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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 23 de novembro de 2012

O RECONHECIMENTO DO AMAR AO PRÓXIMO NA ADOLESCÊNCIA II



           As experiências desenvolvidas na infância, no que diz respeito à cooperação, resultado das brincadeiras que ampliaram a capacidade de trocar brinquedos e alimentos, transformam-se em sentimentos de amor, que crescem em altruísmo e solidariedade. Esse partilhar, esse expressar solidariedade, exige a contribuição valiosa e inestimável do sacrifício pessoal, sem correr o risco da competitividade, do conflito, já que proporciona a compensação de descobrir-se útil, portanto, participante do progresso que se torna inevitável.
A auto-estima acentua-se, no adolescente, que descobre ser aceito pelo seu grupo social, particularmente pelos valores íntimos de que se faz portador, pela capacidade de cooperar, de eliminar dificuldades e impulsionar para a frente todos aqueles que se lhe acercam. Essa valorização do si exterioriza-se como forma de auto-conhecimento, que expande o amor, favorecendo a lídima fraternidade.
Naturalmente surgem momentos difíceis, caracterizados por decisões que não são ideais, mas a experiência do erro demonstra que aquela é a forma menos eficaz para a colheita de resultados felizes, o que ajuda no amadurecimento das realizações.
Sem receio de novas tentativas, permite-se ampliar o círculo de relacionamentos e contribuir de alguma forma em favor das demais pessoas.
Esse tentame sócio-afetivo começa no lar, onde o adolescente redescobre a família, reaproxima-se dos pais, entendendo-lhes a linguagem e os interesses que mantiveram em oferecer o melhor, nem sempre pelos caminhos mais certos. Aparece um valioso sentimento de afetividade e de tolerância para os erros da educação, eliminando mágoas e reservas emocionais que eram mantidas, ao mesmo tempo transformando-se em motivo de contentamento geral.
Da reintegração no conjunto da família se alarga em novas motivações com os colegas e amigos, na escola, no trabalho, no clube de esportes e área de folguedos, porque os seus são sentimentos do amor que plenifica.
É característica desse período não exigir ser amado, mas compensar-se enquanto ama, efetuando uma auto-realização emocional.
A sua filosofia de vida o induz ao espírito de solidariedade mais ampla, cabendo a doação de coisas e até mesmo uma certa forma de autodoação.

ADOLESCÊNCIA E VIDA                
DIVALDO PEREIRA FRANCO/JOANNA DI ÂNGELIS


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