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PODEM NOS TIRAR AS FLORES, MAS NUNCA A PRIMAVERA.

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quarta-feira, 28 de outubro de 2015

SOFRIMENTO ANTE A MORTE I

                A impermanência de todas as coisas e pessoas no mundo físico é também extensiva à conjuntura do sofrimento.
                A sua vigência resulta da intensidade dos fatores causais que o engendraram.
                O campo de energia afetado, no caso das doenças, terminada a prova ou a expiação que depuram, recompõe-se, facultando o equilíbrio. Não obstante, nos sofrimentos morais, quando a desarmonia é emocional, por meio do autocontrole, da oração, da meditação, das ações de beneficência, o ser mais facilmente se libera, deixando de valorizar demasiadamente as ocorrências aflitivas, considerando-as naturais no processo evolutivo, e, por consequência, aceitáveis.
                A aceitação do sofrimento é o passo decisivo para a liberação dele, enquanto a rebeldia produz efeito totalmente contrário.
                Compreendendo-se que o corpo é uma organização delicada, sujeita a deterioramento, desgaste e transformação pelo fenômeno da morte, nele não se colocam as bases da vida, nem se fixam as realidades essenciais. Assim, quando lhe sucedam as desconexões e os desajuste, advindo-lhes a interrupção, a morte não se transforma em motivo de desgraça, de ruína.
                A preparação conveniente para enfrentar a morte faculta uma aceitação do seu fatalismo, e, portanto, uma diminuição do sofrimento.
                Quem, na vida material deposita todas as suas aspirações e nela vê um fim único, constatando-lhe a interrupção, o cessar de manifestações, experimenta superlativas dores morais, que se transformam em sofrimentos físicos sem lenitivo imediato.
                Assim, as dores tem mito a ver com as disposições psicológicas de cada indivíduo, a maneira de encarar a vida e a sua estrutura, os acontecimentos e as suas matrizes.
                A morte, por ignorância da vida, tem sido através dos milênios a causa de sofrimentos inimagináveis, desencadeadora de tragédias e de desconforto sem-fim.
                Todo fenômeno biológico que se inicia, naturalmente cessa. Tudo que nasce, no plano físico, interrompe-se, transforma-se, portanto, morre.
                Não há prazo, nem determinismo absoluto de tempo, dependendo de inumeráveis razões para que o ciclo que começou se encerre... Assim, a morte é inevitável e o sofrimento que ela gera resulta somente de má interpretação dos objetivos da vida.
                O apego à forma transitória, que se decompõe, produz a perturbação emocional, dando ideia de que tudo se consumiu, nada mais restando como finalidade da existência humana.

(continua)

Fonte: PLENITUDE         
Divaldo Pereira Franco/Joanna de Ângelis
imagem: google

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