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CONHEÇA O ESPIRITISMO - blog de divulgação da doutrina espírita


sexta-feira, 16 de outubro de 2015

AO FAZER O BEM, NÃO ESPERE FACILIDADES

                O filme da Irmã Dulce nos mostra que mesmo fazendo o bem, ela encontrou adversários, opositores, aproveitadores e passou por humilhações variadas, porém ainda assim prosseguiu em sua missão.
                Muitos de nós consideramos que o fato de fazer o bem facilitará as coisas.
                Alguns pensam: Meu Deus, ajudo tanta gente, mas recebo provas pesadas.
                É assim mesmo que funciona, não adianta nos iludirmos. Estamos em um planeta de provas e expiações, sujeitos a situações e testes dos mais variados matizes. As provas não vêm apenas para nós, mas para todos que estão encarnados em planetas na categoria de provas e expiações.
                No entanto, importante lembrar que realizando o bem estaremos atraindo a nós a presença dos bons espíritos que nos auxiliarão a vencer nossas provações. Ademais, fazer o bem, cumprir as obrigações, ser honesto, correto, integro, enfim, praticar o evangelho traz-nos o que há de mais preciosos neste mundo: a paz de consciência.
                Paz de consciência que reflete na serenidade do espírito que sabe de suas limitações, todavia, também reconhece seus esforços por superar a si mesmo, e por isso está em paz com sua própria consciência.
                Penso que o segredo é nos desapegarmos da ideia de que fazendo o bem receberemos de volta o bem. Se fazemos o bem pensando no que receberemos de volta, fica um pouco complicado, uma espécie de moeda de troca com o universo, mais ou menos do tipo assim: Faço o bem hoje porque quero receber o bem amanhã. Contudo, nossa visão ainda limitada e imediatista não sabe realmente o que é o bem para nós. Não raro a situação complicada de hoje é o degrau para a felicidade do amanhã. Eis, então que, quando o que queremos não acontece, vêm a decepção e a frase: Poxa! Faço o bem, cumpro com minhas obrigações, mas só recebo pedrada da vida.
                O problema é que as coisas têm o seu próprio tempo, mas nós, apressados, queremos antecipar tudo.
                Calma!
                Nada de esperar moleza porque faz trabalho voluntário, ajuda os mais necessitados e coisas do gênero.
                Não encontraremos facilidades em nada. E isso é bom, porque são as dificuldades que nos fazem exercitar as potencialidades do espírito.
                Mesmo que nossos ideais sejam nobres, devemos esquecer facilidades.
                Se tenho um objetivo, que eu o faça acontecer. Ociosos esperar do céu, se nossas mãos estão inertes.
                A propósito, se algum dia encontrarmos numa dessas esquinas do universo Kardec, Gandhi, Irmã Dulce ou Madre Tereza, perguntemos a eles se encontraram facilidades em suas trajetórias.
                Provavelmente a história narre a saga desses personagens de forma menos dramática do que realmente foi.
                Mas eles prosseguiram.
                E nós, vamos seguir adiante ou parar?

Wellington Balbo


Fonte: Jornal Espiritismo Estudado – jan./2015
imagem: google

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