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segunda-feira, 19 de outubro de 2015

CASAMENTO E ESTILO DE COMUNICAÇÃO II

                Sucede ao casal complementar, caso não se ajuste em harmonia na dinâmica de interação comunicacional. Nasce uma disfuncionalidade, configurando uma doença no acasalamento chamada de rigidez. Nessa posição, os companheiros da afetividade se fixam em suas verdades, entrincherando-se em seus pontos de vistas. Aqui não há espaço para a flexibilidade, pois sobra orgulho.
                Nesse perfil distorcido de relacionamento, um quer afirmar seu jeito sobre o outro, advogando a área em que transita com mais facilidade, em detrimento de outra, cuja habilidade pertence ao companheiro de caminhada, como se se tratasse de competências excludentes, de verdades inconciliáveis.
                Por isso, de acordo com as características dos parceiros, vemos o litígio entre eles, pela dualidade emoção e razão; objetividade e subjetividade; força e ternura; intuição e análise; digressão e praticidade, dentre outros. Frequentemente, os traços antagônicos presentes no modo de ser do casal se manifestam como num duelo, em disputa desengonçada dentro do relacionamento: um loquaz e o outro lacônico; um observador e o outro fazedor; um visual e o outro sinestésico; um visionário e o outro pragmático; um apressado e o outro, lento...
                Também as suas diferentes negatividades se prestam para acusações despropositadas, sujeitas que ficam a uma análise sob critérios de pessoas que funcionam bem distintas. Decorre, então, entre eles, a defesa estabelecida por meio do ataque.
                A rigidez de personalidade faz com que cada um se cristalize na sua verdade, no seu ponto de vista, gastando muito tempo e energia em tentar convencer o outro, bem como em desqualificar a posição diferente da sua.
                Em algumas situações, essa atitude é tomada como birra, teimosia, ignorância em face da resistência em mudar de posição; às vezes, é significada como atitude de desamor ou de agressão por parte daquele que não consegue entender o porquê de o parceiro se manter fixo na sua posição, e assim reciprocamente.
                Desse modo, todos os casais são chamados a exercer a arte da boa comunicação mediante o manejo de seus conteúdos de semelhanças e diferenças coexistentes em todas as relações afetivas; seja no casal similar, seja no casal complementar, valendo-se da humildade como parte da competência amorosa, única  capaz de promover uma comunicação conjugal em nível de excelência.


Fonte: CASAMENTO: A ARTE DO REENCONTRO – ALBERTO ALMEIDA
imagem: google

Um comentário:

Dilmar Gomes disse...

Pois é cara amiga Denise, acho que para o casamento transitar pelo canal harmônico se faz necessário, muitas vezes, que se apare arestas, que se use e abuse das ferramentas da tolerância e da relativização do ego.
Um abraço. Tenhas uma semana abençoada.