Existem quatro atributos essenciais para que a vontade se manifeste plenamente: força, competência, auto-amor e felicidade.
Segundo atributo:
Competência – vimos que a força é a base da vontade, mas somente força não basta. É preciso que a pessoa tenha competência para mudar, isto é, que ela saiba como mudar. Muitas pessoas são sinceras em seu processo de mudança, querem verdadeiramente mudar, mas não a realizam de forma competente. Acabam, em virtude disso, forçando-a, resultando em bloqueios das emoções, muita exigência consigo mesmos, fatos que as tornam muito rígidas e, mais cedo ou mais tarde, acabam tendo problemas resultantes dessa postura, pois forçam a sua natureza.
Essas pessoas usam apenas a força de vontade e, por isso, acabem se tornando prepotentes consigo mesmas. Utilizam o poder sem direcionamento inteligente e amoroso e acabem por emperrar o próprio processo de mudança.
Para que possamos mudar de uma forma tranqüila e suave, é necessário agregar a força de vontade, a competência para que o esforço seja o menor possível.
Toda mudança necessita da força, mas é preciso que essa força seja utilizada de forma inteligente, transformando-a em esforço competente.
O segundo tributo da vontade, a competência ou habilidade é o exercício da inteligência, tanto a cognitiva, quanto a emocional, adquirindo-se sabedoria para bem direcionar a força.
Para vencer a inércia da acomodação em nossas dificuldades egóicas, muitas vezes precisamos de uma força inicial grande para começar o movimento de mudança, mas depois que iniciamos, a força exigida deverá ser cada vez menor, poupando-se energia no processo todo. Por isso, é indispensável a competência, o exercício da inteligência para direcionar a força de vontade.
O uso adequado de energia é fundamental para se exercer a vontade, com objetivo de mantê-la sempre viva. Ao observarmos a natureza, percebemos que tudo nela realiza um esforço para exercer a sua função, mas esse esforço deve ser o menor possível para não se gastar energia desnecessariamente. É a lei do mínimo esforço. É necessário cultivar em nossa intimidade, o esforço continuado, paciente e perseverante.
Para isso é fundamental o desenvolvimento das inteligências cognitiva e emocional, da sabedoria, de modo a utilizar, de forma hábil, a força de vontade. O uso adequado da inteligência estará munindo a pessoa de instrumentos para exercer a vontade, gerando o esforço necessário para a mudança.
Para desenvolver essa competência, é fundamental o emprego de técnicas como: a meditação, a reflexão, a oração, etc, com o objetivo de se conseguir suavizar a força necessária para a mudança.
Meditação, reflexão, oração são instrumentos fundamentais para facilitar o processo de mudança, não para realizá-la em si mesmo. Portanto, como toda e qualquer ferramenta, necessita ser utilizada frequentemente e na hora certa, senão enferrujará e se tornará inútil.
O tipo de inteligência que deve ser mais desenvolvido é a emocional, que é resultado do exercício do auto-amor, próximo atributo da vontade. O auto-amor estará direcionando a força e a inteligência, criando o poder inteligente e amoroso.
Hoje em dia encontramos muitos recursos como livros, curso, seminários, psicoterapia, para ajudar as pessoas em seu processo de mudança, mas, muita pessoas que têm acesso a esses recursos, justificam-se em não usá-los porque dá muito trabalho. Novamente, o que as impede é a inércia. Dizem que querem mudar, mas quando se lhes mostra como fazê-lo, desistem, alegando que é muito difícil e trabalhoso. Com tal atitude, deixam os recursos de lado e continuam se queixando da sua triste sina.
(continua)
Do livro: PSICOTERAPIA À LUZ DO EVANGELHO DE JESUS
Alírio de Cerqueira Filho
2 comentários:
Oi Denise!
Para ocorrer a mudança não é suficiente só a força de vontade e as ferramentas que dispomos nem sempre nos fazem conseguir pelo caminho mais fácil, a vontade para mudar não é algo que cai do céu, precisamos ter discernimento para fazer escolhas e ir adiante.
Beijinhos e tudo de bom!
Oi amiga Denise. Que ótima matéria. Precisamos ter força, coragem e perseverança para mudar nossos hábitos e vícios contrários às leis de Deus.
De nada adianta tentarmos uma reforma intima sem conhecimento e fé. Somente atingiremos esta condição com maturidade espiritual.
Felicidades querida,
Carlos espírita
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