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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


terça-feira, 2 de setembro de 2014

A CRIANÇA E O ESPIRITISMO I

                A proteção à infância é um requisito fundamental, não apenas para a sobrevivência da humanidade, mas, também, para o aperfeiçoamento da civilização. Há séculos que pensadores de diferentes áreas de conhecimento chamam a atenção para os fiscos a que a criança está exposta. Tais pensadores, como, por exemplo, Léon Denis, realçam a importância de uma educação voltada para o aperfeiçoamento das novas gerações, que sucederiam as atuais nas várias atividades da vida social.
                O que significa proteger a infância? Como isso pode ser realizado? O que o Centro Espírita pode e deve fazer? Essas são questões que exigem reflexão cuidadosa. No capítulo VII, de O Livro dos Espíritos, o item VI, “Da infância”, traz vários apontamentos importantes sobre essa fase do desenvolvimento. Chama à atenção a pergunta 385, na qual Allan Kardec interroga a espiritualidade sobre as modificações que ocorrem no indivíduo, principalmente a partir do final da adolescência. São várias e interessantes as considerações feitas a essa pergunta, contudo, vamos nos deter a um ponto relacionado a este artigo: ... os espíritos não ingressam na vida corpórea senão para se aperfeiçoarem, para se melhorarem... Ao aceitarmos tal afirmação, precisamos, com urgência, verificar se as atividades que propiciamos ou permitimos aos nossos filhos podem, de fato, ajudá-los no aperfeiçoamento espiritual.
                Muitas pesquisas vêm relatando o que sucede em um dia típico da vida das crianças. A resposta preocupante na atualidade é o tempo que a criança fica exposta à mídia. Na década de 70, uma criança ficava cerca de duas horas diante da televisão. Hoje, ela permanece quatro horas ou mais vendo TV ou entretida em games nada inocentes. Nesses divertimentos elas são estimuladas à aquisição e ao consumo de diversos produtos comestíveis e utilitários como roupas, calçados, brinquedos, etc.
                Esse é o principal processo para induzir as crianças a se tornarem consumistas quase obcecadas. Qual é o mecanismo indutor? Muito fácil de entender: há uma associação nada sutil entre o produto exposto e um estado da criança. Por exemplo, no caso dos games, a movimentação rápida de personagens, o jogo de cores e sombras, os sons repetitivos, a necessidade de decodificar a cena e responder a ela em fração de segundo, tudo isso produz uma hiperexcitação no cérebro, ou em algumas áreas do cérebro. Tal excitação é suavizada pela interrupção do jogo e pela visão de biscoitos, refrigerantes, barbies, roupas, etc. Produto e logomarca ficam registrados no inconsciente da criança e reaparecem em diferentes situações do cotidiano. Algo semelhante ocorre diante da TV. O resultado desse estilo de vida, para uma boa parte das crianças é bem conhecido: consumismo, diminuição de oportunidades de engajamento em outras atividades e efeitos colaterais do tipo obesidade, diabetes, TDAH, agressividade, risco à drogadição, erotismo infantil e demais mazelas associadas.
 (continua)
 Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – março/2014

3 comentários:

Élys disse...

Os pais devem ficar mais atentos com a educação das crianças nestes tempos de muita tecnologia.
Um abraço,
Élys.

Pérola disse...

A educação é fulcral, vital mesmo.

Beijo

tesco disse...


A tecnologia encanta, e é justamente aí
onde reside seu perigo.
Crianças não sabem ainda reconhecer seus
limites, é para isso que somos pais.
Quando falham os pais, a humanidade retarda
seu avanço.
Beijos.