 2014

RIGIDEZ I

                Quando agimos erroneamente é porque não sabemos como fazer melhor. Ninguém, de forma deliberada, tem desejo de ser infeliz; portanto, ninguém escolhe o pior. Os feitos e as atitudes peculiares de cada criatura estão intimamente ligados a seu desenvolvimento físico, mental, social e moral. Nossa maturidade espiritual é adquirida através das experiências evolutivas no decorrer de todos os tempos, seja na atualidade, seja no pretérito distante.
                Tudo o que fazemos está relacionado com nossa idade astral. Inquestionavelmente, fazemos agora o que de melhor poderíamos fazer, porque estamos agindo e pensando conforme nossas convicções interiores; aliás, a idade astral é gradativa pois está vinculada às nossas percepções evolutivas.
                As criaturas que agem com austeridade em determinada circunstância acreditam que aquela é a melhor opção a tomar. Porém, quando o amadurecimento conduzi-las a ter uma melhor noção a respeito dos relacionamentos humanos, elas assimilarão novas maneiras de se comportar e passarão a agir de forma coerente com seu novo entendimento. A concepção de bem se amplia de acordo com nosso desenvolvimento espiritual.
                A proposta cristã pagar o mal com o bem sugere: castigar por castigar não transforma a criatura para o bem, mas somente o amor é capaz de sublimar e educar as almas.
                A pena de morte é uma rigidez dos costumes humanos. Propõe matar o corpo físico como punição pelas faltas cometidas com o esquecimento, porém, de que somente transfere a problemática para outras faixas da vida e cria revolta e desarmonia no ser em correção.
                A dor apenas terá função dentro dos imperativos da vida, enquanto os homens não aceitarem que somente o amor muda e renova as criaturas.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: www.motivacaoagora.com.br

quarta-feira, 9 de abril de 2014

EXPERIÊNCIA DOMÉSTICA

Ordem, trabalho, caridade, benevolência, compreensão começam dentro de casa.

A parentela é um campo de aproximação, jamais cativeiro.

Aprendamos a ouvir sem interromper os que falam à mesa doméstica, a fim de que possamos escutar com segurança as aulas da vida.

O lar é um ponto de repouso e refazimento, nunca mostruário de móveis e filigranas, conquanto possa e deva ser enfeitado com distinção e bom gosto, tanto quanto possível.

Quem pratica o desperdício, não reclame se chegar à penúria.

Benditos quantos se dedicam a viver sem incomodar os que lhe compartilhem a experiência.

Evite as brincadeiras de mau gosto que, não raro, conduzem a desastre ou morte prematura.

O trabalho digno é a cobertura de sua independência.

Aconselhe a criança e ajude a criança na formação espiritual, que isso é obrigação de quem orienta, mas respeite os adultos em suas escolhas, porque os adultos são responsáveis e devem ser livres nas próprias ações, tanto quanto você deseja ser livre em suas ideias e empreendimentos.

Se você não sabe tolerar, entender, abençoar ou ser útil a oito ou dez pessoas do ninho doméstico, de que modo cumprir os seus ideais e compromissos de elevação nas áreas da Humanidade?

Muitos crimes e muitos suicídios são levados a efeito a pretexto de se homenagear carinho e dedicação no mundo familiar.


Fonte: Sinal Verde – Chico Xavier/André Luiz
imagem: 7todaverdade.blogspot.com

terça-feira, 8 de abril de 2014

PREOCUPANTE ADVERTÊNCIA

                Por certo, não existirá criatura alguma, dotada de lucidez e pleno exercício da razão que não desejará usufruir de felicidade e paz, decorrentes do estado de serenidade, advindo da vivência prática das sábias e inesquecíveis lições de Jesus.
                No entanto, entre o querer e o poder, existe um imenso e profundo abismo de superação a ser vencido. Em realidade, almejamos esse oásis de conforto ainda presos a infindáveis e confusos comportamentos, que evidenciam nossa caminhada por trilhos tortuosos e distantes dos reais objetivos da prosperidade espiritual.
                Já conhecemos, detalhadamente, o Evangelho de Jesus. Há mais de dois mil anos esse manual carregado de intensos e valiosos ensinamentos está em nossas mãos. Á o lemos inúmeras vezes, já o comentamos em várias oportunidades, á o ensinamos aos outros em muitas ocasiões, mas ainda não conseguimos vivenciá-lo na prática. E, por essa razão nos encontramos atolados no lamaçal da dor, da angústia e das decepções.
                Ante o nosso descaso, pelos reais valores da vida, Jesus ainda chora...
                Somos pródigos e fartos em criar necessidades inúteis, quase sempre exagerando em cuidados exteriores, atendendo aos chamamentos vaidosos e ilusórios do mundo, mas pouco atentos ao zelo e acuidade com o nosso interior. Tal deliberação nos mantém distantes das nossas reais finalidades aqui na Terra. Desprendemos tempo e recursos fartos no cultivo de fantasias e ilusões, efêmeras e passageiras, e não temos o mesmo ideal e forças para a concretização de ações seguras e resistentes, no âmbito das conquistas espirituais, procedimento indispensável que nos indicará, com acerto, a direção de Jesus.
                Incontestavelmente, temos o livre arbítrio. A decisão e a responsabilidade pelas escolhas serão sempre nossas. Poderemos pautar os nossos dias sob as acertadas orientações do Cristo, hoje, ou adiar para o porvir o que, num certo momento, terá que ser feito.
                Jesus enalteceu a função terapêutica do perdão, informando os malefícios decorrentes do ódio, do rancor, da violência e do ressentimento. Sabemos disso, mas ainda temos intensas dificuldades de colocar tal assertiva em prática.
                Destacou a importância de amarmos uns aos outros, esclarecendo o valor da fraternidade e da compreensão no contexto da família humana, oriunda do mesmo Pai Celestial. Mas o egoísmo e o orgulho que, descuidadamente, mantemos em evidência, tem ofuscado a paz social.
                Falou da importância e da necessidade daqueles que podem mais em auxiliar e proteger os que podem menos. No entanto a ganância e a sovinice que ainda predominam na Terra, continuam fazendo nascer rios de lágrimas e montanhas de dor nos corações torturados.
                Ressaltou os reconhecidos valores do amor, como veículo de afetividade e entendimento entre os homens, na compactação de uma sólida base de solidariedade. Todavia, infelizmente, a mágoa e a intolerância tem sido mensageiras deletérias de tragédias e infortúnios de toda ordem, enegrecendo o panorama humano.
                Lembrou os malefícios produzidos pelo excessivo apego material, onde poucos possuem mito e muito vivem com tão pouco. Mas ainda damos vazão ao sórdido desejo de ter sempre mais e mais bens materiais, não dando qualquer atenção aos que ficam sem nada.
                Portanto, não fica difícil a observação de que ante a moldura social do momento, Jesus ainda continue a “chorar por todos os que conhecem o Evangelho, mas não o praticam...”
                Reflitamos, maduramente, e nos esforcemos ao máximo, visando contribuir, dentro das possibilidades que temos, para colocar um sorriso no semblante de Jesus.

Waldenir Cuin


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – setembro/2013
imagem: alcidir.blogspot.com