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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 29 de julho de 2014

INSEGURANÇA


              A insegurança traz como características psicológicas os mais variados tipos de medo, como o e amar, o da mudança, o de cometer erros, o da solidão, o de se pronunciar e o de se desobrigar. O inseguro não confia no seu valor pessoal, desacredita suas habilidades e desconfia de usa possibilidade de enfrentar as ocorrências da vida, o que o impulsiona a uma fatal tendência de se apoiar nos outros.
                Por não compreender bem seu poder interior, apega-se na afeição do cônjuge, filhos, outros parentes e amigos e, assim, acaba dependendo completamente dessas pessoas para viver. Em vez do amor, é a insegurança a fonte principal que o une aos outros; por isso, controla e vigia em razão das dúvidas que tem sobre si mesmo.
                O inseguro, por não saber que não pode controlar os atos e atitudes das outras criaturas, cria grandes dificuldades em seus relacionamentos, gerando, consequentemente, maiores cobranças e barreiras entre eles.
                A hesitação torna-o criatura incapaz de se sentir bastante firme para agir. Nunca possui certeza suficiente e quer sempre mais se certificar das coisas. É excessivamente cauteloso e vigilante; está em constante sobreaviso e desconfiança  de tudo e de todos, por causa do medo das conseqüências futuras de suas ações do presente.
                Os inseguros desenvolvem muitas vezes uma devoção mórbida em relação às cuasas e aos ideais, ou se associam a um parceiro forte e dinâmico para compensar sua necessidade de apoio, consideração e segurança. No primeiro caso, eles podem assumir diante do mundo a posição de crentes exaltados, querendo convencer todos de uma verdade que eles mesmos não acreditam; no segundo, buscam alguém que lhes corresponda ao modelo de seus genitores, para que, novamente, venham a se nutrir da autoridade, decisão e firmeza que encontravam nos pais, quando crianças.
Muitos ainda buscam refúgio numa atividade intelectual e se colocam, por exemplo, na posição de autoridade literária, como estratégia emocional, a fim de estimular em torno de si uma atmosfera de bem informados e, portanto, grandiosos e seguros.
Angústias são fragilidades que as criaturas inseguras sentem, a sensação de mal-estar, por acreditarem que estão constantemente sendo observadas e julgadas e também pela perpétua situação mental de vulnerabilidade diante do mundo.
Os inseguros não são assertivos; em outras palavras, não se expressam de modo direto, claro e honesto. Omitem defesa a seus direitos pessoais por medo e evitam encontros ou situações em que precisam expor suas crenças, sentimentos e idéias.
O título de Senhor de Si Mesmo poderá definir bem a segurança e firmeza de Jesus Cristo. Seguindo Seus passos, a humanidade alcançará a estabilidade e serenidade interior que busca há tentos séculos – a conquista dos seres despertos e amadurecidos do futuro.


Do livro: As Dores da Alma – Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed
imagem: drleonardverea.blogspot.com

3 comentários:

ღ Magda ღ disse...

As pessoas inseguras necessitam de ajuda, pois nem sempre são aceitas e compreendidas dentro e fora de sua família.
Ótimo texto!
Beijos com carinho.

Dilmar Gomes disse...

Amiga Denise, acho que a insegurança
é algo torturante.
Um abraço. Tenhas um dia abençoado.

tesco disse...


Penso que insegurança não é uma inabilidade própria dos fracos, mas uma fase pela qual todos passamos em determinadas situações da vida.
E, afinal, a vida apresenta aspectos multi-variados.
Por isso todos nós necessitamos de um apoio que consideremos seguro, uns apelam pra santos, outros pra amuletos, outros ainda para uma fé dogmática, alguns para hierarquia... Assim, muitos são os apoios encontrados.
O Espiritismo nos ensina a confiarmos sempre, quando inserimos nosso esforço próprio na tarefa.
Dessa maneira o auxílio nunca deixa de surgir.
Beijos.