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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 1 de junho de 2012

O ADOLESCENTE NA BUSCA DA IDENTIDADE E DO IDEALISMO II

Há uma tendência no jovem para fugir aos programas elaborados, às experiências vividas por outrem, ao aproveitamento da sabedoria dos mais antigos. Cada ser é uma realidade especial, que necessita vivenciar suas próprias aspirações, muitas vezes equivocando-se para melhor compreender o caminho por onde deve seguir. Em razão disso, experiência e uma conquista pessoal, que cada qual aprende pelo próprio esforço, não raro, através de erros que são corrigidos e insucessos que se fazem ultrapassados pelo êxito.
Quando alguém deseja impor seu ponto de vista, transfere realização não lograda, para que o outro a consiga, assim alegrando aquele que se lhe torna mentor.
A educação propõe e o educando aprende mediante o exercício, a reflexão, o amadurecimento.
Os modelos devem ser silenciosos, falando mais pelos exemplos, pela alegria de viver, pelos valores comprovados, ao invés das palavras sonoras, mas cujas práticas demonstram o contrário.
Quando alguém convive com adolescente encontra-se sob a alça de mira da sua acurada observação. Ele compara as atitudes com as palavras, o comportamento cotidiano com os conteúdos filosóficos, não acreditando senão naquilo que é demonstrado, jamais no que é proposto pelo verbo. Em razão disso, surgem os conflitos domésticos, nos quais os genitores se dizem incompreendidos e não seguidos, olvidando-se que são os responsáveis, até certo ponto, pelo insucesso das suas proposições.
A identidade de cada um tem suas características pessoais, e essas não podem, nem devem ser clones, nos quais se perde a individualidade.
A busca da identidade no adolescente é demorada, qual ocorre com o indivíduo em si mesmo, prolongando-se pelo período da razão, amadurecimento e velhice.
Por isso mesmo, nem sempre a avançada idade biológica é sinônimo de sabedoria, de equilíbrio. Jovens há, maduros, enquanto idosos existem que permanecem aprisionados na criança caprichosa e renitente da infância não ultrapassada.
O idealismo brota do âmago do ser e deve ser cultivado pelos genitores, que estimularão as tendências positivas do filho, oferecendo-lhe os recursos emocionais e afetivos para que ele possa materializar a aspiração do mundo íntimo. Quando se revelar a tendência para o idealismo perverso, o desequilíbrio firmado no egoísmo, no capricho, nos desregramentos morais, é necessário ensinar-lhe a técnica de como canalizar as energias para o lado melhor da vida, propondo ideais práticos e mais imediatos, que sejam
compensadores psicologicamente, de forma que a eleição se opere com naturalidade, por meio da substituição daqueles que são perturbadores por esses outros que são satisfatórios.
Ao invés das lutas contínuas, que se fazem imposições descabidas, enriquecidas de queixas e lamentações pelo investimento dirigido ao filho, a quem se informa não saber aproveitar tudo quanto recebe, é justo que todas as propostas sejam apresentadas de forma edificante, sem acusações nem rejeições, mas com espírito de tolerância e compreensão, até que o discernimento do adolescente aceite como fenômeno natural a contribuição, tendo em mente que a escolha foi própria e que isso é bom para ele, não porque outros assim o queiram, porém porque mais o conforta e o agrada.

ADOLESCÊNCIA E VIDA       
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS

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3 comentários:

Bel Rech disse...

Não é fácil a adolescência, pois a realidade é diferente daquilo que eles buscam...não existe um objetivo hoje que eles queiram buscar e também a maioria tem tudo nas mãos.Nós pais devemos ajudá-los e não entrar em conflito, pois também fomos adolescentes e não podemos comparar com o passado.
Paz e bem

Dilmar Gomes disse...

Amiga Denise, passando por aqui para apreciar os ensinamentos espirituais dos teus posts.
Um abraço. Tenhas um ótimo fim de semana.

Lúcia Bezerra de Paiva disse...

A infância é uma etapa muito importante, sendo nela que se deve sedimentar os valores espirituais e
consequentemente morais. Mas, é na adolescência, que a família e os que "lidam" com o jovem devem ficar mais alerta nas alterações do humor, nas mudanças de hábito. Toda atenção, é pouca nessa fase de formação do caráter, da personalidade.
Muito importante, esse tema.

Um domingo de paz, Denise.